Bad romance... Or not?
14 E o terror recomeça!
Notas iniciais
REGINA
Esse terror ia mesmo voltar para a minha vida? Sério? Será que esse pesadelo nunca iria passar? No dia seguinte, eu deixei Henry na escola e fui para o estúdio... Eu iria ter que gravar com Emma naquele dia... E pela cara que ela fez e as palavras que me dirigiu antes de sair lá de casa... A loira deveria estar uma fera comigo, se eu bem a conheço ela deveria estar soltando espuma pela boca... Eu sorri com o pensamento, e fui em direção ao meu camarim... Falei com alguns funcionários... E entrei... Ao abrir a porta fui jogada contra a parede com violência e um homem forte e truculento tentava sem muita dificuldade me enforcar. O sorriso de pura maldade que bailava sobre aqueles lábios era aterrorizante... Claramente eu estava sofrendo uma tentativa de assassinato, e não era de se duvidar quem era o mandante. O sorriso ficou ainda mais assustador no rosto daquele homem, eu já estava começando a perder o ar quando ele disse:
—- Achou que ele estava brincando? Aqui o assunto é muito sério... Nós estamos por toda parte... Quando você acordar, um de nós estará lá... Quando você vier trabalhar, nós vamos estar aqui... Quando você for buscar aquele pirralho, nós vamos estar lá... Quando você estiver assistindo TV, vamos estar lá... Quando você estiver fazendo sexo com a loirinha, vai ter alguém lá para te lembrar a quem você pertence... Quando você estiver dormindo, ele vai estar nos seus sonhos. Nós estamos por toda parte, e quando você menos esperar será dele outra vez.
Aquele cara me soltou com força e eu caí no chão em busca de ar, tentando recuperá-lo quando meu celular fez um barulho avisando que tinha chegado uma nova mensagem. Eu o peguei e abri o conteúdo que dizia: “Você chegou a duvidar de mim em algum momento?”
—- Regina... Por Deus, o que está acontecendo? Você estava atrasada, resolvi te procurar e agora te encontro nesse estado? Jogada no chão? Ofegante assim? Você está bem? Está sentindo alguma coisa?
Eu ainda olhava para o vazio quando disse:
—- Não... Não está acontecendo nada, eu estou ótima, eu preciso ficar ótima.
Emma me pegou pelo braço e me ajudou a levantar do chão... Eu abracei e deixei que toda a tensão que eu estava acumulando sair através das minhas lágrimas. Elas pareciam infinitas, eu não conseguia parar. Emma vendo o meu estado me apertou ainda mais em seus braços e me manteve ali até que o meu pranto cessou. Eu a olhei e disse:
—- Desculpe... Eu sei que você está com raiva de mim, mas...
—- Hei... Eu não estou com raiva de você... Só estou ficando chateada com as suas atitudes... Mas eu te amo Regina... Amo-te tanto que chega a doer dentro de mim e a última coisa que eu quero ver na minha vida é você chorando... Eu não sei o motivo pelo qual você estava chorando e pela sua expressão sei que você não vai me contar... Se for pela sua carreira que você tem medo que acabe pelas fotos nossas que saíram na TV.... Você pode dizer que eu sou uma maluca surtada e em todas essas situações eu te agarrei... Sei lá... Só não sofra por algo tão banal.
—- É outra coisa... Deixa pra lá.
—- Promete que vai me contar quando se sentir à vontade?
—- Prometo.
Eu sorri para ela e completei:
—- Você é incrível sabia?
—- Por que diz isso?
—- Era pra você estar uma fera comigo... Mas não, você está preocupada comigo.
—- A sua felicidade, o seu bem-estar vem em primeiro lugar.
Eu a beijei delicadamente e disse:
—- Vamos, o diretor deve estar querendo arrancar o meu pescoço.
Eu terminei de me arrumar e nós começamos a gravação do dia. Quando eu já estava indo para o meu carro no fim do dia, me distraí no celular e só escutei o grito:
—- REGINA!
Eu olhei para o lado onde Emma estava e só a vi correndo até mim, foi tudo tão rápido e ela me jogou no chão e deu um grito. Então pude ver a moto que seguia em alta velocidade. Eu abracei Emma que ficou no chão e perguntei:
—- Você está bem? O que houve? Por que você gritou Emma?
—- Minha perna... O pneu da moto passou sobre o meu pé.
—- Eu vou ligar para emergência...
