Bad Girls

17 Like a G6


Notas iniciais
LSADMLASDMALKSDMALSDJAD MEU CAP FAVORITO, NAO VOU FALAR NADA, APENAS APRECIEM

Like a G6, like a G6, now I’m feelin’ so fly like a G6.

Silena me arrastou pela boate, enquanto eu assaltava algumas bandejas carregadas de energético e vodca. Começou a tocar S&M, da Rihanna, e eu a obriguei a parar de andar para que eu dançasse. Uns dez minutos depois, chegamos na tal salinha.

Ela era ampla e arejada. As paredes eram brancas, havia um tapete felpudo no centro e alguns sofás pretos encostados nas paredes, além de que uma das paredes era toda espelhada. Sentados no tapete, fazendo uma pequena voltinha, estavam: Clarisse, Leo, Nico, Jason, Percy, Charles, Chris, Frank, Calypso, Rachel, uma menina que eu esqueci o nome, outra que eu não conheço, Piper, Ethan, Juníper e Grover.

Percy segurava uma garrafa de vodca cheia nas mãos, e dava uma golada lá de vez em quando, então é óbvio que eu fui sentar do lado dele.

- Dá um pouco – eu falei, me jogando no espaço vazio entre Percy e Nico.

Percy me deu a garrafa de vodca, e eu dei três longos goles, e comecei a rir que nem uma retardada. Ele riu de volta, não sei exatamente por que.

- Porque eu tô aqui? – perguntou Calypso, que estava emburrada.

- Vamos jogar Verdade ou Consequência – disse Jason. – Mas é chato.

- Vamos fazer assim – disse Clarisse. – Uma pessoa desafia a outra, ou pergunta, sei lá. Quem não quiser cumprir o desafio tem que beber um gole de vodca.

- Ah gente… – começou Silena, mas foi interrompida.

- Ok?

- OK! – todos disseram, menos eu, que continuava rindo que nem retardada junto com o Percy.

- Me deem essa garrafa aqui – disse Silena, pegando uma garrafa vazia das mãos de Grover. – Quem girar a garrafa desafia, e quem parar com a ponta é desafiado. Percy e Annabeth, não bebam tudo.

- Chata – eu sussurrei para Percy, embora tenha certeza de que ela ouviu.

- Eu começo rodando! – disse Grover. Ele girou a garrafa e parou no Leo. – Leo, com quem você perdeu a virgindade?

- Com a Drew.

Eu fiquei boquiaberta. Então Leo não era virgem, mas transava como um. Credo.

Drew ficou vermelha.

- Drew, sua danadinha! – disse Rachel, que também devia estar bêbada. – Você e o Valdez, hein!

- Ok, eu rodo agora! – disse Leo. Ele pegou a garrafa e a girou. A garrafa apontou para Nico. – Nicola! – ele disse. – É verdade que você é apaixonado pela Thalia?

Todos encararam Nico.

- Eu não vou responder a isso, cadê a vodca?

Percy entregou a garrafa à ele, que tomou um gole. Em seguida, ele rodou a garrafa, e parou no Percy.

- Percy, porque você traiu a Bianca com a Rachel?

- Eu o que? – Percy indagou.

- Ele o que? – Rachel indagou logo depois.

- É, ela disse que você traiu ela! Porque?

Percy mexeu no cabelo.

- Ei, cara, pode ir parando. A sua irmã não contou a história direito, não. Eu terminei com ela pra ficar com a Rachel, justamente pra não trair, mas em momento nenhum eu fiquei com a Rachel enquanto tava com a Bianca.

Nico ficou atônito, e passou a garrafa para Percy. Ele a girou, e parou em Silena.

- Silenita – ele disse, rindo. – Você vai ter que beijar o Beckendorf.

Silena ergueu uma sobrancelha, e olhou para Beckendorf. Eu não achei que ela realmente fosse fazer isso, porque ele não era uma das pessoas mais atraentes da roda, mas aparentemente ela não queria beber nada hoje. Ela inspirou fundo, fechou os olhos e foi engatinhando até o Charles, e o deu um beijo meio intenso.

