Bad Girls
65 Heaven knows
Notas iniciais
Heaven knows, we belong way down below.
Me arrependi de ter perguntado aquilo no minuto em que as palavras saíram da minha boca.
Percy já estava em cima de mim, e eu geralmente achava difícil rolar para cima dele nessas situações, mas agora não era simplesmente difícil. Agora era impossível. Ele se abaixou para me beijar, e mordeu o meu lábio com tanta força que eu achei ter sentido o gosto de sangue na minha boca, mas havia sido tão bom que tudo o que eu consegui fazer foi gemer.
Ele se ajoelhou, me encarando de cima a baixo, e foi como se eu sentisse todo o meu corpo esquentando de uma só vez. Percy começou a desabotoar os botões da sua calça lentamente enquanto ele dizia:
– O que eu quero fazer com você? Uau, essa é difícil... – ele mexeu nos cabelos, os bagunçando ainda mais, e me deixando com aquela visão do paraíso, também conhecido como seu abdômen. – A questão não é o que eu quero fazer com você, Annabeth. Você sabe muito bem o que eu quero fazer. Isso se trata do que eu vou fazer com você.
– Ok – me corrigi, em um sussurro. – E o que você vai fazer comigo, Percy? Sabe que eu sou toda sua, não sabe? Você sabe que tem permissão pra fazer comigo o que você quiser, certo?
Novamente, a coisa errada pra dizer. Eu já havia visto Percy possesso, e é a hora em que ele fica o mais excitante possível, mas eu nunca havia visto ele daquele jeito. Era como se ele quisesse descontar todos os nossos problemas, Octavian, Dylan e Atena chegando de Budapeste que não tem os próprios arquitetos naquele exato momento. E não era como se eu estivesse reclamando, já que eu queria fazer a mesma coisa.
– Eu sei bem disso, Annabeth – Percy sussurrou, fazendo a sua voz roucamente excitante que só me deixou com ainda mais vontade de resolver tudo logo. – Sei disso desde aquele dia em Cancún. Quando você gritou o meu nome na clareira.
– Eu não gritei o seu nome – menti. – Eu queria te fazer se sentir melhor. Queria que você se sentisse único. E funcionou.
– Ah, é? – ele sorriu. – Então, se eu te foder aqui e agora, do mesmo jeito que eu te fodi naquela clareira, você não vai gritar o meu nome?
Hesitei, e isso foi a minha ruína.
– Não – eu disse, por fim. – Você dificilmente ia me fazer gritar.
Ele suspirou.
– Acho que vou ter que tentar, então.
Percy se abaixou de novo, jogando a sua calça pelos ares. Ouvi um barulho de metal quebrando, e presumi que o tonto havia se esquecido de tirar o celular do bolso, mas nem aquilo o impediu de parar. Ele beijou o meu pescoço, dando chupões fortes e deixando inúmeras marcas roxas enquanto eu me contorcia embaixo dele. Percy empurrava o seu membro na minha direção como se nós já estivéssemos transando, e não estávamos. A minha lingerie ainda atrapalhava, assim como a boxer vermelha, e cada vez mais eu me arrependia de não ter tirado tudo de uma vez. Eu arqueava as minhas costas e abria as pernas ainda mais, por puro instinto. Eu queria me controlar, mas todo o meu corpo pareceu falar uma linguagem própria, ele não estava nem aí para o que eu queria fazer.
– Era desse jeito que você queria me torturar, era? – ele sussurrou, mordendo de leve a minha orelha. – Parece que as coisas se reverteram, não foi?
– Você não está me torturando – arfei. – Eu posso me controlar.
– Pode? Talvez agora seja a hora de dizer o que eu quero fazer com você.
Percy me puxou pela cintura, erguendo o meu tronco e me fazendo ficar sentada. Ele me colocou no seu colo, e eu tive que morder o lábio com muita força para não gemer quando eu senti a coisa lá embaixo. Meu Deus, estava tocando bem ali. Meu Deus. Meu... Ah.
– Pode falar à vontade. Não vai mudar nada.
