Bad Girls
47 Truth
Notas iniciais
ENFIM, FELIZ DIA DOS NAMORADOS! EU NÃO TENHO NAMORADO!
Mas, pelo menos eu ganhei uma rosa e um bilhete em anônimo hoje ♥ alguém me ama, awn
E quanto ao vídeo, eu e a minha amiga vamos gravá-lo no sábado, e provavelmente domingo eu vou postar, aí eu já posto o cap e mando o link, yayyyyy vocês ainda podem mandar ideias, justsaying
Enfim, esse cap é dedicado à Nina QUE TAMBÉM TA NA MINHA LISTA DOURADA DE PESSOAS AMÁVEIS ♥ AI MANO ME ABRAÇA, APNS, AGR KEEP ON DANCING TILL THE WORLD ENDS E I KNOW I LOVE YOU!
Enjoyyyyy
Oh, you want the truth?
Eu fiquei encarando aqueles olhos verdes por longos minutos.
Quer dizer, na minha cabeça, assim como provavelmente na mente de todo mundo, foi só um simples ménage, e o Percy acabou preferindo a Calypso e chutando a Rachel. Nunca havia passado pela minha mente que algo mais pudesse ter acontecido, e agora ele estava ali, me encarando, perguntando se eu queria saber a verdade sobre, provavelmente, a fofoca mais comentada da Goode.
– Eu não sei – respondi. – Não é legal ficar falando sobre as garotas com quem você já transou.
Ele sorriu.
– Você não vai gostar nada. E tem que estar preparada pra isso. Não é algo fácil de se encarar. Você vai querer saltar do carro e socar a cara dela.
– O que tem demais isso? Não foi só um ménage e você preferiu ela? – eu chutei, esperançosa.
– Não, mas se quiser, pode continuar acreditando nisso e esquecemos esse assunto.
Eu o encarei. Era óbvio que ele não queria contar, e eu também nem tinha certeza se queria saber o que levou o “grande” Percy Jackson a trocar sua linda e ruiva namorada pela Calypso.
Mas eu detestava não saber das coisas.
– Eu quero saber – respondi, mordendo o lábio inferior. – Se isso pode ajudar o Luke, eu quero saber.
Ele suspirou.
– Você não pode contar pra ninguém.
– Percy, eu não vou contar pra ninguém. Você não confia em mim? – indaguei, fazendo beicinho. Ele sorriu.
– Eu confio em você com a minha vida. Só é... vergonhoso.
– Você pode contar qualquer coisa pra mim, se você quiser.
Ele estacionou o carro perto de um restaurante chique que estava lotado.
– Eu gostava da Rachel. Tipo, pra caramba. Só que as coisas estavam meio monótonas entre nós. Muito monótonas. Então ela sugeriu um ménage com a melhor amiga dela, a Calypso. Eu era um babaca e nada me parecia mais foda do que transar com duas garotas ao mesmo tempo.
– Eu vou tentar não sentir ciúmes imaginando essa cena.
Ele riu e se mexeu no banco do carro, desconfortável.
– Bem, nós fizemos. Você não vai querer que eu entre em detalhes. Nem foi grandes coisas, quer dizer, foi muito bom, mas...
– Só continue.
– Certo. Na segunda-feira, a Rachel faltou a aula. Quando eu fui perguntar à Calypso onde a Rachel estava, ela pediu para falar em particular comigo. Nós entramos em um banheiro qualquer e ela trancou a porta, o que eu já achei estranho. Uma coisa levou à outra, e...
– Você fez... sexo com ela? Enquanto namorava a Rachel?
Ele assentiu, suspirando.
– E depois, quando eu tentei sair, ela me impediu e disse que eu não iria voltar para a Rachel. Tipo, nunca mais. Ou ela iria contar para todo mundo sobre a minha mãe.
– A sua mãe? Mas... Ela é super gente boa.
– É complicado, Annabeth. Ela teve que trabalhar muito para chegar onde está, e eu ainda sou praticamente sustentado pelo meu pai e pelo Paul. Ela ainda trabalha em uma doceria, mas escreve nos tempos vagos, que são raros. Pra um padrão da Goode, isso é humilhante. E ela me ameaçou com isso, além de ameaçar fazer coisas com a minha mãe.
– E você começou a sair com ela pra proteger a sua mãe.
Ele assentiu novamente, bufando.
– Quando você terminou com ela pelo meu iPhone, e nós ficamos naquela festa, ela me chantageou de novo. Só que ela não tinha com o que me ameaçar agora. Eu não me importava mais com isso, eu só queria... Bem, você.
Ele abaixou a cabeça e eu sorri. Puxei o rosto dele e encarei aqueles olhos verdes perfeitos novamente.
– Percy, isso não é vergonhoso. Você saiu com ela para proteger a sua mãe. E ainda garantiu algumas transas, não devem ter sido muito boas, mas...
