Notas iniciais
- Demorou mas aqui esta a continuação dessa historia. Espero que comentem dessa vez para me animar e escrever o próximo capitulo. Obrigado.

– E Gotham City está em estado de alerta! – disse a âncora do telejornal. – Uma onda de criminosos desesperados estão em frente à prisão de Blackgate implorando para serem presos. O fato parece estar ocorrendo devido à ameaça do vigilante Batman, transmitida ontem pela TV. Além da onda de criminosos que estão indo a Blackgate para se entregar as autoridades, surgiu também um outro grupo que está saqueando a cidade toda. Vamos falar agora diretamente de um link ao vivo na penitenciaria de Blackgate com o diretor Norman Kane.

– Olá Susan, eu estou aqui na sala do diretor e daqui mesmo dá pra ouvir a gritaria lá fora dos que se dizem criminosos e que exigem serem presos. Aqui do meu lado esta do diretor do Presidio Blackgate, Norman Kane. Diretor, qual a situação atual.

– A faça-me o favor! Você tá cego ou o que?! – respondeu o diretor. – É caos total, não tá vendo? As cadeias estão super lotadas, e mesmo assim tem supostos criminosos acampando do lado de fora da prisão esperando a oportunidade de ser preso. E eu não prendo qualquer um. Temos que ver a ficha criminal de cada suspeito, meu amigo.

– Que difícil a situação. – disse o repórter. – Você acha que toda essa zona é devido a ameaça do Batman na noite passada?

Bem...tudo indica que sim. – disse o diretor enxugando a testa com um lenço. – Mas isso é um absurdo! Esses criminosos pensam que Batman vai estar em toda a Gotham ao mesmo tempo pra pegar cada um! São uns asnos filhos duma p...

– Desliga essa merda! – disse Duas- Caras para seu capanga. Ele obedece e desliga a TV.

– Chefe... – disse um dos capangas que estava visivelmente com medo. – O que a gente faz agora? Se rende?

– Claro que não imbecil! – gritou Duas-Caras ameaçando dar um soco no capanga, que num impulso cobriu o rosto com o braço.

Duas-Caras se recompôs e começou a brincar com sua moeda, jogando ela para cima e para baixo com o dedão da mão queimada.

– Esse bando de lixo que estão querendo se render são meros amadores. — começou a dizer- Pinguim era um amador. Ele só era bom em roubar, não em matar. Já eu sou sim. Não vou me jogar na prisão por conta própria por causa daquele maluco de capa.

– E o que a gente vai fazer chefe? – disse o capanga.

– Vamos mata-lo, é obvio! – respondeu Duas – Caras.

– Mas chefe – começou a dizer o capanga, ainda tremendo de medo. – A gente já tentou um monte de vezes e ele sempre escapa.

–Duas-Caras agarrou a moeda quando ela desceu em sua mão e olhou para o seu capanga com uma expressão chateada.

– Idiota, você não vê a oportunidade que temos em mão?! Batman perdeu o juízo, está louco. Não deve estar pensando como antes. Estrategicamente. Ele é como uma metralhadora atirando para todas as direções sem mirar. Se esse imbecis que se dizem criminosos percebessem isso, juntos daríamos um fim a ele. Mas como sempre, se você que algo bem feito, faça você mesmo.

Duas-Caras colocou um charuto na boca, acendeu um isqueiro e começou a dar umas baforadas. Seu capanga olhava para a calma que o seu chefe demonstrava diante da situação. Quando, de repente uma torta que veio do nada atingiu o rosto de Duas-Caras. O prato escorreu do rosto dele. Seu charuto havia se apagado. O capanga olhou a cena por um segundo e deu uma gargalhada alta. Duas-Caras olhou de lado para ele com tremendo ódio no olhar. O capanga subitamente cessou a risada tampando a boca com as duas mãos. Duas-Caras sacou o revolver e gritou:

– Quem foi que fez isso?!

– Você é mais idiota do que esse seu cachorrinho, Cara-Assada. – disse uma voz que veio de um canto escuro da sala.

Duas-Caras apontou para a direção da voz.

– Quem está ai?!

Das sombras saiu Coringa. Ele estava com as mãos nas costas e com os ombros levantados. Sua expressão era de profundo desgosto.

– Coringa! Como entrou aqui? – disse Duas-Caras abaixando a arma.

– Isso não interessa – disse Coringa. – Você acha que Batman está em desvantagem depois de ter ficado louco? Rá, não me faça rir! Não viu o que ele fez com Falcone e o narigudo do Pinguim?

Duas-Caras puxou uma cadeira e se sentou. Tirou um lenço do terno e limpou a torta que estava no seu rosto.

– Falcone era um amador, igual Pinguim.

Coringa pegou uma cadeira e virou ela deixando o encosto das costas para frente. Se sentou e colocou os braços sobre o encosto. Sua expressão ai era de chateação. Ficou desse jeito encarando Duas-Caras por um certo tempo. O capanga estava olhando de um para o outro, assustado, como se estivesse no meio de uma guerra-fria. O silencio perdurou por minutos e Coringa continuava a encarar Duas-Caras que já havia perdido a paciência.