- Ok, já chega, já chega – disse Percy. Ele passou a garrafa para Silena, que a girou, e a garrafa apontou para Clarisse.

- Clarisse… Você vai ter que tirar a blusa por uma rodada!

Clarisse arregalou os olhos. Ela mostrou o dedo médio pra Silena e tirou a blusa com a bandeira da Inglaterra, revelando um sutiã de renda preto.

- Uiiiiiiiiiii – disse Chris. – Gostosinha.

Clarisse ficou vermelha e pegou a garrafa. Ela a girou, e a garrafa apontou para mim. Ah, ótimo.

- Annabeth, tira a blusa também.

- O QUE?

- Eu não vou ficar sozinha nessa.

- EU NÃO VOU TIRAR A BLUSA!

- Tira logo essa porra!

- Tira! Tira! Tira! – começou Percy, e logo depois todos os meninos entraram na cantoria.

- Eu vou te matar, Clarisse – falei, tirando a jaqueta e logo depois a blusa. Torci para estar de sutiã, mas me lembrei de que eu estava usando um sutiã vermelho e de renda, não sei exatamente porque.

Os meninos começaram a bater palmas, e eu tive vontade de jogar aquela garrafa na cabeça deles. Percy, que estava do meu lado, estava quase babando.

Girei a garrafa, e ela apontou para Silena.

- Você também vai tirar a blusa sua vaca, isso é tudo culpa sua – eu disse à ela. Silena abriu a boca em forma de “O” e então tirou a blusa, mostrando seu sutiã, só pra variar, rosa.

- Como vocês são lésbicas – disse Leo. – Agora, briguem!

Silena sorriu sarcasticamente e girou a garrafa, que apontou para Calypso. Clarisse vestiu a blusa, o que me lembrou que daqui a pouco eu vestiria a minha. Amém, porque eu estava ficando com frio.

- Calypso, é verdade que foi você quem espalhou o boato sobre a Rachel estar grávida do Percy ano passado?

Rachel encarou Calypso com raiva. Percy também teria encarado, mas ele estava encarando outra coisa no momento.

- Cadê a vodca? – perguntou Calypso. Ela pegou a garrafa e deu um gole.

Muitas girações de garrafas depois, a brincadeira enjoou. Eu iria sair da salinha para ir dançar e beber mais, mas Silena interviu.

- Vamos brincar de 7 Minutos No Céu?

- Ai, gente – eu disse. – 7 Minutos No Céu é brincadeira pra quem tem 12 anos e nunca tocou em um peito.

Os meninos riram.

- Vamos, seus chatos – disse Silena. Todo mundo acabou concordando.

- Ok, as regras! – disse Grover. – Não se pode recusar um desafio. As coisas que acontecem dentro do armário ficam dentro do armário, ninguém pode ficar sabendo, a menos que os dois concordem.

Todos assentiram, e Grover abriu uma porta da parede espelhada, que revelada um armário apertado.

- Quem começa?

Nos sentamos na roda de novo, e Grover rodou a garrafa. Ela parou em Silena, pobre Silena.

- Silenita…

- Lá vem.

- Você vai passar 7 Minutos No Céu com o Beckendorf.

Silena inspirou fundo de novo, se levantou e foi andando até o armário. Beckendorf a seguiu, e eles se trancaram lá dentro.

Todos os outros que estavam na sala correram até o armário para tentar ouvir o que estava acontecendo. Não dava pra ouvir nada, até que uns dois minutos depois, começamos a ouvir uns gemidos. Eu comecei a rir, porque já estava meio bêbada.

Sete minutos, e Silena e Beckendorf saíram do armário. O zíper de Beckendorf estava aberto, a blusa de Silena também. Os dois estavam vermelhos e arfavam, além das marcas de batom no rosto de Charles. Rolou sexo.

