Bad Girls

9 Cherry bomb


Notas iniciais
OLÁ MIGUUUUUUUS, como vocês estão? E como foi o Carnaval? O meu não foi tão legal mas enfim alksdasdjl Aí está o capítulo, como prometido!
Esse capítulo é dedicado pra Lhuana Sara, pela SEGUNDA recomendação da fic ♥ awn, seus lindos sakjalkj enfim, aproveitem!

Hello world, I’m your wild girl, I’m your ch-ch-ch-ch-cherry bomb!


– Porque vocês fizeram isso? Deviam ter deixado aquele idiota apanhar, seus imbecis! – eu gritei, assim que minhas costas bateram no chão.

– Isso só vai dar problema pra você, Annabeth! – disse Leo. – Você acabou de entrar na escola, já ganhou detenção e agora se envolveu em uma briga?

– FODA-SE, FOI ELA QUE COMEÇOU!

– Não interessa quem começou, Annabeth! – disse Luke. – Esquece isso, e tente não se envolver em brigas com ele, entendeu?

– EU NÃO FIZ NADA, FOI ELA QUE...

– NÃO INTERESSA! – Luke repetiu, no mesmo tom que eu. Tive vontade de dar um tapa na cara dele pra que ele nunca mais gritasse comigo. – A QUESTÃO É QUE VOCÊ NÃO PODE MAIS SE ENCRENCAR!

– EU NÃO ME ENCRENQUEI, FORAM ELES QUE...

Antes que eu continuasse a falar, o sinal bateu, anunciando o começo da primeira aula. Me levantei do chão bruscamente, e saí marchando em direção à sala de geometria. Eis que Percy, Grover e duas gravetinhos estavam lá.

– Ah, que agradável – eu bufei, assim que entrei na sala. Leo segurou o meu pulso, se certificando de que eu não iria terminar a briga. Revirei os olhos e me sentei em uma das últimas cadeiras, o mais longe possível do Percy e do Grover.

Thalia se sentou ao meu lado, e Leo na minha frente. Grover me viu e deu um sorriso, provavelmente não sabia o que tinha acontecido nos corredores há alguns minutos atrás. Ele se sentou do meu outro lado, e eu torci para que Percy não decidisse sentar na frente do amigo.

– Ei – ele disse. – Fiquei sabendo da surra que você deu no Percy há poucos minutos.

Eu sorri.

– Ele mereceu.

– Concordo, concordo, mas ele detesta perder. Escuta o que eu estou falando, ele ainda vai se vingar.

– Grande bosta, que ele se vingue.

Grover deu um sorrisinho e virou para a frente. Logo em seguida, a professora de geometria, Nêmesis, anunciou que era para irmos ao ginásio para uma palestra sobre Educação Sexual.

– Bem que a Silena falou sobre essa palestra – disse Leo.

– Eu já sei de tudo o que eu tenho que saber – respondi, dando de ombros. Caminhamos até o ginásio, e eu me sentei em uma das últimas arquibancadas, entre Thalia e Leo.

Thalia franziu o cenho quando sentamos lá.

– Annabeth, você já...?

– O que?

– Já perdeu a virgindade?

– Já – eu assenti, como se fosse a coisa mais óbvia e simples do mundo. – Você não?

– Er... não.

– Você ainda é virgem? – eu perguntei, perplexa. – Cara, como você ainda é virgem?

Thalia deu de ombros.

– Como é a sensação?

– Como se estivessem tentando enfiar um cachorro quente em uma fechadura – eu respondi. Leo riu.

– É assim para as meninas?

– É – eu respondi. – E para os meninos?

Ele pareceu pensar um pouco.

– É como naqueles momentos em que você tenta colocar seu dedo em um buraco para pegar alguma coisa, mesmo você sabendo que o buraco é pequeno e que as chances de você conseguir entrar são mínimas.

Thalia franziu o cenho.

– Ai, credo. E dói?

– Dói – eu respondi.

– Não – disse Leo. Eu o dei uma cotovelada.

