Notas iniciais
Hey amoras. FELIZ PASCOA!! Tem comido muito chocolate? Alguém viu o ovo do Star Wars? É a perfeição. Já aviso que esse capítulo é mais sangrento que os outros, ok? Se não gosta de torturas é só falar, beijos

Tough girl. In the fast lane
No time for love. No time for hate
No drama
No time for games
Tough girl
Whose soul aches

–Então você é mesmo lésbica? -Perguntou Reyna cruzando as pernas no chão do quarto de Thalia.

–Sou. -Respondeu Piper pela vigésima terceira vez. -E, sim, eu já me apaixonei pela Annabeth. -Disse assim que Thalia abriu a boca.

Thalia deu uma enorme golada em sua garrafa de licor de pêssego, embora não estivesse bêbada o suficiente para aceitar que sua amiga era lésbica, resmungou triste porque sua vodca acabou, embora para essa noticia chocante nem bebida russa a ajudaria a engolir.

–Mas você namorou com meu irmão por uma ano. -Murmurou Thalia bebendo ainda mais.

–Isso não significa que eu tenha me apaixonado por ele. -Disse Piper cruzando os braços. -Jason foi só um amigo para mim.

–E isso com a Bianca, é verdade? -Reyna ainda não conseguia acreditar, era Piper, a garota que muitos desejavam, com um corpo perfeito, de sorriso meigo, ela não podia ser lésbica.

–SIM. -Gritou Piper irritada, estava a horas explicando para as meninas, contou até sobre Bianca, embora não quisesse tocar nesse assunto, as duas ainda estão brigadas. -Eu gosto de garotas, ok? Gosto da pele macia, dos lábios com gosto de batom e dos seios contra os meus quando beijo alguém, superem isso! -Piper já estava em pé, saindo do quarto e batendo a porta atrás de si com força.

Piper desceu todas as escadas da ala feminina correndo, queria ir para qualquer lugar, menos aquele maldito colégio, bufou olhando para o céu negro como veludo, estrelas brilhavam como diamantes, e pele primeira vez em quase dois anos ela sentiu um desejo insuportável de fumar, não os mesmos cigarros fedorentos de Annabeth, a maconha que um dia já foi seu maior vicio.

Sentou na grama escuro e pontuda, precisava respirar novos ares o mais rápido possível, olhando para as assustadoras árvores de Westlake, mas uma movimentação a tirou do seu tedioso transe, andando por entres as árvores para não ser notado estava Léo Valdez, Piper vencida pela curiosidade sobre o que ele estava fazendo tão tarde da noite fora da cama o seguiu.

Tomando cuidado para não fazer barulho e se mantendo distante o suficiente para que ele não passasse de um grande ponto, onde quer que ele estivesse indo era distante, depois de andar muito Léo simplesmente sumiu, se mordendo de ódio Piper correu até onde ele tinha desaparecido, um caminho de pedras cortava o lugar, ela encarou até que viu uma pedra grande e mal arrumada, diferente das outras, fazendo um pouco de forço ela conseguiu empurrar a pedra para o lado, dando abertura para um buraco grande, escuro e fedorento, provavelmente era o esgoto, torcendo o nariz Piper pulou, o chão de pedra estava molhado e o cheiro bem pior, cobrindo o nariz e boca com a blusa ela andou pelo corredor de pedra em direção a única luz.

Assim que chegou na luz, viu que não era um quarto, parecia uma cúpula de pedra, cheia de caixas, poeira e lixo, iluminada por velas e uma fraca luz no teto, no meio da cúpula estavam Percy, sentando em uma caixa de madeira alta, com um cigarro entre os lábios finos e um copo de whisky na mão, Léo também estava sentando em outra caixa só que menor, uma Calypso descabelada e sangrando, amarrada a uma cadeira de ferro e o mais surpreendente, andando em volta dela estava Annabeth, limpando a lamina de uma adaga com um lenço de linho, o salto preto batendo delicadamente no chão de pedra, o vestido vermelho justo deixando suas curvas a mostra, seu cabelo loiro ondulado jogado de lado, estava linda e assustadora ao mesmo tempo.

–Diga de uma vez, onde ela está? -Perguntou Annabeth entediada deixando a adaga e o lenço sobre uma caixa e pegando o soco inglês prateado. Piper se escondeu atrás da caixa mais próxima que viu, dando graças a Deus por ninguém tê-la visto.

–Vai se foder. -Resmungou Calypso quase fechando os olhos de dor, era possível ver que seu braço estava quebrado, assim como sua perna esquerda, é surpreendente que ela ainda conseguisse falar direito. -Espera, esse é o trabalho do Percy e de todos os outros.