Silena girou a garrafa, e desafiou Grover a passar sete minutos com Juníper. Eles saíram mais arrumados que Silena e Beckendorf, de fato. Grover desafiou Leo a passar sete minutos com Drew, Leo desafiou Chris a passar sete minutos no céu com Clarisse…

Chris sentou no chão e girou a garrafa. A garrafa apontou para Percy.

- PERCYTO! – ele disse, já meio bêbado. Eu achei que Chris fosse desafiar Percy a passar sete minutos com Calypso ou Rachel, e elas também achavam isso, porque estavam quase se levantando, sorridentes.

Na verdade, todo mundo achava isso.

- Você, Perseu, vai passar sete minutos no armário com a Annabeth.

- EU O QUE? – ele indagou.

- ELE O QUE? – indaguei.

- ELE O QUEEEEEEEEEE? – gritaram Calypso e Rachel juntas.

- Não, eu não vou passar sete minutos trancada em um armário com esse traste! – eu disse. – Desculpa, mas não.

- Annabeth, você concordou com as regras – disse Chris. – Não se pode rejeitar um desafio.

- Eu odeio você – disse Percy, se levantando e marchando até o armário.

- Eu vou matar você, Chris – eu respondi, e marchei até o armário. Entrei nele e bati a porta.

O armário era muito, muito pequeno. Havia um cheiro estranho no ar, e nossos corpos estavam colados devido à falta de espaço.

- Escuta, se você acha que eu vou ficar com você, tá muito enganado – eu disse, assim que bati a porta.

- Como se eu quisesse ficar com você – ele rebateu.

- Bom, os seus olhos me comendo quando eu estava sem blusa diziam outra coisa.

- Eu sou um homem, Annabeth, e você é gostosa. Se eu tirasse as calças você não ia ficar encarando?

- Não – menti, revirando os olhos.

- Ah, não? Estranho, porque você já me encarou antes.

- Percy, não seja idiota. Se eu te encarei, é porque o seu dente estava sujo, ou porque tinha meleca saindo do seu nariz.

- Meu nariz e minha boca ficam no rosto, não no pênis.

- Você é insuportável, garoto! – eu disse. – Quanto tempo ainda falta?

- Sete minutos.

- Argh – eu bufei.

Ficamos alguns segundos em silêncio, que mais pareceram eras. Acidentalmente, eu acabei desviando o meu olhar do esfregão para o rosto do Percyto, porque afinal os dois eram muito parecidos. Eu estava olhando para os olhos dele, e eram verdes profundos, perfeitos. Mais bonitos do que qualquer outro olho verde que eu já encarei, se é que isso é fisicamente possível. Eu olhei para a boca dele, e senti uma necessidade imediata de beijá-la.

- Então, Percy, está calor aqui – eu disse, e tirei a jaqueta. – Você se importa se eu tirar a blusa?

Percy sorriu maliciosamente.

- Eu adoraria que você fizesse isso, quer dizer, não queremos que você comece a suar.

- Isso seria um desastre – eu disse, e tirei a blusa. A joguei no chão, e quando eu fiz isso, parecia que ele estava ainda mais perto.

- O seu sutiã – ele disse, apontando para o tecido vermelho que cobria os meus seios. – Não está te machucando?

- Na verdade – eu disse, e sorri. – Ele está. Se importa de tirá-lo pra mim?

Percy mordeu o lábio e avançou em cima de mim, me beijando. Ele agarrou o meu quadril, o apertando com força, enquanto me beijava ferozmente e mordia o meu lábio. Eu gemia abafadamente. O beijo dele era melhor do que o do Leo, e o estranho é que eu sentia que já o tinha beijado antes.

Eu abri a boca, e senti a língua dele explorando todos os cantos da minha boca, travando uma batalha com a minha língua, até que elas se sincronizassem, algum tempo depois. Ele ainda apertava e dava tapas no meu quadril, enquanto eu tirava sua blusa. Eu adoro arranhar as costas dos garotos enquanto beijo eles.

Quando finalmente consegui tirar a camisa que ele usava, ele me pressionou ainda mais contra seu corpo, e eu senti a sua ereção em contato com a minha intimidade, e soltei um gemido meio alto. Percy sorriu enquanto me beijava, mas logo depois continuou me beijando. Ele colocou as mãos por dentro do meu short, e eu sentia suas mãos quentes no meu quadril e nas minhas coxas, tocando, apertando e as batendo levemente.