Percy não respondeu. Ele colou a sua boca no meu pescoço, mas não sendo bruto como antes. Agora ele estava sendo gentil, beijando fraco enquanto guiava as suas mãos e as deixava passear pelo meu corpo. Senti uma apertando a minha coxa enquanto a outra puxava o meu mamilo, e eu joguei a cabeça para trás, tentando esconder os fios loiros que grudavam no meu pescoço devido ao suor. Ouvi ele sorrindo.
– O que eu vou fazer com você, hein? Eu sei que eu quero te punir. Com uma coisa violenta. Selvagem. Forte. Bruta. Mas eu não vou fazer isso, não agora, porque eu sei que você vai gostar. Talvez eu deva te foder bem devagar, pra você aprender a lição. Talvez eu deva te deixar gozar sozinha. Ou melhor, não te deixar gozar nada. Nem um pouco.
– Percy...
– Ah, agora você não está mais se controlando? Bom saber. Eu quero ver até aonde você aguenta. Quero testar seus limites. Eu nunca fiz isso antes.
Meus limites estavam quase explodindo, mas eu não ia dizer isso para o Percy, e tudo o que eu conseguia fazer era olhar para qualquer ponto imóvel, como a parede, e tentar não prestar atenção.
– É? – indaguei, tentando formular as palavras corretas ao invés de gritar o nome dele. – E o quanto você quer fazer isso, Percy? Testar meus limites, saber até onde eu iria... Será que você mesmo vai conseguir se controlar? De quais limites estamos falando, dos seus ou dos meus?
Ouvi Percy sorrir. Ele me jogou no colchão e subiu em cima de mim, em um movimento só, preciso e rápido, e eu senti os seus olhos verdes varrendo o meu corpo inteiro, enquanto ele simplesmente me olhava com um sorriso malicioso.
– Você é uma garota má, Annabeth Chase.
Eu sorri.
– Acha que eu vou para o inferno?
– Bem, luxúria é um pecado.
– Disse o que queria testar os meus limites.
Percy riu, jogando a cabeça para trás. Ele se abaixou e me beijou, e os seus lábios estavam com um gosto de pasta de dente, e os meus pensamentos se embaralhavam na minha mente enquanto Percy explorava a minha boca com a sua, abrindo os meus lábios com os seus e deixando marcas aonde quer que as suas mãos fossem.
Sem desgrudar de mim, Percy percorreu meu corpo com as mãos, parecendo envolver cada pedaço meu. Ele deslizou a calcinha que eu usava pelas minhas pernas lentamente, de um jeito quase torturante, e usou uma das suas mãos para manter meus olhos fechados. Ele parou de me beijar subitamente, e eu senti sua outra mão descendo lentamente até a minha intimidade, passando as mãos na entrada, esfregando o meu clitóris de um jeito rápido e calmo ao mesmo tempo, que me fez ofegar e arquear as costas até que eu me lembrasse de que tinha que permanecer calma.
Ah, que se foda.
Eu era dele. Eu sou dele, e ele sabe disso. Desde Cancún, ele sabe muito bem disso, e agora quer esfregar isso na minha cara. Faz sentido; eu sabia que o amava, sabia que ele me amava, sabia que Percy era capaz de me levar a lugares onde eu nunca estive – e acredite, isso é difícil – mas só agora tomei a consciência de que eu sou, completamente, dele. Só dele. E isso me atingiu quando eu soltei o primeiro gemido, e ele soube que havia ganhado o jogo.
Eu senti as minhas pernas estremecerem quando Percy penetrou os dedos em mim, de uma vez só. Ele girou os dedos rapidamente, alternando entre movimentos giratórios e de vai e vem. Um dedo. Dois dedos. Três...
Ele parou. Do nada, e eu soltei um muxoxo de desaprovação. Ouvi ele sorrir. Percy se abaixou e me beijou mais uma vez, sussurrando no meu ouvido.
– Eu quero que você grite – ele ordenou. – Grite, grite o meu nome, pra todo o prédio saber que você é minha. Pra toda Nova York saber que você é minha, entendeu? Se você não gritar... – ele sorriu. – não vou te deixar gozar.
Malvado, Percy malvado.
– A não ser que esteja muito envolvido – tentei.
