Bad Girls
6 Gossip girl
Notas iniciais
Enfimmmmm, como eu tenho vários leitores, eu vou ser malvada e aumentar o número de reviews pra 20! AUHAUHAUAH me xinguem se quiserem u_u Aproveitem!
You know where you are? You’re in the jungle, baby! You gonna die!
– GENTE, quero apresentar vocês à Annabeth – Clarisse disse, me puxando para o fundo da sala, quase me fazendo tropeçar. – Luke e Thalia, vocês já conhecem ela. Nico e Jason, essa é Annabeth Chase. Cadê o Valdez?
– Ainda não chegou – respondeu, Thalia. – Oi de novo, Annabeth!
Eu sorri para Thalia e para Luke. Nico veio falar comigo.
– Oi, Annabeth. Eu sou Nico, Nico Di Angelo.
– Já fizemos literatura juntos, não fizemos? – eu perguntei. – Ah, é! Você é aquele menino que perguntou se os boatos eram verdade!
Nico ficou vermelho.
– É, mas... Sabe, eu...
– Você está vermelho! – eu disse, rindo. O menino ficou mais vermelho ainda. – Ah, que bonitinho, ele tá vermelho!
Luke, Thalia e Clarisse riram da cara do Nico, que sentou na cadeira meio emburrado. Jason, que mais tarde eu descobri ser irmão mais novo da Thalia, veio falar comigo, e ele não ficou vermelho. Ele estava falando sobre quando ele estacionou na vaga da Calypso e ela teve um surto psicótico e perseguiu ele por uma semana até que ele tirasse o carro de lá. Eu não pude evitar e gargalhei.
– Essa menina tem problemas! – eu disse, enquanto Jason contava a história. Logo em seguida um menino (bonito, bem bonito) entrou na sala. Ele veio reto até onde estávamos.
– Ei, Nico! – ele disse. – Porque está tão vermelho?
Nico grunhiu alguma coisa e baixou a cabeça, o que me fez rir.
– Annabeth – disse Thalia, me puxando pelo braço e interrompendo minha conversa com o Jason. – Esse é o Leo Valdez.
– Enchanté – ele disse, e beijou a minha mão. Eu ri da cara dele.
– Prazer – respondi, rindo.
– Me falaram muito de você nessas duas aulas, Annabeth.
– Ah, é. Eu atropelei o time de futebol, eu derrubei café na Calypso e blá blá blá.
– E pegou detenção por falar que a professora fazia colsplay de prostituta – Thalia complementou.
– É, isso também.
– Não sabia desse último quesito – ele disse, rindo. – Que professora?
– Hécate – eu respondi. – De química. Fala sério, pra que empinar tanto a bunda quando está ensinando química para adolescentes? Ela quer estuprar alguém?
Todos riram, e então uma loira adentrou a sala. A gravetinho. Calypso.
Lógico que, antes de realmente entrar na sala, ela fez um show para o namorado, quase derrubando o Percy no chão.
– Eca – disse Thalia, quando Percy apertou a bunda da Calypso. – Esses dois não tem vergonha na cara.
– Devem ter, ele não apertou nada, gente – eu disse. – A gravetinho nem tem bunda, ele deve ter apertado e sentido o osso, irc.
Eles riram de novo, dessa vez ainda mais alto, o que fez o casal mais lindo (só que não) da escola parar de se beijar e olhar para nós. Todo mundo ficou quieto, menos eu, que continuei gargalhando histericamente com direito a apontar os dedos. Logo depois eles continuaram a rir.
Pelo que parecia, eles tinham medo do Percy e da Calypso.
Gravetinho se despediu do namorado dela, e entrou na sala, caminhando decidida. Ela parou na minha frente, e mesmo sendo mais alta que eu, não me deixou intimidada.
– Por acaso você tem algum problema comigo, Annabeth? – ela perguntou.
– O que? – questionei, colocando a mão no peito. – Claro que não, poxa! Por que você pensou isso? Por que deixei você cheirando a café frio ou por que eu apontei para você enquanto estava rindo? Nossa, Calypso, você está me julgando muito mal.
Calypso semicerrou os olhos, me encarando com pose de quem realmente dava medo, apesar de que raquítica e alta do jeito que ela era, parecendo um gigante, era difícil ela assustar alguém.
– Escuta aqui, garota, eu não sei qual é a sua, mas acho melhor você seguir o meu conselho e não se meter comigo, ou com o Percy, ou com mais qualquer um do time de futebol, exceto esses aí – ela disse, apontando para Luke, Nico, Jason e Leo, que gritavam alguma coisa sobre One Direction ser uma banda de gays.