Ele parou de me beijar e começou a beijar e morder meu pescoço. Ele me deu uns cinco chupões, me fazendo gemer ainda mais alto, porque eles tinham doído um pouco, mas nada que me fizesse parar. Certamente ficariam roxos, mas não me importei.

Percy fez uma trilha de beijos do meu pescoço até o meu colo, onde ele beijava os meus seios por cima do sutiã. Olhei para o relógio enquanto gemia; ainda tínhamos cinco minutos.

Antes que eu percebesse, Percy tirou o meu sutiã vermelho com facilidade e o jogou no chão. Aquilo me deixou abismada, já que os outros garotos demoravam para tirar os sutiãs que eu usava. Percy deve ser incrível na cama.

Pera, o que eu estou pensando?

Percy voltou a me beijar enquanto apalpava os meus seios, apertando, acariciando e puxando os meus mamilos, e eu continuava a gemer. Não sabia que podia sentir tanto prazer sem nem ter tirado a roupa.

Ele voltou à trilha de beijos do meu colo até os meus seios, e começou a chupá-los. Sua língua rodava em torno do meu mamilo esquerdo, enquanto sua mão apertava com força o meu seio direito. Ele deu uma última chupada com força e fez a mesma coisa com o meu seio direito.

Dois minutos. Merda, merda, merda, eu quero mais.

Entrelacei minhas pernas ao redor do corpo do Percy, e ele me pegou no colo. Me prensou contra a parede e voltou a me beijar, agora mais feroz e urgente como nunca, como se ele soubesse que nosso tempo estava acabando. Beijei o seu pescoço e também lhe dei chupões fortes, enquanto ele mantinha as mãos no meu quadril e em um dos meus seios.

Um minuto.

Ele me deu um último beijo, e então nos separamos. Percy arfava, e eu me abaixei para pegar o sutiã vermelho. Ele o fechou e então eu vesti a blusa. Arrumei o meu cabelo e ele me beijou mais uma vez, me puxando pela nuca, então o alarme lá fora começou a tocar. Nosso tempo havia acabado.

Ele me deu um selinho e então nos endireitamos, como se nada tivesse acontecido. Saí do armário emburrada, por ter ficado só sete minutos com ele, e me sentei no chão com força. Percy se sentou ao meu lado, também com raiva.

- Ih, não me digam que vocês ficaram sete minutos se estapeando? – disse Chris.

Eu sorri sarcasticamente e olhei para Percy, que me olhava com desejo. Ele desviou o olhar.

- Ah, é minha vez de girar a garrafa, né?

Percy girou a garrafa e desafiou Calypso a passar sete minutos com Rachel, o que foi meio estranho, mas Percy estava impaciente. Quando as duas saíram do armário, eu disse que estava enjoada de ficar ali e voltei para a pista de dança.

Eu realmente me sentia enjoada. Não acredito que eu havia me atacado com o Percy e havia gostado disso. Um garçom passou e eu peguei três copos da bandeja, e engoli a vodca de uma só vez. Fiz uma careta. Fui até o bar comer alguma coisa, porque se eu não comesse acabaria passando mal.

Silena surgiu do meu lado.

- Ei, Annabeth! Porque saiu do armário tão brava? Você e o Percy brigaram?

- Eu não posso falar, eram as regras – eu disse, comendo um dos petiscos que o bartender trouxe.

- Ei – ela roubou um dos meus petiscos. – Pode falar, sim.

- Eu preciso beber.

Saí correndo do bar, e fui até o meio da pista de dança. Minha cabeça girava, eu estava tonta. Peguei um copo de energético, o que me fez ficar elétrica novamente. E, para a minha sorte, Like a G6, Far East Movement, começou a tocar. Eu sou apaixonada por essa música.

