Bad Girls
30 Wannabe
Notas iniciais
Eu sei, eu demorei pra postar. Eu me arrependo disso PORQUE EU PERDI OITO LEITORES. O-I-T-O! QUE TRISTE, VOU MORRER, TCHAU.
Mas eu vou compensar voces, porque eu vou postar dois capítulos seguidos em P.O.V.'s diferentes, pelo pedido de uma leitora que pediu capitulos extras e tal.
Bom, eu não prometo que os capitulos ficaram bons porque tipo, foi tudo de ultima hora KKKK
Esse capítulo é dedicado à JessieFranchinne, e sim, melosas se escreve assim OKDLASDK gente, tem fics tão melosas a ponto de fazer vomitar? /chocada
Enfim, nota inicial gigante, mas aproveitem!
If you wanna be my lover, you have got to give.
P.O.V. Silena
– Isla Mujeres! Isla Mujeres! Isla Mujeres!!!!!!!! — comemorei, dando um abraço apertado em Clarisse, que amarrava seu tênis com uma cara emburrada. — Anda, Clarisse, desfaça essa tromba de mamute! Nós vamos pra um dos passeios mais maravilhosamente maravilhosos de Cancún!
Clarisse bufou e se levantou da poltrona.
– Credo, o que te deu?
– Não foi nada — ela respondeu, e deu de ombros. Saiu do quarto e bateu na porta do quarto da Annie e Thalia.
– Estamos atrasadas! — eu gritei, saindo do quarto.
– CINCO MINUTOS! — Annabeth berrou, lá de dentro. Ela não estava nada feliz.
E todos sabem que, quando a Annabeth não está feliz, ela não é a pessoa mais amigável desse mundo.
Em poucos segundos, a porta se abriu. Mas quem saiu de lá era uma figura alta demais para ser a Annabeth. Ou masculino demais. Ou moreno demais.
Era o Percy.
– Hã... Oi. — ele disse, e deu um sorriso meio amarelo.
Percy vestia uma camiseta cinza e uma bermuda Jeans, além de um All-Star preto. Seu cabelo estava mais desgrenhado do que o comum, e as olheiras nos seus olhos indicavam que ele não estava no melhor dos seus dias.
Ótimo, Annabeth e o Percy emburrados. Não era de se esperar que depois do luau de alguns dias atrás eles fossem passar todos os dias juntos, mas eu não achei que os gemidos que eu havia escutado ontem a noite eram da Annie. Ou pelo menos eu não queria achar.
– O que você está fazendo aqui? — eu questionei, cruzando os braços.
– Aposto que ele estava estuprando a Annabeth — Clarisse disse, e Percy fez uma careta para ela.
– Eu não estuprei ninguém, ok? Tudo o que rolou naquele quarto foi consensual e...
– Eu não quero saber do que aconteceu no meu quarto enquanto eu estava fora! — Thalia o interrompeu, intrometendo-se na conversa. — Desde que vocês não tenham usado a minha cama, eu estou bem.
– Vocês expulsaram a Thalia do quarto? — eu disse, a abraçando. — A pobre coitada ficou desabrigada...
– Com o Luke — Annabeth completou, abrindo a porta do quarto. — Oi, complô de pessoas na porta da minha suíte. Como vocês estão?
Depois de quase termos sido espancados pela Annabeth e pelo Percy por termos discutido a vida sexual dos dois no corredor do terceiro andar, fomos tomar café da manhã. Então, esperamos por Hedge na frente do carro que nos levaria até a praia, onde iríamos a Isla Mujeres.
– Eu preciso falar com você — Charles sussurrou no meu ouvido assim que eu me sentei ao seu lado. — Em particular.
– Eu não acho uma boa ideia — respondi.
Eu estava o evitando há algum tempo. Cada hora ele me falava uma coisa diferente, e eu simplesmente não podia lidar com mentiras ou qualquer coisa negativa àquela semana. Não de acordo com o meu horóscopo.
– Silena, você sabe que não pode fugir de mim para sempre — ele respondeu, se ajeitando no banco.
Annabeth me cutucou, erguendo uma sobrancelha. Dei de ombros e fingi que o Charles não estava falando comigo.
– Ei, olhem se não é o grego que a Annabeth ficou, umas três vezes — Clarisse disse, apontando para a janela do carro.
Eu, honestamente, não queria estar na pele da Annabeth agora.
– Acho que você se enganou — Thalia respondeu, dando de ombros. — Não é ele.
– É, sim — Clarisse insistiu, não entendendo a indireta de Thalia. — É o mesmo do dia em que chegamos, da praia e o do...
– EU ADORO ESSA MÚSICA! — Annabeth surtou, fazendo um sinal com a mão para que todos ficassem em silêncio.
Era mentira. A música que estava tocando era do Big Time Rush. Definitivamente a Annabeth não adorava aquela música. Nem ela, nem ninguém no carro.
– Espera — disse Percy, finalmente sacando as coisas. — Quer dizer que você ficou com aquele moleque grego mais de uma vez?
– Gente, sabe quem eu encontrei ontem na piscina? — ela tentou mudar de assunto, com a voz fraca. — A Calypso. Vocês acreditam que ela...
