Bad Girls
8 Trouble
Notas iniciais
EU quero dedicar esse capítulo pra haha16 pela PRIMEIRA RECOMENDAÇÃO DA FIC ♥ xOREI mas ok akdssdl a fic mal começou e já tem recomendação, klinda, gamei em ti
Enfimmmmmmmm, aproveitem!
I knew you were trouble when you walked in, so shame on me now.
Eu normalmente nunca teria ouvido Taylor Swift, até porque eu não sou muito fã dessas cantoras-teen de hoje em dia, mas aquela música se encaixava perfeitamente na situação de Thalia e Clarisse. Eu era problema na certa, e estava conduzindo elas para o meu caminho.
Os uniformes estavam prontos, e elas estavam se encarando no espelho, gostando do resultado. Coloquei um vestido-espartilho, dessa vez cinza com detalhes pretos, uma meia-calça estampada e a cinta-liga clássica. Coloquei um coturno diferente, e em poucos minutos eu estava pronta.
– ADOREI O SEU VESTIDO – disse Clarisse. – Valoriza os seus olhos.
– EU ADOREI O UNIFORME DE VOCÊS – eu disse. – Valoriza esses corpitchos seduzentes.
Clarisse e Thalia riram, então meu tio entrou na sala. Ele franziu as sobrancelhas, acenou com a cabeça e voltou para o seu quarto. Acho que, se o questionassem sobre isso, ele provavelmente falaria que não havia visto nada.
Em alguns minutos, descemos até a vaga de estacionamento. Thalia se sentou no banco de carona e Clarisse no banco de trás.
– Acho melhor você apertar o cinto, Thalia – eu a aconselhei. Clarisse riu, mas Thalia olhou para mim confusa.
Então eu comecei a dirigir, rapidamente, e Thalia entendeu. Mas, como a anta não havia me escutado, agora já não dava mais tempo. Eu não desacelerava nem nas curvas, então Thalia ficou cambaleando de um lado para o outro, até pararmos no Starbucks para comprar café. Clarisse ria muito, e Thalia também ria, mas ainda estava meio atordoada.
Voltamos para o carro – e dessa vez Thalia colocou o cinto de segurança – e eu dirigi até a escola, no mesmo ritmo de sempre. Só freei quando estacionei, na mesma vaga de ontem. Mas dessa vez não tinha nenhum jogador do time de futebol, ou nenhuma gravetinho para atropelar.
– Estão prontas? – perguntei, antes de saltarmos do carro. Elas estavam visivelmente empolgadas.
– Estamos! – exclamou Clarisse, e Thalia assentiu, dando um sorriso de orelha a orelha.
Descemos do veículo. Os poucos olhares do estacionamento pousaram sobre nós, mas dessa vez não só em mim. Eles avaliaram Thalia e Clarisse, com os uniformes ousados. Elas ficaram vermelhas, mas eu já estava acostumada.
– Não fiquem vermelhas – eu disse. – Nem entramos na escola ainda.
Elas assentiram, e então caminhamos até a porta de entrada. Nos entreolhamos e passamos pela entrada.
A sensação foi mais ou menos a mesma do dia anterior, mas dessa vez eu estava acompanhada por Thalia e Clarisse. E também era estranho ter toda aquela gente desconhecida me cumprimentando. Na verdade, grande parte eu só reconheci pelas fotos do facebook. Espera um minuto, eu era popular só por ter jogado café em uma menina? Uau.
Pior é que eu gostei daquela “fama”.
Desfilamos pelos corredores até chegarmos no meu armário, o 618. Aparentemente, os armários de Thalia e Clarisse eram o 625 e o 630, respctivamente. Eu estava catando meus materiais para as aulas que eu teria hoje, quando Luke chegou.
– Parece que a Annabeth está levando certas pessoas para o mal caminho – ele brincou, abrindo seu armário, o 619.
– Ah, Luke, menos – eu disse, rindo. – Você não consegue desgrudar os olhos da Thalia.
Thalia e Luke ficaram vermelhos na mesma hora, e Clarisse me deu uma cotovelada.
– Eu? Er... Nossa, não, claro que não Annabeth, putz, não viaja.
– Não tô viajando, Luke, tô aqui parada olhando a sua cara vermelha.
Luke se voltou para o armário sem falar mais nada, enquanto eu e Clarisse ríamos. Alguns minutos depois, Leo chegou.
– E aí, vacas – ele disse. – Alguém aí mora no Brooklyn? Preciso de uma carona hoje.
Clarisse olhou para mim.
– Eu moro, mas peguei detenção, então acho melhor você não contar comigo – respondi, fechando o armário com força. Na verdade, não era para ter sido tão forte assim.
– Uau, a madame está irritada? – ele perguntou.
