Bad Girls

5 Still in the jungle


Notas iniciais
OLÁ PESSOAR, como eu prometi, já foram 10 reviews e aqui estou eu postando :3 se bem que, se continuar assim vou acabar postando todo dia AUHAUHAUAH então vou aumentar o número pra 15, ok? O outro cap teve 13, dois leitores fantasmas vão ter que se revelar ^^
Enfim, aproveitem!

Welcome to the jungle, it get worse here everyday.


– Bom-dia, Hécate.

– Dioniso, essa aluna...


– Sh – ele fez um sinal com a mão para que a professora parasse e recomeçasse a frase.

– Me desculpe, Sr. D, essa aluna estava conversando em plena sala de aula e ousou falar que eu empino a bunda e ainda teve a audácia de pedir para que eu empinasse menos na hora de escrever as fórmulas.

Sr. D baixou os óculos e olhou para mim.

– Isso é verdade, Srta...?

– Chase – eu respondi. – Annabeth Chase.

O diretor sorriu.

– Ah, Srta. Chase. Hécate, pode me deixar a sós com a Srta. Chase? Garanto-lhe que vou dar a punição adequada para esse tipo de comportamento.

Hécate assentiu e se retirou da sala. Eu me sentei em uma das cadeiras de couro e coloquei os pés para cima da mesa.

– Escuta, Dioniso, aquela mulher perguntou porque eu estava rindo, eu respondi porque eu estava rindo. Ela praticamente pediu por isso.

– Srta. Chase, peço-lhe que tire os pés da minha mesa e se sente direito.

Eu não me movi.

– Por favor, Annie Bell.

– Annabeth – o corrigi.

– Tanto faz. Escuta, Annie Bell, eu fiquei sabendo do que a senhora fez na outra escola e as razões da expulsão. Sua mãe escolheu esta escola justamente porque foi o lugar onde ela estudou quando tinha a sua idade. Ela implorou que eu te deixasse ficar sem ser expulsa, mas você está dificultando as coisas.

Revirei os olhos.

– É Annabeth.

– Tanto faz, Annie Bell. Você tem notas incríveis para alguém que faz tanta zorra e não presta atenção nas aulas, por isso foi aceita. Eu não irei te expulsar com facilidade, senhorita, sugiro que não tente fazer isso.

– Eu não tentei fazer nada! Aquela mulher louca que me pediu pra falar porque eu estava rindo E EU FALEI!

– Silêncio, Srta. Chase. Detenção pelo resto da semana pelo seu comportamento.

Arregalei os olhos e fiquei boquiaberta.

– Por responder o que ela pediu? Não vejo consistência nenhuma nessa detenção, Dioniso! ELA ME ARRASTOU A FORÇA ATÉ AQUI, PELO PULSO, E O SENHOR NÃO FAZ NADA?

– Silêncio, Annie Bell. Pode aguardar na direção até a sua próxima aula em... Uma hora.

– MAS FOI ELA QUE...

– Por favor, saia.

Levantei da cadeira batendo o pé, e fiz questão de bater a porta com força quando saí da sala do diretor. Me joguei em uma das cadeiras vagas da direção, ao lado de uma menina de cabelos castanhos escorridos, a menina que estava na detenção nas fotos.

– Detenção? – ela perguntou.

Eu bufei.

– Diretor filho da égua – eu disse. – Eu não fiz nada, NADA!

– Eu sei bem como é – ela disse, chutando o nada. – Odeio esse diretor. Tenho que cumprir detenção pelo resto do semestre porque bati em um menino.

– Ah, fala sério! O menino deve ter merecido!

– E MERECEU! – ela concordou. – Mas não, como ele é do time de futebol, tem que ser paparicado.

Revirei os olhos.

– Argh, odeio isso. Parece que eles são feitos de outro material, mas é a mesma merda.

A menina assentiu.

– Eu sou Clarisse – ela disse, por fim. – E você é a menina que derrubou café na Calypso.