– Escuta você, querida, eu não tenho o mínimo interesse de me meter com o Percy, sua cambada gayzinha do time de futebol ou com a sua cambada de gravetinhos ambulantes que dançam que nem balões de posto de gasolina. Qual é a minha? Qual é a sua, que surtou por que eu estacionei em uma mísera vaga de estacionamento? O que, não sabe perder? E mais, contar pro seu namoradinho que eu derramei café em você foi completamente desnecessário, gravetinho. O que você achou que ele faria, me daria um soco? Ah, coitada, esqueci que não consegue resolver os próprios problemas sozinha. Mas ó, vou te dar uma dica, você sem fazer nada, é muito melhor do que seu namoradinho gay encubado fazendo alguma coisa.
Calypso bateu os pés no chão, furiosa. Tive a leve impressão de que todos estavam nos olhando.
– Ugh, garota idiota! Você não sabe com quem está se metendo.
– Sei, sim. Com uma líder de torcida gravetinho que namora um gay.
Gravetinho deu meia-volta e jogou todos os fios loiros na minha cara, que cheiravam à esgoto e ovo podre. Deve ser o efeito do café frio que eu joguei nela. Ela sentou-se violentamente na cadeira, como aqueles adolescentezinhos mimados fazem quando a mamãe não dá o que eles querem. Eu dei de ombros e me virei, começando a rir com Clarisse e Thalia.
Então o professor de geografia chegou.
– Bom dia, alunos – ele disse. – Mais uma aula de geografia e blá blá blá, pra quem não me conhece, eu sou o Pã. Ouvi dizer que temos uma aluna nova.
Clarisse me deu uma cotovelada.
– Ah, sim, sou eu, professor – eu disse. Pã olhou para mim.
– Levante-se e se apresente, por favor.
Bufei. Me levantei de novo.
– Sou Annabeth Chase, blá blá blá, sou da California blá blá blá, pronto. Posso sentar?
Pã assentiu, com uma expressão ainda indecifrável no rosto. Eu sei que saí mais grossa do que deveria, e Pã parecia ser mais legal do que Hécate, mas eu realmente estava farta de me apresentar.
– Bom, Annabeth Chase, bem vinda à Goode. Soube que pegou detenção pelo resto da semana por falar algo sobre a bunda da Hécate.
A sala inteira riu.
– Ela não precisa ficar se empinando para escrever na lousa.
– Concordo, concordo – ele disse, ainda folheando algumas pastas. – Bem, Annabeth, seu registro diz que você é uma aluna muito inteligente, apesar de não prestar atenção nas aulas. Como consegue tirar notas boas sem estudar e sem prestar atenção?
Eu dei de ombros.
– Sei lá.
Pã assentiu e voltou a folhear as pastas.
– Qual é a dele? – eu perguntei para Leo, que estava sentado atrás de mim. Ele deu de ombros.
– Não sei, mas ele é legal – Leo respondeu.
– Bom, turma, no semestre passado aprendemos sobre as guerras que mais marcaram o Estados Unidos. Alguém pode me dizer uma dessas guerras?
– As guerras mundiais – Calypso disse.
– Srta. Atlas, apressada como sempre – Pã disse, sorrindo. – Já conversamos sobre isso, não? Erga uma das mãos e espere até que eu te chame.
Calypso se encolheu na carteira e me olhou com raiva, como se eu fosse a culpada de tudo aquilo. Conti uma risada.
– Mas sim, Srta. Atlas, as guerras mundiais não só marcaram o nosso país como marcaram o mundo inteiro. Semana que vem, teste oral sobre as guerras mundiais na... Segunda? Sim, segunda. Anotem na agenda.
Fiquei completamente boquiaberta. O primeiro dia de aula e aquele professor sem graça já estava passando datas para testes orais?
Xinguei minha mãe mentalmente e peguei minha agenda. “Teste oral com lunático de geografia. Estudar Guerras Mundiais”.
O resto da aula de geografia até que foi legalzinha, mas, quando bateu o sinal, eu fui uma das primeiras pessoas que saiu correndo da sala de aula.
O refeitório da Goode High School era imenso. Maior do que qualquer outro refeitório que eu já tenha frequentado. Haviam várias mesas grandes, com uns 10 ou 11 bancos. O buffet chegava a dar a volta no refeitório, e eu torci para ter algo que prestasse.
Entrei na fila rapidamente, pegando um lugar na frente. Eu estava morrendo de fome, e sou uma boa corredora. Thalia estava logo na minha frente, e Clarisse atrás de mim. Presumi que os meninos estivessem na frente.
– Ei, Clarisse – disse Thalia. – Silena veio hoje?