– Mas depois você se acostuma – eu completei.

Antes que Thalia pudesse perguntar mais alguma coisa, uma mulher entrou no ginásio. Ela era alta, morena, usava um vestido de cetim vermelho e tinha cabelos castanhos escuros em anéis. Ela me lembrou imediatamente Silena, e tinha certeza de que ela era conhecida.

– Bom-dia, jovens! – ela disse, sorridente. – Eu sou Afrodite Olimpus.

Descoberta do dia, Afrodite era minha tia, esposa do meu tio Hefesto, e Silena era minha prima. Será que todo mundo dessa escola é algum familiar meu?

– E, como a Nêmesis já anunciou a vocês, vou dar uma palestra de Educação Sexual a todos os alunos do terceiro e quarto ano. Alguns de vocês provavelmente já começaram a vida sexual, eu tenho certeza – ela disse, sorrindo. – Quero que fechem os olhos, e levantem as mãos quem já teve sua primeira vez. Sem vergonha, gente! Vamos lá, fechando os olhos.

Eu não fechei os olhos, e não tive a mínima vergonha de levantar minhas mãos. Outras pouquíssimas pessoas também levantaram. As duas gravetinhos, Grover, Percy, Leo e mais dois meninos que eu não conhecia e nem lembrava deles me pedindo amizade no facebook.

– Ótimo! Poucas pessoas já deram início à vida sexual, pelo que eu vejo. Na turma da palestra de ontem, acho que quase todos já tinham feito isso – e sorriu. – Ok, vou escolher dois alunos para virem à frente responder algumas perguntas.

Merda, merda, merda. Abaixei a mão na mesma hora, mas isso não a impediu de me chamar.

– Aquela loirinha de olhos cinzas, lá atrás! – ela disse, apontando para mim sorridente. – Adorei a sua roupa! Agora venha para cá.

Eu suspirei e me levantei, descendo as escadas da arquibancada e parando do lado dela.

– Qual é seu nome, querida? – ela perguntou.

– Annabeth Chase – eu disse. Ela abriu um sorriso mais largo ainda.

– Srta. Chase, claro... Não sabia que a sua mãe iria te matricular nessa escola.

O pessoal fez uma cara confusa, e Silena tinha razão, Afrodite era indiscreta.

– É, pois é.

Afrodite deu mais um sorriso e voltou a encarar os alunos na arquibancada. Torci para que ela chamasse o Leo, o Grover ou algum desconhecido, mas não. Ela chamou o Percy.

Quase tive um ataque de riso quando ele desceu as escadas mancando e parou ao meu lado.

– Qual é seu nome, querido?

– Percy Jackson – ele respondeu, e Afrodite sorriu.

– Eu sei. Agora, porque está mancando?

Percy olhou furioso pra mim, e eu ri.

– Me meti em uma briga.

– Com uma menina – completei, baixinho. Ele olhou furioso para mim novamente.

– Ah, meus pêsames. Você ganhou?

– Interromperam a briga, não teve vencedor – ele respondeu. – Mas certamente eu teria ganhado.

– Hm... – ela disse, então se afastou e analisou nós dois juntos. – Olhem, gente, eles não formam um ótimo casal?

– NÃO – eu gritei, e Afrodite olhou para mim confusa.

Ela ignorou o meu grito.

– Você, ruivinho! – e apontou para Grover. – Percy e Annabeth não formam um ótimo casal?

– Um casal perfeito – ele provocou. – Eu diria que eles podem se passar por namorados facilmente.

– Eu vou acabar com o Grover – Percy disse, baixinho.

– Eu te ajudo – completei, e ele deu um pequeno sorriso.

– Sim, eles podem ser namorados, não? Você, cabelo desgrenhado! – e apontou para um menino que eu não conhecia. – O que acha de Percy e Annabeth juntos?

– Acho que eles formam um belo casal – disse ele. – Mas Annabeth é muito para ele.

Os alunos riram, e eu também ri da cara de Percy.