– Vou ficar conhecida aqui por isso?

– É possível. Mas o que ela fez pra você derrubar café nela?

– Ela surtou, encheu a boca de “tipo’s” e disse que eu tinha estacionado na vaga dela.

– Ah! Sei onde você estacionou. Perto de um cadillac 1968 azul e branco, onde alguns metidos estavam conversando?

– É!

– É, Calypso acha que aquela vaga é só dela, porque o namorado é o dono do cadillac.

– Aquele tal de Percy?

– Esse mesmo. Não suporto aquele menino, é por causa dele que Dioniso resolveu me dar detenção eterna.

– Espera, você bateu no Percy?

– Bati.

– Oh, meu Deus! Posso te abraçar? Você merece todo o meu respeito, aquele menino é completamente INSUPORTÁVEL.

– EU SEI! Aleluia alguém que não fica babando ovo dele!

– Argh, credo! Depois de eu ter jogado café na cara da gravetinho, que é namorada dele, ele ficou puto e veio falar comigo bancando o machão, crente que estava abafando ou dando medo em alguma coisa!

– Gravetinho?

– É, aquela namorada ridícula de tão magra dele, a filha do mapa.

– Filha do mapa?

– É, o nome dela não é Calypso Atlas? Atlas é mapa, então ela é filha de um mapa.

Clarisse riu.

– Taí, gostei de você. Já tem lugar para almoçar?

– Hm, na verdade, não. Quer dizer, eu não sei. Na aula de química tinha essa menina bem legal, sabe, a Thalia e...

– Thalia Grace?

– É.

– Ah, ela é minha amiga também. Só que ela é bem “santinha” aos olhos dos professores.

Eu ri.

– Pareceu mesmo! E, antes disso, tinha o Luke Castellan, mas eu não sei se eu vou almoçar com ele...

– Ah! O Luke é super de boa, ele sempre almoça com a gente. O Leo, Nico e o Jason também. Você vai gostar deles, são o contrário do Percy.

– Gosto de quem não é insuportável.

Clarisse riu, e continuamos conversando. A hora que eu tinha que esperar na direção passou muito rápido, e por sorte ela também tinha literatura e depois geografia. Eu só ia encontrar com Thalia e Luke novamente na aula de geografia.

Entramos na sala, e desta vez eu não estava atrasada. Claro, é fácil chegar na hora certa se não tem um psicopata tentando te confrontar porque você jogou café frio na namorada dele.

Entrei na sala e sentei em uma cadeira no fundo, e Clarisse se sentou logo na minha frente. Como ainda estava razoavelmente cedo, algumas cadeiras ainda estavam vazias, tipo as duas ao meu lado. Eu torci para que não fosse alguém insuportável que se sentasse ali.

Clarisse se virou para trás e ficou falando sobre quem estava naquela aula de literatura. Aparentemente, uma das gravetinhos, a ruiva que eu esqueci o nome, iria assistir àquela aula. E, antes que eu começasse a falar sobre aquele cabelo de farmácia, o horror entrou na sala de aula e se sentou ao meu lado.

– Porque esse fedido tinha que se sentar ao meu lado? – eu perguntei à Clarisse, quando Percy Jackson se sentou ao meu lado. Ela riu e deu de ombros.

– Ele ainda deve estar querendo uma explicação para você ter jogado café na namoradinha graveto dele.

Eu ri com o “namoradinha graveto”.

Alguns minutos depois, um menino alto, meio desengonçado e ruivo se sentou do meu outro lado. Percy olhou e quase pulou por cima de mim para falar com o ruivinho.

– E aí, Grover! – ele disse, se ajoelhando na minha mesa. Grover sorriu.

– Ei, Percy! Não sabia que também estava em literatura!

– É, pois é cara, eu pedi pra mudar de turma depois do semestre passado, mas não devia ter feito isso – ele disse, olhando para mim. – Ei, Grover, já conhece Annabeth Chase? A menina que quase te atropelou no estacionamento e jogou café na Calypso.

