Notas iniciais
OI POVO, aí vai o primeiro capítulo, espero que gostem (:

Prólogo

Annabeth Chase. 16 anos. Cabelos loiros e cacheados. Olhos cinzentos únicos. Ar de superioridade.

Residente em São Francisco com a sua mãe, Atena Olimpus Chase, uma arquiteta muito prestigiada e conhecida em todos os Estados Unidos, e uma amiga da mesma, Carolline Wallack.

Annabeth Chase nunca foi uma pessoa muito fácil de se lidar. A garota era decidida, astuta e fazia tudo que estivesse ao seu alcance para irritar a mãe, mesmo que esse ato fosse inconsciente. A menina era rebelde, não ligava para nada nem ninguém, e já havia feito qualquer coisa que esteja ao limite de sua imaginação.

Aos cinco anos, seu pai, Frederick Chase, abandonou a mãe para se casar com outra mulher, com qual ele já tinha duas filhas. Malcolm, irmão mais velho de Annabeth, na época com 15 anos, resolveu se alistar no exército. Nunca mais foi visto desde então.

E Annabeth deu início aos seus atos rebeldes e inconsequentes.

Na primeira escola onde estudou, a Califórnia Minds Open School Of Childs (ou CMOSC), uma escola muito conhecida e prestigiada, com uniformes com direito à gravatas e saias longas, Annabeth já dava início ao seu comportamento bruto e impensado. Ao mínimo dos xingamentos, por mais sem intenção que fossem, a loirinha se irritava e socava a cara dos agressores verbais, com direito a dentes caindo e muito, muito sangue.

Aos 10 anos, Annabeth perdeu a conta de quantos dentes já havia arrancado na CMOSC. Após pedir permissão à professora para ir beber água, o bebedouro a surpreendeu e acabou molhando sua saia, dando a impressão de que a mesma havia feito xixi. Annabeth deu de ombros e entrou na sala de aula, sendo motivo de piada e de cantorinha dos coleguinhas. “Annabeth fez xixi, Annabeth fez xixi!”, eles cantavam. A menina não poderia agredi-los dentro da sala de aula, certo?

Ao contrário do que as outras meninas faziam (correr para a saia da professora chorando de vergonha), Annabeth abaixou a saia e a calcinha, cantando junto com os colegas “Annabeth fez xixi!” sem nenhuma vergonha.

Aquela cena certamente marcou a vida dos seus colegas, e de Annabeth, que fora expulsa da escola minutos depois.

Annabeth era o sinônimo de problema. Atena não conseguiu matriculá-la em nenhuma outra escola particular (todas souberam do incidente do xixi e das agressões por xingamentos inocentes), e então a arquiteta limitou-se a contratar um professor particular até que Annabeth fizesse 14 anos e fosse para uma escola pública.

Os anos que se seguiram com Annabeth sozinha em uma sala vazia, desafiando e respondendo o professor foram tediosos e nada agradáveis para a menina. A cada mês um professor novo surgia, ensinando a mesma baboseira que o professor anterior ensinara, e a loira acabava por ter que pesquisar ela mesma sobre as aulas na internet. Annabeth podia ser desafiadora e rebelde, mas um fato que escondia de todos à sua volta era que ela era muito inteligente.

O primeiro ano na California High School foi muito emocionante para Annabeth. Ela passou a andar com pessoas que nem ela, desafiadoras e sem medo do que pudesse acontecer a cada palavra dita e repetida. Quase todos os professores da escola pediram demissão após dar aula para a turma dela.

Mas, sem hesitar, a melhor parte fora que arranjou um “namorado”, por assim dizer. Eles não estavam exatamente juntos, mas havia feito algumas besteiras após as festas, quando estavam chapados ou até sóbrios e conscientes. De acordo com Annabeth, aquele menino lhe devia sua virgindade.

Logo depois de uma briga com sua mãe e com o garoto, Annabeth decidiu não ter mais relações com ele. O menino ficou possesso e atirou nela, no pé direito. O dito cujo está preso até os dias de hoje, e após alguns meses de fisioterapia (e depois de ter ficado com o fisioterapeuta), Annabeth se recuperou e anda normalmente.

O seu segundo ano no ensino médio foi ainda mais empolgante. Era uma turma completamente nova, e os professores pareciam ter um certo medo da garota – não lhe dirigiam a palavra e, seja quaisquer atividade que ela ou seus amigos estivessem fazendo, não lhes dava nada mais que um sermão.

