Notas iniciais
Oie, mais um capítulo para vocês, espero que gostem.

REGINA

Não, parece que eu não teria paz... Um mês havia passado... Eu realmente tinha pensado que Robin desistiu, mas não, no momento mais inoportuno ele aparece com uma indireta daquela e a Emma ainda leu. Agora ela deve estar pensando que eu a traí.

Esses pensamentos me assolavam enquanto eu dirigia em direção ao estúdio... Eu parei em um sinal vermelho, quando olhei para o carro ao lado, lá estava ele... Robin... Ele sorriu cinicamente e disse alto para que do meu carro eu ouvisse:

—- Oi amor... Surpresa em me ver?

Eu respondi no mesmo tom:

—- CHEGA! Eu não aguento mais você em minha vida Robin, eu vou me livrar de você de uma vez por todas, eu vou denunciá-lo a polícia seu desgraçado.

Ele sorriu cinicamente mais uma vez e falou:

—- Eu não contaria com isso meu anjo... Você sabe que não vai fazer isso... Sabe que não tem chance nenhuma contra mim... Em breve nós conversaremos... Tenha certeza disso.

Ele acelerou o carro e eu bati com raiva no volante e gritei a plenos pulmões:

—- QUE ÓDIO!

Só percebi que o sinal tinha aberto quando as buzinas se fizeram presente por todos os lugares, eram os demais motoristas querendo seguir em frente... Eu acelerei meu carro o máximo que pude e fui em direção ao estúdio, peguei o caminho mais complicado para chegar até lá, eu precisava me acalmar ou não conseguiria terminar o meu dia de gravações com a ruiva sem sal que era Ariel, ex-namorada de Emma. Naquele estado eu só conseguiria matá-la e nada mais.

Eu cheguei no estúdio e nem precisei me trocar para gravar, pois eu tinha apenas dado uma fugidinha do estúdio para ir visitar a minha namorada e a roupa que eu vestia era da minha personagem.

Encontrei Ruby no estúdio e ela me disse:

—- Regina... Por favor, não vá agredir a Ariel de verdade.

—- Ah Ruby, discuti com a Emma, era tudo o que eu precisava para me acalmar.

—- Não faça isso, você é profissional.

—- Ok.

Eu fui para a gravação e fiz o mais rápido possível, queria ir embora logo, decidir qual rumo dar a essa história... Eu queria muito mesmo poder dividir essa angústia com alguém... Mas eu conhecia Robin muito bem, eu sabia que ele era perigoso. Quando nós namorávamos, quando eu pude perceber o quão agressivo aquele homem poderia ser, eu vi ele e seus capangas matarem e espancarem alguns homens apenas porque olharam para mim quando Robin e eu saíamos por algum motivo às ruas. E eu não queria que a mesma coisa acontecesse com Emma, pois por enquanto ela apenas saiu machucada, só que para acabar morta pelo próprio pai seria um passo, ele seria mais do que capaz de fazer isso.

Eu cheguei ao meu camarim, troquei de roupa e me dirigi até uma mesa que tinha lá, pois ali minha bolsa ficava e eu precisava ir embora. Olhei para a mesa e lá várias fotos do meu filho, de nossos momentos em família estavam espalhadas sobre a mesa. Fotos de Henry enquanto eu o deixava na escola, quando saímos para alguma passeio e também tinham fotos de Emma conosco. Não, ele não poderia fazer isso comigo, Robin estava me aterrorizando ao extremo, eu não poderia deixar que ele fizesse alguma coisa com meu filho.

Eu me sentei um pouco, respirei fundo tentando achar uma solução, e a única ideia que me vinha a cabeça era fugir do país com Henry. Porém, eu teria que abrir mão de Emma e da minha felicidade para fazer isso, já que para a segurança da minha namorada seria melhor que ela permanecesse sem saber sobre esse inferno que minha vida estava virando novamente.

Eu recolhi aquelas fotos e joguei todas no lixo, não permaneceria com fotos vindas de uma clara ameaça. Peguei minha bolsa e senti meu celular vibrar, o peguei e vi que era Emma:

—- Regina onde você está?