Grover olhou pra mim e acenou com a cabeça.

– Annabeth Chase? Estranho, eu já vi esse nome em algum lugar. A propósito, eu sou Grover, Grover Underwood.

Minha cabeça pareceu estalar. Aquele não podia ser o Grover, meu melhor amigo quando eu tinha 7 anos, podia? Cara! Não, deve ser algum menininho gay com o mesmo nome. Grover era muito gente boa, nunca ia se meter com um metido que nem o Percy.

Não custa perguntar.

– Grover? Grover, você já morou na California? – perguntei.

– Já, quando eu tinha uns 7 ou 8 anos. Com 11 voltei para Nova Iorque.

Eu fiquei um minuto em silêncio, esperando que ele se lembrasse. Ele parecia estar pensando, olhando fixo para o nada. Então arregalou os olhos.

– ANNABETH? ANNIE, DA CMOSC?

Eu assenti, sorrindo. Ele correu para me abraçar.

– OH, MEU DEUS! COMO VOCÊ ESTÁ DIFERENTE! – ele disse. – Não acredito que tenha vindo para Nova Iorque! O que você aprontou, hein? Foi pior do que abaixar as calças no meio da sala de aula?

Eu e ele caímos na gargalhada, enquanto Clarisse olhava para nós com uma cara de “masoq” e Percy se sentiu arrependido por ter nos apresentado.

– Nossa, você nem imagina! Depois eu te falo, Grover, me passa o seu número pra gente conversar depois!

– CLARO – ele disse, sem pensar duas vezes. Pegou uma caneta e um papel, e me entregou. Eu peguei a caneta e passei meu celular pra ele, mas escrevi no braço mesmo. – E me adiciona no facebook também! Vou te mandar uma solicitação.

– Ok! – eu disse, e me sentei de volta na cadeira. Percy ainda estava ajoelhado na mesa, com uma cara de reflexão.

– Caham – eu pigarreei, e Percy se virou para mim. – Será que pode sair de cima da minha mesa, por favor? Obrigada.

Percy voltou a se sentar na cadeira, e ainda fuzilava Grover com os olhos. Clarisse se virou para trás.

– Ok, pode me explicar isso! De onde você conhece o Grover? E o que você fez pra vir parar aqui? E que história é essa de abaixar as calças?

Eu ri e contei à Clarisse sobre quando eu tinha 10 anos, e os meninos cantaram que eu tinha feito xixi na calça porque o bebedouro me deu um banho, e ao invés de partir pra cima deles eu abaixei a saia e entrei na cantoria. Clarisse ria enquanto eu falava.

– Oh, meu deus! Você é louca, Annabeth! – ela disse, depois que eu contei a história. – Nunca conheci nenhuma criança de 10 anos que não tenha chorado quando as calças molharam.

– Bem, agora conhece! – eu respondi, rindo. – Grover era meu melhor amigo na época, e a culpa de eu ter vindo parar aqui foi de um professor maldito e filho da puta que estava fuçando nas coisas erradas!

– Argh, ele era tipo o Dioniso?

– Mil vezes pior que o Dioniso! Ele era ridículo, nunca foi com a minha cara, implicava comigo por nenhum motivo conhecido! Odiava aquele cara, com todas as minhas forças.

– Uau, qual era o nome dele?

– Klaus... Klaus alguma coisa. Não lembro o sobrenome, era alguma coisa muito complicada que nenhum ser humano deve saber falar até hoje. Podemos falar de alguma coisa sem ser o Klaus?

Antes que Clarisse emendasse um assunto, o professor entrou na sala.

– Bom dia, pessoal.

– Professor, professor! – gritou Percy. – Temos uma aluna nova.

Me virei para ele querendo matá-lo, mas ele só sorriu sarcasticamente.

– Ah, eu já fiquei sabendo, Perseu – Quíron disse. – Annabeth Chase, certo? Filha de Atena Chase?

