Notas iniciais
Hey amorinhas, ok, ok, eu desapareci por duas semanas, tinha trabalhos enormes pra fazer, cursos para completar e uma peça para dirigir. Deu a louca nos meus professores e eles nos mandaram fazer um curta metragem, em inglês! Tenta fazer aquele bando de gente cooperar com tudo e ainda falar em inglês, é difícil pra caramba. Eu sou uma psicopática que narra o porque de ter matado todos os seus cinco amigos em um final de semana na praia, estranho né. Comecei a rir quando me deram o papel, lembrei dessa fanfic e partiu incorporar a Annabeth Chase. Agora sobre o capítulo, ele ficou enorme, serio, deu quase 6.000 palavras, ai eu cortei no meio e postei essa parte, vou tentar posar a outra depois, espero que gostem e me perdoem por demorar. WE'RE BACK BITCHES

We'll be burnin' up like neon lights

Shining like stars, 'cuz we're beautiful

Right now

Depois de tentar por minutos prestar atenção nas palavras monótonas do professor de história III Reyna desistiu, é impossível não querer dormir na aula, principalmente com tantas duvidas perturbando sua mente.

Por baixo da mesa ela olhou o celular de novo, com a mensagem que Bad Girl mandou para a escola inteira no café da manhã "O que Piper viu? Bad Girl" acompanhada de uma foto com Piper de olhos arregalados na parte mais afastada da escola. Era apenas uma frase, uma maldita frase que a deixou com mais perguntas do que respostas, mesmo questionando Piper sobre o que aconteceu, ela não obteve respostas, a morena desconversou e fugiu.

Reyna suspirou escorregando o celular de volta para o bolso da jaqueta, esfregando as mãos frias e olhando em volta, a sala estava dormindo praticamente, encostados nas próprias mãos, com a cabeça deitada na mesa, alguns alunos até roncavam baixinho, o único que não dormiu ou rabiscou o caderno foi Léo, sentado ao seu lado, ele olhava para o quadro ouvindo com uma atenção sobrenatural o que o professor dizia.

–Tão diferente. -Sussurrou para si mesma observando Léo recostado na cadeira. Ele sempre foi magro, divertido e sorridente, agora estava musculoso, o cabelo cacheado bem mais curto, era praticamente outra pessoa, nem seus olhos são os mesmos, o brilho brincalhão não existe, foi substituído por um olhar raivoso e sorriso sarcástico.

Depois de minutos que mais pareciam horas o sinal finalmente bateu e Reyna correu para fora, como sempre aconteceu as pessoas saíram do seu caminho, ela mal notava a diferença, não percebia a admiração nos rostos das calouras do primeiro ano, nem como os garotos observavam cada curva dela.

–Faz de proposito? -Perguntou Léo andando ao lado de Reyna, que quase pulou de susto, estava tão acostumada com o silencio dele.

–Ignorar você? Sim. -Reyna apertou a mochila contra seu ombro, andando um pouco mais rápido e dando graças por não estar de salto alto hoje.

–Não esta dando certo. -Léo cruzou os braços, acompanhando os passos rápidos com facilidade. Pegando todos os alunos que estavam no corredor e Reyna de surpresa, Léo se virou e a abraçou. -Afinal ficou me encarando por meia hora. -Sussurrou no ouvido dela, dando um beijo em seu pescoço exposto pelo rabo de cavalo.

Tão rápido quando a abraçou Léo se afastou indo embora como se nada tivesse acontecido, porque tão confuso e estranho meu Deus pensou Reyna balançando a cabeça e saindo da escola. No corredor da ala feminina dois policiais da escola passaram por ela sem nem ao menos a notar, poucos segundos depois que eles passaram Annabeth apareceu ao seu lado.

–Boa tarde, Avila. -Disse dando um sorriso de lado, estava com sua roupa preta de academia, os cabelos loiros presos e bagunçados, alguns fios grudando em sua testa suada, as bochechas coradas, ela parecia cansada como se estivesse treinando a tarde inteira.

