Bad Girls

7 Schoolin' life


Notas iniciais
BOM, como amanhã eu só vou entrar no computador a noite, eu vou postar logo o capítulo hoje ^.^ sou muito legal, eu sei sdkadldkajd enfim, aproveitem e_e

Who needs a degree when you’re schoolin’ life?


Eu tenho que confessar, mesmo estando odiando me mudar para Nova Iorque, o pessoal da escola até que era legalzinho – alguns, claro. Não me deixe começar a falar sobre as gravetinhos ou sobre Percy Jackson.


Depois que eu parei no Mc Donald’s com Clarisse, que ria feito uma condenada e falava que eu era uma louca no trânsito, deixei ela em casa e estava à caminho da casa do meu tio. Fiquei aliviada em estar voltando para “casa”.

Estacionei na tal vaga do Gavin, e nem os cinco lances de escada me deixaram ficar desanimada. Subi as escadas rapidamente, abri a porta do apartamento com a minha chave e quase deitei no chão de tanta felicidade. Tranquei a porta, joguei minhas roupas em qualquer lugar à caminho do banheiro e demorei horas e horas no banho.

Quando saí, coloquei um pijama. Já eram 7:00 p.m., e eu pretendia ir dormir cedo – não porque iria me acostumar, mas sim porque eu estava exausta. Arrumei as roupas que eu larguei no chão com preguiça e joguei elas em algum canto do meu quarto, mais tarde eu arrumo. Pedi uma pizza de pepperoni, liguei a TV da sala de estar e peguei meu notebook. Entrei com o meu login no facebook e quase cuspi a coca-cola que eu estava tomando.

CEM PEDIDOS DE AMIZADE.

Cem pedidos? Eu nem tinha conhecido cem pessoas àquela manhã. Que porra é essa?

Fucei pelos pedidos para aceitar primeiro quem eu realmente conhecia. Thalia, Luke, Nico, Leo, Clarisse, Silena e Jason. Confere. Fui baixando mais. Grover, Connor, Travis. Aceitei todos.

Então a audácia começou. Drew, uma das gravetinhas. Aceitei. Rachel Elizabeth Dare. Quem era Rachel Elizabeth Dare e quem se chama Rachel Elizabeth Dare hoje em dia? Fui fuçar no facebook dela. É a gravetinha número 2, a ruivinha que foi trocada pelo Percy. Hm... Aceitei. Calypso Atlas. Tive uma crise de riso. Resolvi deixar o pedido apodrecendo por um tempo, e voltei a fuçar a lista. Charles Beckendorf. Quem é Charles Beckendorf? Aceitei. Chris Rodriguez, mais um desconhecido. De onde aquela gente tinha surgido?

Fui aceitando todo mundo. Se eu fosse parar para ver os nomes e só aceitasse quem eu conhecesse, não iria acabar aceitando ninguém. Faltavam ainda dois pedidos, e eu fiquei encarando a tela por longos segundos. Percy Jackson e Calypso Atlas. Revirei os olhos e aceitei logo de uma vez. Se eles vierem falar comigo, bloqueio eles.

Fui para o twitter, e até no twitter essa gente tinha me achado. Segui todo mundo de volta sem nem prestar atenção nos nomes. Povo fedido que fica me procurando na internet. Twittei algo do tipo “cheguei em casa agora e tenho 100 novos followers e amigos que a maioria são pessoas que eu nunca vi na vida”, e continuei twittando mais alguma merda, típico de mim. Thalia veio falar comigo no twitter, e Krystal deve ter visto a conversa, porque se intrometeu.

“@ThaliaGrace @AAChase posso saber doq vcs tão rindo?”

Não, tive vontade de falar. Você não é a minha dona. No mesmo instante, Thalia me chamou no facebook querendo saber quem era a tal Krystal. Expliquei que era uma amiga minha da California e falei para que ela não twitasse mais naquela conversa que eu me resolvia com a Krystal.

“@KrysCC o que você tem, fia? não posso mais conversar com os outros?”

Bem, então, imaginem que aquilo desencadeou em um grande barraco entre eu e ela no twitter, com direito a intromissões da Haley, Clarisse, e até o Grover apareceu por lá. Fiquei irritada quando a Krystal disse para que eu “esquecesse” ela e ficasse com as minhas “bff’s de Nova Iorque”. Haley disse que estava com saudades, mas logo depois saiu. Bufei e desliguei o computador antes que eu me estressasse. Tive vontade de chutar tudo o que eu via pela frente.

Então a minha pizza chegou.

Peguei algum dinheiro na minha carteira e fui atender a porta. Eu quase desmaiei quando vi quem estava do lado de fora do apartamento.

– Oi, deixaram isso por engano na... – então ele me viu. – Ah, só pode estar de brincadeira.