Ele riu.
– Tenha certeza que, se eu cogitar voltar com ela algum dia, é porque ela está me chantageando.
– Eu não acredito que ela está chantageando o Luke. E nem acredito que ela te chantageou. Por que ela faria alguma coisa assim?
– Não tem explicação alguma para alguém ser uma psicopata.
Eu continuei pensando na Calypso ter algum problema mental para chantagear as pessoas, quando eu pensei no Percy a traindo com a Rachel. Quer dizer, mal ou bem, ele traiu a Rachel com a Calypso. Ele traiu a namorada dele. E fiquei pensando se ele faria isso comigo.
– Você está bem? – ele perguntou, apertando a minha mão e beijando os nós dos meus dedos.
– Aham – assenti, tentando tirar o pensamento de Percy me traindo da cabeça. – Aonde vamos?
– Ao JoJo, encontrar seu pai. – eu fiz uma cara feia e cruzei os braços, tirando minha mão da sua. – Não adianta emburrar essa cara.
– Eu não quero ir – fiz pirraça, mexendo as minhas pernas. – Por que você quer conhecê-lo?
– Porque você conhece a minha família inteira – ele disse. – Literalmente. E eu mal conheço o seu irmão.
– A nossa família é praticamente a mesma – eu respondi, bufando. – Tudo bem você querer conhecer a minha família, mas logo marcar um almoço com um panaca que me abandonou?
– Bem, a sua mãe não está disponível, está?
Revirei os olhos. Percy ligou o carro e voltou a dirigir até a 64th Street, estacionando na frente de um estabelecimento vermelho e com uma fachada rústica, e entragando a chave do carro para o manobrista.
Por fora, o restaurante não parecia nada demais. Era só uma casinha vermelha entre muitas, com um “JoJo” escrito acima da porta em letras itálicas. Só que, por dentro, era muito diferente.
Era um restaurante chique, é claro. Havia um lustre de ouro branco no teto, e algumas mesas circulares forradas com toalhas verdes-clara e branco, além de poltronas pretas e vermelhas. Percy seguiu em frente, se embrenhando ainda mais pelo restaurante, até chegar em uma mesa com o nome “Frederick Chase” escrito em cima.
– Você já veio aqui – eu disse, me sentando no pequeno sofá encostado à parede e entre a mesa. Ele se sentou ao meu lado.
– É um dos restaurantes favoritos da minha mãe – ele respondeu. – Eu já vim aqui com Calypso.
– Hm – eu respondi, e ele sorriu.
– Não está com ciúmes, está?
– O que? Eu? Lógico que não, Percy. Eu não sinto ciúmes.
Ele se endireitou na poltrona, olhando diretamente para mim e sorrindo.
– Sim, você está!
– Vamos falar de outra coisa? – eu pedi, pegando o cardápio e escondendo o meu rosto, que devia estar vermelho da cor de um pimentão.
Ele tirou o cardápio das minhas mãos e o colocou na mesa. Percy passou seus braços pelos meus ombros e me beijou.
– Então... – ele disse, em uma voz rouca e sexy. – O que acha de pularmos a festa da Clarisse hoje e irmos fazer alguma coisa... Só eu e você?
Eu sorri.
– Só eu e você?
– É, sem capitães pra atrapalhar. Ou a Thalia. Ou Afrodite – ele disse, e eu revirei os olhos rindo. – Quer dizer, o plano original era passarmos o 4 de Julho juntos. Eu e você.
– Mas a Thalia sugeriu que passássemos todos juntos.
Ele assentiu, revirando os olhos.
– Às vezes ela pode ser tão inconveniente.
– Eu sei – concordei, rindo. – O que você tem em mente?
– Eu não sei. Seria o nosso segundo encontro, certo?
– Tecnicamente, sim.
– Você já foi para Coney Island?
– Outro passeio turístico? – perguntei, sorrindo. Deus, eu não conseguia parar de sorrir quando estava com ele.
– Se você disser que sim, então, sim.
– Por mim tudo bem – respondi, e ele me beijou. Então, uma voz à nossa frente pigarreou.
– Olá, crianças – Frederick disse, se sentando.
– Oi, Sr. Chase – disse Percy, e Frederick o lançou um sorriso acolhedor.
Se não viesse de um cara que abandona as suas filhas, é claro.
– Oi, Annie – ele disse, olhando para mim. Percy também me encarou, com aquele seu olhar autoritário.
– Oi – respondi, seca. Percy suspirou do meu lado. – Vamos pedir logo?
– Eu só queria dizer – Frederick me interrompeu. – que estou muito feliz de você ter aceitado meu convite para almoçar.
– Eu não aceitei – esclareci. – O Percy me obrigou.
– Annabeth! – Percy me bronqueou, me dando uma cotovelada.
– Bem, então, obrigado Percy.