—- Estou no estúdio, aconteceu alguma coisa?

—- Você não ouviu as inúmeras ligações para o seu celular não? Faz bastante tempo que minha mãe e eu estamos tentando falar com você.

—- Henry... Aconteceu alguma coisa com Henry? Fala Emma.

—- Nada de grave... Ele e minha mãe sofreram um pequeno acidente de carro, só que ele está muito assustado, quer você com ele. Vem para sua casa, nós estamos aqui.

—- Eu já estou chegando.

Eu desliguei o celular e praticamente voei de carro até em casa. Estacionei em qualquer lugar e corri para a porta. Abri de qualquer jeito e logo avistei o meu filho encolhido no sofá chorando... Então me apressei até ele que quando me viu disse:

—- Mamãe!

Ele pulou em meus braços quando eu sentei ao seu lado no sofá e eu o apertei como se quisesse garantir que ele nunca mais sairia de lá, não correria o risco que correu, pois apesar de não ter falado com Mary Margaret ainda eu sabia o que tinha acontecido, tinha sido ele, tinha sido Robin que atentou contra vida do meu filho para me aterrorizar ainda mais, para me fazer ceder e ele sabia que se pegasse nesse ponto eu cederia, tudo para manter Henry em segurança.

Eu o afastei um pouco e o examinei perguntando:

—- Você está bem? Você se machucou? Dói alguma coisa? O que aconteceu?

—- Um carro... Ele nos perseguiu e conseguiu bater na gente.

—- Você se machucou meu amor?

—- Não.

Ele foi parando de chorar aos poucos enquanto eu dizia mais para mim mesma do que para ele:

—- Fica calmo meu amor, fica calmo, eu não vou deixar que nada de mal te aconteça, nada, nada de mal vai te acontecer. A mamãe não vai deixar, ninguém vai te fazer mal.

Eu o embalava levemente no meu colo, como se ele ainda fosse o bebezinho que há dez anos eu peguei no colo pela primeira vez, em um momento que eu era feliz com Daniel.

Em alguns minutos fazendo isso e sussurrando palavras calmas em seu ouvido ele acabou dormindo. Então beijei seu rosto delicadamente e o ajeitei no sofá, pois precisava conversar com Mary Margaret e descobrir o que tinha acontecido.

Eu olhei para as duas e disse:

—- Vamos ao meu escritório.

Emma pegou suas muletas e nós três fomos para o meu escritório, lá eu perguntei:

—- Mary, por Deus, o que aconteceu que deixou o meu filho naquele estado?

—- Eu fui buscar Henry na escola, e quando voltávamos para casa um carro meio que começou a nos seguir, eu acelerei um pouco e o carro nos empurrava para o lado batendo em toda a lataria do meu carro, até que eu perdi o controle e nós batemos em um poste.

—- O que? E só agora vocês me falam que o acidente foi grave assim?

Emma interrompeu:

—- Regina... O garoto está bem, foi atendido por paramédicos que constataram que ele não sofreu nenhuma lesão.

—- É o meu filho Emma! Ele poderia ter morrido.

—- Mas nada aconteceu e nem vai acontecer, vamos colocar um segurança para cuidar de Henry a partir de agora.

—- Segurança? Como assim? O que você sabe sobre isso?

Será que de alguma forma Emma havia descoberto sobre Robin e eu? Do que ela estava falando? Como se adivinhasse os meus questionamentos disse:

—- Minha mãe não tem certeza se viu certo, mas ela diz que quem estava dirigindo o carro era o meu pai. Ele pode estar querendo me atormentar, me punir, me castigar de alguma forma através de vocês dois, eu desconfio que esse pequeno incidente na minha perna seja obra dele também. Robin Hood não perde assim tão fácil e eu tenho certeza que ele não aceitou ser abandonado pela minha mãe e por mim dessa maneira, deve estar querendo se vingar de alguma forma.

