Notas iniciais
Olá pessoas. Desculpe a demora. Mais além de andar muito ocupada esses dias, priorizei meu tempo em atualizar minhas outras fics. Enfim, aí está mais um capítulo.

Dean reduziu a velocidade do impala e parou em frente á casa indicada por Sam. Vários detetives forenses andavam pelo imóvel que tinha uma fita amarela em toda sua volta. Indicava que ali era uma cena de crime... ou massacre, como alguns jornais sensacionalistas rotulavam.

Dean tirou a chave do contato e desceu do carro. Sam e Anne fizeram o mesmo um segundo depois. Samantha não estava junto. Depois de muita briga e discussão, ela finalmente concordou em ficar na casa de Bobby recebendo em troca um belo e gigante urso de pelúcia

Os três caminharam em direção a casa com o distintivo falso em mãos.

- O que houve aqui? – Sam perguntou a um dos policiais próximos.

- Parece que a coisa foi bastante séria. – ele respondeu após conferir os distintivos deles. – O pai e a mãe foram mortos... ou melhor, dilacerados... Não temos nem idéia do que pode ter sido o causador... – O homem tirou o boné e coçou a cabeça. – O estômago deles sumiu... literalmente. – ele deu uma leve risadinha mais ao ver a expressão séria dos outros calou-se. “Palhaço” – Anne pensou – “Se fosse o estômago dele, ele não riria assim.”

- Será que podemos entrar? – Sam perguntou ajeitando a gravata vermelha que usava

O homem assentiu negativamente com a cabeça. – Creio que não. – ele disse. – A polícia ainda não começou o trabalho por aqui... Qualquer coisa que fizerem podem afetar o resultado final.

- Tudo bem. – Anne murmurou tentando não parecer ofensiva. Resultado: Falha total. O policial até deu um passo para trás. Dean tentou esconder o riso. – Voltaremos depois após termos falado com seus superiores. Obrigada...

**************

- Já é meia noite, isso tudo é mesmo necessário? – Sam perguntou ao irmão que examinava a rua para se certificar de que não havia ninguém.

- Claro que é, maninho... – Dean deu um sorriso e desceu do carro. Anne já estava do lado de fora. Ela era rápida. Muito rápida... Rápida demais para um ser humano.

A rua estava escura e silenciosa, nenhum carro, nenhum ser vivo. Apenas os três e a neblina que os rodeava. A casa tipicamente americana de fachada marrom estava completamente escura. Anne tirou a pistola da cintura e segurando-a em punho caminhou em direção á porta de entrada.

Com um chute Dean conseguiu abrir a porta. Nada. Nenhum ruído lá dentro.

A sala não estava bagunçada, nem parecia ser cena de um crime. Dean subiu as escadas para o segundo andar, Sam caminhou até a cozinha e Anne o seguiu.

O chão bege da cozinha estava manchado. Uma poça de sangue rodeava o cadáver da mulher de cabelos loiros. Ao seu lado o homem, que provavelmente seria seu marido tinha o pescoço mole. Os ossos quebrados não sustentavam o peso da cabeça, emoldurada por lisos cabelos castanhos claro.

Sam suspirou pesadamente enquanto Anne se virava de costas para os olhos, agora sem vida, do casal. Não gostava nem um pouco daquilo. Sam fitou os próprios pés por um momento. Os olhos azuis de Anne estavam marejados e os lábios soltavam aceleradamente o ar quente.

- Tudo bem, Ann... — Sam susurrou no ouvido da moça enquanto passava a mão em seus cabelos carinhosamente. — Você não precisa olhar se não quiser.

- Tá. — Ela assentiu com um falso sorriso, enquanto dava alguns passos em direção á sala. — Eu vou lá em cima ver o que Dean conseguiu achar.

Ela subiu as escadas deixando Sam sozinho com seus pensamentos, e com os corpos sem vida dos jovens. Ele deu um passo a frente e observou que a cabeça de ambos pendia para o lado. Com certeza, os ossos do pescoço haviam sido quebrados. E pela tamanha força do ato, a cabeça se separou do corpo, ficando ligada apenas pela pele que agora era pálida e fria.

Terrível. Era a palavra que Sam usava para definir... aquilo.

**************

Sam havia pego algumas amostras da casa e do corpo das vítimas. Ouviu leves passos na escada e se virou. Anne caminhava graciosamente em sua direção com um sorriso... estranho, nos lábios. Ela não se importou mais com o casal no chão. Isso deixou o Winchester incrivelmente intrigado. O que Dean havia feito para uma melhora tão visível?

- Dean pediu que nós fossemos pegar a menina, e depois fossemos para o hotel fazer as reservas. — ela murmurou acariciando a mão dele.

- Porque Dean não vai conosco?

