Notas iniciais
Hey amorinhas!! Depois desse período de estudos, finalmente voltei, demorei pra caramba? Sim, mas não me culpem, trabalhos e provas tomaram todo o meu tempo e mente, esse fina de semana consegui umas horas e escrevi esse capítulo. Espero que comecem a entender o papel da Rachel na história e o ódio dela, um segredo a menos queridas. Até lá em baixo beijos

Baby, I’m a sociopath. Sweet serial killer
On the warpath. ‘Cause I love you just a little too much

–Annabeth você vai cair. -Disse Thalia entre risos, o cabelo curto e com mexas azuis, balançando ao som de What Ever Happened! do The Strokes, tentando manter o controle da BMW prateada roubada do seu pai.

–Deixa de ser careta Lia! -Exclamou Annabeth visivelmente bêbada para uma garota que acabou de fazer quinze anos, o cabelo loiro liso balançando ao vento poluído da cidade enquanto seu corpo estava metade para fora xingando os motoristas e fazendo gestos obscenos para as crianças nos carros.

–Me lembrem de nunca deixar uma garrafa de gim com ela, ok? -Falou Reyna rindo ao terminar sua terceira lata de cerveja e a jogar pela janela.

–Nunca ouviram dizer que tudo com álcool fica mais divertido? -Rebateu Piper caindo sobre Reyna, enquanto cantava desafinadamente a música e tentava fumar seu cigarro de maconha que devido ao balanço de Thalia dirigindo sempre escapava de seus lábios.

–ISSO AI PIPS! -Gritou Annabeth mostrando o dedo do meio para uma garotinhas que a olhava assustada. -O QUE FOI MINI VADIA? EU SOU A QUEEN BITCH DESSA PORRA.

–Errado a Queen Bitch é a Silena. -Thalia era a mais sóbria, mas ainda assim ria para qualquer coisa e sentia o mundo girar a sua volta.

–Errado. -Declarou Annabeth entrando no carro e ficando com o rosto a milímetros do de Thalia. -Ela é só uma vadia qualquer, eu mando aqui e você é a Little Bitch. -E depois deu uma lambida no rosto de Thalia que fez cara de nojo rindo como as meninas.

–Rachel me paga por ter que busca-la com essas bêbadas. -Resmungou Thalia.

–A Rachel ainda tá querendo foder com alguém. -Disse Reyna dando um trago no cigarro da Piper e sobrando para cima.

–Acelera Lia, quero chegar no quarto antes dela gozar. -Mandou Annabeth puxando o volante para o lado.

–Annie para. -Pediu Thalia rindo e perdida em sua nevoa de álcool e maconha, sorte que não tomou nada tão forte quanto queria quando estavam sozinhas na casa de Piper, onde coloridas pilulas e montinhos de pós brancos a esperavam para um mundo de diversão.

–Vamos perder a direção, bater e faze cabum! -Exclamou Piper animada.

–O cara vai broxar se entrarmos no quarto enquanto eles fodem? -Perguntou Reyna com a fala enrolada.

–Mais rápido Thalia, mais rápido! -Annabeth pulava no banco rindo, até que pisou no acelerador sobre o pé da Thalia.

–PARA! -Gritou Thalia mas já era tarde, elas entraram na caçada e quebraram tudo no caminho, até que Thalia conseguiu frear depois de bater em algo.

–O que foi isso? -Perguntou Reyna depois de minutos de silencio, o para-brisa estava trincado como se tivesse atingido uma bola e respingado de sangue.

–Deve ser um animal, vamos embora Thalia, deixa a Rachel pra depois. -Mandou Annabeth agora sem rir, era como se em segundos a nevoa de alegria que as envolvia tivesse se dissipado.

–Vou ver o que é. -Thalia saiu do carro sendo acompanhada por Piper.

–Essa não. -Sussurrou Piper com a mão sobre os lábios de surpresa.