– Não – respondi, simplesmente. – Qual é a primeira aula de vocês?
Torci para que eu não ficasse sozinha com o Leo de novo. Ele até era legal, mas odeio quando as pessoas me encaram por muito tempo, a não ser, é claro, que eu queira que elas me encarem.
– Eu tenho geometria – disse Thalia. – Junto com o Leo. E você?
– Também geometria – respondi. Pelo menos a Thalia estaria lá, e eu não teria que ficar sob os olhares do Valdez.
– Uau, boa sorte – Luke disse. – A professora de geometria não presta.
– Mas talvez eles nem tenham aula de geometria hoje – disse Silena, surgindo do nada. – Ontem a minha mãe veio dar uma palestra de Educação Sexual. Sorte que ela agiu como se não me conhecesse.
– Uau – disse Clarisse. – Piper deve estar uma fera.
– Nem me fale – ela suspirou. – As discussões das duas foram até altas horas ontem à noite. É melhor vocês se prepararem, ela é muito indiscreta, e vai escolher uns voluntários para umas perguntas.
– Ah, não fale assim da sua mãe – disse Thalia. – Ela é legal.
Silena revirou os olhos.
– Tanto faz. – o celular dela começou a tocar. – Argh, eu já falei que eu odeio a Calypso? Vou ter treino hoje à tarde. Annie, jogue mais café nela por mim, pelo amor de Deus!
Eu ri.
– Não posso chegar na menina e jogar café nela do nada. Mas do jeito que ela é, provavelmente vai acabar vindo implicar comigo. Dou um jeito nela.
– Obrigada! – ela disse. – Vou me encontrar com a Drew pra saber mais sobre o treino. Aff – e revirou os olhos. – Tchau, gente.
Silena saiu andando pelos corredores, e era uma das únicas da equipe de líderes de torcida que não era gravetinho, ou que não era tão gravetinho assim.
Continuei encarando a lista da secretaria para descobrir o que eu podia fazer nas eletivas. Clarisse ficava sugerindo costura, já que eu era ótima com moda. Antes que eu sequer respondesse alguma coisa para ela, a gravetinho número 1 chegou, pigarreando.
– Caham – ela disse. – Posso falar com você, Annabeth?
Revirei os olhos.
– Desembucha.
– Não aqui – ela disse. – Em particular.
Bufei e a acompanhei até mais longe dos meus amigos, perto da entrada do banheiro feminino.
– Você falou alguma coisa sobre a minha plástica e o implante para o Percy, Annabeth?
– O que? – eu perguntei. – Nossa, não viaja, Calypso. Nem falo com seu namorado direito, acha que eu ia chegar nele só pra destruir a sua reputaçãozinha? Está muito enganada.
– Bom, alguém falou pra ele. E ele ainda disse que não estava transando comigo porque eu era ossuda.
Eu ri.
– Não tem graça! – ela disse, se enfezando.
– Lógico que tem! Eu, particularmente, nunca tive esse problema. Mas olhe pelo lado bom, ele não está te traindo e nem vai te trocar.
– Mas eu não vou transar com ele, Annabeth! Isso é um desastre! Que tipo de namorados não transam?
– Vocês – eu provoquei, e recebi um olhar congelante dela, o que só me deu vontade de rir mais. – Olha, gravetinho, eu não sei porque você me chamou aqui. Não diga que vai me pedir ajuda pra reatar o namoro com o gayzinho porque eu não estou nem um pouco a fim de te ajudar.
Calypso revirou os olhos, e de uma mulherzinha ossuda que estava triste porque o namorado não queria transar com ela, passou pra uma ossuda raivosa porque eu tinha estacionado na vaga dela de novo.
– E eu vi o seu carro na minha vaga. De novo. Quando é que você vai tirar ele de lá?
– Quando é que você vai parar de chamar aquela merda de vaga de estacionamento de “sua vaga”? Se toca, aquela vaga não é de ninguém, nem sua, nem minha, nem do seu namoradinho com greve de sexo ou das suas seguidoras gravetais. E eu não estou nem um pouco a fim de tirar meu carro de lá, porque aquela vaga é ótima, não tenho que caminhar muito pra entrar aqui, porque eu odeio caminhar. Ninguém mandou você não chegar mais cedo, gravetinho querida. É só isso que você queria falar comigo? Então, não, a resposta é não, eu não contei e nem vou tirar meu carro de lá.
Já ia dando meia-volta quando me lembrei do incidente da pizza na noite anterior.
– Na verdade – eu disse. – Eu esqueci. Seu namorado é meu vizinho de baixo. Ele pagou uma pizza pra mim, e sim, eu contei pra ele. Ops, desculpe Calypso – e passei a mão pelo rosto dela, que me deu um tapa com força.