Silena começou a dançar junto comigo, e eu juro que esqueci o significado da palavra “desnecessário” àquela noite. Eu rebolava até o chão, fazia passos de dança, remexia o quadril, e tudo no ritmo da música. O pior é que, mesmo sendo exagerada, eu não estava fora do ritmo. E Silena me acompanhava. Até alguns passos de dança eu fiz.

No começo do segundo refrão, alguém me puxou pelo pulso. Eu já ia berrar achando que era o Dylan, mas era só o Percy.

- Me larga – eu disse. – Me solta, Percy, eu odeio que me puxem pelo pulso!

- Ei, ei, ei, bravinha – ele disse, fazendo ainda mais força no meu pulso. – Só quero dançar com você.

- Ok, você quer dançar comigo? Então vamos dançar.

Eu o puxei pelo braço até mais perto das caixas de som, guiei suas mãos até o meu quadril e passei as minhas pelos seus ombros, entrelaçando meus dedos em sua nuca. Então começamos a dançar.

Mesmo com as mãos grandes e pesadas do Percy no meu quadril, eu continuei dançando. Mexia a cabeça ao ritmo da música, o que fazia os meus cabelos balançarem, e eu ainda assim rebolava, mas era meio difícil com as mãos pesadas do Percy me segurando. Não dava para eu descer até o chão, mas eu continuei dançando.

Então, a música acabou.

- Pronto, a música acabou, já dançamos, tchau.

Eu dei meia volta e saí andando. Eu não podia encarar mais o Percy que eu me lembrava do que tinha acontecido no armário, e eu me lembrava o quanto foi bom e eu ficava com vontade de repetir. Isso não vai acontecer, ele é um babaca desprezível.

- ANNABETH, CARALHO! – ele gritou, e eu me virei.

- O QUE FOI, PERCY? O QUE É QUE VOCÊ QUER?

Percy foi se aproximando enquanto ele falava.

- O que eu quero? Eu vou te dizer o que eu quero, Annabeth, e já está bem na cara. Desde que eu soube que você tava saindo com o Leo, desde sei lá quando, desde que você me beijou fugindo de alguma coisa e não sabia quem eu era…

- Eu sabia que já tinha te beijado antes!

- Cala a boca. Desde que os sete minutos no céu com você foram realmente sete minutos no céu, eu quero te pegar.

AAAAAAAAAÊ, ISSO QUE É GAROTO COM ATITUDE!, urrei por dentro. Completamente diferente do Leo, que aliás, fui eu que pedi pra ficar com ele. A essa altura, Percy já estava cara a cara comigo.

- Você quer me pegar, é isso?

Ele assentiu.

- Então, eu não entendi porque ainda não me pegou.

Percy sorriu e me puxou pela cintura. Ele me beijava com aquela urgência e ferocidade, assim como no armário, mas agora podíamos respirar direito. Sua língua já estava completamente sincronizada com a minha, e o nosso beijo já era encaixado e intenso. Ele mordeu o meu lábio inferior e apertou o meu quadril. O puxei pela nuca e ele voltou a me beijar, descendo até o pescoço, me dando mais chupões. Ele beijou o meu decote, mas eu puxei o seu rosto. Ele não podia beijar o meu colo ali, no meio daquela gente, então voltou a me beijar.

Então, a música que estava tocando, que eu não sei o nome e nem prestei atenção acabou, e o DJ começou a falar:

- Muito bem, pessoal, vamos escolher as quatro meninas mais comentadas e mais bonitas da pista de dança pra subir na plataforma! Vamos colocar uma música especial pra elas, e elas podem subir com ou sem acompanhante!

Eu continuei beijando Percy, e ele continuou apertando os meus seios por cima da blusa. Silena, Calypso e Drew já tinham subido na plataforma.

- E a última… Annabeth Chase!

Um facho de luz me iluminou, e Percy parou de me beijar. Merda. Olhei pra luz e fiquei tipo “o que eu tenho que fazer mesmo?”. Eu ia falar alguma coisa, mas as palavras fugiram da minha boca. O DJ e toda a boate tinha me visto beijando o Percy Jackson, meu Deus que vergonha.