–Não pode ser. -Reyna falou saindo do carro também. Thalia se abaixou tentando achar algum sinal de vida no corpo, mas não tinha nada, nem uma leve pulsação ou o menor movimento do tórax.

–Levem o corpo para o porta malas, vou dar um jeito nisso. -A voz de Annabeth era fria, tão insensível que as garotas a olharam chocadas.

–Não podemos fazer isso. -Grunhiu Thalia ficando em pé.

–É da Rachel que estamos falando! -Exclamou Reyna a ponto de chorar apontando para o corpo de ruiva jogado no chão, o escoriações e muito sangue cobrindo o rosto e empapando seu cabelo cacheado, assim como o que escorria de suas penas naquela posição anormal, uma para cada lado, com os joelhos para dentro, parecia uma estranha boneca quebrada e sangrenta.

–Vou chamar a ambulância. -Piper pegou o celular, mas Annabeth foi mais rápida tirando da mão dela.

–Vocês são burras? Ela já morreu, vamos nos livrar do corpo e esquecer isso. -Mandou com um olhar cortante para as três.

–Temos que pedir ajuda. -Thalia bateu o pé enfrentando Annabeth pela primeira vez depois de anos.

–Lógico, vamos falar para os paramédicos e policias que quatro menores de idade estavam em um carro roubado, sem carteira, bêbadas, drogadas e ainda atropelaram alguém. -Ironizou cruzando os braços. -Vai ser um escândalo, vamos perder tudo, só porque de alguém que já está morta.

–Somos amigas Annabeth. -Protestou Reyna tão chocada quanto assustada. -Foi um acidente, vamos dizer a verdade as autoridades.

–Cresça Reyna, ninguém se importa com isso, devemos nos proteger, agora entrem no carro, Thalia me ajuda a colocar isso no porta malas. -Enquanto as meninas abriam elas colocaram o corpo dentro. -Eu dirijo.

Ninguém disse nada enquanto elas iam para o lado mais afastado da cidade, a música animada parecia não combinar com o clima de descrença que estava no carro, nem com o silencio sepulcral, Thalia evitava olhar para suas roupas ou mãos, sujas de sangue, ela ainda não podia acreditar que tinha matado alguém, e não foi qualquer pessoa, era a sua amiga Rachel, louca que fazia um striper sobre a mesa de bar, que ria das piadas sem graça e que vivia dormindo em sua casa por odiar os pais, ela nunca mais ia sorrir, nem pintar, muito menos beber, acabou, a vida dela acabou por irresponsabilidade de Thalia e Annabeth, só que a culpa pesava em Thalia, não em Annabeth, que parecia tranquila e calma.

Reyna ainda chorava baixinho para não ser chamada de fraca, eram só lágrimas escorrendo, mas a dor era enorme, Piper a abraçou deixando a própria dor de lado, ela não sentia tanta dor, ainda não conseguia acreditar, imaginava que Rachel fosse saltar do porta malas quando abrissem, que ela e Annabeth ririam da cara de assustada que elas fizeram e por terem chorando, a zoando por meses.

–Aqui esta bom. -Concluiu Annabeth saindo do carro, a mata negra ao lado do carro era assustadora para todas, mas estranhamente reconfortante para a loira.

–Vai desovar a Rachel? -Perguntou Reyna com a boca entreaberta de choque.

–Não, vou fazer um enterro nórdico para ela. -Ironizou Annabeth arrastando o corpo para fora do carro com dificuldade. -Melhor ficarem ai, não vão querer ver isso. -Avisou entrando na mata fechada e escura, os sons dos passos foram ficando mais distantes e os olhos verdes fechados de Rachel também.

Os segundos que as meninas ficaram em frente o carro esperando pareceram anos, até que Annabeth voltou jogando um pano rendado vermelho no boieiro.

–O que você fez? -Perguntou Thalia com a voz mais frágil que vidro.

–Fingi que foi estupro, é mais fácil do que parece, só precisei de um pedaço de madeira e tirar a calcinha dela. -Annabeth deu de ombros entrando no carro novamente e apontando para o pano que sumia no boeiro.

