Bad Girls

4 Welcome to the jungle


Notas iniciais
OI GENTE! como eu sou muito diva e sei que todos vocês amam a minha fic, estou mais uma vez postando pra vocês :3 ah, e dei um desconto porque o último capítulo era hentai e etc etc, mAS GENTE, 34 leitores, vamos fazer um esforço e comentar, ok? Cinco reviews não dá pra ninguém ): Não me odeiem, mas com 10 reviews eu continuo NA HORA. aproveitem *-*

Welcome to the jungle, we got fun and games, we got everything you want, honey we know the names.


Welcome To The Jungle. Não havia música mais perfeita para o que eu estava prestes a passar àquela manhã. Era dia primeiro de fevereiro, as aulas estariam começando (para mim) e retornando para as pessoas normais que não foram expulsas da escola sem um motivo concreto.

Já que estava particularmente frio, coloquei um vestido-espartilho preto liso, justo e curto, um dos meus preferidos. Vesti um casaco xadrez azul e uma jaqueta de couro preta por cima do casaco. Coloquei uma meia-calça 7/8 preta e a cinta-liga, que estava visível nas coxas. Fucei meu armário atrás dos meus coturnos, e fui para a cozinha tomar café.

– Pra onde você vai tão arrumada assim, Annabeth? – meu tio perguntou.

– Pra escola, ué.

– Achei que você tivesse que usar uniforme.

– Como se eu ligasse para isso.

Meu tio bufou e eu revirei os olhos. O legal é que, antes dele ir trabalhar pela manhã, ele era um saco, e eu também não tenho um humor muito agradável quando acordo, então as nossas conversas eram curtas e rápidas.

Eu até que estava gostando de morar com o meu tio. Ele ficava fora o dia inteiro, Gavin ficava na loja de armas e ele meio que deixava o carro comigo, e eu passei a conhecer Nova Iorque como ninguém nas últimas semanas. Já rodei o Central Park inteiro e achei um lugar que faz uma geléia incrível.

No fim de semana passado, eu dirigi algumas vezes por Manhattan até encontrar a Goode, e descobri que tem um Starbucks logo na esquina. Então eu paro no Starbucks e vou para a escola.

Vão me chamar de puta.

Tomei meu café da manhã, escovei os dentes e dei um jeito no meu cabelo. Passei um lápis preto e um batom vermelho, peguei minha bolsa com os materiais, me despedi do meu tio (que retribuiu com um aceno de cabeça) e fui até a vaga onde Gavin deixava o carro estacionado. Joguei a bolsa no banco de carona e acelerei pelo caminho até a Goode.

Bom, é óbvio que os nova-iorquinos não dirigem como os californianos. Eu dirigia muito rápido, pisando no acelerador sem dó e desviando dos carros com facilidade, enquanto os nova-iorquinos eram todos zen e comportadinhos, dirigindo devagar e sem passar na frente de ninguém. Eles provavelmente deviam achar que eu estava bêbada, e eu ria com os xingamentos que eles jogavam e o movimento das mãos pelo vidro dos carros. Aquilo era hilário!

Estacionei no Starbucks, desci do carro e pedi um café. Não estava tão frio lá fora, ou talvez eu não sentisse muito frio mesmo. Assim que o café ficou pronto, voltei ao carro e dirigi até a Goode.

O estacionamento da escola estava lotado de Ferraris, Porsches, BMW’s, Audi’s, Land Rover’s e mais algums carros luxuosos que eu nunca tinha sequer ouvido falar. Como se carros fossem muito importantes na vida das pessoas.

Eu não freei para estacionar o carro, e escolhi uma vaga bem onde os jogadores de futebol e as líderes de torcida estavam, só para implicar. Foi muito engraçado ouvir eles me xingando, e eu acabei gargalhando mais ainda em ver aqueles gravetinhos de líder de torcida abrindo a boca para me xingar.

Desci do carro e já estava de bom humor. Continuei bebendo meu café, que já estava morno, quando um menino começou a falar que eu poderia ter matado ele.

– Desculpa, é que eu não vi vocês, sabe – eu disse, irônica, sorrindo. O menino me xingou de mais alguns nomes que ao meu ver pareceram inofensivos, e eu continuei andando até a entrada da escola. Meu armário era o 618, e Supermassive Black Hole, Muse, começou a tocar nos fones do meu celular.