– Não, não tem essa agora – ele respondeu, beijando o meu pescoço com uma delicadeza contraditória ao que ele tinha acabado de dizer. – É pegar ou largar.
Percy não me deixou responder. Ele ainda manteve as mãos sobre os meus olhos, o suficiente pra me deixar um pouco nervosa, principalmente porque eu não sabia o que ele ia fazer agora. Ele podia me foder, é claro, sempre tem essa possibilidade. Mas eu não sei se esse Percy Querendo Testar Limites iria querer algo tão direto assim.
Ele tirou as mãos dos meus olhos, a tempo o suficiente para que eu visse a sua cabeça sumindo entre as minhas pernas, e sentisse a sua língua entrando dentro de mim, lambendo a minha intimidade com uma precisão incrível, enquanto uma das suas mãos apertava a minha coxa e a outra pressionava o meu clitóris. Meu Deus, isso é bom.
Eu tentei não gemer, mas a probabilidade de não gozar com Percy fazendo essa coisa maravilhosa acabou me dando medo. Eu não sabia o quão determinado ele estava, e dessa vez, parecia sério. Gemi baixo, roucamente, guiando as minhas mãos até os fios negros de Percy e aprofundando os meus dedos ali, o incentivando a ir ainda mais fundo, mais forte, enquanto os meus gemidos aumentavam.
Ele começou a lamber o meu clitóris enquanto girava os dedos dentro de mim, alternando os movimentos com facilidade e rapidez. Percy olhou pra mim, mas eu evitei olhar nos seus olhos. O tom esmeralda verde escuro só me faria gozar ainda mais rápido, e eu senti minhas pernas estremecerem. Minha intimidade apertou os dedos dele, e eu comecei a formar o P na minha boca, mas ele parou.
Tive vontade de chorar.
– Percy... – eu gemi, me lamentando. – Eu ia dizer.
– Eu sei – ele sorriu, se ajoelhando em cima de mim de novo. Percy tirou a boxer vermelha, e eu decidi não ser descarada dessa vez. – Mas... Não sei. Não acho que você esteja pronta ainda.
– Eu estava quase lá.
Ele sorriu mais uma vez, de um jeito sarcástico e sedutor, como se dissesse “eu sei disso, por que acha que parei?”.
– O que eu quis dizer, é que não acho que você está molhada o suficiente. Excitada o suficiente. Talvez isso ajude.
Percy posicionou seu membro na minha intimidade, mas não me penetrou, é claro. Passava a glande na entrada, me penentrando um pouquinho e saindo, não muito, mas o suficiente para me deixar completamente ensandecida e ter que morder o lábio pra não gemer. Malvado, Percy malvado.
– Eu não vou implorar, Percy – retruquei, fechando os olhos com força. Tudo bem, eu aguento isso. Consigo fazer isso o dia inteiro.
– Então acho que vamos ficar aqui um bom tempo.
Merda, era mentira. Não consigo fazer isso o dia inteiro. Não consigo fazer isso por nem mais um segundo. Eu preciso do Percy, eu preciso dele agora.
Juntei minhas forças pouco presentes e rolei para cima de Percy, soltando um suspiro aliviado. Agora eu estava controlando a situação. Assim que eu gosto.
Coloquei minhas mãos no peito de Percy, fazendo o máximo de força possível para que ele ficasse parado. Eu sabia que era fácil para ele me virar ali se quisesse, mas eu tinha que tentar de algum jeito. Percy sorriu, jogando a cabeça pra trás.
– Você realmente acha que isso vai me parar, Annabeth Chase? Será que você não conhece o seu namorado?
– Sério? Não sei... Não acho que você esteja excitado o suficiente, Percy. Talvez isso ajude.
Percy me olhou como se quisesse me bater, e naquela hora, eu realmente achei que ele fosse, mas ele permaneceu quieto e parado, esperando eu fazer o que tinha que fazer. Me abaixei até ficar cara a cara com o membro de Percy, e mordi o lábio inferior quando finalmente fui descarada o suficiente pra encará-lo. Só agora constatei de que eu estava mentindo; Percy estava excitado o suficiente.
