Notas iniciais
Mais um capítulo para vocês, espero que gostem.

AUTORA

O que Emma devia pensar meu Deus! O efeito que Regina tinha sobre ela era devastador. Nessa relação estava certo que a loira iria sofrer, ela não estava disposta a ser feliz ao lado de Emma, ou melhor, ela estava, mas desde que isso envolvesse quatro paredes é claro, dando a plena certeza para a loira de que ela nunca iria assumir o relacionamento para todos, e isso a entristecia e muito.

Emma e Regina acordaram no dia seguinte após essa pequena “reconciliação”. Regina foi acordando aos poucos e pôde observar que sua loira já estava com os olhos abertos apenas a admirando e o sorriso que a morena deu para a namorada conseguiu iluminar o seu dia, conseguiu tranquilizar todas as suas dúvidas, o sorriso dela era capaz de dissipar tudo de ruim que passasse pela cabeça de Emma. Regina beijou levemente o pescoço da amada e disse:

—- No que está pensando com essa ruguinha no meio da testa?

—- Estou pensando no quanto você é linda, gostosa, deliciosa, e que o quanto eu tenho sorte de ter você ao meu lado.

Emma fez uma pausa e continuou:

—- Ah... Também estou pensando no quanto eu me sinto feliz em te amar tanto.

—- Assim você me deixa com vergonha.

—- Pois não fique... Eu te amo.

—- Eu também te amo. Mas agora eu amaria comer. Que horas são?

—- Onze da manhã.

—- Dormimos tudo isso?

—- O esforço foi grande.

—- Safada.

—- Só por você. Agora vamos procurar algo para você comer.

As duas foram para a cozinha e Emma decidiu sair para comprar a sobremesa do almoço das duas, resolveu ir a pé mesmo, tinha uma confeitaria razoavelmente perto que vendia uma torta de limão maravilhosa que as duas gostavam, e no caminho aproveitou para ligar para mãe e convidar ela e Henry para o almoço. Mas no caminho de volta para casa uma tempestade acabou pegando a loira e a distância que separava a casa de Regina do local onde Emma estava foi o suficiente para a deixar ensopada.

Quando ela finalmente conseguiu chegar ao apartamento de Regina, a morena falou olhando para a namorada com um olhar zombeteiro:

—- Meu Deus amor... Você está ensopada.

—- Ai a chuva me pegou de jeito no caminho.

—- Vem se secar antes que você pegue um resfriado.

Emma foi com Regina pela casa e a morena preparou um banho quente para a namorada que já saiu do chuveiro espirrando muito.

Regina quando a viu espirrando disse:

—- É... Parece que foi tarde demais. Vem, vou te dar um remédio.

Parece que tudo foi automático, os espirros, e o corpo da loira já estava começando a ficar dolorido.

Emma tomou o remédio que Regina deu e logo Mary Margaret e Henry chegaram para o almoço, os quatro almoçaram tranquilamente, entre conversas animadas e sorrisos de felicidade, depois foram todos para sala assistir um filme, enquanto Henry procurava um canal, ele foi detido por uma imagem, ele olhou para todos e disse:

—- Mamãe... É você e a Emma.

As duas olharam para a TV no exato momento que um desses programas de celebridades exibia fotos de momentos íntimos das duas, depois exibiam um vídeo amador feito delas no show do Imagine Dragons que Regina beijava Emma escancaradamente.

A morena olhou incrédula para todos na sala e disse:

—- Não... Por favor, me diz que eu não estou vendo isso.

—- É, você está.

—- Eu vou matar quem quer que tenha feito isso! Eu vou matar o desgraçado que me expôs desse jeito! Eu vou matar.

Regina jogou um copo contra a parede, fazendo com que os cacos voassem e Emma disse:

—- Hei... Se acalma, a gente vai dar um jeito nisso, nós vamos resolver.

—- Como Emma? Como? Como vamos desmentir isso?

—- Desmentir? Quem falou em desmentir? Pelo menos nós não precisaremos contar o nosso relacionamento para o público, é só confirmar e dizer que é verdade.

—- NÃO DÁ! EU NÃO POSSO! ISSO VAI ACABAR COM A MINHA CARREIRA.

—- Meu Deus eu não entendo você, seus fãs são loucos por você, você ser minha namorada não irá afastá-los, você não vai acabar com a sua carreira.

—- Eu tenho que pensar em alguma coisa.

—- Me assumir seria a melhor solução Regina. Você sabe a torcida que existe para as nossas personagens ficarem juntas e sabe também do shipp Swan Queen que sempre existiu entre nós duas, nossos fãs sempre quiseram isso. Mas se você não quer me assumir tudo bem, pensei que nós já tivéssemos resolvido isso, principalmente depois de ontem... Mas pelo visto eu me enganei. Vamos mãe, vamos embora.

Elas se despediram de Henry e foram em direção ao seu próprio apartamento. Agora que tudo parecia se acalmar para as duas, o fantasma desse medo exagerado de Regina em assumir seu relacionamento com Emma veio com força para tentar acabar com a vida das duas.

Ao chegar em casa todo o corpo de Emma doía, aquela gripe tinha realmente pegado a loira de jeito. Enquanto Emma não passava muito bem, Regina andava de um lado para o outro na sala de sua casa e Henry dizia:

—- Mamãe... Por favor, fica calma... Isso não é ruim.

—- Eu vou descobrir quem fez isso... Nem que seja a última coisa que eu faça na vida.

Como se fosse a resposta aos seus pensamentos, o telefone tocou e ela correu atender:

—- Alô.

—- Olá Regina.

Regina nesse instante sentiu um arrepio percorrer todo o seu corpo, aquela voz ela nunca iria esquecer, era como se seus medos estivessem sendo revividos apenas de escutá-lo. Com a voz trêmula, ela respondeu:

—- Robin...

—- Quanto tempo não nos falamos não é meu amor?

—- O que você quer? O que quer comigo?

—- Nada demais meu amor... Só queria saber se você viu o presente que eu enviei sobre você para uma rede de televisão.

Regina saiu da sala para que Henry não ouvisse a conversa e em seu escritório, ela falou:

—- Seu desgraçado... Foi você. Como você tem coragem de fazer isso? Qual é o seu objetivo? O que você quer de mim Robin? Fala seu desgraçado!

—- Eu respondo a todas as suas perguntas com uma só palavra: Você.

—- O que?

—- Eu quero você. Só isso e nada mais.

—- Fica longe de mim e da minha família seu louco, eu não quero que você passe perto da minha família.

—- Por enquanto minha querida Regina... Por enquanto. Espere... Você ainda me verá e muito. Você sabe o quanto eu gosto dos meus jogos não sabe? Espero que não tenha se esquecido disso. Ah... E fala pra minha filhinha que o papai mandou um beijo.

Regina desligou o telefone e lamentou alto para si mesma:

—- Não é possível, não é possível que esse pesadelo vai começar outra vez, não é possível.

Notas finais
Até o próximo capítulo. Bjs.