–Ainda tem pistas, as digitais, o sangue no carro, o para-brisa quebrado. -Enumerou Piper lembrando das series de policial, era única das três que conseguia falar direito.

–Já limpei minhas digitais e as de vocês também, o carro vou deixar com um amigo que vai me entrar limpo em pouco tempo. -Annabeth dirigia devagar e pelos lugares mais vazios tento o trabalho de enxergar sobre os trincados. Seu celular vibrou e ela o tirou do bolço da calça, quase perdendo a direção que lutava para manter quando leu a mensagem.

"Matando as próprias amigas? Estou começando a me orgulhar de você Queen A –Bad Girl"

–Maldita vadia. -Resmungou socando o volante.

–Falando de você mesma, Annabeth. -Sussurrou Thalia, mas com o silencio que estava parecia que ela tinha gritado, Annabeth ignorou a morena pisando no acelerador.

Thalia levantou arfando, ainda estava em Westlake, no seu quarto.

–Foi só um sonho. -Repetia para si mesma tentando recuperar o folego. -Uma lembrança ruim. -Ela suava em meio aqueles edredons caros, se sentia sufocada neles, olhou para o relógio enquanto jogava todos os travesseiro e edredons para o lado, ainda eram duas da manhã, bufando de raiva e cansaço, ela tentou dormir, o que não deu certo.

As oito da manhã as meninas comiam tranquilamente, ou com o máximo de tranquilidade que conseguiu, com o fantasma ruivo tão perto e os velhos demônios conhecidos com Léo e Silena ainda mais perto, Luke estava ao lado de Thalia, mas concentrado em seu livro de história, Jason mexia em seu celular o mais distante possível de Piper, assim que terminou de comer deixou a bandeja na mesa e foi embora, sem dizer nada.

–Você não dormiu bem. -Afirmou Reyna abaixando seu exemplar de A Arte da Guerra.

–Dormi sim. -Rebateu Thalia com um horrível mal humor matinal

–Não dormiu não, um olho tá maior que o outro. -Disse Reyna puxando o rosto de Thalia para cima.

–Parece uma das Meninas Super Poderosas. -Piper riu enquanto engolia seu cereal.

–Vão se foder. -Resmungou Thalia, Luke riu dando um beijo na bochecha avermelhada dela.

–Parece que alguém acordou de mal humor. -Falou roubando um beijo de Thalia enquanto corria para o seu primeiro tempo.

–Pelo menos ele te deixa de bom humor. -Murmurou Piper jogando um cereal encharcado de leite no prato de Thalia, depois que a morena deu um sorriso bobo.

–Você devia procurar um pau pra chupar. -Thaia chutou a perna de Piper rindo enquanto Reyna resmungava algo sobre elas serem crianças.

–Não contou ainda para as suas amigas McLean? -Uma voz absurdamente doce disse atrás delas, não era doce como a da Silena, que era natural, essa era forçada e anasalada demais.

–Calypso? -Arfou Reyna fechando as mãos em punhos.

–A própria, pelo visto as mentirosas tem escondidos segredos entre si. -Respondeu Calypso, o cabelo castanho brilhante preso em uma elaborada trança, o vestido branco estilo vintage modelando seu corpo combinando com as sapatilhas nude.

–Não escondemos nada. -Disse Thalia a encarando com desdém.

–Ela foi genial não é mesmo? Recrutou o grupo perfeito para qualquer coisas, Reyna a ladra de namorados inteligente, Thalia a vadia obediente e Piper a lésbica apaixonada. -Suas palavras foram ditas tão baixo que só as três conseguiam ouvir. -Sabem o que tem em comum? Comigo e com todos aqui? -Perguntou Calypso chegando bem perto delas, com os olhos cor de mel raivosos e até um pouco divertidos. -Todos fomos manipulados por Annabeth Chase.