– SUA FILHA DA PUTA! – ela disse. – A CULPA É SUA QUE O PERCY NÃO QUER MAIS TRANSAR COMIGO, SUA VADIA DO CASSETE!
Não vou nem comentar que, com aquela gritaria, todas as pessoas que estavam no corredor olharam para nós, inclusive o namorado que não queria mais transar com a Calypso, que ficou perplexo ao saber que a namoradinha andava contando os segredos do casal pra todo mundo. Ou melhor, pra uma novata.
– Nossa, Calypso, seus xingamentos são realmente muito coerentes, sabe.
Calypso continuou me xingando de mais alguns nomes idiotas e fora do vocabulário normal das pessoas, enquanto eu agia com indiferença olhando as minhas unhas.
Até que a gravetinho me empurrou.
Não foi um empurrão forte, mas me pegou de surpresa. Eu dei dois passos para trás enquanto todo mundo dizia “Uhhhhhh”.
– Chamou pro fight! – disse Leo, atrás de mim.
Eu controlei o meu riso, afinal, acho que iria me meter em uma briga com a gravetinho. Nota mental, tomar cuidado para não bater muito forte e quebrar os ossos dela.
– Ah, você não fez isso – eu disse, estalando os dedos.
– Fiz, sim – ela rebateu, relutante. – O que é que você vai fazer, hein, putinha? – ela completou, me dando mais um empurrão, dessa vez mais forte que o primeiro.
– Ok, querida, vou tomar muito cuidado pra não quebrar os seus ossos, ok? – eu disse, e ela me olhou confusa. Dei um soco com força naquele rosto pálido dela, que deu um giro e caiu sentada.
– Briga! Briga! Briga! – Nico e Leo cantavam atrás de mim, e logo em seguida todo mundo começou a entrar no tom.
– E aí, queridinha? Não vai chamar seu namoradinho com problemas sexuais pra te defender? – eu provoquei, enquanto Calypso se levantava, apoiando em alguns bancos.
– Eu sei me defender sozinha – ela disse.
– Prove.
Calypso veio correndo para cima de mim, e começou a puxar meu cabelo. Ela achava que aquilo era uma briga de menininhas? Estava muito enganada. Dei um soco no nariz dela, que começou a sangrar na mesma hora, e ela parecia desesperada, como se tudo estivesse sangrando ao mesmo tempo e ela fosse morrer.
Então aconteceu o inesperado do inesperado, Percy se meteu na briga. Ele parou na minha frente, e era bem mais alto que eu, coisa que eu não dei muita bola.
– O que é que você está fazendo? – ele questionou, sério.
– Pergunte à sua namoradinha, meu querido. Ela ficou possessa de um momento pro outro e começou a achar que podia...
Antes que eu terminasse a minha frase, o branquelo gayzinho me deu um tapa na bochecha. Senti-a arder imediatamente, e provavelmente deixaria uma marca. A plateia não falou mais “Uhhhhh”, mas Clarisse e Nico vinham o xingando loucamente de covarde, e tinha quase certeza de que eles iriam se intrometer na minha briga.
(N/A, Lei Maria da Penha não tá teno)
Eu fiquei uns segundos com a mão no lugar onde ele tinha dado um tapa, completamente perplexa. Agora sim, eu ia acabar com a raça daquele animal.
– O que foi? – ele provocou. – Bater em meninas ok, mas e em meninos?
– Que menino, Percy? Não tô vendo nenhum aqui, só vejo você. E a sua greve de sexo com a Calypso comprovou ainda mais a minha teoria. Que você é completamente gay – eu disse, e dei um chute na canela dele, com força. Ele se encurvou, e eu ainda completei com uma joelhada no estômago. – O que que foi, Percyinho?
Clarisse e Nico riam em voz alta, meus amigos também, mas pareciam um pouco aflitos. Até o time de futebol estava rindo, meio hesitante.
– Eu vou acabar com a sua raça, garota – ele disse, se levantando, em um tom ainda mais feroz e sério do que antes.
– Ah, vai? Então acaba, Percy. Anda, me bate, prova pra sua namorada o que eu estava dizendo, que ela não sabe se defender sozinho e que você é um veadinho sem cérebro!
Percy avançou pra cima de mim, mas imediatamente foi impedido por um cara branquelo e grandalhão, com olhos puxados. Reconheci-o como Frank Zhang. Percy tentava se desvencilhar dos braços de Frank, e eu iria bater nele, quando senti outro alguém me puxando pelos braços. Ah, vá à merda! Estava tudo sob controle!
O Leo rosnava alguma coisa para o Percy, mas falava para eu me acalmar enquanto Luke o ajudava a me carregar, já que eu estava me debatendo tanto que só ele não conseguiria me afastar da briga. Quando eu perdi o time de futebol e as gravetinhos de vista, eles me largaram.
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