– O que foi?! Era só isso?! Por que tá me encarando sem dizer mais nada?!

– Estou tentando imaginar alguém com uma burrice maior que a sua. – disse Coringa calmamente. – Mas até agora não obtive sucesso.

Duas-Caras ergueu as sobrancelhas ao ouvir a ofensa. Seu capanga insinuou outro ataque de risos, mas tampou a boca ao ver o chefe olhando para ele daquele modo ameaçador e levantando a arma. O capanga, visivelmente assustado, foi vagarosamente em direção a TV, deixando os dois super-vilões sozinhos. Duas-Caras voltou sua atenção a Coringa.

– Do que cê tá falando hein? – perguntou Duas-Caras.

– Estou falando que agora que Batman pirou a situação para nós não vai ficar nada boa. A única regra de Batman era não matar. E agora nós vimos que ele não tem regra nenhuma.

Duas-Caras ficou por dois segundo pensando no que acabou de ouvir.

– E por que você tá tão preocupado? Era você mesmo que sonhava em deixa-lo fora do juízo! – disse ele apontando para o Palhaço.

Coringa fez uma cara triste.

– Eu sei, eu sei. Mas eu tinha em mente que ele iria se juntar a mim e juntos iriamos arrasar com Gotham. – Ele fez uma expressão de raiva. – Mas o desgraçado pegou toda a diversão para ele. Todos estão com a atenção virada para o caos que ele está fazendo. Quase ninguém prestou atenção na brincadeira que eu fiz no hospital. E agora um monte de idiotas que se chamam criminosos estão destruindo Gotham, e não vai sobrar nada para mim... – disse ele tristemente fazendo beiço e baixando a cabeça até o encosto da cadeira.

Duas-Caras olhou para Coringa com uma expressão de que ouviu a coisa mais esquisita do mundo. Ele então fechou os olhos e puxou ar pelo nariz para se acalmar.

–Tudo bem. – disse calmamente. – E o que acha que devemos fazer agora?

Coringa colocou as mãos no rosto pálido.

– Eu não sei! Eu não sei! – debruçou os braços barra baixo e ficou olhando tristemente o chão por alguns segundos.

Vendo o estado de melancolia do colega de crime, Duas-Caras decidiu que não havia nada a fazer no momento. Tirou calmamente um charuto de dentro do paletó queimado e colocou na boca. Ele ia começou a acende-lo

– Já sei!!! – gritou Coringa de súbito. Duas-Caras com o susto deixou o charuto cair da boca.

– O que é agora?! – gritou o vilão semiqueimado.

Coringa esta com um enorme sorriso e seus olhos brilhavam de emoção.

– Vamos chamar o Su..

–CHEFE, CHEFE!!! – Gritou, de repente o capanga de Duas-Caras que estava vendo TV.

– O que foi? – gritou o vilão. – Não está vendo que estou tendo um assunto serio aqui?

– Venha ver chefe. No noticiário!! – falou o capanga chamando com a mão Duas-Caras sem tirar os olhos arregalados para a televisão.

– Eu não quero saber de noticiário nenhum. – berrou Duas-Caras

– Acho que deveria. – disse o capanga. – Estão falando do Batman.

Duas-Caras e Coringa olharam um para o outro pasmos. Correram rapidamente em direção a TV. Nela o ancora do telejornal falava e atrás dele um telão mostrava, novamente, a Penitenciaria de Blackgate.

– Temos novas informações de Blackgate. – disse o ancora. – Parece que mesmo com a superlotação os supostos criminosos que queriam ser presos entraram a força no local. Parece que Batman conseguiu o que queria. Ape... dos...sa..

A imagem começou a chuviscar e saiu do ar. Segundos depois uma nova imagem apareceu na tela. E nela estava Batman, sorridente.

– Olá povo de Gotham. Como estão vendo, eu sozinho prendi mais de 90% dos criminosos de Gotham. Os que restaram nas ruas eu mato depois. O importante é que agora vocês podem dormir com segurança. Mas eu sei que vai ser por pouco tempo, porque a Justiça é corrupta e vai liberta essa doença novamente para as ruas. Então...

Batman apontou um controle e ligou um monitor que estava atrás dele. Nele apareceu uma imagem de tempo real da Penitenciaria de Blackgate.

– Então eu decidi dar um jeito nisso de uma vez por todas.

Batman saiu de frente da câmera e apenas a imagem de Blackgate estava à mostra. Coringa e Duas-Caras olharam um para o outro, como se não tivessem entendido as ultimas palavras de Batman. Voltaram as suas atenções para a Tv. A imagem de Blackgate ainda estava lá em pleno silencio. Ela tremeluziu por meio segundo quando BUM!!! A prisão de segurança máxima virou uma bola de fogo explodindo para todos os lados. Concreto e aço se espalhavam no ar. Centenas de vidas simplesmente foram aniquiladas.