Bad Girls
64 Only you
Notas iniciais
Only you can bring me back to life.
– Você está mesmo se sentindo bem?
Percy ainda dirigia até o seu apartamento. Tínhamos acabado de sair do Olimpo e ele claramente estava preocupado com a minha pequena crise de choro por causa de Dylan.
– Já disse que estou bem – respondi, saindo mais rude do que gostaria. – Desculpe.
Percy deu de ombros.
– Ainda podemos dar a volta, se quiser.
– Não, está tudo bem. Eu só não posso acreditar que eles chamaram a minha mãe. Como se ela realmente ligasse para mim.
– Não quero dar a impressão de que estou no lado homossexual de Zeus – Percy riu. – Mas a sua mãe se preocupa com você, Annabeth. Será que você nunca se perguntou se, o motivo de ela te mandar para cá, não foi para te proteger?
– Me proteger? Proteger de quê?
– Dylan, talvez?
– Ela é uma arquiteta. Não tem como saber que o Dylan estava na condicional, eu só soube disso na véspera da minha vinda para cá – tentei não me lembrar dos detalhes da minha promíscua noite bêbada com Dylan antes de pegar o avião que me despacharia para Nova York. – E não tinha nenhum perigo lá. Não para mim. Nem sei o que ela estava fazendo em Budapeste. Budapeste não tem os próprios arquitetos.
Percy hesitou, o que me fez estreitar os olhos. Será que ele sabia de algo que eu não sabia sobre a vaca, quer dizer, sobre a minha mãe? Era quase impossível, mas talvez Zeus tenha contrabandeado algum tipo de informação valiosa enquanto eu me desesperava no sofá.
– Você está bem? – perguntei. – Parece meio distante. Sabe que não tem com o que se preocupar?
– Não tenho? – Percy sorriu. – Você é gostosa, Annie, e eu te amo, mas se soubesse que vinha com tanta bagagem assim teria te enrolado por muito tempo.
Não pude deixar de rir.
– Você é malvado.
– Você está sendo perseguida por um ex-namorado maníaco.
– Bom, Calypso também não é a melhor pessoa do mundo.
– Nem de longe ela é a melhor pessoa do mundo, mas pelo menos não está me perseguindo com armas. Ela me persegue nas redes sociais e na vida real, mas nunca me ameaça tão gravemente, e nem atira no meu pé.
– Touché. Espera um pouco, ela te persegue nas redes sociais? Como assim? Mas ela não estava namorando Luke? Achei que o Pesadelo Ruivo fosse a sua nova stalker.
– Bem, muitas garotas me perseguem, então já perdi a conta – ele fez uma careta, mas depois riu. – Mas Luke e ela terminaram. Tipo, ontem.
– O quê? Por que ninguém me conta essas coisas?
– Porque todo mundo acha que você já tem peso nas costas o suficiente com seu ex-namorado querendo te matar, então não falam nada sobre a ex-namorada do seu namorado mandando mensagens de texto para ele com fotos dos seios ou coisa assim.
– Ela fez o quê?
– Ela... – Percy viu o olhar no meu rosto e se interrompeu. – A questão é que, veja bem, quando Luke descobriu que Thalia estava grávida, logo depois que Nico cogitou se matar e se jogar da janela do ônibus, Luke ligou para Calypso, mandou ela se foder e terminou com ela. E, como quer que a monarquia entre Calypso e Rachel funcione, Rachel parou de me perseguir e agora persegue Luke, e Calypso me persegue. O que é uma coisa bizarra, porque se você olhar o contexto da coisa...
– Pare de me enrolar. A Calypso te mandou o quê por mensagem de texto?
– ... O último namorado de Calypso foi o Luke, e não eu, então era ela quem devia estar perseguindo Luke e não a Rachel...
– Percy...
– ... Que nem nunca namorou o Luke, aliás. Não que eu saiba. Eles se odiavam até um tempo atrás, o ainda leva mais bizarrice à relação de Rachel e Calypso, porque...
– Percy!
Quando eu gritei, Percy finalmente se interrompeu, prendendo o riso, e voltou a prestar atenção na estrada.
– A Calypso te mandou o quê?