–Devia ter ido para a aula. -Murmurou Reyna subindo as escadas mais devagar que Annabeth, fazia tempo que as duas não falavam algo sem que alguém estivesse morrendo ou brigando. Ela estranhou a boa educação de Annabeth, que normalmente a ignorava.

–Para aprender algo que eu já sei? Francamente, minhas notas são melhores que as suas. -Annabeth riu deixando Reyna sozinha e entrou no quarto tirando os fones de ouvido e fingiu estar assustada quando viu os dois policiais da escola vasculhando suas coisas.

–Oi? Aconteceu alguma coisa? -Perguntou para Silena que digitava em seu celular deitada na cama cor-de-rosa.

–Ouve uma denuncia anônima de que a arma que matou Calypso Atlas esta nesse quarto, senhorita Chase. -Falou o policial enquanto jogava as roupas intimas de Annabeth sobre a cama.

–Ok, vou tomar um banho. -Annabeth deu de ombros e Silena concordou.

Entrou no grande banheiro que dividia com Silena, o branco limpíssimo escondia muitos segredos, principalmente os ladrilhos. Annabeth soltou o cabelo loiro enquanto tirava as roupas, as jogando no chão, girou o registro deixando a água fria tirar todo o seu suor, enquanto esfregava a esponja com sabonete liquido de limão sentiu suas cicatrizes, quase invisíveis em sua pele bronzeada mesmo em Nova Iorque, a marca de uma queimadura na clavícula não passava de uma simples lembrança, a fina linha onde uma faca atravessou um dos seus rins nas costas, tantas outras cicatrizes que agora ninguém consegue ver, se eu não fosse rica? Se não tivesse dinheiro para comprar um novo rim no mercado negro? Ou para pagar um bom cirurgião e dermatologista para apagar todas as minhas cicatrizes? Provavelmente seria uma colcha de retalhos, recortada e mortal talvez pensou Annabeth tirando a espuma do seu corpo depois de massagear o cabelo molhado.

–Não viram nada. -Disse Silena entrando no banheiro.

–Consegui esconder tudo. -Confirmou Annabeth sem se importar que Silena a veja nua, o falso puritanismo irritava as duas e talvez seja uma das coisas que elas concordam, ninguém precisa esconder seu corpo ou ter vergonha dele, é seu, diz quem você é para o mundo.

–Graças ao Léo, como ele sabia que a McLean ia chamar a policia? -Silena se encostou na porta fechada com os olhos azuis gelo fitando os cinzas de Annabeth.

–Porque ela é fraca, e é isso que pessoas fracas fazem. -Respondeu a loira quase como se cuspisse acido, ela se enrolou na toalha branca felpuda saindo do banheiro atrás de Silena.

–O que é isso? Algum admirador secreto Annabeth? -Silena sorriu apontando para a pequena caixa vermelha com um laço branco sobre a cama branca.

–Alguém entrou aqui. -Diz Annabeth trancando a porta e pegando a caixa, puxou de lá uma pulseira com quatro dentes e contas com letras. -Não acho que foi algum admirador secreto. -Murmurou lendo a frase escrita com as contas. "Garotos bonitos não mentem"

–Ela mandou? -Silena segurou a respiração sem perceber ao ouvir Annabeth ler o bilhete que estava dentro da caixa em voz alta.

–Calypso era uma boa garota, mas você sempre foi a melhor, parabéns Queen A, aproveite a festa dessa noite. -Beijinhos Bad Girl.–Annabeth apertava a pulsei de dentes tão forte em sua mão que começou a sangrar, as raízes manchadas de sangue e suas unhas cortaram a palma, pingando o sangue vermelho escuro no lençol branco.

–Esses dentes são dele? -Silena mesmo sabendo a resposta perguntou.