– Veio, ela estava na aula de literatura – afirmou Clarisse. – Ah, Annabeth, você vai adorar Silena! Ela é uma fofa.
– E dá umas festas ótimas – Thalia completou. Íamos seguindo o fluxo da fila no refeitório, e quando terminei de pegar minha comida, fomos até a mesa onde Luke estava.
Aos poucos, Nico, Leo e Jason foram se sentando.
– Onde está Silena? – Nico perguntou, colocando uma garfada de arroz na boca.
– Não fale de boca cheia, Nico – Thalia pediu, e Nico abriu a boca mostrando a gororoba intensa que se formava em conjunto com sua saliva. Thalia fez uma cara de nojo.
– Deixa de ser nojento! Deve estar assustando Annabeth!
– Ah, relaxa – eu disse. – Já vi coisas piores.
Antes que pudesse explicar o tanto de coisa que eu já havia presenciado em meus 16 anos de existência, uma menina de cabelos castanhos e olhos azuis se sentou ao lado de Clarisse. Eu já ia perguntando quem ela era, porque tinha físico de líder de torcida, mas me controlei.
– AH, ANNIE! – disse Thalia. – Essa é a Silena, Silena essa é Annabeth.
– Espera! – Silena disse, mexendo no cabelo. – Você é a Annabeth? Aquela que...
– Jogou café na Calypso? Sim.
– Oh, meu Deus! Eu te devo uma, Annabeth! – Silena disse, me abraçando. Tive vontade de empurrar ela pra longe e perguntar o que ela tinha na cabeça, mas me controlei. – Calypso quer chegar em casa logo e trocar aquela roupa com cheiro de café, então não vou ter treino hoje! Yupi, isso me deixa com a tarde livre!
– Sem essa de tarde livre, Si – Clarisse disse. – Eu e Annie temos detenção.
– Detenção de novo, Clarisse? Nunca podemos fazer nada por sua culpa! Quando vai aquietar a fuça e escutar em silêncio o que te mandam fazer?
– Ah, dá um tempo, Silena. Você sabe porque eu estou na detenção, é tudo culpa do Jackson...
– Bom, pense duas vezes antes de se meter com o Percy, Clarisse! Quer dizer, o pai dele é dono da Poseidon Travels, aqueles cruzeiros milionários, tem noção de como ele é influente?
– Claro – eu disse. – Típico do Percy correr em socorro para o papaizinho quando se mete em encrenca.
Toda a mesa riu, mas Silena continuou me encarando séria.
– Sabe, Annabeth, eu te conheci hoje e acho melhor você também não se meter com o Percy. Se meta com qualquer outra pessoa, menos com o Perseu.
– Ah, tá, obrigada pelo conselho, Silena – eu respondi, evitando revirar os olhos e voltando a comer o meu hambúrguer.
Depois do almoço, tive uma aula de inglês, com o mesmo professor de Literatura, Quíron. Ela não foi conturbada, já que eu estava sozinha com Thalia naquele tempo, e não havia nenhum gravetinho por perto, ou algum veado do time de futebol. Depois de inglês, tive mais um tempo de sociologia – seja lá o que for essa merda – dessa vez com Leo, que ficava me olhando toda hora com uma certa admiração. Perguntei duas vezes se ele perdeu alguma coisa na minha cara, mas ele dava de ombros e voltava a me encarar segundos depois.
Então, Clarisse me contou que o último tempo era separado para as eletivas que você tinha escolhido fazer. E, óbvio que, como eu era nova na escola, não sabia dessa porra toda e tive que ficar na secretaria analisando a tabela de eletivas disponíveis, até dar 3:00 p.m. e eu ser mandada para a detenção junto com Clarisse por ter feito algo que não era a minha culpa.
Eu ainda analisava a tabela de eletivas, quando senti a minha bexiga se atrofiando e pedi o passe para uma das secretárias, que me olhou desconfiada e hesitou em me entregar o bendito passe, enquanto eu me contorcia para não molhar as calças. Saí correndo até o banheiro feminino mais próximo, e antes que eu saísse da cabine, ouvi vozes conhecidas entrando no banheiro.
– Ai, amiga, eu tô tão desapontada – disse uma. Reconheci a voz nojenta como a gravetinho, também conhecida como Calypso.
– Ain, deusa, fica assim não... – disse a outra voz. Deusa?????
– Como não ficar assim, amiga? Poxa, fala sério, o que eu tenho de errado?
– Nada, o Percy é muito bobo mesmo, amiga... Fica assim não.
– Sabe, Rachel, acho você não está entendendo a gravidade do problema! Eu e o Percy não transamos há três semanas! TRÊS SEMANAS! E quando eu o chamava nas férias para ir lá em casa, ele dizia que tava ocupado...
