Bad Girls
3 Never getting back together
Notas iniciais
We are never ever ever getting back together.
Dylan subiu pela corda e foi escalando as paredes da mansão sem nenhuma dificuldade. Fiquei me perguntando se transar com ele por necessidade realmente era a coisa mais racional a se fazer, mas foda-se. Quem liga pra lógica numa hora dessas?
Ele entrou no quarto e fechou as cortinas, fazendo o quarto mergulhar em um escuro tenso, iluminado apenas pela luz verde florescente do relógio de cabeceira. Tranquei a porta e, assim que me virei, bati em uma forma firme e escura parada ali.
– Ah, Annabeth, você sabe que eu gosto mais com a luz acesa... – ele sussurrou no meu ouvido, e eu revirei os olhos.
– E você sabe que no escuro é muito melhor.
O dei um empurrão de leve e me joguei sobre ele, cruzando minhas pernas na sua cintura e sentindo sua ereção logo abaixo de mim. Ele prendeu as mãos nas minhas costas enquanto chupava o meu pescoço e eu gemia coisas desconexas. Dylan me jogou na cama e eu me despi rapidamente, e tenho certeza de que ele devia estar fazendo a mesma coisa. As coisas com Dylan sempre eram assim, rápidas e meio blé, e geralmente ele era o único que gozava. Enfim, o senti mordiscando o interior das minhas coxas e rasgando o elástico da minha calcinha, provocando um estalo meio alto devido ao silêncio. Eu gemi baixo e ouvi o barulho de papel sendo rasgado, o que significa que Dylan deveria estar colocando a camisinha. Ele se posicionou na minha entrada, me penetrando com força. Eu mordi meu lábio e fechei os olhos, o sentindo por inteiro dentro de mim.
Dylan levantou uma das minhas pernas, a passando pelos seus ombros, e mordeu meu dedinho do pé. Eu fiquei quieta. Sempre que eu estava na cama com um cara costumava ficar quieta para ver o quão longe ele iria para me fazer gemer. É, talvez eu tenha T.O.C.
Dylan continuou estocando em mim com força e rapidez, até chegar no seu ápice. Ele saiu de dentro de mim e eu gemi em desaprovação.
– Você está ótima, como sempre – ele disse, provavelmente sorrindo.
– Aham – respondi, revirando os olhos. – Já pode ir embora agora.
– Uau, Annabeth, isso não é jeito de tratar as visitas.
– Você não é visita, você é só um louco psicótico.
– Oh, vai dizer que não gostou?
– Vou, vou dizer que não gostei, porque eu não gostei. Você é ridículo.
– Ei, não gostou porque?
– Porque não – retruquei, revirando os olhos. – Pode sair da minha casa agora?
– Não, vem aqui, você vai gostar.
– Me larga, Dylan.
Dylan me puxou pelo pulso e me posicionou debaixo dele, prensando meus pulsos contra o colchão. Eu sei que, se ele não quisesse que eu me soltasse, eu não me soltaria. Dylan conseguia fazer muita força quando queria.
Ele se abaixou e chupou meus seios com força e sem pressa, até que eles ficassem completamente vermelhos e sensíveis. Mas Dylan não sabia a hora de parar, e continuou mordendo meus seios até que os gemidos que saíam da minha boca passaram de prazer a dor. Dei um chute na sua coxa para que ele parasse, e ele se desculpou.
Sua boca quente desceu até a minha barriga, dando alguns beijos lá, e então depositou um beijo cálido na minha intimidade, me fazendo suspirar. Dylan nunca foi muito bom em oral, mas oral nunca era ruim. Eu acho.
Ele soltou os meus pulsos e penetrou dois dedos em mim enquanto pressionava o meu clitóris com a língua. Eu gemi baixo. Seus dedos começaram a rodar dentro de mim, me masturbando, ficando meio impossível de não gemer. Então ele começou a beijar e chupar meu clitóris, mordendo de leve meus lábios menores e maiores, me fazendo soltar um leve grito. Cheguei ao meu ápice poucos minutos depois, mas Dylan não engoliu. Fresco.
– Agora foi melhor, né? – ele indagou, se deitando ao meu lado.
– Você ainda não é bom em oral.
– Ah, Annabeth, qual é!
– Estou falando a verdade, Dylan.
Antes que Dylan pudesse protestar, eu subi em cima dele e o dei um beijo na bochecha. Me posicionei em cima do seu membro e comecei a me mexer para cima e para baixo. Suas mãos variavam entre apertar meu quadril, minhas coxas ou meus seios. Ele gemia o meu nome alto e claro, e depois de algum tempo eu cheguei ao meu ápice, antes dele. Lógico que, do jeito que ele era, não iria me deixar sair dali sem que ele tivesse gozado. Ele firmou as mãos na minha cintura, me ajudando a fazer o movimento ainda mais forte, até que eu olhei para o relógio e parei. Dylan gemeu em desaprovação.
– Merda! – gritei, e saí de cima dele. – Já tô atrasada. Sai daqui, Dylan.
– Não, não e não. Nem fodendo. Eu vou com você até lá.
– SAI DAQUI! – eu berrei, batendo no seu peito, e ele riu. Fui até o banheiro e tomei um banho rápido, logo para depois colocar a roupa que eu havia separado. Dylan já estava pronto quando eu entrei no quarto, e as cortinas já estavam abertas.
– Se você pensa que vai comigo – eu disse, ajeitando o meu cabelo. – Você está muito enganado.
– Ah, Annabeth, qual é. Eu te dou o melhor oral da sua vida e você não quer me deixar sair com você e os seus amiguinhos?
– Primeiro, se fosse o melhor oral da minha vida, você estaria deitado na cama, fazendo o oral, e não agora implorando para ir comigo. Segundo, esse foi o pior oral da minha vida.
– Assim você me magoa.
– Talvez desse jeito você saia da minha casa.
– Anda, vaaaaaaaaaaaaaaaaaamos...
Desisti de discutir com o Dylan e o deixei ir comigo até a praça onde eu encontraria Krystal e Haley. Saímos de casa no segundo seguinte, ignorando Carolline e seu cliente ainda transando no balcão.
– Sabe, Annabeth, eu sempre soube que sexo de reconciliação era o melhor – ele disse, me jogando um capacete. – Mas sexo de reconciliação com você é ainda melhor.
Sexo de reconciliação? O QUE?
– Dylan, sexo de reconciliação? Por algum acaso você acha que vamos voltar?
– Depois de tudo o que fizemos no quarto nós não vamos voltar?
– Eca, não! Lógico que não! Nunca mais vamos voltar, Dylan, aprenda. Isso foi só uma despedida. Chame de sexo de despedida se você quiser.
– Ah, Annabeth, tão ingênua. Nós vamos ver se vamos voltar ou não.
Ergui uma sobrancelha e subi na sua conhecida moto. Eu já havia andado muito nela, com ou sem o Dylan, então não era nenhuma novidade o fato de que ele me pediu para segurar nele com força para que eu não caísse. Blá blá blá, Dylan.
Meia hora depois, chegamos à praça de sempre. Will e Jake já estavam lá, discutindo sobre quem beberia a garrafa mais cara de vodca e afins. Krystal e Haley estavam rodeando os dois como se fosse uma macumba, e provavelmente também deviam estar brigando pela garrafa. Suspirei e sorri.
É, a noite seria longa.
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