–Sim. -Respondeu Annabeth entre dentes, jogando a pulseira sangrenta no chão e apertando sua mão cortada na toalha branca para estancar o sangue. -Vamos, parece que uma festa vai acontecer.

Silena e Annabeth entraram no closet, enquanto a Silena empurrava a estante cheia de sapatos para o lado Annabeth abria a porta branca escondida, revelando um verdadeiro arsenal dentro do armário de aço e espuma, encaixadas e limpas as armas curtas brilhavam, revolveres com os tambores descarregados, as munições ao lado, três Colt 1911 pretas, quatro Beretta 92, e dois Glock 34, sendo um deles preto com gravuras prateadas feito especialmente para Annabeth, tendo um encaixe perfeito em sua mão fina, também tinham moedas de ouro, bem mais pratico que dólares, ouro pode ser trocado em qualquer lugar e é difícil de se rastrear, cédulas não. As facas estavam brilhantes e afiadas, já que são as armas preferidas de Silena.

–Não travam, são fáceis de esconder e de limpar. -Balbuciou Silena escondendo uma pequena faca de dois gumes em sua sinta liga.

–Não tem um alcance muito longo. -Rebateu Annabeth dando fim a conversa. Sem falarem nada as duas continuaram a se arrumar.

Os alunos de Westlake andavam ou conversavam pela escola esperando dar oito horas e poderem jantar, até que uma mensagem fez todos os celulares tocarem.

"Boa noite Westlake, sei que andei sumida, e como já dizia o velho ditado enquanto a gata sai as ratas fazem a festa, atenção vadias essa foi uma indireta para vocês. Agora sem enrolação, para comemorar a minha volta em suas tediosas vidas hoje tem neon party, no ginásio a onze horas, espero vocês lá e lembrem, quem entrar não sai. -Bad Girl"

É a noticia da festa se espalhou tão rápido quanto fogo em dias quentes de verão, todos comentaram o que vestir, como vai ser, no jantar a conversa estava tão alta que as pessoas tinham que gritar para serem ouvidas.

–Atenção todos. -Disse o senhor D, com sua blusa chamativa e esquisita sendo pela primeira vez ignorada pelos alunos que costumavam fazer piadinhas. -CALEM A BOCA! -Gritou e todos o olharam assustados. -Melhor assim, não vai acontecer nenhuma festa na escola, qualquer aluno que for visto fora dos quartos depois do toque de recolher estará expulso antes que possa chorar para suas mamães. -Seu rosto redondo estava vermelho de raiva fazendo os olhos escuros brilharem e sua barriga parecer ainda maior, como se ele estivesse gravido de uma criança de quase um ano mutante.

A conversa agora era mais baixa, sussurros e múrmuros, sobre como o senhor D estava irritado, coisa que quase nunca acontecia.

–Vai para essa festa? -Perguntou Luke para Thalia, Reyna na frente deles continuou a ler Inferno de Dan Brown, ignorando o casal abraçado.

–Não, qualquer coisa que envolva Bad Girl eu estou longe. -Respondeu Thalia terminando de comer seu bolo de carne com ervilhas e cenoura.

–Repararam que Piper não desceu? -Observou Reyna procurando Piper com os olhos, depois de desligar o celular.

–Deve estar com a Bianca. -Kate sorriu terminando de fazer uma flor com seu purê de batatas. -Mas o Léo está bem ali. -Apontou com seu garfo para a moreno que olhava para Reyna sem nem ao menos disfarçar, ele estava na mesa mais afasta conversando do Percy que bufou irritado com algo.

–Eu não procurei ele.

–Ele esta te encarando desde que chegamos. -Rebateu Katie sorrindo de lado para o olhar mortal de Reyna. -Quero ir nessa festa, nunca fui em uma neon party.

–O QUE? -Disse Thalia abismada se engasgando com o suco de laranja industrializado. -Como assim nunca foi em uma neon party? Onde você vivia? Marte? Acho que até em Marte existem...

