Bad Girls
31 Courage
Notas iniciais
Ele é dedicado à Amy Chagas e me desculpe pela sua dedicatória ter sido de um capitulo tão lixo como esse, algum dia eu compenso por isso, tá?
Enfim, aproveitem, ou não asodjsa,kmald
Courage is when you're afraid, but you keep on moving anyway.
P.O.V. Chris
– O que você quer, Chris?
Ok, lá estava ela. E o que eu ia dizer? Eu havia treinado as minhas falas a noite inteira com o Beckendorf, não poderia desistir agora. Clarisse estava ali, na minha frente.
Eu a havia desapontado? Hm, não sei dizer. Ela parecia meio deprimida. Talvez só estivesse se sentindo culpada por fazer o Percy dar um fora na Annabeth.
Quer dizer, se é que aquilo se chamava de fora. A Annabeth é orgulhosa pra caralho, mas acho que ela corre atrás dele dessa vez.
Eu acho, ele acha, todo mundo acha. Ele estava praticamente arrasado achando que ela não iria correr atrás dele. Bem, a Annabeth é imprevisível de qualquer jeito, mas...
– CHRIS?
Ah, é, verdade. A Clarisse. Foco na Clarisse.
– Clarisse!
– Chris, de novo. Eu não tenho muito tempo, a Annie tá muito mal. Nem os golfinhos a animaram. O que você quer?
– A Annabeth está mal? Você devia ver o Percy.
– Você me chamou só pra falar sobre esses dois?
– Ei, calma, estressadinha. Nossa!
Clarisse suspirou.
– Desculpe. Mas é sério, eu tenho que ir rápido.
– Eu acho que a gente tem que conversar.
– Sobre o que?
– Sobre, sei lá, nós?
Ela assentiu, tirando a franja castanha do rosto.
– Eu também acho.
– É, me disseram que você dormiu com outro cara.
– Eu não dormi com outro cara! — ela justificou, gesticulando exageradamente. — Nós fomos para um lugar mais calmo, e não aconteceu nada depois disso!
– Ei, não precisa me dar satisfação nenhuma, não estamos juntos, ou sei lá. É por isso que estamos aqui agora.
– É, claro. Você dormiu com outra garota?
– Não. Mas fiquei com outras quatro.
– Quatro? Quatro?
– É, quatro. Nós não tínhamos nos assumido nem nada, ok?
– É, claro, porque você foi idiota o bastante pra fingir que não tínhamos nada desde que chegamos aqui.
– Você esperava o que? Que eu falasse quando estávamos vindo para cá que eu gostava de você? Desculpa, mas não. Você não falaria.
– Você não pode ter tanta certeza.
Eu a encarei, estupefato.
– Você falaria? No meio do carro, pra todo o time de futebol, que gosta de mim? Olhando na minha cara? Não, não falaria. E se eu recusasse?
– Eu não recusaria — ela respondeu, dando de ombros.
Eu suspirei. Ela estava certa. Se eu tivesse tomado coragem na fuça e falado que gostava dela, não estaríamos ali, tendo essa discussão boba. Talvez estivéssemos comendo morangos com chantilly.
– Me desculpe — pedi, e me sentei ao lado dela, em uma das pedras. — Eu devia ser mais corajoso. Tipo você. Ainda tá de detenção porque bateu no Jackson?
Ela riu.
– Não com a Annabeth me alugando para o treino de líder de torcida.
– Eu gosto de você como líder de torcida. E, na minha opinião, você é a mais bonita do ginásio.
Ela corou. Isso, ponto para o Chris Gostosão aqui!
– Eu não...
– Escuta, eu já pedi desculpas, Clarisse. Eu gosto mesmo de você. E se eu te desapontei, ou você achava que eu fosse fazer alguma outra coisa...
– Sabe a cara de tacho que eu fiquei quando você não falou nada?
– Mas eu já...
– Não, Chris. Você não tem vergonha de assumir na frente dos seus amigos. Você tem vergonha de mim.
– Não fala isso, você sabe que não é verdade.
– É o que tá parecendo.
– Eu só não queria apressar as coisas.
– Apressar o que? Nem tínhamos nada, o que iríamos querer apressar?
– Clarisse...
– Não, Chris, isso é ridículo. E eu preciso voltar para Annabeth. Era só isso que você tinha a me falar?
Merda, nada de ponto para o gostosão.
– Eu posso resolver as coisas, Clarisse. Se você quiser, eu te beijo na frente de todo mundo. Eu te peço em namoro na frente de todo mundo.
– É lógico que eu quero, Chris. Mas a verdadeira questão, você quer?
Eu hesitei em responder. E a última coisa que eu poderia fazer ali era hesitar. Cara, estou parecendo o Percy.
– Eu quero — respondi, gaguejando. Que ótima hora para começar a gaguejar. — Você tem que acreditar em mim.
– Eu não sei se eu acredito.
– Então me dê uma chance de provar! Por favor, Clarisse, não é só porque me faltou coragem que eu deixei de querer. Me faltou coragem porque eu sou um covarde mesmo.
Clarisse cruzou os braços e suspirou. O que isso significava? Tipo... Era pra eu seguir em frente e provar? E como eu provo isso? Cadê o meu Romeu interior nessas horas?
Várias imagens de filmes românticos se passaram na minha cabeça. Titanic, Querido John, Ghost, Diário de uma Paixão, Letra e Música e até Wall-E, que eu não sei se pode ser considerado um romance, mas aquele robô é muito legal.
Eu me ajoelhei involuntariamente. Yes, Romeu interior agindo!
– Clarisse, eu gosto de você, e eu quero ficar com você. Quer dizer, eu quero ficar sério com você, porque a gente já está ficando. Tecnicamente. Né? Não sei. Enfim, me desculpe por ter sido um panaca todas as vezes que estivemos juntos e agir como se eu não me importasse com você, mas a verdade é que sim, eu me importo. Eu me importo bastante, tipo, do tamanho da Rússia, sabe?
Chris Rodriguez, que comparação foi essa?
Clarisse riu. Pelo menos ela tem senso de humor, já que romantismo tá faltando aqui.
– Eu também me importo com você do tamanho da Rússia — ela disse, rindo, e me abraçou.
Ponto para o gostosão? Ela me beijou. SIM, PONTO PARA O GOSTOSÃO! O gostosão é quem manda aqui nessa ilha. Isla Chris, nada de Isla Mujeres.
Piadinha de tio, credo.
– Então... Nós vamos ser tipo o que? — ela indagou.
Merda, meu Romeu interior não planejava isso. Namoramos? Ficamos? Amigos? Não, definitivamente não éramos amigos depois da minha linda declaração, ou ao menos eu acho que foi uma declaração.
– Eu não sei. Você decide. Já provamos que as minhas decisões só dão em burradas.
Ela riu, jogando os cabelos castanhos para trás e abraçou o meu pescoço. Ainda ficamos em silêncio, escutando... O barulho dos ventos nas palmeiras, ou sei lá. Não, espera... Isso são ondas? Não, é o barulho do vento mesmo.
- Vamos... Não sei, vamos só ver no que vai dar. Não adianta forçar nada.
Eu concordei com ela e sorri. Ela sorriu de volta e se abraçou no meu pescoço, suspirando.
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