- Ele disse que ainda tem que resolver umas coisas aqui. — Ao ver que Sam ia novamente contestar, ela pressionou o indicador em seus lábios. — Não, ele não precisa de ajuda.

Sam não discutiu. Apenas sorriu para a mulher, e de mãos dadas caminharam para fora da casa.

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*POV. Dean Winchester:

- Dean, estou com medo. – Anne sussurrou com lágrimas nos olhos. Eu e ela estávamos amarrados em um armário velho e poeirento com vários casacos grandes e inúteis.

- Eu sei, Ann. – Eu suspirei segurando a mão dela que estava amarrada com a minha pelos pulsos com uma corda. Estava realmente desconfortável ali, mais ela tinha mais do que reclamar do que eu. Meu corpo estava colado com o dela. Isso pra mim já bastava. Eu sabia que não era o momento certo, mais aquilo estava me deixando excitado.

A cabeça dela estava apoiada em meu ombro, era um espaço pequeno. Senti a respiração dela em meu pescoço. Pelo menos ela não estava chorando.

- Sam não vai nos procurar? – ela perguntou pesarosa. Eu não sabia o que dizer. Já havia tentado chamá-lo, ou arrombar a porta do armário mais nada havia dado resultado. Era uma droga!

- “Ela” deve tê-lo levado. – eu murmurei acariciando os longos e macios cabelos de Anne. – Eu ouvi som de motor.

- Tem razão. – ela meneou de leve a cabeça se aproximando mais de mim. Senti um arrepio em meu corpo, enquanto ela procurava uma posição mais confortável. É. Ela podia continuar procurando... Eu estava adorando aquilo. – Mais e se Sam estiver correndo perigo? Temos que encontrá-lo.

Meu rosto iluminou-se ao me lembrar de Castiel.

- O que foi? – ela me perguntou.

Dei um sorriso de canto. – Deus podia nos dar uma mãozinha. – ela me encarou incrédula. – CASTIEL!

Nada. Só silêncio.

- CASS! CASTIEL! CAST-.

- Ei... pare de gritar. Eu já ouvi. – Castiel repentinamente abriu a porta do armário, e fez as cordas que nos amarravam se transformarem em pó.

- Cass! Valeu cara. – Eu exclamei enquanto saia daquele armário, e trazia Anne comigo.

- Obrigada. – Anne agradeceu com um sorriso sutil de canto. – Hm, Castiel, não é?

Ele não respondeu. Apenas ficou lá com uma cara de tacho, encarando Anne. Ele não podia ficar babando em cima da minha garota! Assim? Na cara dura? Sem nem ao menos disfarçar? Ah, cara! Ele estava completamente pasmo.

- Mary Anne? – Ele sussurrou para si mesmo com um sorriso estranho. Meio nostálgico.

- Ei... O que está acontecendo aqui, afinal? – eu indaguei vendo que Anne agora também o fitava.

Nenhum dos dois me respondia nada. Até quando eles iam ficar assim? Se encarando apaixonadamente como se o mundo em volta nem existisse? Eu não sabia o que fazer. Entrei na frente de Anne, obrigando Castiel a olhar para mim.

- Obrigado pela ajuda, Cass. – Nem esperei ele responder. Puxei Anne pela mão pra fora daquela casa, e pra longe de Castiel. Realmente, havia algo de errado com aquele anjo!

*************

O hotel de aparência barata, e por também dizer, meio fúnebre era o único mais próximo daquele quarteirão. Sua gasta pintura bege estava sendo manchada pela chuva

- Olá. Boa tarde. – a recepcionista de cabelos pretos presos em um coque e um óculos que a deixavam mais velha disse com um simpático sorriso nos lábios sem batom. – O casal gostaria de se hospedar aqui? Temos uma suíte especial, para recém casados. Tenho certeza que ficarão confortáveis.

- Er... sim, gostaríamos de nos hospedar, mais não somos recém casados. – Sam murmurou sem graça.

- Mais vamos ficar com sua suíte especial. – Anne deu um sorriso torto para a mulher que desviou o olhar do dela rapidamente para checar algo no computador.

- Ok. – A mulher assentiu e depois de pedir o nome deles, entregou-lhes a chave do quarto 3. – Boa estadia.

Anne chegou ao apartamento e ficou extremamente inquieta, andava de um lado para o outro observando o cômodo, e fugindo de algo.

Sam se esparramou na cama e ela andou até ele com uma careta emburrada. – Ei Winchester... esqueceu que temos que buscar a menina?

Sam arfou pesadamente, o jeito como Anne estava falando estava realmente muito esquisito. – Sim, temos.