–Cala a boca Thalia. -A cortou Reyna, Thalia fechou a cara, mostrando o dedo do meio para Reyna e Luke riu.

–Neon party é uma festa de luz negra, tem tintas coloridas, bastante bebida e é mais escuro que a maioria das festas. -Respondeu Luke para Katie que tinha se encolhido assustada.

–Eu vou com você Katie. -Reyna a tranquilizou ao ver seus olhos arregalados.

–Ótimo, todos vamos a essa festa. -Resmungou Jason falando com eles pela primeira vez desde que sentou.

–Eu não, é loucura! Vão mesmo para um lugar organizado pela Bad Assassina Girl? Ela é psicótica, alem de que eu não quero ser expulsa. -Exclamou Thalia irritada, saindo da mesa, Luke correu atrás dela dizendo que isso é bobagem.

–O senhor D pode nos pegar e vamos ser expulsas, é melhor ficarmos no quarto mesmo. -Concordou Katie.

–Relaxa, não vai ser a primeira festa que ele tentou proibir. -Reyna saiu da mesa com Katie ao seu lado.

Em minutos o refeitório ficou vazio, os corajosos ou burros se arrumaram para a neon party e outros foram dormir, as dez horas um vídeo foi enviado toda a escola.

"Vamos ver o que o bode velho pode fazer trancado. -Bad Girl" No vídeo o senhor D de pijama azul com patinhos amarelos batia na porta e janelas tentando abri-las

–Eu disse que ela era psicótica. -Murmurou Thalia deitada em sua cama com seu confortável moletom, se negando a ir a festa de Bad Girl.

No quarto ao lado Reyna terminava de amarrar o vestido verde e branco de Katie.

–Pronta. -Disse depois de fazer um laço.

–Obrigada. -Katie se olhou no espelho, os olhos castanhos sem maquiagem, o cabelo castanho estava liso e caia delicadamente em seu rosto em formato de coração, o vestido verde com bordados brancos, é bem justo apertando seus seios e os fazendo parecer maiores, o saia do mesmo tom de verde água pegava na metade das suas coxas não tão bronzeadas quanto antes. -Sapatilha ou salto? -Perguntou com uma sapatilha de lacinhos e um salto branco de tiras.

–Salto. -Respondeu Reyna abotoando sua blusa vermelha, grande o suficiente para parecer um vestido, colocou um cinto bege e seus saltos pretos, prendeu seu cabelo castanho escuro em um coque com grampos, assim como Katie não passou maquiagem, ia se pintar de tinta lá de qualquer modo. -Vamos, tenho que pegar alguém, você não imagina o quanto estou na seca.

Katie riu saindo de braços dados com Reyna.

–Imagino, sou do segundo ano e pego mais caras que você.

–De anjo você só tem a cara, Katie Gardner. -Reyna riu e Katie o revirou os olhos.

–Anda logo, tenho que ver alguém. -Resmungou Katie ficando com as bochechas vermelhas.

–Travis ainda. -Murmurou Reyna abrindo as portas da quadra.

–Uau. -Disse Katie de boca aberta, os ouvidos delas estavam sendo metralhados pela batida da música alta, lá dentro as pessoas estavam uma confusão de tinta respingada, desenhos e sombras, um DJ tocava em um palco que nunca esteve ali, com uma mascara estranha parecida com a do homem aranha, onde seus olhos azuis brilhavam, a batida era divertida, tão alta que pulsava dentro delas, as arquibancadas tinham sido puxadas para a parede dando lugar para uma mesa retangular enorme respingada de tinta coloridas, com bebidas variadas em cima, do outro lado varias latas com tintas diferentes estavam sobre uma mesa igualmente grande, em frente ao palco do DJ tinham tambores enormes, com pessoas batendo e respingando tinta nelas e quem estava na frente.