– Olha, nada. Eu já apaguei, porque eu não ligo para fotos de peitos de outras mulheres no meu celular. Quer dizer, não que eu tenha fotos dos seus no meu celular, porque eu não tenho, eu acho.
– Quando você tirou foto dos meus peitos?
Percy riu.
– Não foi eu, foi o Nico. Em Cancún, quando você estava fazendo aquela coisa maluca com a blusa molhada que eu infelizmente perdi.
– Ah, é. Você perdeu porque estava ficando com a outra.
– Ei, pare de me lançar esse tom de reprovação. Você ficou com o Valdez. E aquele grego filho da puta, que nem é tão bonito assim. Tá legal, ele é sarado, mas e daí? Eu também sou. E eu vi que você adicionou ele no seu Facebook, o que me deixou muito puto, então eu apreciaria se você o excluísse. Pode mandar ele se foder também.
– Você é tão mandão. E ciumento, é claro. E eu não vou excluir o grego do meu Facebook. Se você pode ter fotos da Calypso no seu celular, eu certamente posso apreciar as fotos sem camisa do grego na minha linha do tempo.
– Eu não sou ciumento, só estou cuidando do que é meu. Você, nesse caso. Porque eu não quero que nenhum grego escroto te foda, e muito menos o Dylan. Por falar no Dylan, você também ainda tem ele no seu Facebook. E eu já disse que não tenho mais as fotos que ela me mandou no meu celular, porque não quero ver os peitos de nenhuma outra garota. E vou ignorar a última parte do que você disse.
Eu ri.
– O Dylan está bloqueado, então, não se preocupe com ele. E você ainda tem a sua ex-namorada que manda fotos nuas pra você. Por que eu não posso ter o grego?
– Porque o nome dele é Sven, e é escroto. E além disso, vocês nem sabiam o nome um do outro quando, eca, ficaram. Então, é estranho ele conseguir te adicionar no Facebook.
– E você acha que ele é um espião da CIA infiltrado pra me matar?
– Bom, você é muito gostosa, então acho que pode ser uma ameaça para o mundo.
– Você é tão estranho...
– É, mas você estava até agora com ciúmes das fotos da Calypso.
– Fala sério, ela nem tem o que mostrar na foto.
Percy riu.
– Você que acha.
Ergui uma sobrancelha.
– O que você quer dizer com isso?
– Nada – ele tossiu, aumentando o volume do rádio. – Vamos curtir a música. Cala a boca. Eu não tenho as fotos da Calypso no meu celular, Annabeth, e não adianta pegar para ver se elas realmente estão... Eu já disse que não tem nada, você realmente vai pegar e ver?
Não tinha nada no celular do Percy, então eu fiquei quieta e emburrada o resto da viagem. O que foi estranho, porque eu devia estar aliviada por não ter nada no celular dele, mas eu estava tão convencida de que tinha que fiquei meio desapontada.
De qualquer jeito, subimos até o apartamento e Percy pediu comida chinesa, porque ele gosta de me humilhar já que não consigo comer com os palitinhos. A comida chegou em questão de segundos, já que tudo fica meio interligado em Manhattan, e não demorou muito tempo até que a humilhação com os malditos palitos começasse.
– Annie, não é tão difícil assim – Percy riu enquanto tentava me explicar. – Você tem que apoiar esse no polegar, e mexer o outro. Assim, olha – ele demonstrou, com uma facilidade invejável, e tudo o que eu pensei foi em como eu queria tacar aqueles palitinhos da janela. – Tenta você agora.
Peguei os palitos malditos. Um deles escorregou e caiu no chão, e o outro pareceu ficar meio entrelaçado no meu dedo, não sei muito bem o que aconteceu. Sei que a única coisa que consegui fazer com aquele troço foi espetar o frango e fazer uma careta enquanto o Percy ria descaradamente.
Ele se levantou, pegou o palito do chão e colocou na mesa de novo. Percy caminhou até onde eu estava sentada e me abraçou, e por mais que eu tentasse virar o rosto e ignorá-lo, eu não consegui. Vai se foder, Percy Jackson. Por que você é desse jeito?
– Ok, ou podemos esquecer os palitos e... ir fazer outra coisa.
Não pude evitar de sorrir.