– Amiga, relaxa, ele não tá te traindo, né? Fala sério, quem é melhor do que você nessa escola?
Qualquer um, pensei.
– Não amiga, lógico que não. Ele nunca me trocaria, né?
– Hm... – disse Rachel, com um certo rancor na voz. – Não acha que ele descobriu sobre sua plástica no nariz, acha?
– Ai, Rachel! Vira essa boca para lá, por favor? Isso foi há anos, eu nem conhecia o Percy ainda! E mais, nariz não interfere na hora H... interfere?
– Não, amiga, claro que não! – Rachel disse. – Já sei! Será que ele descobriu que você colocou silicone?
Mordi o lábio para não gargalhar.
– Rachel, ele nunca ia descobrir isso! Eu não coloquei quase nada no peito, justamente para não ficar estranho, né? E o médico nem quis colocar nada na minha bunda, ele ainda teve a audácia de tirar gordura de lá, agora a minha bunda tá murcha e ossuda! – ela disse, e começou a chorar. Os soluços altos e exagerados ecoavam pelo banheiro, o que era bom, porque disfarçava os risos baixinhos que eu soltava.
– Ai, Cá... Fica assim não, o Percy só deve estar de TPM, né?
Gravetinho riu, e eu realmente não sei se elas estavam brincando ou falando sério sobre o Percy estar de TPM. Será que aquelas antas não sabiam que TPM é só coisa de mulher?
– Ai, Rachel, mas eu realmente tô triste... Poxa, o que eu tenho de errado? Eu lembro que na primeira semana fazíamos isso feito loucos.
– Ah, eu sei, no meu namoro com o Percy também era assim...
Opa, opa, opa! PARA TUDO, gravetinho número 2 vulgo Rachel também tinha namorado o Percy? U-A-U.
– E ele te trocou... Ai meu Deus, Rachel, será que... Será que o Percy vai me trocar?
Era uma boa para eu sair do banheiro. Arrumei a minha meia-calça e escancarei a porta, fazendo um bom barulho ecoar pelo banheiro. As gravetinhos ali paradas olharam para mim com cara de espanto.
– Uau, será, Calypso? Puxa, eu não sei... Se ele tivesse um cérebro, provavelmente iria te trocar, mas duvido que ele seja possuidor de alguns neurônios, então pode ficar tranquila. E mais, plástica no nariz? Silicone? Tsc tsc tsc, Calypso. Nem assim você ganhou curvas, hein? Coitadinha – eu disse, rindo, enquanto lavava as mãos. – E mais, queridinhas, namorar o ex-namorado de uma amiga é “tipo” e primeira lei da amizade. Será que vocês estão sendo honestas consigo mesmas esse tempo todo? Uiiii, xoxo Gossip Girl – eu disse, esticando os dedos fazendo com que pingos de água pingassem nas gravetinhos.
Saí pela porta do banheiro de volta a secretaria, e acho que elas tinham ficado apavoradas demais ao saber que tinha alguém escutando a conversa sobre Percy-não-dar-sexo-para-Calypso o tempo todo para me seguirem.
Quando eu cheguei lá, já eram quase 3:00 p.m. Entreguei o passe para a secretária e fui até a sala das detenções. Havia uma professora lá, que eu não conhecia, e Clarisse já estava sentada lá, juntamente com Nico.
– O que você está fazendo aqui? – perguntei a Nico.
– Ah, é – disse Clarisse. – Nico me ajudou a esmurrar o Percy.
Eu ri.
– Bom, você merece o meu respeito, Di Angelo – eu disse, e Nico ficou vermelho que nem um pimentão. – E se formos amigos acho melhor você parar de ficar vermelho toda vez que eu falo com você.
Nico assentiu e sorriu de leve. Depois disso, mais dois meninos loiros entraram na sala de detenção. A professora saiu da sala e trancou a porta.
– Isso parece uma câmara de gás – eu disse. – Não peidem.
Clarisse assentiu, rindo. Os meninos loiros, depois eu fui perceber, eram gêmeos. E eram bem parecidos com Luke.
– Eu acho que ainda não nos conhecemos – um deles disse, se aproximando.
– Quer dizer, nós te conhecemos mas você não nos conhece – o outro disse, acompanhando o irmão, que revirou os olhos.
– É, tanto faz. Eu sou Connor Stoll, esse é meu irmão, Travis.
Eu assenti.
– Eu sou Annabeth Chase, hm, prazer?
Os meninos assentiram.