– É, eu vi, nossa que otária — completei, e Annabeth assentiu.
– Então é verdade que ela...
– Sim, dá pra acreditar? — ela respondeu à Thalia, que caiu na risada.
Não, nenhuma de nós sabia o que estava dizendo.
– Annabeth, você ficou com o grego mais de uma vez, não foi? — ele perguntou mais uma vez, suspirando. A Annie não respondeu, mas olhou para o chão fixamente. — Eu não acredito nisso.
– Percy, não, por favor, isso foi antes de...
– Antes de o que? Isso é babaquice, Annabeth. Eu sou um babaca, eu fui feito de babaca. Com quantos outros você já ficou, hein? Já dormiu com outros caras também?
Annabeth ficou boquiaberta, e se eu não a conhecesse tão bem, eu diria que ela estava prestes a chorar. Clarisse encolheu os ombros, e o clima tenso se estabeleceu no carro.
– Dá pra você ao menos me escutar? — Annabeth falou, por fim. Percy olhou para ela com raiva e fez que não com a cabeça.
– Pra mim já chega disso — ele respondeu, e virou o rosto para a janela.
– Ei, cara — disse Charles, e ergueu uma sobrancelha. Percy deu de ombros.
– O que aconteceu? — eu perguntei, em sussurro, para Charles.
– Achei que você estava me evitando — ele respondeu, sorrindo.
– Ah, é.
Chegamos na Playa Linda e pegamos uma barca até a Isla Mujeres. Percy, Grover e Charles foram os primeiros a sumir, se encaminhando em direção à ala florestal da ilha. Chris, Nico e Leo foram junto com Jason até a praia praticar mergulho. Eu segui com Annabeth, Clarisse e Thalia até a Discovery Island, mergulhar com os golfinhos.
– Você está bem? — perguntei à Annabeth. Ela fungou e deu de ombros.
– Tô.
– Annie, você pode chorar — disse Thalia.
– Eu não vou chorar por causa dele — Annabeth respondeu, e fungou de novo. — Ok, agora, nadar com os golfinhos, certo?
Seguimos relutantes até a Discovery Island com Annabeth, tentando fazê-la falar sobre alguma coisa. Pelo menos quando chegamos lá, ela se animou. Nadamos com os golfinhos, fomos guiadas pelos golfinhos, tiramos mil fotos e demos gargalhadas uma da outra quando se espatifavam de barriga na água.
Eu tinha acabado de sair da água quando meu celular tocou. Era uma mensagem, do Charles.
"Me encontre no Buho's em dez minutos. A gente precisa conversar, Si, e se você não for, eu vou te caçar até a morte. Bj."
– Ei, meninas — eu as chamei. — Vou comer alguma coisa, tá?
– Tá bom, Silena — gritou Annabeth, sorridente, prestes à nadar com os golfinhos de novo.
Fui até o vestiário e troquei de roupa. Andei meia hora até o Buho's, e Charles estava sentado em uma das mesas na parte de fora do restaurante, comendo um burrito.
Ele acenou para mim, e eu me sentei de frente para ele.
– Eu não achei que você fosse vir — ele disse, sorrindo.
– Eu também não.
– Escuta, Silena, eu sei que eu fui um otário — ele começou. — Eu não devia ter dormido com aquela menina, é verdade, mas...
– Você dormiu com ela? Você disse que só tinha beijado ela!
– Tanto faz. A questão é que...
– Tanto faz? Tanto faz uma ova! Você transou com aquela vadia? Tá ficando louco, cara? Eu fiquei com um cara, e olhe lá, você fez sexo com...
– Você está passando muito tempo com a Annabeth.
Eu me levantei bruscamente da mesa.
– Era só isso que você ia me falar? Que estava arrependido? Então, tchau.
Dei meia-volta e fui caminhando para fora do restaurante. Charles me chamou algumas vezes, mas eu fingi não ouví-lo. Até que ele puxou o meu braço.
– Me desculpa, tá? Eu não sei o que me deu — ele disse. — Eu posso ter ficado com vinte, trinta ou quarenta garotas...
– Nossa, que lindo pedido de desculpas.
– Mas eu só gosto de você. Sempre foi assim e sempre vai ser assim. E eu gosto muito de você.
– Eu também gosto muito de você, Charlie, mas...
– Se você gosta de mim, se você gosta mesmo de mim, algum dia você vai me perdoar.
– Algum dia — eu repeti.
Charles me puxou pela cintura e me deu um beijo. Eu tentei me esquivar, mas ele simplesmente era mais forte do que eu. Qualquer um era, talvez exceto a Annie.
– Namora comigo, por favor. Pode ser um segredo, por enquanto. Mas eu não quero ficar com mais ninguém, Silena, acredite em mim.
Eu suspirei. Eu não conseguiria dizer não. E quem arrisca não petisca, certo?
Bem, Silena, espero que você não se decepcione.
– Eu namoro com você — respondi, e ele sorriu. Eu sorri de volta e o beijei.
YAY, EU TENHO UM NAMORADO!
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