– É... pode ser – ela concordou. – Você, enfezadinho! – e apontou para o Leo. – O que acha de “Percabeth”?

– Percabeth? Mas que droga é essa? – perguntei, baixinho. Percy riu.

– Não gosto – Leo respondeu, simplesmente. – Acho que o Percy não merece a Annabeth, e ela é muito pra ele.

Os alunos começaram a rir de novo.

– Ok, já chega de perguntas. Eu ainda acho que vocês deviam namorar – ela disse, se voltando para nós. – Porque não namoram?

– Porque eu não sou idiota – eu respondi, simplesmente.

– Porque eu tenho namorada e estou feliz com ela.

– Feliz com a greve de sexo – completei, baixinho, mas alto o suficiente para que os alunos da primeira fila escutassem, e eles riram.

– Ah, é? – Afrodite perguntou. – Bem, não foi isso que eu ouvi.

Eu comecei a rir, e Percy ficou um pouco vermelho. Aí eu ri mais ainda.

– Mas enfim, pessoal. Vamos logo para as perguntas, chega de falar sobre Percabeth. Então, Percy e Annabeth, vocês já perderam suas virgindades, certo?

– Já – ele respondeu, e eu assenti com a cabeça.

– Não foi um com o outro, né? – ela emendou, e eu tive vontade de socar a minha tia.

– Não, obrigada – eu disse, e as pessoas riram.

– Ok, vou parar de implicar com vocês, mesmo vocês sendo perfeitos um para o outro. Vocês já fizeram sexo mais de uma vez?

– Já – Percy e eu dissemos, em coro.

– Já fizeram sexo com mais de uma pessoa ao mesmo tempo?

– Não – eu respondi.

– Já – Percy disse, com um ar de “eu sou o máximo”.

– Já fizeram sexo com mais de uma pessoa?

– Já – Percy e eu dissemos, em coro, novamente.

– Percy – ela disse. – Com quantas pessoas você já fez sexo?

Percy ficou um tempo olhando para o nada e contando nos dedos.

– 8 – ele disse.

A plateia pareceu chocada. Já comecei a contar mentalmente a quantidade de pessoas com que eu já tinha feito sexo, e o resultado não foi muito bom.

– Annabeth, e você?

Ok, o resultado da minha conta definitivamente não havia sido bom.

– 5 – menti. Ninguém naquela sala precisava saber o número de pessoas com quem eu havia transado, por favor.

– Percy, você usa que tipo de métodos contraceptivos?

– Camisinha, ué.

– Só camisinha?

– É.

– Annabeth?

– Camisinha e pílula – eu respondi.

– Você sempre tomou pílula, Annabeth?

– Hmmm, não. É porque, teve uma vez, que eu tinha quase certeza que não estava fértil, porque eu faço a tabelinha e tal, aí eu acabei fazendo sem camisinha. Aí a minha menstruação atrasou e eu fiquei tipo, “socorro eu tô grávida” aí eu fui no médico e ele disse que não, eu não estava grávida mas foi muito imprudente da minha parte porque a tabela não é muito eficaz blá blá blá, e ele recomendou que eu tomasse pílula, e tan-dan, passei a tomar pílula.

Afrodite concordou com a cabeça.

– Muito bem, Annabeth. Percy, o que você faria se a camisinha estourasse?

– Sei lá, fugiria do país? – ele disse, rindo, e todos os meninos também riram. Nossa que engraçado Percy, realmente, quer um pão?

– Annabeth?

– Nada, ué, eu tomo pílula.

Afrodite interrompeu a sessão de perguntas um pouco e começou a explicar sobre os métodos contraceptivos e que era muito importante usá-los. Ela fez mais algumas perguntas meio insignificantes para nós, completou a palestra dizendo que éramos perfeitos um para o outro e depois nos liberou.

– Porque Afrodite continuava dizendo que eu era perfeita para o Percy? – questionei, assim que saímos do ginásio. – Fala sério! Ela acha que eu sou idiota que nem as gravetas?

Leo e Thalia riram.