Tirei minha jaqueta e entreguei para Percy. Fui até a plataforma ignorando o que as pessoas estavam falando sobre a luz ter me iluminado aos amassos com o Percy, e subi na plataforma.

Silena me olhou querendo rir, como se me perguntasse o que eu estava fazendo. Calypso também me olhava com muita raiva, e se eu estivesse vendo Rachel, tenho certeza de que ela também estaria com raiva.

- Muito bem! Agora já estão todas reunidas, vou tocar uma música especial pra vocês. É brasileira, e lá eles conhecem como funk.

(N/A, não me crucifiquem, a minha amiga me obrigou a colocar funk KKKKKKKKKKKKKK.)

Uma música tensa começou a tocar. Eu não sabia o nome dela, e nem entendi muito bem o que o cara estava dizendo, mas eu estava mais focada no ritmo. Como sempre, os ritmos eram “dançáveis” e muito diferentes das músicas americanas. Parecia que eu era a única que realmente conhecia aquela música ou estava me divertindo ali em cima, já que Silena, Drew e Calypso no máximo mexiam os ombros. Silena até rebolava algumas vezes, mas não no ritmo da música.

Eu acho que eu nunca teria dançado daquele jeito no palco se eu estivesse sóbria, mas eu não estava, então foda-se. Eu até tentava cantar a música, mas eu cantava tudo errado porque não sabia a letra. No que eu achei ser o segundo refrão, o inesperado aconteceu.

- Agora, vamos falar os quatro garotos mais comentados que vão dançar com essas belezuras! – disse o DJ.

Eu sabia que o Percy seria um dos mais comentados, e eu sabia que ele viria subir na minha plataforma, mas eu rezei para que ele não fizesse isso. Eu queria, mas não queria que todo mundo visse.

- Charles Beckendorf! Leo Valdez! Connor Stoll e… Percy Jackson!

Tentei não reagir e só continuei dançando. Charles subiu na plataforma com Silena, que abriu um sorriso enorme. Leo subiu na plataforma com Drew e fez um joinha com a mão pra mim, e eu franzi a sobrancelha. Connor e Percy meio que disputavam uma corrida entre si. Não sei se era porque os dois queriam dançar comigo ou se era porque ninguém queria dançar com a Calypso.

Infelizmente, ou felizmente, não sei, Percy chegou na minha plataforma primeiro. Ele mostrou a língua para Connor e subiu. Eu e Percy nos encaramos por alguns segundos, meio sem saber o que fazer. Eu ia falar alguma coisa, mas me calei. Percy pegou a minha cintura e me puxou mais para perto. Eu entrelacei meus dedos na sua nuca de novo, e voltamos a dançar.

Dei graças a Deus quando a música acabou, mas é claro, o DJ bostinha tinha que anunciar mais alguma merda.

- Ou, ou, ou, Annabeth! – o DJ disse. – Pode ir parando aí! Agora, nós vamos desacelerar o ritmo.

- Merda – sussurrou Percy.

- Merda digo eu – completei.

O som de uma flauta tinha começado a tocar, e eu reconheci instantaneamente como My Heart Will Go On, Celine Dion, música do Titanic, porque aos 12 anos eu era completamente obcecada por esse filme e sabia as falas de cor e salteado.

E sempre chorava quando o Jack morria, mesmo tendo visto o filme um bilhão de vezes. E eu chorava de soluçar!

Voltamos ao meio da plataforma. Percy firmou suas mãos na minha cintura, e eu apoiei as minhas em seu ombro. Ficamos nos movimentando lentamente de um lado para o outro, e às vezes ele me rodava. Foi a única oportunidade que eu tive de olhar o seu rosto atentamente, e só então eu me toquei que ele era extremamente bonito. Eu sorri de leve, e ele sorriu de volta.

E então, por algum impulso ainda desconhecido que o meu ser humano teve, deitei minha cabeça em seu ombro. Ele apoiou o queixo na minha, e continuamos dançando ao ritmo de Celine Dion, abraçados.

