Bad romance... Or not?
4 Caminho Livre.
Notas iniciais
HENRY
É, eu tinha conseguido arrancar uma confissão da minha mãe, ela gostava mesmo da Emma. E a Emma, ah essa era um caso perdido já, todas as pessoas do nosso convívio já sabiam que ela era louca pela minha mãe, ninguém comentava nada sobre essa tensão sexual que ficava instaurada entre as duas por causa do namoro ou noivado da minha mãe com aquele brutamontes do Graham.
Mas agora eu estava determinado a unir essas duas, confesso a vocês que eu nunca, mas nunca mesmo gostei do Graham. Ele sempre que ia em casa ou quando minha mãe insistia para que fizéssemos algum programa juntos, ele me tratava mal e vivia me chamando de pirralho enxerido e ainda por cima tratava a minha mãe mal e se tinha uma coisa que eu não gostava era que a tratassem mal.
Nos meus primeiros anos de vida eu consigo me lembrar que era tudo difícil sabe, minha mãe vivia melancólica pelos cantos e não era legal com ninguém, todos a odiavam, eu na maioria das vezes tinha que ir para os estúdios de gravações com ela, pois nenhuma babá queria trabalhar lá em casa pelo gênio ruim que a minha mãe tinha. Até que a Emma apareceu e a minha mãe voltou a sorrir, só pelo fato daquela mulher tê-la feito sorrir eu já gostei no primeiro encontro. Desde então eu vivia na esperança de que algum dia pudessem ficar juntas. Minha mãe merecia ser feliz depois de tudo o que ela sofreu com a perda do meu pai e eu conhecia a pessoa certa para que a minha mãe fosse feliz e realizada.
Eu cheguei ao camarim de Emma e disse olhando para ela:
–- Ela gosta de você!
–- O que? O que ela disse?
–- Que não sabe bem o que sente, mas com certeza gosta de você. Emma abriu um grande sorriso e me disse:
–- E agora? O que eu faço?
–- Se declara ué.
–- Como se fosse fácil não é garoto? Sua mãe é muito dócil mesmo para essas coisas.
–- Ai será que eu tenho que resolver tudo sozinho? Convida ela pra jantar Emma... Leva flores, minha mãe ama flores, por trás daquela cara de brava dela, eu sei que ela se derrete toda com um buquê.
–- Eu não sei se tenho coragem de chamá-la para jantar.
Nesse momento a mãe de Emma olhou para ela e disse:
–- Eu não te criei para ser uma medrosa Emma Swan.
–- Mas mãe... Nós estamos falando de Regina Mills, a Evil Queen. E se ela me der um fora e ainda por cima acabar com a nossa amizade? Eu nunca conseguiria viver sem ela...
Quando Emma terminou de dizer isso, a voz da minha mãe se fez presente:
–- Não consegue viver sem quem? Eu posso saber Miss Swan?
Emma paralisou e não conseguiu respondê-la e então eu falei:
–- A Emma está apaixonada mãe, apaixonada não, na verdade ela está amando muito uma mulher.
–- Oh...
Eu pude ver que a expressão da minha mãe murchar e ela disse:
–- E quem é a sortuda?
Emma sorriu pra ela e disse:
–- Alguém incrível e praticamente inalcançável.
–- Nada nessa vida é impossível querida Emma.
–- O problema é que eu tenho medo de convidá-la para sair.
–- E como é essa mulher?
–- Difícil... Um gênio forte, independente, uma verdadeira rainha.
–- Bem... Se ela é tão difícil assim, leve flores e a convide para jantar... Mulher nenhuma, por mais difícil, rabugenta e intragável que seja, não resiste a um lindo buquê de rosas.
–- Acho que vou fazer isso mesmo, obrigada Regina.
Minha mãe me abraçou pelas costas e disse:
–- Vamos Henry?
–- Vamos sim...
Nós nos despedimos de Emma e da vovó Mary e fomos para casa, ao chegarmos lá vimos Graham jogado no sofá com uma cerveja em mãos. Ao nos ver ele disse:
–- Hei baby.
–- Graham.
–- Onde vocês estavam?
–- Eu estava trabalhando oras.
–- Sempre trabalhando... Nunca tem tempo para ficar comigo.
Minha mãe me olhou e disse:
–- Henry vá para o seu quarto...
–- Mas mãe...
–- Vá querido, eu estou bem... Logo eu subo para ficar com você.
Eu subi para o meu quarto, mas acabei parando no topo da escada longe da visão deles e pude ouvir as discussões dos dois. Minha mãe praticamente gritava:
–- Eu estava trabalhando sim Graham, já que alguém nessa relação tem que fazer isso.
–- E você acha que por um acaso eu não trabalho?
–- Trabalha quando quer, porque na maior parte do tempo não faz nada da vida, só fica me atormentando. Já estou cansada de você, dessa relação.
–- Você está me traindo... Não está sua vadia? Fala sua vagabunda!
–- Meça bem as suas palavras antes de falar comigo.
Ele me pegou fortemente pelos braços e me chacoalhou dizendo:
–- Você é uma vadia, quer me largar por causa disso, sua vadia.
Eu desci as escadas correndo e disse esmurrando suas costas:
–- Larga minha mãe seu desgraçado, larga a minha mãe.
Com um braço apenas Graham me empurrou longe fazendo com que eu batesse minhas costas na parede.
Minha mãe empurrou Graham para longe e após lhe dar um tapa e receber outro, disse:
–- Sai, sai da minha casa, nunca mais chegue perto de mim, no meu filho ninguém toca Graham, nunca mais apareça na minha frente.
Antes que minha mãe pudesse fazer qualquer outra coisa, eu ouvi uma voz tão conhecida dizer:
–- O que está acontecendo aqui? O que você pensa que está fazendo com a minha família seu desgraçado?
–- Sua família? O relacionamento de vocês já está nesse nível? Essa vadia já dormiu com você não é mesmo?
Emma pegou aquele sujeito pela camisa e jogou nessa parede dizendo:
–- Bate em mim seu covarde. Bate em mim que aguento um soco. Encosta nessa criança outra vez se você tiver amor a sua vida. Vamos, seja homem Graham.
–- Sua vadia loira, me solta!
Graham então empurrou Emma com força, mas antes que ele pudesse fazer alguma coisa, ela deu um soco forte que o fez cair no chão. Então ela disse:
–- Fora daqui Graham, se eu ver você perto de Regina e Henry novamente, se você estiver perto da minha família outra vez eu vou matar você. Fora daqui Graham.
Emma chutou Graham para fora e foi até minha mãe e eu e disse verificando meu rosto:
–- Você está bem garoto?
–- Estou sim.
Ela olhou para minha mãe e perguntou acariciando seu rosto delicadamente:
–- Você está bem Regina?
–- Estou sim, ele não me machucou.
Minha mãe me abraçou e disse:
–- Querido, você está bem? Machucou? Dói alguma coisa? Vamos ao hospital...
–- Mamãe eu estou bem, eu estou bem, não estou com nada doendo.
Então ela disse chorando:
–- Me perdoa meu amor, me perdoa, me perdoa por ter trazido ele para as nossas vidas, me perdoa, prometo que nunca mais ninguém vai interferir na nossa vida, vamos ser só você e eu, só nós dois.
–- Mãe fica calma, está tudo bem.
–- Me desculpa, a culpa de tudo isso é minha.
–- Eu estou bem e agora você está livre.
–- Então o assunto Graham está proibido nessa casa, vamos recomeçar. Vá tomar um banho que eu vou fazer o nosso jantar.
Fale com o autor