Houve um pequeno burburinho quando eles souberam meu sobrenome, e de quem eu era filha. Tive vontade de me esconder debaixo da terra, detesto ser comparada com a minha mãe.

– Aquela arquiteta? – perguntou um. Quíron assentiu.

– Os boatos sobre ela são verdade? – perguntou outro.

– Que boatos? – perguntou Clarisse.

– Sabe, que ela é gostosa, usa roupas rock n’ roll, quase atropelou o time de futebol e espremeu café na blusa daquela metida da... Desculpe, da Calypso – o mesmo respondeu.

– Sr. Di Angelo, mais respeito, por favor – o professor pediu. – Annabeth, porque não se levanta e comprova os tais boatos?

Eu revirei os olhos e me levantei. O menino que tinha respondido à Clarisse sorriu profundamente, e quase todos os outros meninos ali também. Até Grover.

– É, os boatos são verdade, ela é gostosa – o menino disse, e Clarisse riu.

– Por favor, Di Angelo – o professor pediu. – Bem, Annabeth, eu sou Quíron, professor de literatura. Espero que tenha se adaptado à Goode High School. Sabe, eu me lembro da sua mãe. Você tem os olhos dela.

Eu dei um sorriso sarcástico e voltei a me sentar na cadeira, sem falar mais nada.

– Então, terceiro ano, vamos ler O Menino de Pijama Listrado hoje. Quem não tem o livro pode se sentar com o colega do lado, mas eu peço que comprem logo ele, pois será um dos livros-tema do nosso trabalho, que vale metade da nota final do semestre.

Por sorte, eu tinha o livro, e Percy também. Ainda bem, não sou muito fã de trabalho em dupla com pessoas detestáveis. Grover sempre foi certinho, então presumi que ele também tinha o livro.

Quíron começou a ler os primeiros capítulos, e a primeira coisa que eu quis fazer com aquele livro foi jogá-lo pela janela (ou usar ele para bater na cabeça do Klaus). Na boa, ele era MUITO entediante. Me concentrei em tudo, menos na bosta do livro.

Quando olhei para o lado, Grover já estava na segunda página do quinto capítulo, e eu estava na primeira página do segundo capítulo. Folheei o livro rapidamente até estar junto com eles. A sorte foi que, antes que Quíron acabasse o quinto capítulo, o sinal tocou. Aula de geografia, aleluia!

– Bem, Annabeth, que aula você tem agora? – Grover perguntou.

– Hmmm... Geografia, e depois do almoço inglês.

– Ah, que pena, eu tenho química – ele disse, dando de ombros. – Nos vemos no refeitório, então.

– Claro – eu disse. Clarisse apareceu do meu lado.

– Não me diga que conseguiu um almoço na mesa do time de futebol.

– O QUE? Eca! Tá ficando louca, Clarisse? Grover era meu amigo, só isso. O resto é nojento.

Clarisse riu.

– Anda, vamos logo para a aula de geografia.

– Quem está nessa aula?

– Ah, você vai amar. Acho que a aula vai ser cheia de emoções. Luke, Thalia, Nico, Calypso...

– AH NÃO! A GRAVETINHO?

– É, a gravetinho – ela disse, rindo. – Mas nenhuma das líderes de torcida está nessa aula, nem ninguém do time de futebol que gosta dela, então ela não vai se meter com você.

– Ah, poxa! Eu queria que ela se metesse comigo. Adoro brigar.

Clarisse riu.

– Bom, a Calypso é imprevisível. Nunca se sabe o que ela vai fazer.

– Espero que ela surte – eu disse.

Arranquei mais risadas de Clarisse enquanto íamos até a aula de geografia. Chegamos lá adiantadas, assim como em literatura. Dessa vez, o fundo da sala estava cheio.

Notas finais
E aí, o que acharaaaaam? Com 15 reviews eu posto o próximo aijskadas bjssssss