Percy deu um sorriso meio envergonhado. Eu peguei o cardápio e comecei a ler. Alguns minutos depois, um garçom veio nos atender.
– Já vão pedir, senhores?
– Eu vou querer esses Rolos de Atum com Feijão de Soja, por favor – pediu Frederick, fechando o cardápio e o entregando ao garçom – E um Bloody Mary. Vocês já se decidiram?
– Eu vou querer esses Aspargos com Cogumelo, Salada e Abacate – pedi, fechando o cardápio. – E um...
Eu não entendia nada de drinques. Quer dizer, nada. Zero.
– Eu quero esse Hambúrguer com batata frita – Percy disse, simplesmente. – E dois Cosmopolitan’s, um para mim e um para ela.
O garçom anotou os pedidos e levou os cardápios para a cozinha. Frederick nos encarava chocado.
– Vocês bebem? – ele perguntou, indignado. – Mas vocês são crianças.
– Crianças de 17 anos – eu disse, sorrindo.
Frederick franziu as sobrancelhas, como se ainda tentasse acreditar que dois adolescentes de 17 anos bebessem. É, claro, ele não tem filhos.
– Então – ele começou. – Como vai a escola?
– A Annabeth é uma ótima aluna – respondeu Percy. – Eu não. Conta para o seu pai, Annie.
– Ele não é meu...
Percy pisou no meu pé, e eu soltei um gemido de dor baixo.
– É, eu sou uma boa aluna – respondi, revirando os olhos. – Exceto para Biologia.
– Biologia? – ele indagou, sorrindo. – Eu também não era bom nessa matéria.
– Eu não entendo como alguém pode ser bom em Biologia – continuei, sorrindo. – Todos aqueles nomes em latim, e processos que vão acontecendo, quer dizer, pare de dizer essas palavras estranhas!
Frederick riu, e Percy olhou para mim vitorioso.
– É por isso que eu decidi estudar História – ele continuou. – Aqueles monumentos maravilhosos, a arquitetura, os aviões de guerra...
– Eu amo História! – concordei. – A arquitetura dos prédios antigos é simplesmente apaixonante, é incrível como alguns monumentos sobrevivem ao passar dos anos. E eu amo qualquer coisa que envolva cálculo.
– Você devia estudar Arquitetura – ele concluiu. – Mesmo te fazendo lembrar da sua mãe. Devia construir algo que sobrevivesse com o passar dos séculos.
Eu sorri, processando a ideia. Talvez, mas só talvez, o Frederick fosse uma pessoa legal.
– É, talvez eu devesse.
Eu e Frederick continuamos conversando sobre Arquitetura até a comida chegar, enquanto Percy rodava os olhos pelo restaurante, visivelmente entediado.
– Então, Percy – disse Frederick, tentando fazer com que Percy participasse da conversa. – O que você quer fazer na faculdade?
– Biologia Marinha – Percy respondeu, comendo uma batata frita. – Eu gosto de tudo que envolva água.
– Uau, isso é impressionante – ele continuou. – O Aquário de Nova York tem os melhores biólogos...
– Dos Estados Unidos – Percy completou. – É, eu sei. Eu já trabalhei lá, e pretendo voltar quando acabar a faculdade, só que como biólogo.
– Você tem futuro, Perseu – Frederick disse, comendo um de seus rolinhos de atum.
– Obrigado, Sr. Chase.
– E vocês já discutiram sobre faculdades? – Frederick voltou a perguntar, bebendo um gole do seu Bloody Mary. – Já estão finalizando o segundo ano, certo?
– Vamos fazer os SAT’s esse ano – respondi. – Mas eu quero entrar em uma das Ivy’s.
Frederick sorriu.
– Eu estudei em Harvard – ele disse. – É uma ótima faculdade. E você, Percy?
– Bem, meu histórico não é lá dos melhores – ele disse, mexendo no cabelo. – E eu também não sou um dos melhores alunos da sala. Então, talvez eu consiga entrar na NYU.
– A NYU não é tão ruim – Frederick disse. – Mas eu acho que você devia tentar uma das Ivy’s.
– É que eu sei que, se eu tentar entrar em uma das Ivy’s, pode ter mão do meu pai no meio – ele respondeu, suspirando. – E eu não quero que ele ganhe uma bolsa de estudos para mim.
– Você é um bom garoto, Percy. Merece entrar em uma das Ivy’s.
Eu sorri.
– Então – me intrometi. – Como é esse negócio de teste de DNA?
Notas finais
Mas enfim, mandem reviews, recomendaçoes, MP's, ameaças no facebook, ameaças no ask.fm, whateverrrrr. Ah, e se a sua recomendação estiver "demorando" pra aparecer, é pq esse site me odeia e nao quer me ver sendo feliz. E se a minha conta for excluída do nada, É TD CULPA DESSE SITE
You know you love me. Xoxo, Gossip Girl.
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