Bad romance... Or not?
15 Uma mensagem compromete.
Notas iniciais
EMMA
Fazia bastante tempo que Regina tinha saído para comprar os remédios que o médico receitou... Já estava ficando preocupada e com dor.
Quando ela chegou, estava mais pálida do que nunca... Regina estava tendo algumas reações estranhas desde o show que nós fomos, como se estivesse sempre com medo, fugindo de algo ou alguém.
Eu a chamei:
—- Regina... Regina. REGINA!
Ela pareceu finalmente voltar a habitar o nosso mundo e me olhou dizendo:
—- Sim?
—- O que está acontecendo com você? Está tão distraída... Assustada.
—- Assustada? Eu?
—- É... Você.
—- Impressão sua meu amor, só impressão.
Ela veio até mim e me beijou tentando me tranquilizar, mas eu conhecia Regina muito bem para saber que ali ela estava sendo a atriz e não a minha namorada, aquela que hipoteticamente teria que dividir comigo todas as suas angústias, todos os seus problemas.
Regina explorava minha boca com volúpia, me fazendo esquecer temporariamente de todos esses questionamentos, então a minha namorada começou a deslizar as mãos pelo meu corpo e quando eu precisei de ar eu disse:
—- Não adianta tentar me distrair Regina! Eu sei que essa é uma das suas táticas para me afastar do real X da questão.
—- Você está paranoica meu amor. Está vendo problemas onde não tem.
Ela me beijou outra vez e minha mãe nos interrompeu dizendo:
—- Vamos... Já chega de beijos. Nosso jantar está pronto, me apossei da sua cozinha Regina.
—- Não tem problema Mary... Eu já levo essa mocinha para a sala de jantar.
Minha mãe voltou ao que estava fazendo, deixando-nos a sós mais uma vez. Regina pegou as muletas que eu teria que usar e disse:
—- Vamos Swan... Você já viu que hoje está difícil não é?
—- Muito... Só por que eu precisava disso para tentar passar essa dor infernal.
Regina colocou as mãos na boca e disse:
—- EMMA! Eu esqueci de dar seu remédio para dor. Oh meu Deus que exemplo de namorada eu sou.
—- Não exagera Regina... É só eu tomar agora.
Nós fomos até a mesa, Regina me ajudou a sentar na cadeira e me entregou um comprimido e me serviu um pouco de suco. Confesso que após eu beber o alívio foi quase imediato, a dor me deu uma trégua.
Jantamos tranquilamente e ao fim do jantar, Regina disse:
—- Vocês dormem aqui.
Minha mãe logo se pronunciou:
—- Não precisa Regina... Nós vamos para casa.
—- Mary está tarde, amanhã arrumamos seu apartamento para receber uma Emma Swan de muletas... Você fica no quarto de hóspedes.
Eu olhei para ela com uma cara que eu fazia quando queria muito que ela fizesse algo pra mim e ela falou:
—- Ok.
Na hora que todos fomos dormir... Fui ajudada por praticamente todos da casa a subir as escadas... Então me joguei tranquilamente na cama de Regina enquanto ela descia buscar água para ficar ao meu lado da cama para que eu não precisasse acordá-la caso estivesse com sede.
Depois disso só me lembro de acordar no dia seguinte com Regina me chamando delicadamente. Eu lhe sorri e disse:
—- Sério que minha mãe me deixa dormir no quarto da minha namorada e eu não consigo ficar acordada para fazer coisas mais interessantes?
—- O remédio para dor te apagou amor, mas calma, nós ainda teremos muito tempo pela frente.
—- Agora?
—- Não Emma... Você só pensa em sexo é?
—- Não é todo dia que se acorda com Regina Mills na cama.
—- Precisamos tomar café e eu tenho que deixar Henry na escola e ir para o estúdio.
—- Eu vou com você.
—- Para o estúdio? Nem pensar.
—- Estou perfeitamente bem Regina e eu não posso me dar ao luxo de ficar dois meses sem gravar... Não tem como mudar a história assim de repente... Eles vão ter que inventar algum acidente para a minha personagem.
—- Como você é teimosa Swan!
—- Aprendi com você amor.
****
O tempo estava passando e eu continuei gravando mesmo com a bota ortopédica... Fizeram uma cena para que a personagem de Regina tivesse atropelado a minha e assim aumentaria o pé de guerra em que as duas estavam vivendo.