–Onde você quer... -Reyna parou de falar notando que Katie já estava na mesa de bebidas com Connor. -Ok. -Ela respirou fundo levantando o rosto e indo para a mesa de tinta.

–Quer que eu pinte? -Perguntou um garoto atrás dela, sua respiração bateu na nuca de Reyna.

–Nico? -Reyna se virou para ele, o rosto de Nico estava pintado com uma caveira verde que deixou seus olhos ainda mais negros.

–Não achei que fosse me reconhecer. -Ele sorriu de lado, e Reyna deu um passo para trás sentindo a mesa bater em sua bunda.

–O que quer? -Ela cruzou os braços.

–Só vim dizer que terminei com sua irmã. -Nico suspirou tentando tocar o rosto de Reyna, ela virou para o outro lado, olhando com raiva para ele quando baixou o braço.

–Ótimo, mas eu não tenho nada com isso. -Reyna o empurrou delicadamente indo embora, mas assim que deu dois passos Nico segurou sua mão a puxando para si, Reyna prendeu a respiração, estava tão perto de Nico que sentia seu perfume caro e os músculos não muito definidos nas pontas de seus dedos.

–Foi por você, sei que deve parecer errado, só que eu conheci a Avila errada antes. -Ele levantou seu rosto dando apenas um selinho em Reyna, ela soltou suas mãos puxando-o mais para si, intensificando o beijo, mas ainda assim era delicado demais para o gosto de Reyna, as mãos de Nico estavam apenas tocando sua cintura, e seus lábios tocavam os dela como se tivesse com medo de machuca-la.

Reyna se soltou de Nico com um olhar surpreso, depois de tanto tempo esperando por esse beijo foi frustrante, quando eles se conheceram parecia que Nico a faria ver estrelas, mesmo com raiva por ele ter mentido ela ainda o desejava, esperava qualquer coisa menos isso, essa falta de pegada no mínimo broxante.

–Acho melhor você ir embora. -Reyna quase gritou para ser ouvida na música alta.

–O que? Porque? -Perguntou Nico confuso.

–Só vai. -Reyna deu dois tapinhas em seu ombro indo embora, quando pegou um copo de alguma bebida transparente com gelo Piper chegou ao seu correndo. -O que aconteceu?

–Nada, só estou fugindo da Bianca. -Piper sorriu de lado, seus dentes estavam azuis na luz negra e varias cores de tinta respingadas em sua roupa de ginastica, como se tivesse chovido tinta sobre ela, a cobrindo do cabelo aos pés.

–Porque? Brigaram? -Reyna tomou um gole da bebida transparente que tinha gosto de limão e bastante álcool.

–Não exatamente, ela quer que eu diga para minha família. -Piper deu de ombros olhando para seus tênis de corrida.

–Ok, vamos te esconder na pista. -Reyna puxou Piper pelo pulso para o meio das pessoas que se mexiam na pista de dança sem cor. As duas dançaram como não faziam a muito tempo, vez ou outra bebendo de copos que pessoas davam para elas, se sujaram de tinta pingada dos tambores, Reyna sentia uma gota de suor gelada escorrer por suas costas.

Quando começou a tocar um remix de heartbreaker Annabeth e Silena abriram as portas, parecia cronometrado para elas entrarem na melhor parte, a saia de couro que Annabeth usava quase não aparecia na escuridão, seu top azul brilhante parecia gritar para que olhassem seus seios, as botas curtas de salto só pareciam pelas tiras azuis tão brilhantes quanto seu top, o cabelo cacheado solto com uma mexa verde, seus cílios brilhavam cor-de-rosa assim como a trepadeira verde desenhada em sua coxa, quase todos viraram seus rosto para elas embora continuassem a dançar.

Silena se virou sussurrando algo para Annabeth, seu vestido rosa claro ondulando a sua vota, só visível pelas flores desenhadas com tinta florescente, as botas altas de Silena sumiram na escuridão da festa.