– Eu não sei o que ela tem na cabeça – disse Leo. – O Percy é um babaca.

– Eu concordo – falei. – Que aula vocês tem agora? Por favor, digam que é História Americana!

– Vish, não – disse Leo. – Você está sozinha nessa, eu acho. Mas o professor é legal, você já o conhece, é o Pã.

– O lunático de geografia? Ah, e se ele quiser passar mais provas orais?

Leo riu.

– Estude.

Bebi um pouco d’água e fui até a sala de História Americana. Frank, o grandão que impediu o Percy de continuar brigando comigo, estava lá, sentado em uma das primeiras fileiras, conversando com uma menina morena. Ele me cumprimentou e eu sorri de volta, então me sentei em uma das últimas cadeiras, como sempre. Poucos segundos depois, Grover entrou na sala, e se sentou ao meu lado.

– Olá de novo, Annabeth.

– Grover, você tem problema? Porque falou que eu e o Percy formávamos um casal bonito? Eca! – eu disse. Grover riu.

– Ei, isso foi só para provocar, Annie. Eu nunca imaginaria vocês dois juntos, mas, ah, até que vocês são legais juntos.

– Nunca mais repita essa frase – eu disse, emburrada, e me virei para frente. Alguns segundos depois, Luke entrou na sala. Quase comemorei em silêncio.

Ele se sentou na minha frente.

– Oi, Annie – ele disse, sorridente. – Como foi a palestra sobre sexo?

– Foi horrível! A palestrante disse que eu e o Percy éramos perfeitos um para o outro. Eca, eca, mil vezes eca.

Luke riu.

– E o que você disse?

– Eu disse eca! Quer dizer, dá pra me imaginar namorando aquele futricado?

– Não, você é muito pra ele.

– Eu sei, né.

Continuamos conversando, e Pã entrou na sala. Ele começou a falar umas coisas sobre História Americana ser muito importante e blá blá blá, mas pelo menos nessa aula ele não passou nenhuma prova oral para a próxima semana. Eu até que gostei dele como professor de História Americana, e eu gosto bastante de História, pode até ter sido por isso.

Quando o sinal tocou, fui até o meu armário rapidamente e peguei meus materiais de biologia. Twittei sobre meu professor de História ser lunático, e Haley logo veio falar comigo, dizendo que era urgente. Fiquei tensa. Ela me pediu para que eu ligasse para ela, e disse que tinha que ser naquele instante, porque era muito urgente. Os corredores estavam vazios, e, apesar de não conhecer muito essa escola, eu era meio que “expert” em matar aula. Assim que achei os fundos da escola, passei pela porta e fui até o estacionamento. Me tranquei no meu carro.

– Alô? – perguntei.

– A-A-Annabeth?

– É. Haley, o que você tem? Porque tá chorando?

– Annabeth, é a Krystal.

Revirei os olhos.

– Ai Deus, o que ela fez?

– Ela está falando que vai pra Nova Iorque porque tá te perdendo, Annabeth, ontem quando a gente foi fumar ela... Ela tava com o braço cortado, Annabeth, você tem que fazer alguma coisa! Ela tá louca!

– Haleyyyyy, eu não posso fazer nada! Vim pra cá por obrigação, ela esperava que eu nunca fizesse outros amigos?

– Eu não sei, Annabeth, você conhece a Krystal, e se ela fizer alguma loucura? Ela tá obcecada, ontem na escola ela disse que se ela não pode ter você, ninguém mais pode.

– Ela pretende me matar?

– Eu não sei, Annabeth, eu não sei mais o que fazer! – Haley disse, chorosa. Ai, que preguiça.

– Escuta, Haley, você vai ter que falar com a Krystal. Fala que eu morri, não sei! Eu vou falar com ela mais tarde, no que é que essa garota está pensando?

Continuei falando com a Haley por mais alguns minutos no telefone. Que ódio da Krystal, dando esse ataque punk-lê-lê da cabeça por ciúmes. Quando desliguei o telefone, já estava enjoada. Fiquei com vontade de ligar o carro e voltar para a casa do meu tio.