Acho que, nessa escola particular de gente rica, sempre que as portas se abrem as pessoas olham pra você te avaliando de cima a baixo. Ou talvez seja só porque eu era uma aluna nova. Só sei que, assim que cruzei as portas da escola, todos os olhares pousaram em mim, e eu continuei caminhando. Alguns estavam maravilhados e outros olhavam com cara de quem comeu e não gostou. Eu estava com vontade de rir da cada de bunda de algumas pessoas, mas me controlei para não perder a pose.

Ainda não tinha chegado no meu armário, mas vi todas as pessoas do site ali, reunidas. Os jogadores de futebol babando, líderes de torcida que olhavam pra mim com cara de bosta, as pessoas da detenção...

E, ao contrário do que eu previ, os caras até que eram fortinhos, não magricelas, mas ainda tinham cara de gay.

Depois de tanto andar por aquela escola, sendo seguida com os olhos de algumas pessoas e controlando a vontade de rir, cheguei no 618. Abri o armário, joguei minha bolsa lá dentro sem nenhum cuidado e peguei a folha que mostrava os meus horários. Meu café já estava frio, e eu precisava de um lixo para jogar ele fora.

Eu ia fechando o armário, quando outra pessoa fez isso pra mim.

– Oi – disse o loiro com a cicatriz no rosto que eu havia visto na detenção. Seus cabelos tinham um aspecto arenoso, como se fossem se desmantelar se você os esfregasse, seus olhos eram azuis, ele tinha um sorriso maroto nos lábios e lembrava um duende, mas até que era bonitinho. – Eu sou Luke, Luke Castellan.

Ele estendeu a mão para me cumprimentar. Ah, não, gente querendo ser amigável. Pior, um jogador de futebol querendo ser amigável.

– Annabeth Chase – eu disse, o cumprimentando e sorrindo.

– Ah, você é nova aqui, não é?

– Percebeu pelo que, a roupa ou todos me encarando com cara de bosta?

Ele riu.

– Os dois. Aliás, gostei da sua roupa, Annabeth. Não é todo mundo que tem coragem de vestir espartilho pra vir para a escola.

– Fazer o que. Sem ofensas, mas eu não vou usar esse uniforme nojentinho, ninguém vai me obrigar.

– E então, porque está entrando na escola no meio do ano letivo? Se mudou para Nova Iorque há pouco tempo?

– Na verdade, eu sou da California. Eu fiz uma burrada e a minha mãe resolveu me deportar para o outro lado do país. Que agradável, não?

– Uau, a burrada foi feia, hein?

– Não, na verdade foi culpa de um professor miserável que não foi com a minha cara desde o primeiro dia em que ele começou a lecionar naquela escola de merda e...

Antes que eu continuasse a me empolgar em conversar com o Luke, três gravetinhas-líderes-de-torcida chegaram.

– Escuta aqui, amor – uma delas disse, com uma voz de taquara rachada. – Você é a dona daquele Land Rover, não é?

Luke revirou os olhos.

– Ain, Luke, deixa de ser chato! – disse a ruiva. – Só estamos nos enturmando com a novata – ela disse novata como se fosse algum bicho peçonhento.

– Cala a boca, Rachel – a loira que estava falando voltou a dizer. – Você é ou não é a dona do Land Rover, querida?

– Querida, eu não sei muito bem se isso faz muito jus à você, mas sim, eu sou a dona do Land Rover.

A loira fez cara de tédio.

– Então escuta aqui amor, acho melhor tipo, você tirar seu carrinho de lá, porque tipo, aquela vaga é e-x-c-l-u-s-i-v-a pras líderes de torcida e atletas, entendeu?

– Primeiro, cria, não me chama de amor porque você não me conhece – falei. – E mais, não vi nada lá “reservando” aquela vaga pra você ou pra qualquer outro aluno daqui. E tipo, para de falar tipo, ok?

Luke riu, mas a gravetinho número 1 pareceu ofendida.

– Ainnnnn, que menina nojenta! – disse a gravetinho número 3, que até agora não tinha falado nada.

– Eu resolvo isso, Drew! – a gravetinho número 1 disse para a gravetinho número 3/Drew. – Escuta, amor, mesmo não estando reservada, sabe? Aquela vaga é tipo pra veteranos, você não pode entrar na escola e tipo achar que manda, sabe?

