Bad Girls
27 Tonight
Notas iniciais
Bom, esse cap é dedicado à Nutellinha pela recomendação dela asjasdlka porque ela é linda e poderosa e o nome dela me dá fome slkjdalsd
Enfim, aproveitem, e O PROXIMO CAPITULO, O PROXIMO AHHHHHHHHHHHH *surta e morre*
Tonight, I want all of you tonight, give me everything tonight.
Eu acordei com o meu celular berrando ao meu lado, mas não me dei ao trabalho de atender. A primeira ligação era da Krystal, e as duas últimas eram do Percy.
O que esse menino queria comigo?
Me levantei da cama e fui tomar banho, já que eu estava tão cansada de dançar que, quando cheguei na suíte, nem isso eu fiz. Coloquei uma regata preta e um short Jeans, então saí do quarto.
Fui até a suíte de Silena, mas quando abri a porta, ela ainda roncava. De pijama. Ela é mais higiênica que você, Annabeth.
Fechei a porta de novo. Nem sinal de Thalia e Clarisse. Voltei à minha suíte esfregando os olhos devido ao sono, e fui até a sacada. Esse povo ainda estava fazendo festas na praia? Mas eles não dormem, não?
Como seria muito difícil localizar qualquer um da varanda de uma suíte do terceiro andar, voltei para dentro do quarto. Eu estava com fome, credo. Desci até o saguão e fui até o restaurante, mas como já estava quase na hora do jantar, eles não tinham nenhum petisco. E o garçom filho da égua ainda me expulsou de lá dizendo que eu não podia ficar simplesmente parada, e que se eu estivesse com fome, devia ir a algum bar ou procurar um carrinho de comida.
Quase mostrei o dedo médio à ele, mas ele foi tão gente boa e ainda me deu dez dólares pra comprar alguma coisa, então fiquei quieta.
Quando estava saindo do restaurante, esbarrei na Thalia.
– Ai, Thalia – retruquei. – Olha por onde anda.
– Alguém está de mau humor – ela respondeu, rindo. – O que aconteceu?
– Eu tô com fome e o restaurante não vai servir nada até a hora do jantar.
– É só procurar um carrinho.
– Como se fosse fácil. Mas enfim, como foi na praia depois que eu saí?
– Ah, Annabeth! Fiquei com um californiano e com aquele texano de novo. A Clarisse estava certa, os californianos são os melhores.
– Como se eu não soubesse! – respondi, rindo. – E o Luke, algum sinal dele?
– Eu o vi ficando com uma mulher de cabelos azuis, aí que fiquei com o californiano. Aquele cara quer brincar comigo, é?
– Isso mesmo! – eu disse. – Força na peruca, gata. E a Clarisse?
– Ela ficou com o californiano a tarde inteira, e depois do nosso terceiro concurso ela sumiu com ele. Por isso tô aqui.
– Ui, Clarisse safadinha! – brinquei. – Gostaram do concurso, né? Isso porque vocês iam ficar quietas na boia se não fosse por mim.
– Tem razão, Annabeth – Thalia disse, rindo, e me abraçou. – O que seria de nós sem você?
– Nada – eu respondi, rindo.
– A propósito, o Percy tá te procurando. A Krystal também.
– Argh, não. O que ela quer comigo?
– Não sei, mas ela parece meio puta.
– Só o que me faltava – resmunguei. – E o Percy, onde está?
– Eu o vi pela última vez na praia. Ele sumiu a tarde inteira, hein?
– Devia estar pegando a Calypso.
– Annabeth! Você é muito melhor que ela!
– Eu sei, mas ele fica com quem ele quiser.
– Eu vou te matar, sabia? Ele não ficou com ninguém, ele mesmo me disse. E ele gosta de se gabar quando fica com alguém.
– Blá blá blá. Eu também não fiquei com ninguém, ainda.
Thalia riu.
– E hoje nós vamos sair, certo? Eu sei que tem muitas baladinhas rolando por aí – falei.
– Aham! Combinamos de ir pro BULLDOG Café. Lá toca pop, hip-hop, rock e tem uma jacuzzi!
– Gosto de jacuzzis, gosto muito – eu disse, rindo.
– E amanhã vai ter um luau na praia, pelo que o DJ disse.
– Oba! Em luau você usa bíquini, certo? Certo. Então eu vou dançar de bíquini. Tem coisa melhor?
– Tem, californianos!
Eu ri.
– Depois eu escolho a balada que a gente vai – falei. – Tem uma que tem um escorrega e que você pode dançar de bíquini! ADORO!
– É, Annabeth, você não tem jeito.
– Só descobriu isso agora, Thalia? Enfim, pra onde você tá indo? Vai dormir, né, dorminhoca?
Thalia riu.
– Eu queria achar a Clarisse, ou o Luke.
– Ai, Thaliaaaaaaa, porque você quer achar o Luke?
– Pra falar que eu fiquei com outro cara, ué.
– Thalia, shiu. Isso é Spring Break, ele também ficou com outra. O que acontece em Cancun fica em Cancun, entendeu? E ainda temos dez dias, você não vai querer que role estresse logo no segundo dia de viagem! Curte mais, cara, no avião de volta vocês se entendem.
Ela suspirou e assentiu.
– É, tem razão.
– Eu sempre tenho razão. Vocês deviam me escutar mais, sabia?
– Se te escutássemos seríamos expulsas.
– Tem razão.
Senti meu celular vibrando no bolso de trás. Era uma mensagem do Percy.
“Strip-tease. AGORA.”
“Não, me obrigue.”
Então, tive uma ideia.
– Thalia, você sabe falar espanhol, certo?