Percy Jackson estava parado do lado de fora da porta, segurando a MINHA caixa de pizza e vestindo só uma calça cinza de moletom. Talvez eu pudesse descontar minha raiva nele e dar uns chutes naquela sua barriga branca.

– O que é que você está fazendo aqui? – eu perguntei, com descaso. Percy ainda me encarava de cima a baixo, e eu me esqueci que estava só com uma blusa de manga comprida que não passava da barriga e de calcinha.

Eu não estava esperando que aquele idiota me entregasse a merda da pizza.

– Eu moro aqui embaixo, no 400. É você que está esmurrando o chão? Tenha mais cuidado, garota.

Peguei a pizza da mão dele.

– Então volte à sua vidinha miserável, e eu vou continuar esmurrando o chão, ok? Tchau.

Antes que eu batesse a porta, ele colocou o pé na brecha.

– Você ainda está me devendo o dinheiro da pizza.

– Que dinheiro da pizza, meu filho? Tá ficando louco, é? Se a pizza foi no apartamento errado o problema foi seu, você que devia ter falado que era no andar de cima, você quem quis pagar. Agora, tchau, eu vou comer a minha pizza na minha casa, chutando o assoalho e fingindo que você não existe.

– Porque você é tão arrogante, garota?

– Arrogante? É você quem está me impedindo de fechar a porra da porta e eu que estou sendo arrogante? Me erra, vai. Porque não vai ali embaixo fazer outro ménage com a Rachel e a sua namoradinha? Ah é, esqueci que vocês não transam há três semanas.

Percy engoliu em seco e franziu o cenho.

– Como é que você sabe disso?

– Não te interessa, meu filho. O que foi, hein, Percy? Tá com medinho de entrar na sua namorada de novo? Bem, eu vou te dar uma dica, ela está desesperada chegando a culpar a plástica no nariz e o silicone no peito, que vamos combinar que não adiantou porra nenhuma. Transa com ela logo, larga de ser frouxo. Agora, com licença que eu tenho que comer a minha pizza que, oh! Veio de graça. – eu completei, e bati a porta na cara dele. Ele continuou esmurrando a porta por mais uns cinco minutos mas desistiu e deve ter voltado ao seu apartamento. Não acredito que eu sou vizinha daquele merda.

Peguei meu celular.

– Alô? – Clarisse atendeu.

– Clarisse, você não vai acreditar no que acabou de acontecer.

– O que foi?

– Escuta... – eu disse, pisando no chão com força. – Porque não vem aqui pra casa? Posso te dar uma carona, sei que você gostou da adrenalina.

Clarisse riu do outro lado da linha.

– Não sei, Thalia está aqui em casa, ela brigou com a madrasta...

– Traz ela também! – eu disse. Ouvi Clarisse falando com Thalia, enquanto eu ainda sapateava no chão do apartamento.

– Ok, nós estamos indo. Onde é?

Passei o endereço para Clarisse, e enquanto isso continuei sapateando no piso, e quando eu encostava meu ouvido no chão, conseguia ouvir Percy me xingando. Aquilo era hilário.

Coloquei uma calça de moletom, pois o tempo estava esfriando. Poucos segundos depois de mais alguns pulos no assoalho, a campainha tocou. Fui atender saltitando, só para irritar ainda mais o Percy. Eram Clarisse e Thalia, com duas mochilas e um pote de sorvete nas mãos. Thalia estava chorando visivelmente.

– Meu Deus, Thalia, o que foi que aconteceu? – eu perguntei.

– A vaca da minha madrasta – ela disse, soluçando. Clarisse passou os braços pelos seus ombros e fez uma careta.

– Mas enfim, Annabeth, o que queria me contar?

– Vocês não vão nem acreditar em quem mora aqui no apartamento de baixo – eu disse, pulando.

– Quem? – as duas perguntaram, em coro.

– Só o babaca do Percy Jackson. Eu pulei a noite inteira justamente porque isso irrita ele. Alguém tá a fim de deixar o Jackson mais irritado?

– Isso é bullying – disse Clarisse, rindo. – E eu estou MUITO A FIM!

Então, alguns minutos depois, três adolescentes loucas estavam pulando no piso com toda a força, enquanto comiam sorvete e discutiam sobre a madrasta de Thalia.

Imaginem a cena quando meu tio chegou. Havia um ponto de interrogação estampado na sua testa.

– O que está acontecendo aqui? – ele perguntou. Olhei o relógio e já eram 01:00 a.m., a hora que ele geralmente chega em casa. Acho que acabamos pulando demais, e devíamos estar impedindo Percy de dormir.

– Ah, tio, essas são Thalia e Clarisse, elas são minhas amigas. Conheci elas hoje, e estamos pulando para irritar um colega nosso que mora aqui embaixo.

Meu tio franziu o cenho.