Revirei os olhos.

– Não, amor, eu não sei – eu disse. – E eu não vou tirar o meu carro de lá, a não ser se for pra passar com ele por cima de você.

A gravetinho número 1 pôs a mão no peito.

– Ninguém fala assim comigo!!!!!!! – ela estrilou. – Você sabe quem eu sou, novata?

– Não, e nem quero saber, obrigada. Você sabe quem eu sou, querida? A menina que não vai tirar o carro da vaga, então “tipo”, acho melhor você “tipo” desistir.

A garota bateu o pé no chão e não se moveu. Aquela cena chegava a ser cômica.

– ARGHHHHHHHHH, você não sabe com quem está se metendo! Você vai tirar o carro de lá por bem ou por mal.

Dei uma golada no meu café, que estava frio.

– Eca, meu café tá frio – eu disse. – Não quero mais – completei, jogando todo o conteúdo do copo na cara daquela loirinha-graveto, que abriu a boca em forma de “O” e ameaçou começar a chorar. Abri o decote do seu traje de torcida e joguei o copo vazio lá dentro, então saí andando ao lado de Luke, enquanto a escola inteira ria atrás de nós.

– Qual é a sua primeira aula? – perguntei, como se nada tivesse acontecido, mas Luke ainda estava surpreso e olhava para trás constantemente, como se a gravetinho fosse tacar uma faca nas minhas costas.

– Você tem noção do que acabou de fazer?

– Ah! Me desculpe, ela é sua coleguinha, não é? Líder de torcida, tima de futebol...

– O que? Não! Credo, eu odeio aquela menina.

– Então não sei ao que você está se referindo.

– Você jogou café na Calypso Atlas.

– Esse é o nome da gravetinho? Credo, os pais dela não tem um gosto pra nomes muito bom, hein? E porque Atlas? Ela é filha de um mapa?

Luke riu.

– Não, mas ela é a garota mais popular da Goode, e pode acabar com você em cinco segundos.

– Ela? Tem certeza? A gravetinho idiota coberta de café que estava chorando quando eu saí de lá? Hm, acho que não hein, Luke.

– O namorado dela pode.

– Ah, claro. Esqueci que gravetinhos da vida não sabem resolver os problemas sozinhas. Quem é o namorado da gravetinho?

– O capitão do time de futebol e o cara mais insuportável do planeta, Percy Jackson.

– COITADO! Deve ser péssimo para ele ter esse nome. Na California ele iria sofrer bullying. Mas... Espera, “o cara mais insuportável”?

Luke deu de ombros.

– É.

– Achei que vocês do time de futebol fossem amigos e bff’s que superam tudo junto e trepam com as namoradas uns dos outros.

Luke riu.

– Não eu. Eu não estou no time pra isso, realmente gosto de jogar. Odeio o Percy e a “gangue” dele. Meus amigos são o Leo, o Nico e o Jason, o resto é resto.

– Resto é resto – repeti, assentindo. – Uau, é a primeira vez que os caras do time de futebol não são todos amiguinhos que ficam rebolando que nem umas putas pra ter atenção nas horas vagas.

Luke riu.

– Bom, Nico e Jason não fazem essas coisas. Você vai gostar deles, são legais. Ah, e os meus irmãos também estão no time, os Stoll. Eles são gêmeos.

– Não me apresente à eles, gêmeos me confundem.

– Acho que você vai acabar conhecendo eles mais cedo ou mais tarde. Hã, qual é a sua aula?

– Química – revirei os olhos. – Por favor, diga que também tem química agora.

Ele riu.

– Não, eu tenho inglês. Mas a minha próxima aula é de biologia.

– Vai à merda, Luke, a minha é de literatura. E depois geografia.

– Então nos vemos na aula de geografia, Annabeth – ele disse, e saiu em direção à sala de inglês.

Eu olhei o mapa que tinha atrás do horário, e o laboratório de química era do outro lado da escola, completamente oposto ao lado que eu estava. Dei meia volta e fui caminhando até lá, quando sinto alguém me agarrar pelo pulso. Ah, ótimo.

– Ei, você é a garota nova que derrubou café na Calypso? – perguntou um menino alto, de cabelos pretos desgrenhados e olhos verdes intensos. Eu revirei os olhos.

– Me solta, por favor? – respondi, puxando meu braço. – Sou, sou sim, e você quem é? O prefeito?