Quando a música acabou, me afastei do Percy e sorri. Desci da plataforma e fui de volta pro meio da pista de dança. Minha cabeça girava, eu precisava ir ao banheiro.

- Ei, o que foi aquilo com o Percy? – Silena perguntou.

- Não foi nada – eu respondi, a caminho do banheiro. Eu continuava andando com Silena na minha cola me fazendo perguntas, quando Dylan me puxou pelo pulso.

- Dylan, me solta – eu disse, me debatendo, mas não adiantou.

- Não, não, não. Você vai me explicar aquela sua cena com o moreninho em cima da plataforma. Eu te indico pro DJ e você me trai?

- Eu te traí? Você tá ficando maluco, Dylan? Nós não estamos mais juntos, coloca isso na sua cabeça, seu animal! E eu não queria ter ido lá pra cima, se você me indicou, isso só faz com que a minha raiva aumente ainda mais!

Silena ainda estava vendo aquela cena, e eu continuava me debatendo, mas Dylan me segurava cada vez com mais força. Ele pegou o meu outro pulso e me imobilizou. Silena sumiu.

- Você vai sair da boate comigo e vai me explicar lá fora que cena foi essa, ok?

- Me solta – eu me debati, e ele apertou meus braços com mais força, o que me fez soltar um gemido de dor.

- Vamos andando quietinha para você não se machucar.

Torci para que o leão de chácara ainda estivesse na porta da boate. Dylan foi chutando as minhas pernas para que eu andasse, e já estávamos pertinho da porta. O leão de chácara fingiu não ter visto enquanto Dylan quase me matava, e eu presumi que Dylan devia ter dado alguma coisa à ele.

Ele continuou andando, até que paramos na esquina da Golden, em um beco. Geralmente seria aquele tipo de beco onde uma pessoa mata e estupra a outra e… Ops.

Dylan me largou e me empurrou com força no chão, e eu caí de joelhos. Eu geralmente teria dado uma surra em qualquer um que fizesse isso, mas a verdade é que Dylan fica possesso quando não tem o que quer, e eu tenho medo que ele saque uma arma do nada e atire em mim. De novo.

Me levantei do chão e fiquei cara a cara com ele. Ele me encarou.

- Você continua gostosa.

- E você continua babaca.

Ele me deu um tapa em uma das minhas bochechas.

- Sabe, Annabeth, acho melhor você ser mais educadinha, já que eu posso fazer o que quiser com você e ninguém vai te ouvir.

- Eu grito bem alto, Dylan.

- Ah, eu sei que grita – ele disse, sorrindo maliciosamente. – Mas eu já testei. Ninguém vai te ouvir.

- Já testou?

Dylan me virou para trás, onde a luz rarefeita do beco iluminava um pouco o que eu acho que era um corpo.

- O que você fez? – eu indaguei, correndo para averiguar o corpo. Não era ninguém que eu conhecesse, mas mesmo assim, aquilo era aterrorizante.

- É, Annie… – ele disse. – Acho melhor você fazer o que eu mando, antes que você acabe como essazinha.

Eu me levantei, e fechei os olhos com força.

- Ok, o que quer que eu faça?

- Tire a roupa. Mostre esse corpinho lindo.

- Eu não vou fazer isso nem que você me pague.

Dylan tirou uma arma do coturno e a apontou para mim, direto para a minha testa.

- Tem certeza, Anniezinha? É melhor tirar logo essa roupa.

Notas finais
SDKJLASKDLAJDALKDJ O QUE ACHARAM? AAAAAAAAAAAAH EU AMOSOU ESSE CAP TIOI SOIJSDLAKSDASDAMJSD me desculpem eu nao ter postado antes, é que eu tava em prova e estudando que nem uma condenada, mas enfim, ai está ^.^ espero que tenham gostado.
Esse capítulo eu dedico pra Bianca Victoria, pela MP que ela me mandou me contatando sobre um possível plágio da fic ): tomara que eu consiga resolver
Enfim, com 20 reviews eu continuo! ATÉÉÉÉÉ