– O prazer é nosso! Sabe quantas vezes já aprontamos com a Calypso e não tivemos reconhecimento? – disse Travis. Ou Connor, sei lá. Eu sorri, e então me lembrei da conversa entre Calypso e Rachel.
– AH, CLARISSE! – eu disse. – Hoje quando eu estava na secretaria vendo as eletivas disponíveis, tive que ir no banheiro, e antes de eu sair da cabine, Calypso e Rachel entraram...
– Ai meu Deus, você ficou ouvindo a conversa? – perguntou Clarisse.
– Lógico. Olha, é verdade que a Rachel já namorou o Percy?
Nico socou a cadeira, e eu olhei para ele confusa.
– O que foi, Nicola? – eu disse, e Clarisse riu com o apelido.
– Ih, não queira saber.
– Não, eu quero – falei, me sentando na mesa. – O que aconteceu entre a Rachel e o Percy?
Nico se acalmou, então se sentou na cadeira, de frente para mim.
– Escuta, não é novidade que eu odeie o Percy, e olha que somos meio que primos. Eu cresci junto com ele, e nunca achei que ele pudesse ser tão... Idiota.
– O que ele fez? – perguntei, enquanto ouvia urros de um dos gêmeos. Clarisse estava fazendo queda de braço com eles.
– Foi ridículo. Eu tenho uma irmã, Bianca, ela foi adotada junto comigo. Ela era completamente apaixonada pelo Percy desde uns 14 anos. Então, ano passado eles ficaram em uma festa. Eu achava o Percy super gente boa e fiquei felizão por ela estar namorando com ele, que era mais ou menos o meu melhor amigo. Então sabe o que o filho da puta fez?
– Não – fui sincera.
– Ele traiu a Bianca. Ele traiu a Bianca com a Rachel – ele disse, e socou a mesa mais uma vez, dessa vez com mais força. – Eu nunca mais olhei na cara dele desde então. Ele ainda tentou se reconciliar comigo, nos jantares de família... E então, alguns meses depois, ele trocou a Rachel pela Calypso. No meio do nada, sem mais nem menos.
– Dizem que ele fez um ménage com a Rachel e a Calypso, que era melhor amiga e seguidora da Rachel naqueles tempos – se intrometeu Travis. Ou Connor, sei lá. – E ele acabou preferindo a Calypso. Não se pode acreditar muito nessa teoria, mas...
– O Percy é tão canalha assim? – indaguei. Nico deu de ombros. – E a sua irmã, Bianca, como ficou?
– Ela reagiu super mal. Ela amava o Percy, Annabeth. Eu lembro que... Teve uma vez que... Eu entrei no quarto dela e, e ela estava lá e... No chão... Remédios... – Nico tentava continuar falando, mas ele começou a chorar. Clarisse revirou os olhos, mas eu fiquei com pena dele.
– Ela tentou se matar? – perguntei, enquanto ele estava de cabeça baixa. Ele assentiu.
– E quase conseguiu. Se eu chegasse um segundo mais tarde...
– Ei, Nico, não chore... – eu disse. – É passado, não é? E depois, o que aconteceu com ela?
– Ela está em Paris, fazendo Intercâmbio. Volta essa semana, no sábado, bem quando temos jantar em família. Eu queria dar uns sopapos na cara do Jackson... O fim do namoro dele com a Bianca quase custou a vida dela...
– EI, EI, EI! – interviu Clarisse. – Vamos parar de depressão, ok? Já não basta essa sala totalmente branca como cenário, você vai traumatizar a menina! Agora, Annabeth, me conta porque você foi expulsa da sua escola na California.
Revirei os olhos. Contei para eles sobre Klaus e a antipatia do professor comigo no mesmo instante que pousou os olhos em mim. Então falei sobre a punhetagem no fundo da sala e que eu era uma protagonista daquela cena maravilhosa. Clarisse explodiu em risadas, enquanto Nico, Travis e Connor pareciam maravilhados. Acho que eles nunca foram masturbados por outra pessoa.
– Não acredito que você fez isso! Annabeth, sua sem vergonha! Depois você reclama do Percy e da Calypso!
– Ah, qual foi, eu não fazia aquilo para todo mundo ver. Eu era discreta, aquele professor xereta que não devia estar lá.
Continuamos conversando sobre as minhas “safadezas” quando eu era mais nova, e as duas horas passaram correndo. Me despedi do Travis e do Connor, e ofereci uma carona para a Clarisse, já que descobri que ela morava perto da casa do meu tio. Nico nos acompanhou até o carro, e então eu saí dirigindo que nem uma bêbada de novo, com Clarisse berrando ao meu lado para que eu fosse mais devagar e rindo ao mesmo tempo.
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