– Sou o namorado dela, Percy Jackson. E você é...?

Revirei os olhos mais uma vez. Aquele era o Percy Jackson? Bem, eu não gosto muito de pessoas novas, mas aquele cara era mesmo insuportável. Quem ele pensa que é pra agarrar o meu pulso no meio da escola?

– Ninguém que realmente te interesse, Jackson. Agora, com licença, eu tenho aula agora.

– Ou, ou, ou, licença? Onde pensa que vai? Pode ir me dizendo seu nome, gracinha – ele disse, agarrando meu pulso mais uma vez. Gracinha?

– Gracinha? Em que ano estamos, 1970? Meu deus hein, Jackson? Já está na hora de achar adjetivos mais adequados, não acha?

Ele forçou ainda mais as mãos no meu pulso.

– Seu nome, gracinha.

Revirei os olhos.

– Annabeth Chase. Tá satisfeito, meu querido? Agora posso ir para a aula ou o senhor rei da escola tem mais alguma pergunta a fazer?

Percy me soltou, e eu passei as mãos no lugar onde ele apertou.

– Escuta aqui, Annabeth. A Calypso me contou o que você fez e...

– Ah, claro, eu devia saber. Gravetinhos que desfilam por aí com modelidos cheios de bojo realmente não conseguem resolver seus problemas sozinhas. Lógico que elas têm que pedir ajuda ao namorado psicopata como se ele fosse fazer grandes coisas com a jaqueta do time que o faz parecer ainda mais gay do que ele é. Aliás, Percy, eu não quase te atropelei lá no estacionamento?

– É, foi você mesmo. Quem você pensa que é, hein, Chase? Alguma novata importante? Eu não sei quem são os seus pais, mas sei que eles não devem ter muito orgulho da filha que tem, pobre coitada.

– Uau, Jackson, é incrível que você e a sua namoradinha graveta sem cérebro usem os mesmos argumentos em uma discussão. Vocês se acham superiores a uma pessoa só porque ela é novata? Bem, esse tipo de pensamento mostra vocês são bem inferiores só por cogitarem usar argumentos desse tipo. E mais, eu passei por você quando cheguei, não passei? Ah, é. Você era o mais gay entre os gay’s, que estava com uma sujeirinha bem no canto da boca, uma gota de saliva – eu disse, passando a mão no canto da boca dele, indicando onde a baba estava localizada. – Fecha a boca e vai cuidar da sua namorada antes que ela decida posar pra playboy e seja humilhada por não ter corpo suficiente.

Continuei andando até o laboratório de química, e ouvi Percy me xingando de alguma coisa, mas não prestei muita atenção. Ai, que garoto idiota! O que ele tem na cabeça, merda? Fiquei com vontade de dar um soco na cara daquele moleque babaca no meio da escola, mas achei melhor não.

Caminhei lentamente até a sala, e quando eu cheguei lá, a professora de química estava empinando a bunda quase tanto quanto Carolline enquanto escrevia fórmulas (que eu já aprendi) na lousa.

Bati na porta aberta, tentando formular quantas provocações eu ia fazer a professora devido a bunda empinada com calça justa que dava pra ver perfeitamente as cicatrizes de quando ela colocou silicone.

A professora se virou para mim com cara de tédio.

– Pessoal, essa é a aluna nova. Qual é seu nome, querida?

– Annabeth Chase – respondi, quase enfiando a mão na cara daquela vaca por me chamar de querida.

– Olá, Srta. Chase – ela continuou. – Aqui é o laboratório de química, eu sou a professora, Hécate. Prefiro que me chame de Hécate do que de senhora, por favor. Sua parceira de laboratório é... – ela olhou em seu caderno. – Thalia Grace!

Uma menina de cabelos pretos punk e olhos azuis elétricos levantou a mão. Ela era a menina da foto, que customizou o próprio uniforme.

– É, Thalia Grace é sua parceira, Srta. Chase. Sinta-se a vontade para contar a sua história, não é todo mundo que entra na escola no meio do ano letivo.

– Posso só me sentar?

A professora deu de ombros e voltou a empinar a bunda para escrever as fórmulas. Fiz uma careta e alguns alunos riram, então fui até a mesa onde Thalia estava.

– Oi – eu disse.