–Resposta errada querida. -Com um movimento preciso Annabeth acertou a bochecha de Calypso, foi um golpe tão forte que sua cabeça girou e ela cuspiu sangue, ela deu um sorriso com os lábios pingando sangue, seus olhos castanhos se fecharam, mas antes de morrer ou ficar inconsciente Annabeth fincou uma agulha em seu braço não quebrado injetando todo o conteúdo que fez Calypso acordar de uma vez com os olhos arregalados.

–Ainda não entendeu, não é? -Perguntou Léo rindo. -Você não vai sair daqui.

–Se dormir vamos te acordar. -Continuou Percy entediado soprando a fumaça para cima.

–Entendeu Caly, temos um estoque para ficar aqui por semanas, se você dormir vamos te acordar e tudo de novo, você não vai ter paz. -Completou Annabeth divertida dando de ombros.

–É isso, você vai me torturar, até eu falar. -A voz de Calypso estava arrastada e rouca, como se ela estivesse muito bêbada e drogada.

–Exatamente. -Annabeth voltou a pegar a adaga brilhante com um punhal ornamentado, o fazendo reluzir a luz das velas. -Agora vamos ver o quanto sua voz é potente.

Annabeth se curvou, jogando o cabelo de volta para o lado e passando a ponta da adaga desde o ombro de Calypso, até o começo do seu antebraço, sem ser fundo o suficiente para que a matasse de tanto sangrar, o grito agonizante de Calypso tremeu até os ossos de Piper que se encolheu assustada.

–Diga. -Mandou Percy.

–Nunca. -Murmurou Calypso, tão baixo que Piper mal ouviu. Léo bufou pulando da caixa, pegando uma faca com serra e afundando na coxa de Calypso, o grito que escapou dos lábios sangrentos dela foi ainda pior que o outro.

–Diga. -Rosnou Léo entre dentes entre dentes. -Diga e fazemos parar.

–S-se eu d-dissesser isso n-não vai s-ser nada. -Gaguejou Calypso chorando.

–Já que é assim. -Annabeth sorriu girando a adaga entre os para depois cortar a barriga de Calypso, um corte reto de uma ponta da bacia a outra. Piper cobriu os ouvidos, chorando baixinho e mordendo os lábios para não gritar, se encolheu como uma bola no chão, com medo de olhar para lá, usou as caixas como escudo para que ninguém a visse.

Os órgão internos de Calypso se desenrolaram em seu colo, pendurando até o chão, ela gritou de agonia, com os lábios tremendo, incapaz de formar palavras. Seus olhos lacrimejantes fitaram Annabeth que estava debruçada sobre ela, com o rosto a pouco centímetros do seu, estavam tão diferentes agora, uma estava linda como um anjo enquanto a outra sangrava como se estivesse nas mãos do próprio demônio.

–Você tem seis metros de intestino, eles estão jogados no seu colo agora, mas você não vai morrer tão cedo Caly, sei o que faço, o corte não foi profundo, só suas camadas de pele romperam, sabe o que isso significa? -Perguntou sorrindo de lado, enquanto as lágrimas de Calypso se misturavam com o sangue e suor de seu rosto, os olhos de Annabeth estavam duros e frios como aço cinzento. -Que você não vai morrer agora, vai sentir os ratos e insetos comerem seu corpo primeiro, agonizando por dias.

–Eu. -Calypso engoliu em seco tentando falar. -Grito.

–Estamos metros em baixo da escola, grite o quanto quiser ninguém pode te ouvir. -Respondeu Percy apagando as velas, enquanto Léo carregava todas as armas e frascos para dentro de uma mochila.

–Tenha uma boa morte Calypso, nos vemos no inferno vadia. -Disse Annabeth pegando a última vela e indo embora, sendo seguida pelos dois garotos. Piper prendeu a respiração quando passaram por ela, segurando a tremedeira, nunca sentiu medo maior em toda sua vida.

Assim que nenhum passo foi ouvido, Piper se levantou e correu, com a mão na boca a impedindo de vomitar, ignorou os gritos de Calypso, o cheiro forte de esgoto e sangue, quase bateu em uma escada de ferro que estava em sua frente, subiu com as mãos tremendo, se segurando com força no ferro enferrujado e úmido, assim que empurrou a pedra, indo para o ar livre, Piper só teve alguns segundos antes de vomitar, segurou o cabelo vomitando tudo o que podia e não podia, até vir só acido para fora.

–Olá Piper. -A voz rouca de Léo soou atrás dela, Piper gelou até a alma, depois de ver o que ele fez, sua voz a assustava até o último fio de cabelo. -Gostou do show? -Perguntou divertido.

Notas finais
Obrigada por todos os comentários perfeitos, vocês divaram como sempre, serio amores, o que seria dessa fic sem vocês? Gostaram? Odiaram? Ficou curto, mas prometo recompensar vocês no próximo. Comentem e recomendem. BEIJOS