Envolvi seu membro com as duas mãos, as movimentando devagar, para cima e para baixo, mas algo me incomodava. Não parecia estar surtindo o efeito que eu queria. Percy gemia, sim, mas era como se ele já esperasse aquilo.
Parei subitamente, e ele abriu os olhos verdes, me encarando com dúvida.
– Fique aí – ordenei. – Se você se mexer, eu paro. Entendeu?
Percy franziu as sobrancelhas, mas assentiu. Cambaleando, me levantei e caminhei até a bancada, que estava a alguns passos à frente do colchão, perto o suficiente para Percy conseguir me ver, conseguir distinguir o que eu estaria fazendo, mas longe o suficiente para que ele quisesse se aproximar e poder ver melhor.
Me sentei na bancada, virando-me de frente pra ele. Respirei fundo, tentando me lembrar de como eu fazia. Não devia fazer isso desde que namorava com o Dylan, ou quase isso, pelo menos.
Joguei o cabelo pra trás, fazendo questão de encarar Percy por todo o tempo em que eu fazia. Deslizei uma das minhas mãos pra minha intimidade, começando a girar os dedos no clitóris, arqueando as costas e abrindo as pernas cada vez mais. Guiei a outra mão para o meu seio, apertando, puxando o mamilo, rodando os dedos ao redor dele. Olhei para Percy, e percebi que ele estava quase se levantando. Tirei as mãos de lá, alarmada.
– Você tem que ficar parado, esqueceu?
Ele pigarreou.
– Annabeth, eu juro que...
– Parado – reforcei. – Ou eu paro.
Percy bufou e se deitou de novo, os olhos escuros me encarando com luxúria, antropofágicos, como se imaginassem mil e uma maneiras de me torturar do jeito que eu fazia isso com ele. Mordi o lábio inferior e voltei as mãos às posições anteriores, rodando os dedos ainda mais rápidos no meu clitóris e usando a outra mão para penetrar um dedo dentro de mim, devagar. Não era tão prazeroso como quando Percy fazia, mas só de vê-lo na minha frente, se contorcendo, não querendo que eu pare mas querendo se mexer, foi sentir tanto prazer quanto.
Percebi que as mãos deles se mexeram, querendo ir até o seu próprio membro e se masturbar enquanto me via me masturbando. Mas, assim que percebi o que ele ia fazer, parei de novo. Percy gemeu de frustração.
– Como você espera que eu me controle, porra? – ele gemeu, bagunçando os cabelos com as mãos em um movimento quase que desesperado. – Está doendo, Annabeth.
Eu sorri, dando de ombros. Voltei a brincar comigo mesma, movimentando os lábios de leve, sem pronunciar nenhuma palavra, mas soltando gemidos baixos e roucos enquanto arqueava as minhas costas. Pensei em Percy. Vi Percy ali, me fitando, concentrado e imóvel, e aquilo me fez querer gozar. Aumentei a velocidade dos movimentos, rebolando enquanto os fazia, e o meu cabelo começou a ficar ainda mais bagunçado, meus gemidos eram ainda mais altos, eu movimentava meu corpo cada vez mais, e os dois dedos dentro de mim já não bastavam mais quando eu finalmente gozei.
– Essa é a questão, Percy – engoli em seco. – Eu não quero que você se controle.
Percy pareceu sair de um transe, e eu soube que havia dito a coisa certa. Ele se movimentou de leve, meio tenso, mas quando percebeu que eu não iria mais parar, foi tão rápido que mal consegui vê-lo muito bem. Ele se aproximou de mim, me pegou pelas coxas e me tirou da bancada, me colocando no seu colo, e eu me agarrei aos seus ombros com medo de cair. Percy me jogou no colchão, caindo por cima de mim com força. Sem dizer nada, só com movimentos brutos e rápidos, ele afastou as minhas pernas e entrou de uma só vez em mim, estocando até o fundo, me fazendo gemer razoavelmente alto, até me lembrar de que eu tinha que me controlar.
– Eu vou te foder tanto que você vai querer desmaiar – ele disse, bufando e gemendo, enquanto estocava ainda mais fundo e mais forte em mim, apertando minhas coxas com tanta força que chegava a ser dolorido. – Meu Deus, você me fodeu de verdade dessa vez, Annabeth. Sabe o que eu vou fazer com você agora?