Então era isso? Ela achava que Robin estava querendo se vingar dela através de mim e de Henry? Mal sabia ela que ele estava tentando se vingar de mim através dela e do meu filho. Acho que Emma não gostaria nada de saber que eu já fui... O que eu fui do pai dela mesmo? Eu nunca parei para pensar, mas mesmo ele já sendo separado de Mary Margaret há pelo menos quatro anos quando o conheci, acho que o termo que melhor se encaixava era amante, sim, eu tinha sido amante de Robin Hood e minha namorada iria ficar insegura se descobrisse isso. Mas era melhor ela pensar isso, ela correria menos risco pensando que era o alvo principal do que saber que ela era apenas o efeito colateral daquela busca insana de Robin em obter seu desejo, no caso eu.

Afinal a ideia do segurança não era tão má assim, pelo menos eu poderia escolher alguém de confiança para proteger meu pequeno príncipe. Eu dei um suspiro cansado e disse:

—- Ok, vamos contratar um segurança para Henry, vai ser melhor assim.

Só então eu olhei para a minha sogra e viu que ela tinha um curativo no supercílio. Então eu disse:

—- Você se machucou Mary...

—- Isso não foi nada, foi devido a batida da minha cabeça no volante, mas eu estou bem.

Eu olhei no relógio, eram oito da noite, resolvi fazer alguma coisa para comermos, eu tinha que alimentar meu filho e ver como ele estava... Eu olhei para as duas mulheres e disse:

—- Vou fazer o nosso jantar.

Mary se pronunciou:

—- Eu te ajudo.

—- Não precisa Mary, você está ferida e com sangue na roupa, tome um banho, eu te empresto uma roupa minha, venha, vou te levar até o meu quarto.

Nós duas subimos até o meu quarto e lá separei umas peças de roupa para Mary e disse:

—- Você pode usar meu banheiro se quiser Mary... Vou lá para baixo fazer o jantar.

Eu saí do quarto e passei no quarto de Henry, peguei uma manta e fui até o sofá, lá cobri o meu filho e fui até a cozinha. Emma estava sentada em uma das baquetas próximas à bancada. Eu retirei tudo o que precisaria para fazer lasanha, Henry iria adorar comer uma no jantar. Coloquei a massa para cozinhar e Emma disse:

—- Não vai mais falar comigo?

—- Falei agora pouco com você.

—- Não é isso Regina... Eu só queria que ficássemos bem, mas daí veio aquela mensagem...

—- Emma eu só vou repetir mais uma vez, EU NÃO SEI DE QUEM ERA AQUELA MENSAGEM.

—- Ok amor, me desculpe, por favor, eu só fiquei com ciúmes na hora, pensei que pudesse ser o Graham.

—- Não, faz séculos que eu não vejo o Graham, esqueceu que eu troquei o número do meu celular desde que ele e eu terminamos?

—- Desculpe.

—- Tudo bem.

Ela veio até mim e deu-me um beijo suave e eu disse:

—- Agora senta, você não pode esforçar essa perna.

Eu terminei o jantar e fui acordar Henry para comer... Ele acordou manhoso, mas quando soube que era lasanha foi. Nós quatro jantamos tranquilamente e acabamos decidindo que Emma e Mary dormiriam na minha casa. Henry subiu para se arrumar para dormir enquanto Mary e eu ajudávamos Emma a subir as escadas, mas ela não precisou muito de ajuda, já estava pegando prática.

Na porta do meu quarto, eu encontrei Henry com o seu travesseiro em mãos e dizendo quando me viu:

—- Mamãe eu posso dormir com você?

—- Claro querido, se você não se importar com os roncos de Emma.

Ela me deu um leve tapa no braço e disse:

—- Hei... Eu não ronco.

—- Não que você saiba amor.

Henry sorriu e disse:

—- Se ela roncar eu chuto a perna imobilizada.

Nós três entramos no quarto e Emma e Henry logo se deitaram e eu fui tomar o meu banho e lá algumas ideias me passavam pela cabeça, mas para isso eu teria que interrogar Emma no dia seguinte, precisava juntar mais algumas informações sobre Robin, fora as que eu já tinha, eu precisava saber tudo sobre ele, eu tinha que dar um jeito nessa situação.

Notas finais
Gostaram? Até o próximo capítulo. Beijos.