Olhei em volta, e não tinha ninguém por perto. Faltavam 10 minutos para o sinal bater, e meus amigos certamente ficariam se perguntando por onde eu estava. Só espero que tenha outra aula de biologia essa semana, e que o professor/a professora não seguisse o exemplo do Pã de passar testes orais. Desci do carro e entrei pelos fundos, completamente enjoada. Me tranquei no banheiro e esperei uns quinze minutos lá dentro, lavando o meu rosto pra ver se aquela cor branca saía de lá. Quando já estava me sentindo melhor, fui ao refeitório.

Bom, não seria novidade falar que quase todo mundo estava comentando sobre a minha briga com o Percy e a Calypso antes das aulas, e era um saco ver as pessoas apontando e rindo pra você, ou então vindo perguntar se você tinha problemas por se meter com “O” Percy Jackson. Ah, fala sério, ele nem é toda essa merda.

Também havia a minoria, que estava comentando sobre os “problemas” entre o Percy e a Calypso, e eu não sei quantas vezes escutei que o Percy devia estar traindo ela. Não sei se o Percy realmente tem essa fama de pegador ou o que, mas acho que a teoria mais lógica seria chamá-lo de gay.

Enfim, como eu estava morrendo de fome, ignorei os comentários daquele povo fedido e fui até a fila que, dessa vez, estava o dobro do tamanho de ontem, e eu não estava no começo. Achei que iria demorar a beça para que eu pegasse meu almoço, até que Silena me chamou.

– Ei, Annabeth! – ela disse. – Venha aqui, entra na minha frente.

Entrei na frente de Silena, ignorando os xingamentos das pessoas que estavam atrás dela na fila.

– O que aconteceu com você? Está pálida, e matou a aula de biologia!

– Aconteceu uma coisa meio blé com uma amiga minha – eu respondi, simplesmente. – Podemos falar de outra coisa? Do tipo, você é minha prima?

Silena ergueu as sobrancelhas.

– O que?

– É! Afrodite é sua mãe, não é?

Silena assentiu.

– E Hefesto é o seu pai, certo?

Ela assentiu de novo.

– E seu pai tem uma irmã chamada Atena, certo?

Silena assentiu, novamente.

– É, mas Atena está na California e...

– Silena, eu sou filha de Atena.

Silena arregalou os olhos.

– OH MEU DEUS! SOMOS PRIMAS! – ela disse, e me abraçou em comemoração. – Ai que máximo, minha prima jogou café na vaca da Calypso! ÊÊÊ!

Depois de mais alguns minutos, pegamos o almoço e nos sentamos.

– Annabeth, onde é que você se meteu? – Nico perguntou.

– Eu tive um problema, já tá resolvido – respondi. – Parem de me encarar, nunca mataram aula na vida?

A maioria negou com a cabeça, exceto por Clarisse e Luke.

– Uau, vocês têm muito o que aprender – eu disse. – Alguém aí tem álgebra agora?

Depois do almoço, segui com Clarisse até a sala de álgebra. Era a mesma professora de geometria, Nêmesis. Aparentemente, era ela quem ensinava quaisquer matérias que envolviam matemática na Goode.

A aula de álgebra foi um saco. Eu me pegava olhando para o nada e pensando na Krystal em grande parte da aula, e não prestei atenção em quase nada do que aquela professora dizia. Só sei que ela passou um dever de casa que eu teria que ralar para conseguir fazer, já que eu não prestei atenção na aula dela.

Depois, segui com Nico até a aula de economia. Ele era muito engraçado e ficava fazendo caretas que me faziam gargalhar, e sua imitação da Calypso depois que eu joguei café nela foi maravilhosa. Ele até deu uns gritinhos bem parecidos com os dela na ocasião. Eu quase gritava de tanto rir, até que Pomona, a professora, entrou na sala.

– Silêncio, por favor. Sr. Di Angelo, Srta. Chase, sentem-se.

