Bad romance... Or not?
5 Sempre foi você
Notas iniciais
AUTORA
No dia seguinte, Regina levantou cedo, fez o café da manhã de Henry e Emma que dormiu na casa naquela noite, pois ela prezava por esses momentos que tinha com o seu pequeno príncipe, já que em grande parte das vezes ela tinha que passar os dias inteiros longe dele por conta do trabalho, e nessas oportunidades singelas costumava matar a saudade. A morena o levou para a escola depois que Emma foi para casa trocar de roupa para trabalhar e ao se despedir dele, Henry perguntou:
–- Mãe, eu posso dormir na casa do John hoje? Ele ganhou um vídeo game novo e me chamou para estrear com ele.
–- O pai dele concordou com isso?
–- Claro mãe. Você pode me levar a hora que chegar da gravação.
–- Claro querido. Tenha uma boa aula, a vovó Mary vem buscar você.
Regina esperou ele entrar na escola e foi trabalhar. No estúdio de gravações, ao ver a morena sentada em uma cadeira, Emma foi até ela e perguntou:
–- Você está bem? Você parece abatida Regina? É pelo fim do seu relacionamento com o idiota do Graham?
–- Não, nada como isso.
Emma se aproximou um pouco mais de Regina e com uma cara incrédula lhe disse:
–- Isso no canto da sua boca não é o que eu estou pensando ou é? Por favor, diz que não. Eu não vi essa mancha praticamente roxa ontem, e nem hoje quando eu saí da sua casa. Foi ele não foi? Foi aquele desgraçado que fez isso com você não é? Eu vou matar o Graham! Eu vou matar aquele desgraçado.
Ela andava de um lado para o outro nervosa quando a morena puxou-a pelo braço e disse fazendo com que ela sossegasse na sua frente:
–- Emma... Por Deus... Acalme-se. Senta aqui comigo.
–- Por que Regina? Por que ele fez isso?
–- Ele estava bêbado. Nós começamos a discutir, ele começou a me sacudir pelos ombros e o Henry veio em minha defesa e foi arremessado na parede pelo Graham, aí eu acabei batendo nele e ele revidou a agressão e foi aí que você chegou.
–- Eu vou matar aquele desgraçado, vou matar, ninguém agride o meu garoto e você. Eu deveria ter matado ontem. Mas eu vou atrás dele. Graham é um homem morto.
–- Obrigada, mas agora eu já estou livre daquele traste.
–- Ainda bem...
Regina sorriu lindamente e perguntou um pouco enciumada para Emma:
–- E como vai a sua conquista amorosa?
Emma abriu um sorriso lindo e disse:
–- Eu finalmente tomei coragem e vou convidá-la para jantar comigo hoje.
–- Que bom, essa mulher tem muita sorte, você é uma ótima pessoa.
–- Escuta Regina... Eu ainda não estou muito segura em fazer isso, então me diz... Você acha que só o buquê de flores basta?
Como é que a Emma tinha coragem de lhe perguntar isso? Agora é só o que faltava, ter que dar conselhos amorosos a ela com outra mulher, para Regina poderia ser considerado como uma afronta, pois admitindo ou não, ela tinha interesses pela loira.
Regina suspirou e disse:
–- Bem... Se fosse comigo eu gostaria de um lindo buquê de rosas brancas.
–- Brancas? Por que não vermelhas? Toda mulher gosta de rosas vermelhas...
–- Eu prefiro as brancas, me transmitem uma sensação de paz, é como se a pessoa que me presenteou com as flores estivesse disposta a lutar comigo para conter a Evil Queen que mora aqui dentro.
–- Entendi... E o que mais você acha que uma mulher gostaria?
–- O buquê com um belo cartão, e é claro que ela vai gostar se você estiver bem arrumada e com um perfume agradável.
–- Bem... Acho que vou seguir os seus conselhos.
Emma a beijou no rosto e disse:
–- Obrigada.
A loira saiu de perto da amiga a tempo de ouvir seu telefone tocar, era Henry:
–- Você vai convidá-la para sair hoje.
–- Olá para você também garoto.
–- Oi Emma.
–- Do que você está falando?
–- Eu liguei para falar para você estar às 18h30min, na frente da minha casa hoje, eu vou dormir na casa de um amigo, e assim que você me vir saindo, toque a campainha.
–- Ok garoto, me deseje sorte.
–- Você terá Emma, pois ela te ama, só não tem a completa certeza disso.
–- Amanhã eu te conto o que aconteceu garoto, pelos menos os detalhes permitidos para a sua idade.
Emma desligou o celular e assim começou a trabalhar, ansiosa para o que o dia passasse rápido.
Quando chegou em casa às 17h30min, Regina perguntou para o filho que assistia TV na sala:
–- Pronto para ir para casa do seu amigo?
–- Claro...
–- Vai lá em cima arrumar suas coisas que eu vou tomar um banho enquanto isso.
Após tomar o seu banho e vestir-se, Regina viu que Henry já o esperava na sala, lá o garoto disse:
–- Mãe, o pai do John estava aqui por perto e se ofereceu para vir me buscar, ele já deve estar chegando, você não vai precisar ir até lá me levar.
–- Ah... Claro querido, então vou esperá-lo e depois vou dormir.
Em poucos minutos a campainha tocou, Regina foi até a porta e cumprimentar o senhor:
–- Olá James... Obrigada por vir buscar o Henry, não quer entrar?
–- Não Regina, é melhor irmos ou os garotos não aproveitam nada do vídeo game.
–- Certo.
Henry que estava ao seu lado disse:
–- Até amanhã mamãe, tenha bons sonhos. Ah eu tenho certeza que vai ter.
–- Obedeça ao senhor James e divirta-se.
Ela se despediu do filho e fechou a porta de casa. Para logo em seguida, sem antes mesmo de conseguir sentar-se ao sofá, a campainha tocar novamente e ela ir atender e deparar-se com um lindo e bem preparado buquê de rosas brancas escondendo o rosto de alguém. O perfume era inconfundível, o que a fez sorrir e dizer:
–- Bem... Primeiro seria aconselhável que mostrasse o seu rosto.
O buquê se abaixou e uma Emma envergonhada disse:
–- São para você.
Regina pegou o buquê, cheirou as rosas e leu o cartão:
–- Eu quero que encontre em meus olhos todas as respostas que eu não sei te dizer. Eu quero não precisar de palavras para que você compreenda tudo o que eu sinto por ti.
Regina olhou para Emma e perguntou quase com lágrimas aos olhos:
–- Emma... Todo esse tempo... Era eu? Eu era a mulher?
–- Jamais poderia ser outra pessoa. Regina Mills, você aceitaria sair comigo para jantar essa noite?
Regina analisou Emma de cima a baixo com um olhar brincalhão e disse:
–- Buquê de rosas brancas? Ok. Um belo cartão? Ok. Está bem vestida? Ok.
Regina aproximou o nariz muito perto do pescoço de Emma e disse praticamente sussurrando, o que causou na loira diversos arrepios:
–- E também está com um perfume irresistível. Acho que acaba de ganhar o seu encontro Miss Swan.
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