Thalia deu de ombros.
– Mais ou menos. Porque?
– Vem comigo.
Arrastei Thalia para fora do hotel e fomos para um ponto de táxi. Entramos lá dentro e o motorista logo falou:
– Cuál es el destino, señoras?
– Fala pra ele nos levar até o Sex Shop mais próximo.
– Annabeth! – ela me bronqueou.
– Anda logo, Thalia! Nunca foi em um Sex Shop?
– Não!
– Bom, então talvez você possa comprar algumas coisinhas pra usar com o Luke. Fala logo!
Thalia bufou. Ela falou alguma coisa em espanhol com o motorista do táxi, que soltou um risinho e acelerou. Em pouco tempo, tínhamos chegado à loja.
– É rapidinho, pede pra ele esperar – falei.
– Annabeth, pegamos outro táxi na volta, ou vamos andando. O hotel é logo ali.
– Chata – retruquei. Saímos do táxi e entramos no Sex Shop.
– O que é que você vai comprar aqui, Annabeth?
– Algemas – respondi.
– Algemas? Porque algemas?
– Porque sim. E um chicote também seria bom.
– Annabeth!
– Para de gritar meu nome! – falei, rindo.
Fui até a vendedora da loja que, felizmente, falava inglês. Ela me vendeu dois pares de algemas, um par era prateado e o outro era dourado. Caberiam no pulso do Percy com facilidade, e ele nunca conseguiria sair, mas, se aquelas algemas entrassem no meu pulso, eu conseguiria me soltar com facilidade. Como não tinham chicotes (fiquei chateada), só comprei as algemas mesmo, e voltamos a pé até o hotel, falando com muitos muchachos e conversando sobre a vida.
– Mas, Annabeth, essas algemas nem cabem no seu pulso! Porque as comprou?
– Não são pra mim, Thalia.
– São pra quem?
– Eu te falei que eu ia fazer um strip-tease pro Percy.
Thalia me olhou confusa, então pareceu entender. Ela fez uma cara de nojo e começou a sacudir a cabeça feito um cachorro molhado.
– Eca, eca, eca! – ela disse. – Você vai algemá-lo?
– Dã-ã.
– QUE NOOOOOOOOOOOOOOOOOOJO!
– Não é nojento, Thalia, meu Deus. Posso emprestar pra você depois.
– ECA!
– Ei, essas algemas não vão tocar nada dem...
– Para de falar, Annabeth! Para de falar! – ela disse, rindo, e eu comecei a rir também.
– Ah, Thalia, você tem tanto o que aprender.
Thalia me abraçou pela cintura e caminhamos sincronizadamente até o Hotel. Uns quinze minutos depois, passamos pelo saguão e subimos até a suíte. Tomei outro banho, coloquei uma regata vermelha justa e um short Jeans. Calcei um chinelo e prendi meu cabelo em um coque, devido ao calor e que meus ombros ardiam um pouco. Guardei as algemas nos bolsos, só por via das dúvidas.
Eis que, quando eu finalmente achei a bosta de carrinho de comida no quarto andar, antes que eu acabasse meu pacote de salgadinhos Cheesy Poofs, alguém me puxou pela cintura para um corredor escondido nas laterais do corredor principal.
– AI, PERCY! – gritei. – Eu estava comendo!
– Shiu – ele disse, me beijando. Suas mãos apertavam minhas coxas e seu corpo me prensava contra a parede. Eu não conseguia me mexer, o que foi meio tenso, mas tudo bem. Com esforço, consegui guiar minhas mãos até o seu cabelo, sem desgrudar seus lábios dos meus.
– Percy, eu... – tentei falar, mas ele me interrompeu.
– Caralho, Annabeth, cala a boca. Você não sabe há quanto tempo eu quero transar com você. Eu nunca quis tanto foder alguém.
Eu fiquei sem reação. Eu nunca fico sem reação, socorro! Perseu tinha mais iniciativa do que qualquer um que eu conheça, até do que os californianos. O que eu falava agora?
Não precisei me preocupar com o que eu iria falar, já que ele me puxou pela nuca com muita força, até começarmos a nos beijar novamente. Percy estava sendo bruto e feroz, não me deixava me mexer nem por meio segundo, e se eu conseguia me mover, era um dedo pra afagar seu cabelo. Fora isso, nada.
Que merda, Percy. Você está dificultando as coisas.
– Percy, para, para, para – eu disse, enquanto ainda nos beijávamos. Ele se afastou.
– O que foi agora?
Eu suspirei.
– Você, eu, quarto. Agora.
Percy sorriu com malícia e me jogou sobre os ombros como um saco de batatas.
– Você adora me ver nessa posição, hein? – indaguei, e ele riu.
– Adoro ficar tão perto assim da sua bunda – ele respondeu, e eu ri mais ainda. Ele me deu um tapa no quadril, o que me fez estremecer um pouco. – O que você tem no bolso?
Merda, as algemas.
– Não é nada, é só o meu celular – menti.
Antes que eu percebesse, Percy me colocou no chão. Já havíamos chegado à sua suíte. Ela era completamente diferente da minha. As paredes eram brancas e os móveis eram pretos modernos, com uma televisão maior que a minha casa e uma cama king size ao quadrado no meio.
Ele trancou a porta e se aproximou de mim. Levou às mãos aos meus bolsos traseiros e tirou as algemas de lá. Ele riu.
– Só o seu celular, é?
– Ok, me devolve isso – falei, tentando pegar as algemas. Ele esticou os braços, fazendo as algemas ficarem muito altas para um ser da minha estatura pegá-las.
– Não, podemos brincar bastante com isso.
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