Annabeth jogou o cabelo para trás indo até a mesa de tintas, especificamente onde estava um garoto loiro que não estudava em Westlake.

–Pode pintar para mim Scott? -Perguntou Annabeth colocando as duas mãos sobre a mesa, os olhos verdes de Scott se levantaram encontrando o de Annabeth, era bem mais escuros que o verde água de Percy, Scott tem os olhos verde grama, brilhantes como os de um gato, mesmo no escuro ele ainda era gostoso em todos os sentidos possíveis.

–Claro Chase, o que quer? -Scott ficou em pé escolhendo o pincel e dando uma linda visão do seu corpo definido para qualquer um que passasse, a pintura cheia de curvas e ondas, parecendo o mar desenhada desde o começo de sua calça até o ombro, também pintando uma pequena parte do seu rosto no lado esquerdo.

–Uma cobra, no braço. -Annabeth estendeu o ante braço para ele, que passou o pincel frio começando os detalhes do desenho, com as cachos loiros caindo sobre ele, se não fosse pelo loiro bem mais claro de Scott e os olhos verdes eles poderiam ser irmãos, tinham os mesmo traços angelicais e olhar frio.

–Para combinar com você? -Scott sorriu de lado revelando seu dentes brilhando azuis.

–Com certeza, baby. -Annabeth revirou os olhos.

–Já te falaram o quanto você fica linda com a luz negra? -Scott deixou o pincel de lado, após terminar de fazer uma cobra verde enrolada no ante braço de Annabeth. -Ressalta seu sorriso assassino e cachos loiros.

–Sua cantada pode melhorar. -Rebateu Annabeth, piscando para ele. -Deixe isso ai, vem comigo.

–Pra já. -Scott segue Annabeth para a pista onde todos se mexiam, mesmo com espaço, ninguém se afastava, parecia que um imã puxava todas as pessoas para o centro. Annabeth coloca os braços envolta do pescoço de Scott, rebolando ao ritmo da musica, as mãos dele descem das costas dela até sua cintura acompanhando os movimentos da loira.

–Fique de olho neles. -Ela sussurrou para Scott, ele a girou puxando Annabeth de volta com as costas contra seu peito nu.

–Pode deixar, o tocha humana está conversando com a sua amiga inteligente, o loiro com aquela cicatriz foi ao banheiro, a patricinha esta transando com um desconhecido e o Jackson encheu a cara, agora está olha pra mim como se fosse nos matar. -Respondeu Scott. Qualquer um que os visse assim acharia que eles estavam nas preliminares, e era isso que Percy também achava, limpando os cacos do copo que quebrou ao ver os dois tão próximos.

–Continue assim, não confio em uma festa feita pela vadia. -Annabeth se virou para Scott, dando um beijo em sua bochecha e indo embora.

–Me sinto usado por você as vezes. -Resmungou ele, mas ninguém ouviu com a música tão alta.

Annabeth pegou uma cuba libre tomando um grande gole e procurando algum whisky, até que seu celular vibrou no sutiã, ela não tinha bolsos e precisava levar o celular, ninguém sai sem ele, é quase uma parte do seu corpo.

"Se divertindo Queen A? Essa festa é em sua homenagem, por finalmente conseguir sentir algo, só me resta uma duvida, de quem você gosta mais, loiro ou moreno? –Bad Girl"

Ela mordeu o lábio inferior até sentir o gosto salgado de sangue em sua boca, abriu os olhos procurando por Luke no banheiro, e Percy na mesa, mas eles não estavam em lugar nenhum, seu coração começou a bater mais rápido, um dos típicos sinais de que seu cérebro liberou adrenalina.

"Tick, tock o tempo está passando, qual dos dois você vai deixar morrer Annie?"

Notas finais
Gostaram? Odiaram? Querem me matar e dançar alguma musica caribenha sobre o meu tumulo?. Beijos