Batman - A Loucura do Morcego
1 Capítulo 1
- Coringa, seu maluco. – disse Batman enraivecido.
- Ah, vai se ferrar Batman. Não tem uma ofensa nova pra mim? — disse Coringa.
- Diga onde está a bomba! – gritou Batman.
- Você sabe que não é assim que funciona Batbicha, hahaha.
Isso já estava durando mais de uma hora e Batman não sabia o que fazer. Poucas horas atrás o Coringa invade o sinal de TV de toda Gotham desafiando Batman a participar de mais uma brincadeira de mau gosto. Ele ameaçou explodir um hospital de Gotham a meia-noite. E mais uma vez só restava a Batman correr contra o tempo para impedir essa tragédia. Usando a tecnologia de Lucius Fox, ele foi capaz de localizar o sinal de transmissão do Coringa. Mas isso custou tempo e faltava meia-hora para o fim do prazo. E mesmo capturado o Coringa não queria falar.
- O que você quer dessa vez? – questionou Batman.
- Deixa eu ver. Quero que escreva na bunda ‘’ Coringa é o nosso Rei’’, hahahaha.
- Seu merda!
Não era a primeira vez que o Coringa desafiava Batman contra o tempo. Mas nas vezes anteriores uma pista para a solução sempre escapava do sorriso do palhaço quase que subliminarmente, ajudando, assim com que Batman resolve-se o caso. Mas agora a situação esta mais complicada.
- Pela ultima vez. Onde esta a bomba?!
- Cheira o meu dedo Batman. – disse Coringa mostrando o dedo médio.
Batman já não podia mais segurar o ódio e desfere um soco na cara sorridente de Coringa que o faz cair no chão. Com o nariz sangrando, a única reação dele foi cair na gargalhada.
- Seu desgraça... – Batman ia desferir outro soco no caído Coringa quando recebeu uma pancada na cabeça que o fez cair de lado.
- Não toca nele porque ele é meu! – gritou a Arlequina que surgiu do nada segurando sensualmente seu martelo gigante.
Batman estava caído e meio tonto, com a mão tocando o local onde foi golpeado. A raiva o fez descuidar-se por isso foi atingido tão fácil, pensou ele. Coringa se levanta, tira a poeira das calças e da um beijinho de agradecimento no rosto de Arlequina que fica com o olhar brilhando de alegria.
- Esse Batbobo é muito cruel. – disse Arlequina segurando o rosto de Coringa. – Meu bombonzinho tá sangrando muito. Eu devia ter trazido uns esparadrapos quando fomos ao Hospital de Idosos de Gotham hoje cedo.
De repente o rosto alegre de Coringa mudou para uma expressão de espanto.
- Sua burra!! – Gritou ele.
Batman então reagiu rapidamente e lançou duas bat-rangues uma para cada vilão. Os dois são atingidos na cabeça e caem. O Homem Morcego se levanta rapidamente e corre para fora do edifício abandonado. – Não há tempo para prendê-los. – pensou. Ele entra no Batmóvel e dispara em direção ao Hospital de Idosos de Gotham. Só restavam vinte minutos.
Atravessando todos os sinais e desviando de pedestres e veículos Batman liga para o Comissário Gordon e lhe diz onde esta a bomba.
- Não se preocupe, eu mandei unidades para todos os principais hospitais. A uma no Hospital de Idosos, vou mandar que retirem todos o mais rápido possível. – respondeu Gordon.
-Vai dar tempo. – pensou Batman. Mas ao mesmo tempo algo o incomodava. Uma sensação o dizia o contrario. – Eu não devia ter deixado o Coringa.
Batman finalmente chegou ao hospital ameaçado. Uma multidão estava do lado de fora. Paciente, policias, médicos. Todos apavorados e se afastando do local. Faltavam cinco minutos para a explosão. No meio da multidão Batman vê Gordon. Ele vai em direção ao policial.
- Todo o prédio foi evacuado? – perguntou Batman.
- Sim, mas não mandamos os agentes anti-bomba. Achamos que não vai dar tempo de encotra-la. – disse Gordon.
- Você fez o certo. Agora é melhor você e seu pessoal ir para longe daqui.
Dizendo isso Batman volta ao seu veiculo e se afasta do local. Mas fica perto o suficiente para observa-lo, por algum motivo ele quer ver a explosão do hospital. Gordon ordena que todos evacuem a área, a explosão estava chegando. Faltava um minuto. Cinquenta segundos. Trinta. Dez, nove, oito, sete, seis, cinco, quatro, três, dois, um... E nada acontece.
Batman observa sem entender e observa mais. E nada acontece. O relógio marca meia-noite e quinze e uma silenciosa noite é rompida, mas não por uma explosão. As viaturas da policia de Gotham voltam à frente do hospital. Parece quem eles também não entenderam o que aconteceu. Será que a bomba falhou- pensou Batman. Ele fica mais meia hora observando a ação da policia em frente ao prédio tentando também entender o que não ocorrerá. Por fim e já cansado. Batman decide voltar para casa e depois pensar nisso na sua caverna solitária.
Bruce Wayne está relaxando na sua banheira de hidromassagem. Ou tentando relaxar. Pois os pensamentos da tragédia que não aconteceu ainda o incomodam. Após sair do hospital ele voltou ao local onde deixou Coringa e Arlequina. Mas, logicamente, eles já não estavam mais lá. – Já chega. – pensou Bruce. Fechou os olhos e mergulhou na agua quente. Mas antes que pudesse afunda totalmente. A porta é espancada com força. Isso faz Bruce se erguer de súbito e olhar para ela.
- Patrão Bruce, Patrão Bruce! – Era Alfred. Sua voz parecia nervosa e assustada.
- O que foi Alfred? Estou indo. – Ele sai da banheira e coloca o roupão. Abre a porta e vê o seu velho mordomo com a cara mais assustada do que nunca viu antes.
- Na televisão Patrão.
Os dois correm para a TV mais próxima da grane mansão. Ao olha-la, Bruce Wayne vê seu pesadelo retornando. Era o Coringa, mais uma vez invadindo o sinal de TV da cidade.
- Hahaha. Te enganei Bat-otário Ou melhor, minha lindinha te enganou. Ela merece o oscar de atriz, não acha? A bomba não estava no hospital de vovôs e nem era pra detonar a meia-noite. Hahaha. Mais agora vou brincar serio. Realmente em uma bombinha linda pronta para explodir em... deixe-me ver. Trinta segundos! Mas não fique preocupado eu vou te dar uma pista.
A TV chia e aparece uma outra imagem de um outro local. Em baixo, no canto da tela um contador regressivo marca trinta segundo. No local se lê Hospital Infantil de Gotham. O relógio começar a regredir.
- Não, não!! – gritou Bruce.
A voz do Coringa invade a transmissão da imagem do hospital.
- Vamos lá Batman, conte comigo. Dez, nove, oito...
Bruce agarra a TV o desespero toma conta dele. Pela primeira vez não sabe o que fazer.
- Três, dois, um.- termina Coringa. O Hospital Infantil de Gotham some numa onde de fogo. E o Homem Morcego se ajoelha sem pronunciar nenhum som.
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