—- Não! Só me ajuda a levantar e me leva no seu carro... Se ficarmos aqui paradas a imprensa vai chegar e vai piorar as coisas, as pessoas vão se amontoar e você vai ficar ainda mais brava comigo por terem descoberto o nosso relacionamento.
Eu ajudei Emma levantar dizendo:
—- Vem... Apoie-se em mim.
Com um pouco de dificuldade chegamos até o meu carro que estava próximo. Eu acomodei Emma no banco da frente e segui com ela para o hospital.
Lá ela foi levada para avaliação, nesse meio tempo avisei Mary do acontecido e a tranquilizei pedindo que ficasse com Henry. Logo em seguida o médico me chamou até o quarto onde ela estava e disse para nós duas:
—- Bem... Eu tenho duas notícias... Uma boa e uma ruim... Qual querem ouvir primeiro?
Eu e Emma respondemos juntas:
—- A boa.
—- Você não quebrou nenhum osso. O que você teve foi uma luxação... Mas eu já o reposicionei em seu devido lugar.
—- E qual é a má?
—- A má notícia é que você vai ter que usar uma bota ortopédica por no mínimo dois meses e após isso terá que passar por algumas sessões de fisioterapia para fortalecer seu osso e seus músculos.
Eu olhei para o médico e perguntei:
—- Quando vou poder levá-la para casa?
—- Só vou preparar a alta dela e logo libero vocês.
Ele saiu do quarto e eu peguei nas mãos de Emma e pedi:
—- Emma... Por favor, me perdoa, me perdoa meu amor, me perdoa, por favor.
—- Hei minha rainha... Você não tem culpa nenhuma disso, foi um acidente, não é sua culpa. Vem cá, vem...
Ela me abraçou fortemente e continuou:
—- O importante é que você está bem, é só o que me importa.
—- Eu não queria que isso estivesse acontecido com você, não queria mesmo.
—- Eu sei que você não queria, foi uma fatalidade.
Ela tocou o meu rosto e disse:
—- Acho que a cavaleira branca merece no mínimo um beijinho depois de salvar a vida da rainha... Não acha?
—- Quantos a cavaleira quiser.
Eu dei vários selinhos em Emma e ela me agarrou em um beijo sensual e provocante... Eu parei o beijo e disse:
—- Emma... Comporte-se.
—- Ah Regina... Eu sempre quis fazer amor em lugares inusitados.
—- Num hospital?
—- O que tem? É diferente.
—- É perigoso... O médico vai voltar em alguns minutos. Além do mais você está machucada.
—- Sexo amortece a dor.
—- Não... Minha resposta é não... Depois arrumamos outro lugar inusitado... Mas não tão perigoso.
—- Estraga prazeres!
Ela caiu na gargalhada e depois disse:
—- Literalmente.
Logo o médico voltou e nós fomos para minha casa, Mary nos esperava lá, com certeza estava aflita.
Eu ajudei Emma a entrar em casa e a sentei no sofá da sala... Eu olhei para todos na sala e disse:
—- Bem... Agora só falta comprar os remédios para dor. Vou na farmácia aqui na esquina... Eu já volto.
Fui até a farmácia a pé mesmo, era muito perto, comprei os remédios e no caminho de volta para casa meu celular tocou, eu atendi sem nem ao menos ver quem era, pensei ser Emma querendo alguma coisa:
—- Alô...
—- Eles fizeram o serviço melhor do que eu imaginava... Não acha?
—- Seu desgraçado! Pare já com isso! Pare de me aterrorizar.
—- É tão gostoso meu amor... Ainda deixei um presentinho pra você na perna da Emma, não é mesmo?
—- Ela poderia ter morrido, poderia ter sido mais grave. Emma é sua filha Robin! Como você consegue querer o mal de um filho seu?
—- Eu não quero o mal dela, quero apenas que ela me devolva o que é meu, seja por bem ou por mal. Tenha uma boa noite querida.
Ele desligou o telefone na minha cara, confirmando as minhas suspeitas, ele mandou mesmo alguém para tentar me atropelar... Ou só me dar um susto... Não sei!
Desgraçado... Desgraçado... Ai que ódio eu estava sentindo nesse momento... Tenho certeza de que o mataria se o visse. Por que ele estava fazendo isso? Por que essa obsessão em mim? Que tipo de homem era esse que tinha coragem de machucar a própria filha para obter a realização de um capricho? Só mesmo esse psicopata...
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