- Então o que está esperando, vamos. – ela exclamou com raiva, e ao ver Sam lhe lançar um olhar desconfiado, pulou sobre ele com uma expressão mansa. – Oh Sammy, eu adoro aquela menina, fico preocupada que algo aconteça com ela, e com você. Vocês são minha vida.

Sam sorriu com a declaração de Anne. E ela o abraçou entusiasmadamente, enquanto ele passava a mãos pelos seus cabelos.

- Eu também fico muito preocupado com você. – ele dizia enquanto Anne pressionava os lábios em seu pescoço. – Ann... Hmm... – ele gemeu.

Anne olhou para frente e viu sua imagem refletida na televisão desligada. Seu corpo estava perfeito, porém, seus olhos amarelos brilhantes denunciavam sua verdadeira imagem.

Tinha que resolver aquilo antes que Sam percebesse. Sem perder tempo abriu os primeiros botões da camisa e deixou a peça deslizar pelo corpo caindo de encontro ao chão gelado. Sam não teve como dizer nada, como ela queria que ele negasse aquilo, se ela estava lá. Aquele corpo perfeito, sendo cada vez mais rápido descoberto. Ele estava completamente vencido apenas ao vê-la com aquela lingerie preta.

O Winchester mais novo suspirou profundamente fechando os olhos. Quando abriu, mais peças de roupa estavam no chão. E ela caminhava como uma felina em sua direção.

- Ann... eu... acho melhor...nã- — Ele tentou dizer, mais já era tarde demais pois a mulher já postara-se em seu colo beijando-lhe com voracidade. Ele não disse mais nada. Apenas ficou beijando-lhe o pescoço enquanto ela se livrava rapidamente de sua roupa. A mulher sabia que aquele não era o motivo do qual havia a levado alí, mais porque não aproveitar o momento com um homem atraente como o Winchester para compensar todo aquele tempo em que passou com aquela aparência terrível?

*************

Dean e Anne subiam apressadamente os degraus da escada do hotel. Corriam contra o tempo, e finalmente chagaram ao quarto que a recepcionista havia indicado. Dean não pensou duas vezes e arrombou a porta com um forte chute que quase quebrou as dobradiças.

Sam? – Eu exclamei assustado. Ele se virou para mim soltando a... Cópia de Anne?

Bom… eu não sabia mesmo o que era aquilo. Como poderia haver duas Anne? Minha melhor suposição era de que poderia ser um metamorfo.

Ele podia ter facilmente se transformado em Anne, para assim, confundir Sam. Eu gruni e dei um tiro na criatura. Confesso que era realmente difícil tendo ela o corpo da mulher que eu amava. Com tudo, eu era o Dean, nenhuma criatura é páreo para um Winchester.

Ou no caso de Anne uma futura Winchester.

Assim que a bala de prata do meu revólver atingiu o peito da criatura ela tombou fechando lentamente os brilhantes olhos amarelos.

- Anne? – Sam exclamou perplexo se levantando da cama e tampando o corpo nu com o lençol. Há. Mais esse moleque ia ter que me ouvir mais tarde! – Mas como?... Vo-ocê... Você... estava aqui.

- Era só um metamorfo. – Anne suspirou meia envergonhada. Encarava o corpo nu do Metamorfo que nesse momento era o seu. – Sam, como não percebeu que não era eu? Não reparou nos olhos?

- Eu não sei. – Sam balançou a cabeça. – Fui seduzido. Ela não me deixou nem tempo para respirar muito menos para ver se seus olhos estavam brilhantes ou não!

Eu arfei tentando trazer a calma para dentro de mim. Ok, concordo. Não era Anne. Era apenas um metamorfo imbecil copiando-a sem permissão. Mais mesmo assim, me sentia mal.

Senti alguém segurar meu braço. Uma macia mão quente tocando minha pele. – Dean, acho que vou até o hall. Vai comigo?

- Oh, claro Ann. Dê-me só um minuto. – Eu sorri de canto e fui a encaminhando para a porta. Ela assentiu e saiu do quarto fechando a porta em seguida. – Vamos comprar alguma coisa para comer. Sam, vista-se logo e nos encontre lá em baixo.

- Certo Dean. – ele respondeu desengonçado e entrou rapidamente no banheiro.

Olhei mais uma vez para o corpo nu do metamorfo sobre a cama. Muitos pensamentos surgiram em minha cabeça... Será mesmo que ele conseguia copiar todos os detalhes? Todos os maravilhosos detalhes que ela escondia embaixo da roupa?

Sorrateiramente caminhei em direção a cama, e quando fui puxar o lençol que tampava seu busto, a porta do banheiro sendo aberta me obrigou a parar. Droga, Sam!

- Ei... o que está fazendo? – ele perguntou com um sorriso malicioso enquanto vestia o casaco de couro marrom.

- Eu que devia estar lhe perguntando isso, irmãozinho.