– Ah, é? – perguntei, mordendo o lábio e me virando de frente para ele. Senti as mãos quentes de Percy subindo pelas minhas coxas, e o toque dele era tão reconfortante que eu quis pular em cima dele ali mesmo, mas eu não ia fazer isso. É claro que não. Afinal, se ele não-agora-mas-antes tinha fotos da Calypso no celular, por que raios eu teria que me fazer de fácil? – E que tipo de coisa você quer fazer?
Percy me encarou, os olhos verde-esmeralda quase alcançando um tom mais escurecido, e ele sorriu.
– Você sabe que tipo de coisa.
– Não, não sei – suspirei. – Ainda tô meio atordoada, sabe? Talvez você tenha que me dizer, e assim eu talvez entenda.
– Ou talvez eu possa te mostrar.
Levantei da cadeira, ignorando ainda mais a minha vontade de deitar no colchão, tirar todas as roupas e gritar alguma coisa do tipo “me fode agora”. Você precisa ser forte, Annabeth. Seja forte, sua maldita ninfomaníaca.
– Ainda quero que você diga.
Percy ergueu os olhos, parecendo pensar. Ele foi se aproximando de mim devagar, com as mãos nos bolsos da calça Jeans.
– Você quer que eu diga o que eu quero fazer com você? Eu não acho que isso seja uma boa ideia, apesar de que... Eu nunca fiz ninguém gozar só com palavras. Pode ser uma experiência agradável.
– Mulheres podem fingir. Você sabe disso, não sabe?
– É claro que eu sei. Mas, agora me diz uma coisa. Você precisa fingir quando está comigo?
Não respondi, o que provavelmente ele e toda a raça humana tomaria como uma permissão para avançar. Percy parou na minha frente com um único passo, e a próxima coisa que ele estava fazendo era agarrar a minha cintura com força e me puxar para mais perto, colando os lábios nos meus, e eu achei que fosse derreter. Dei um passo para trás, mas não para me afastar dele, e sim porque foda-se o feminismo, tudo o que eu queria era transar com ele, ali e agora. Percy também andou para frente, e eu senti o volume do seu membro lá embaixo, roçando em mim como se quisesse me furar. Finalmente senti o colchão atrás de mim, e deixei o meu corpo cair, enquanto ele caía em cima de mim, sem se desgrudar por um sequer segundo.
Consegui rolar para cima de Percy, com uma perna de cada lado do seu corpo. As suas mãos começaram a tirar a minha blusa, enquanto eu tirava a camiseta dele, mas assim que ele levou as mãos até as minhas costas pra procurar o fecho do sutiã, eu travei.
Percy franziu o cenho.
– Não me diga que esqueceu como se faz – ele sorriu. – Qual é, Annabeth. Não faz tanto tempo assim, você não pode ter esquecido.
– Não, não é isso – mordi o lábio, curvando o meu corpo na direção dele, de modo que ficamos cara a cara. – Eu quero te torturar mais um pouquinho.
– Mais do que isso?
– Mais. Muito mais – o beijei, e Percy me puxou pela nuca, impedindo que eu me levantasse. Ele aprofundou o beijo, e o seu corpo estava tão colado no meu que eu achei por um segundo que iríamos virar um só, até eu lembrar que isso era fisicamente impossível.
Ele só se afastou de mim quando estava sem fôlego para continuar. Percy arfava, embora ainda não tivéssemos feito nada. Ou quase nada. Ergui o corpo de novo, encarando ele o mais firmemente que eu consegui.
– Você está muito mal criada – Percy sorriu, girando o meu corpo com facilidade e me posicionando de bruços, embaixo dele mais uma vez. Senti as suas mãos abrindo o sutiã e apertando os meus seios com força, por não muito tempo, mas tempo o suficiente até que eu já me sentisse enlouquecida por ele mais uma vez. Ele continuou descendo as mãos, até elas pararem no cós da calça, e abriu os botões mesmo sem olhar. – Acho que eu vou ter que te punir.
Percy deslizou a calça pelas minhas pernas, e assim que ele a jogou para algum lugar entre o colchão da sala e a cozinha, consegui me virar para encará-lo de novo. Resista, Annabeth.
– E o que você quer fazer, hein?
Ok, talvez não fosse a melhor coisa a ser perguntada.
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