– Não – arrisquei, gemendo, mais de dor do que de prazer. Meu Deus, estava bom. Mas meu Deus, como doía.
Percy viu que estava doendo, porque diminuiu um pouco a velocidade, mas eu acho que o provoquei demais para que ele sentisse pena de mim àquela altura. Ele continuou estocando fundo em mim, mais devagar, mas com a mesma intensidade. Suas mãos ainda não largaram a minha coxa, e seus dedos pareciam querer perfurar a minha pele de tão fortes. Eu soube que ia ficar roxo assim que gemi um “ai”, o mais baixo possível, porque se ele soubesse que estava doendo tanto assim, iria parar. E eu não queria que ele parasse.
Percy continuou estocando dentro de mim com força, enquanto seus cabelos grudavam no rosto devido ao suor e os seus olhos me fitavam, mantendo a coisa ainda mais excitante. Ele gemia, e eu gemia ainda mais alto. Meu corpo se contorcia embaixo dela, eu arqueava minhas costas e rebolava, fazendo de tudo para aliviar a pressão, para que eu parasse de sentir aquela necessidade insana de gritar e mandar que ele fosse mais forte, porque eu sei que não aguentaria mais forte que isso.
Espasmos de prazer passaram pelo meu corpo, e eu soube que estava chegando lá. Percy aumentava gradativamente a velocidade, o que significava que ele também estava quase lá, e que não ia parar até atingir o seu ápice. Puxei-o pela nuca, entrelaçando meu corpo com o dele com força, e rebolei ainda mais, fazendo com que ele sentisse os meus movimentos embaixo dele, ao mesmo tempo que eu rebolava em cima de seu membro. Ele gemeu, mas não parou, ou diminuiu a velocidade. Percy me beijou com força, mordendo o meu lábio enquanto aumentava a velocidade ainda mais, junto com a força, e me passou pela cabeça que ele nunca havia me fodido desse jeito. Também me passou pela cabeça a sua “força especial”, e talvez essa fosse ela. É bem possível, e ele tinha razão, dói pra caralho. Mas não o suficiente pra me fazer querer parar.
Gemi alto, me agarrando ainda mais a ele, abrindo mais as pernas e colando mais os nossos corpos. Percy me beijou de novo, puxando de leve os meus cabelos para que eu levantasse a cabeça, e começou a chupar o meu pescoço enquanto entrava em mim, deixando rastros vermelhos e roxos que se espalhavam até os meus seios.
Eu gritei – e o que eu não queria fazer, gritei o nome dele. Uma vez. Duas vezes. Três vezes. E continuei gemendo baixo, mal conseguindo formar as palavras, mas sei que dizia algo parecido com “rcy”, quando cheguei ao orgasmo. Percy também parecia sem forças, mas continuou estocando em mim, gemendo coisas que eu não consegui entender. Ele prendeu os meus braços ao colchão, me segurando pelos pulsos, e se apoiou sobre mim para continuar. Percy me deu um último beijo e fechou os olhos, enquanto tremia e entrava em mim com tudo, saía completamente, e assim continuou, cada vez mais forte, cada vez mais rápido, até que também gozasse.
Quando ele terminou, eu estava sem voz. Minha garganta ardia de tanto gemer, e estava seca. Minha intimidade doía e estava dormente, e todo o meu corpo ainda tremia, sofrendo com os espasmos do orgasmo. Percy desabou por cima de mim, e percebi que o seu corpo ainda tremia, e seus nós dos dedos estavam brancos. Ele suspirou, respirando fundo algumas vezes, e fechando os olhos.
– Me desculpe – ele pediu, e eu constatei que ele ainda estava dentro de mim. – Você está toda roxa.
Só suspirei. Eu não conseguia responder. Achei que fosse ficar ali para sempre, com as pernas abertas, Percy deitado por cima de mim e com o seu membro ainda enterrado dentro de mim, tentando controlar meu corpo e a minha respiração, que estava ofegante.
– Está tudo bem – formulei, depois de um tempo. – Eu vou ficar bem.
No geral, eu vou.
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