Annabeth era uma das meninas mais desenvolvidas de sua turma, com seios fartos, coxas grossas e torneadas, e barriga definida, apesar de ser baixinha. Seus cabelos loiros eram lisos depois de uma progressiva altamente cara, mas ela não ligou. Detestava seus cachos.

A loira não sabia ao certo como isso aconteceu, mas em pouco mais de dois meses de aula, os garotos faziam uma fila no fundo da sala, revezando-se para apertar seus seios. Os professores não viam, ou fingiam que não viam a cena.

Isso se prolongou até o terceiro ano, quando a garota quis fazer mais. Ela elegia garotos cuja ereção, aos seus olhos, era maior, e masturbava-os no fundo da sala, enquanto eles mordiam seu dedo para não gemerem e voltarem a atenção do professor presente para a farra no fundo da sala. Essa cena, a menina tinha certeza, nenhum professor via. Annabeth chegou a ficar com alguns dos meninos masturbados, nada que durou mais de uma semana.

Até que aconteceu.

Era um professor novo, Klaus, que aparentemente não tinha medo de Annabeth. As discussões entre os dois na sala de aula eram intensas, com direito a palavrões e berros que ecoavam pelos corredores da escola. Annabeth vivia na detenção e sendo suspensa, acumulando um ódio mortal de Klaus.

Uma vez, na aula de literatura, Annabeth estava fazendo sua cena com um dos garotos, que gemia baixo enquanto a professora saía da sala múltiplas vezes por motivos desconhecidos, e a sala acabava ficando vaga, sem supervisão de algum adulto. Aquilo dava oportunidade para o menino gemer enquanto aproveitava aquela sensação.

O que, ninguém esperava, era que Klaus estivesse passando por aquele corredor no mesmo instante em que o menino chegara ao seu ápice, gemendo coisas sem nexo e altas. O professor adentrou a sala e viu a cena. Chamou Atena para uma conversa séria, e no mesmo dia, Annabeth fora expulsa.

– ANNABETH OLIMPUS CHASE – a arquiteta gritou, assim que adentraram a casa. – NO QUE A SENHORA ESTAVA PENSANDO? JÁ NÃO ME BASTASSE TODAS AS HUMILHAÇÕES QUE VOCÊ ANDA FEITO, ACHA QUE EU NÃO SEI? E AGORA ISSO? VOCÊ MASTURBOU UM MENINO EM PLENA AULA DE LITERATURA!

Annabeth revirou os olhos. Já estava acostumada aos sermões da mão. Estava no último degrau quando ouviu algo que fez seu coração pular para fora pela boca.

– JÁ CHEGA PRA MIM, ANNABETH. ESTOU FARTA DISSO, FARTA! NAS FÉRIAS DE INVERNO, LOGO APÓS O NATAL, VOCÊ VAI PARA NOVA IORQUE E CURSARÁ O RESTO DO ENSINO MÉDIO LÁ, EM UMA ESCOLA PARTICULAR, E IRÁ MORAR COM O SEU TIO.

Annabeth se virou com os olhos arregalados.

– AH, MAS EU NÃO VOU MESMO! VOCÊ NUNCA FAZ NADA, ACHA QUE PODE FICAR SENTADA NA SUA CADEIRINHA DE COURO NO ESCRITÓRIO ACHANDO QUE É A RAINHA DO MUNDO E SÓ APARECER EM OCASIÕES NECESSÁRIAS, TIPO, HÃ, NUNCA? EU MAL TE VEJO EM CASA E VOCÊ QUER ME DAR LIÇÃO DE MORAL, DONA ATENA? NOSSA, QUE IRONIA.

Atena ergueu a mão esquerda e depositou um tapa em uma das bochechas da filha.

– Nunca me responda desse jeito, está me ouvindo? ESTÁ ME OUVINDO? – Atena repetiu, e Annabeth assentiu. – Você vai para Nova Iorque, não tente contrariar.

Nos meses que se seguiram, a menina fez de tudo para deixar a mãe ainda mais possessa. Dizia que estava vivendo ao som de Bad Girls, da M.I.A., sua música favotira; experimentou drogas novas, realizou inúmeras fantasias, passava semanas fora de casa, mas nada disso mudou a decisão de Atena de que iria mandar a filha para outro estado.

E aqui está ela. Dia 3 de janeiro, arrumando as malas e encaixotando seus pertences para entrar no avião no dia 5. Rumo à Nova Iorque.

Notas finais
E aí, o que acharam? sdkhajsdhasjhd deixem reviews