– Oi, Annabeth – ela respondeu sorrindo. – Você foi a menina nova que jogou café na Calypso, não foi?

– Uau, os boatos correm rápido por aqui.

– Nem me fale – ela disse. – Na verdade te reconheci pela roupa. Disseram que era uma aluna gótica, mas eu gostei. Queria ter coragem de fazer isso.

– Bom, eu já desfilei pela escola, quase atropelei o time de futebol e joguei café nas líderes de torcida, acho que realmente não ligam pra roupa que você está usando.

– Só até você conhecer o diretor, Dionísio. Ele é um mala sem alça. Eu estudo aqui há seis anos e ele ainda acha que meu nome é Thalita. Vai entender esse homem.

Eu ri.

– Mas enfim, voltando ao que você fez com a Calypso...

– Ah, não me diga que você também é líder de torcida? Você não é gravetinho que nem elas.

Ela riu.

– Gravetinho?

– É, aquelas meninas são tão magrelas e esqueléticas que podiam facilmente se passar por um esqueleto ambulante, não sei como conseguiram entrar pro time.

– Não, eu não sou líder de torcida... Eca, aliás. Odeio a Calypso, sempre quis fazer o que você fez.

– E porque nunca fez? Quer dizer, ela teve um surto básico e começou a chorar, nada que amedrontasse muito as pessoas.

– Ah, não é por isso. Ela namora o meu primo, Percy, e eu realmente não estou a fim de encrenca com ele.

– Percy é seu primo?

– Bem... É, tecnicamente. O seu pai foi adotado pelo meu avô, então nos jantares em família ele é meu “primo”.

– Ahhhh tá, não dá pra acreditar que vocês são da mesma família. Você é toda legal e o Percy é tão blé.

Thalia riu.

– Blé? De onde é isso?

– Blé é tipo nojento, o som que você faz pra vomitar – eu disse, rindo. – É que eu sou da California.

– Ah, tá explicado. Por isso você estacionou que nem uma animal e quase atropelou todo mundo. Sabe, você podia fazer isso mais vezes, e da próxima vez não pare.

Eu assenti.

– Pode deixar!

Antes que continuássemos conversando, Hécate pigarreou lá da frente.

– Então, Srta. Chase, Srta. Grace, parecem que tem algo muito engraçado para compartilhar com a turma, não?

Thalia baixou a cabeça, e a professora ficou olhando pra mim.

– É, eu tenho uma coisa muito engraçada para compartilhar com a “turma”, professora – eu disse, e Thalia me olhou com os olhos arregalados. – Sabe o que é? Então, eu estava só comentando com a Thalia que você bem que poderia parar de empinar essa sua bunda siliconada para escrever as fórmulas, porque estamos em uma sala de aula, não em um bordel.

A professora arregalou os olhos, e a sala inteira riu.

– Srta. Chase, mais respeito!

– Eu vou te respeitar, professora, claro, assim que você parar de fazer colsplay de prostituta e escrever na lousa direito, ninguém precisa se curvar dessa maneira pra escrever míseras fórmulas, e mais, se você realmente tiver que se empinar em suas profissões futuras, não use calças apertadas nem nada que dê uma perfeita visão das cicatrizes de quando você colocou silicone na bunda, ok?

A professora abriu a boca em forma de “O” e parecia estar prestes a chorar. Mas só parecia mesmo. Ela veio até mim com a postura firme e me encarou.

– Sala do diretor, Srta. Chase. AGORA.

– Hmmm, não, obrigada. Eu estou bem aqui.

A sala inteira emitiu ruídos estranhos.

– Sala do diretor, Srta. Chase – ele repetiu.

– Não, professora. Eu não posso ser mandada para a direção por expressar a minha opinião. E mais, foi a senhora quem pediu para eu compartilhar a coisa engraçada com a turma, não foi por livre e espontânea vontade que eu disse isso.

A professora pegou meu pulso e me arrastou para fora da sala, enquanto eu berrava que aquilo era sequestro e que ela ia me estuprar, atraindo a atenção dos professores que estavam nas salas por onde passávamos.

Finalmente chegamos à direção, e ela nem sequer bateu na porta da sala, ela me empurrou lá para dentro. O diretor ergueu os olhos. Era um sujeito careca e gordinho, lembrava um querubim. Devia ter uns 40 anos.

Notas finais
10 reviews pro próximo, bjs seus lindus