– Mas... Quem mora aqui embaixo é... Ah. Claro – ele respondeu, pulando algumas vezes. – Odeio esse vizinho de baixo. Mas então, que coincidência você ter conhecido Thalia.

Ergui uma sobrancelha e alternei meus olhares entre meu tio e Thalia.

– Como assim, coincidência? Vocês já se conheciam?

– Annabeth, querida – ele disse. – Thalia é minha irmã por parte de pai, assim como Jason. De um caso extra-conjulgal de seu avô.

– Meu Deus – eu disse, me virando para Thalia. – VOCÊ É A MINHA TIA!

Thalia me abraçou, rindo. Clarisse entrou no abraço mesmo não tendo sido convidada, e até meu tio nos abraçou. E recomeçamos a pular.

Alguns minutos depois da pulação, meu tio se jogou no sofá da sala para ver alguma luta, e eu levei Thalia e Clarisse até o meu quarto. Liguei o ar condicionado e deixei o ar gelar por algum tempo, e como estávamos suadas de tanto pular, iríamos ter que tomar outro banho. Clarisse foi primeiro.

– E aí, tia – eu disse. – O que a sua madrasta, que é a minha avó, fez pra você?

Thalia riu.

– Ela é ridícula, Annabeth. Parece que me odeia, sabe? Me fez limpar a casa, a casa inteira, que não é pequena. E quando eu acabei, ela disse que ainda estava suja, e eu tive que limpar de novo. E depois de eu limpar aquela casa três vezes, ela... Ela apagou o cigarro em mim, e disse que eu teria que aguentar a dor sendo uma rejeitada, e que se o meu pai soubesse disso ela iria me matar.

– Mas ela não quis dizer sério, né?

Thalia deu de ombros. Eu peguei o braço dela, e havia uma queimadura parcialmente nova ali, no meio de muitas outras.

– Cara, você não quer colocar gelo nisso aí?

– Não precisa, Annie, eu já me acostumei com a dor. Eu nem sinto mais.

Eu suspirei. Odeio ter que consolar os outros, mas eu realmente gostei da Thalia. Ela parecia ser legal, e acho que poderíamos ficar, hm, amigas, mesmo ela sendo um pouco certinha.

– Sabe o que você tem que fazer? – eu disse. – Você é muito certinha, Thals. Precisa se libertar, ser rebelde, mostrar que ninguém pode mandar em você e nem apagar cigarros em você! Ah, amanhã você vai para a escola transformada.

– Annabeth, eu não...

– Sem nenhum pio, ok? – Clarisse entrou no quarto. – Eu vou tomar banho enquanto penso em formas de ajeitar o uniforme pra ele valorizar esse corpitcho – eu impliquei, beliscando uma de suas coxas.

Fui tomar banho, pensativa. Aquela saia da Thalia ainda não estava curta o suficiente, e talvez ela pudesse usar aquelas calcinhas-short por baixo e colocar uma coisa mais curta. A blusa... Bem, chegou a hora de Thalia mostrar seu corpinho.

Saí do banheiro em êxtase, mesmo sendo duas da manhã. Eu ainda estava elétrica. Conversei com Clarisse sobre o que eu havia decidido fazer, e ela disse que também queria uma transformação. Comemorei.

Quando Thalia saiu do banho, começamos a trabalhar. Estiquei o uniforme na cama, e analisei-o bem. Pedi para que ela vestisse o uniforme, e assim foi bem mais fácil de trabalhar. Peguei uma calcinha-short minha que era preta, da mesma cor da saia. Cortei ela beeeeeeeem curta, mais ou menos do jeito que eu uso as roupas, e usei uma gilette para desfiar. Fiz a mesma coisa na saia da Clarisse.

Então, as blusas. Cortei elas na altura do umbigo, depois costurei um pouco para que não ficasse muito vulgar. Se elas fossem curtas, Thalia e Clarisse iriam acabar sendo chamadas de putas, ou pior, de líderes de torcida. Enquanto tocava Sweet Child O’ Mine, do Guns N’ Roses, fiz os ajustes finais nas roupas delas.

– E a gravata? – perguntou Clarisse.

– Dã-ã – eu disse. – As gravatas continuam a mesma bosta. Gravatas são sexys.

Fucei meu armário, e emprestei duas meias 7/8 para elas, pretas e com a cinta-liga. Aquilo era indispensável e eu tinha dúzias; duas não iam fazer muita falta. Fizemos um pequeno desifle de moda enquanto eu aplaudia e ficava gritando “gostosas!” para elas, e acabávamos caindo no riso.

Eram 4:00 a.m. quando caímos no sono.

Notas finais
Percy #bullyinado mas ok msdlasdmoasd e aí, o que acharam? como esse capítulo tá meio lixinho, com 15 reviews eu continuo u_u e eu sei que o título não teve nada a ver com o capítulo mas divas não devem explicações então oskoaiokd beijos e até maishhhhh