Um mês se passou exatamente... Eu ainda estava com a bota e em uma bela tarde... Que eu não teria cenas para gravar, apenas Regina gravaria... Com Ariel... É, as duas teriam uma briguinha considerável por disputarem o coração da minha personagem. Eu estava com as costas recostadas na cabeceira da cama quando a porta se abriu e eu vi uma Regina sorridente entrar dizendo:
—- Olá! Como está a enferma mais linda dessa cidade?
—- Nossa... Que sorridente você está. Faz tanto tempo em que eu não te vejo assim.... Sorrindo.
—- Hoje eu tenho motivos para sorrir meu amor.
—- E posso saber quais?
Regina se sentou ao meu lado na cama e disse após me dar um longo beijo:
—- Você!
—- Eu?
—- Sim... Você está bem. Está a salvo.
—- A salvo? De que Regina?
—- De motos malucas que tentam atropelar a sua rainha indefesa. E agora estamos bem.
—- Eu pularia na frente de mil motos malucas para salvar a minha rainha indefesa.
Ela se aproximou ainda mais de mim e disse:
—- Ah é?
—- Sim.
—- Então acho que a rainha tem que te recompensar por tanta bravura.
—- Eu ia adorar uma recompensa dela.
Regina começou a me dar alguns beijos carregados de sensualidade. Ela tirou os sapatos, jogou o celular que tinha em mãos ao meu lado e subiu na cama, se posicionando exatamente sobre o meu colo. Ela tentou tirar minha camiseta, mas eu parei suas mãos e disse:
—- Regina minha mãe está no andar de baixo. Ela prometeu me trazer um lanche, então corremos o risco dela entrar a qualquer momento.
—- Palavras bem diferentes daquela mulher que queria fazer amor em uma maca no hospital. É bem rapidinho... Eu não posso demorar muito. Espera... Está com medinho que a mamãe te pegue bebê?
Golpe baixo? Sim... Minha namorada sabia jogar sujo quando queria, ela sabia que eu cairia nessa, mas pra falar a verdade eu não fiz questão nenhuma de resistir... Quem é que resiste a Regina Mills? Acho que nenhum ser humano com um pouco de discernimento conseguiria negar uma rapidinha para essa mulher.
Eu sorri sacanamente e disse:
—- Você vai ver quem é o bebê agora.
Eu a beijei intensamente enquanto erguia o vestido azul que ela estava vestindo até a metade das coxas e deslizei meus dedos pelo seu sexo que já estava molhado. Eu um único movimento eu a penetrei com dois dedos. Ela mordeu meus lábios para tentar inutilmente abafar o grito. Eu sorri com isso e continuei com movimentos fortes e profundos, até que senti Regina estremecer e gozar intensamente como sempre. Eu retirei os dedos de dentro dela e nós paramos de nos beijar e eu disse:
—- Ai... Quase você arranca um pedaço dos meus lábios.
—- Desculpa amor, mas eu não consegui controlar.
Regina que ainda tentava recuperar o ar foi descendo pelo meu corpo, me acariciando quando eu escutei um bipe do meu lado... Eu vi que era uma mensagem, resolvi ler, teria problemas? Acho que não... Mesmo quando não namorávamos, Regina me deixava ler... Mas o conteúdo me surpreendeu. Eu afastei Regina do meu corpo e disse:
—- Regina que mensagem é essa?
—- Mensagem?
—- Sim... “Espero que você volte logo a ser minha, ainda lembro do nosso último encontro, você gritando o meu nome enquanto eu te tocava. Sonho com isso todas as noites. Eu amo você”.
—- Emma...
—- Quem te mandou essa mensagem Regina?
—- Deve ter sido uma confusão com os números Emma, eu não sei de quem é essa mensagem.
—- Regina me fala a verdade... Você sabe que eu sei quando as pessoas estão mentindo para mim e você está.
—- Chega Emma! Eu estou te falando a verdade... Acredite se quiser.
—- Regina...
—- Satisfeita? Você conseguiu me irritar... Parabéns Miss Swan, parabéns.
Regina pegou o celular da minha mão e saiu do meu quarto feito um furacão, aquela que tinha acabado de passar pela porta era a velha Regina, aquela que eu tinha conhecido há pouco mais de cinco anos, era a que todos chamavam de Evil Queen.
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