–Falando de mim Caly? -A loira sorriu sem mostrar os dentes, com o cabelo devidamente cacheado jogados para o lado.

–Annie, quanto tempo. -Calypso endireitou a postura e deu um beijo em cada bochecha de Annabeth, tento que se esticar para alcança-las, já que Annabeth usava salto e ela não.

–Verdade, olá garotas. -Annabeth acenou para elas, com os olhos cinzas mais duros do que nunca. -Vamos dar uma volta Caly.

As duas saíram da mesma forma que entraram, chamando atenção, era quase um duelo de titãs, o croppet jeans de Annabeth combinava com sua saia de tecido preta que balançava, enquanto o vestido de Calypso mal se mexia, mas todas as duas recebiam a devida atenção de quem não estava conversando ou tinha parado de conversar para vê-las.

–Estanho. -Observou Piper de olhos arregalados.

–Lésbica? Apaixonada?

–Temos muito o que conversar. -Completou Thalia chocada, Piper bufou xingando até a última geração de Calypso.

Do outro lado da escola, nos jardins Calypso e Annabeth se encaravam como se pudessem se matar só com olhares.

–O que faz aqui? -Perguntou a loura ignorando as cordialidades com as mãos nos bolsos da sua saia.

–Cansei de Chicago e fui mandada para cá, parece que você andou bancado a heroina e alguém precisa trabalhar direito.-Respondeu Calypso divertida. -Também senti saudades, Léo e Percy não me ligaram desde a última vez que nos vimos.

–Já era de se esperar, ninguém liga para você Calypso, nem aqui, nem em lugar nenhum. -Annabeth esboçou um sorriso vendo Calypso vacilar.

–Pelo menos eu não perdi meu namorado para uma mini vadia. -Rebateu a morena cruzando os braços.

–Não me importo com isso também, nos conhecemos a tempos Calypso, sabe que se fosse para me salvar entregaria a cabeça dos dois em uma cesta com chocolates e flores, apenas estou me divertindo. -Annabeth sorriu, e de verdade Calypso sentiu medo, era dia, pessoas a ouviriam gritar, se tentasse algo, por enquanto estava segura.

–Não tenho medo de você Annie. -Cuspiu as palavras com nojo, Annabeth estalou a língua em desaprovação.

–Você já mentiu melhor Caly. -E em seguida Annabeth já tinha tirado as mãos dos bolsos enfiando uma agulha no pescoço de Calypso, que mal teve tempo de gritar quando começou a perder a consciência.

Annabeth observou o corpo inconsciente caído na grama bem cortada, tocando com a ponta ovalada de seu salto a bochecha de Calypso.

–Retirem na daqui, temos umas perguntas pra fazer. -Murmurou para os dois garotos a suas costas saindo do gramado e guardando a seringa no bolço tendo o cuidado de tampar a agulha, voltou para dentro da escola como se nada tivesse acontecido.

–Tão bonita, tão burra. -Murmurou Léo enquanto carregava Calypso para a sala escondida da escola.

–Pelo menos algumas fogem desse conceito que beleza e inteligência não podem viver no mesmo ser. -Rebateu Percy olhando para porta ornamental em que Annabeth tinha acabado de passar.

–Doce seria killer. -Concordou Léo sorrindo para o amigo. -Vamos cara, temos aula ainda lembra.

–Como se eu estivesse me importando com isso. -Percy sorriu de lado acendendo outro cigarro e subindo as escadas atrás de Léo.

Notas finais
Gostaram? Odiaram? Posso dizer que amei escrever o começo, com as meninas ainda amigas de verdade, se gostarem e aprovarem prometo trazer mais cenas como essa quando estiver inspirada. Ps.: Quem gosta de mistério e algo pra fritar o seu cérebro de possibilidades recomendo a nova fic que estou escrevendo com a Srta Hathaway Gray Jackson, se chama Psycho Killer, vou deixar o link se quiserem dar uma olhada, dizer OLÁ, ok? Ok. BEIJUS