Eu não fazia a mínima ideia de como aquela mulher me conhecia, já que eu nunca tinha visto ela na vida. Provavelmente os professores devem estar rodando a minha foto pela sala deles, fazendo alguma espécie de complô contra mim. Pomona até que era legalzinha, mas a forma como ela era rígida me lembrou um pouco o Klaus, o que me fez ferver de raiva. Professor lazarento.

Agradeci quando a aula de economia acabou. Agora era a hora das eletivas, e eu segui o conselho de Clarisse. Me inscrevi na aula de costura, apesar de não saber muito bem o que eu estava pensando.

A sala de costura era grande, ampla e toda bege. Tinham vários tecidos legais e diferentes (e muitos tecidos pretos), várias máquinas de costura e todo o tipo de acessórios para usarmos na customização. Não tinha ninguém que eu já conhecesse inscrito naquela aula.

Me sentei ao lado de uma menina morena, com cabelos castanhos e algumas mechas verdes.

– Oi – eu disse. – Sou Annabeth Chase.

A menina assentiu.

– Eu sei – e sorriu. – Eu sou Juníper. Nunca imaginei que a Annabeth Chase fosse se inscrever numa aula de costura.

– Eu adoro moda – respondi. – Acho que essa foi a aula mais adequada.

Juníper assentiu.

– Então somos duas. Quando eu venho para a aula de costura... Ah, é ótimo, eu me sinto livre, como se isso aqui fosse um refúgio, sabe? Se eu pudesse, só viria para a escola assistir a essa aula.

– Se eu pudesse, nem viria para a escola.

Juníper riu.

– Quem é a professora dessa aula? – perguntei.

– Ah, é a Hebe. Ela é super legal, sabe? Também ensina espanhol, mas a aula de costura é muito mais legal. Ela às vezes se atrasa por estar separando as pastas, ela é meio atolada.

Quando a Hebe chegou, ela passou um exercício para nós fazermos. Disse que tínhamos a aula inteira para tirar medidas, desenhar e costurar um vestido de festa. Isso ia ser meio difícil, já que a aula só tinha uma hora, e assim que eu fosse liberada, teria que sair correndo para a detenção.

Esbocei um modelo azul, mullet, cuja parte da frente era bem curta, logo abaixo da linha que delineava o quadril, mas a parte de trás se esticava em uma saia leve e longa, até os pés. Era justo e tomara-que caia, com alguns detalhes em prateado bem discreto.

Mostrei meu desenho a professora, que o elogiou e disse que eu ainda tinha 40 minutos para costurá-lo. Até que o desenhei bem rápido. Fui até a máquina de costura, e comecei a fazer o vestido. A parte tomara que caia, até a linha que acabava o vestido na frente já estava pronta, só faltava a saia longa por trás, mas o meu tempo tinha acabado. Já era 4:00 p.m. Entreguei o vestido à professora, que disse que eu iria terminá-lo antes de sair. Suspirei e voltei a costurar a cauda, que ficou pronta em uns vinte minutos. Então saí correndo feito uma abestada até a sala da detenção.

Por muita sorte, nenhum responsável me viu entrando, então eu pude fingir que estava lá desde as 4:00 p.m., apesar de só ter chegado umas 4:30 p.m.

– Ei, onde é que você estava? – perguntou Clarisse.

– A professora disse que tinha que terminar o vestido antes de sair da sala – eu disse, ofegante. – Eu corri... O corredor inteiro... Preciso dormir.

Me joguei no chão branco da detenção, mas Nico começou a me xingar e disse para que eu me sentasse feito uma pessoa civilizada. Me sentei na cadeira enquanto os Stoll contaram porque estavam na detenção.

Notas finais
Afrodite linda e bem discreta sakmalskdjalsd Mas e aí povão? O que acharam? askjdl Deixem reviews, com 20 reviews eu continuo, e AAAAAAAAAH pra quem disse que a fic estava ficando "entediante", o próximo capítulo vai ser bem... bem... uau.
E A KRYSTAL ENLOUQUECEU, U-HUUUU