Bad Girls

18 Just tonight


Notas iniciais
OI OI, GENTE! Aqui estou eu, linda e maravilhosa. Bom, eu nao postei antes porque eu tive uns problemas na minha família ): mas agora está "tudo bem", ou vai ficar... E eu também estava em semana de prova, e eu costumo responder os reviews antes de postar, e revisar tudo demora uma meia hora, e a chata da minha mãe "MEIA HORA QUE VOCE PODIA ESTUDAR" tipo calabok bitch
Tá, esse capítulo é dedicado à Angeline Collins, pela recomendação linda dela! E EU VOLTEI A RECEBER RECOMENDAÇÕES, YAY
Leiam as notas finais e aproveitem o capítulo!

Just tonight, I’ll stay, and we’ll throw it all away.

Dylan ainda apontava a arma pra mim, então eu tive uma ideia que quase custou a minha vida. Fingi que ia tirar a blusa, mas dei um chute na arma que Dylan segurava. Um disparo ecoou pelo beco, em direção à uma das paredes. A arma estava no chão.

Eu pulei em cima de Dylan, e comecei a lhe dar socos no rosto. Seu nariz começou a sangrar, e sua testa estava toda vermelha. Eu me levantei de cima dele e saí correndo pelo beco, na maior velocidade que eu pude.

Infelizmente, eu não era muito rápida.

Dylan me puxou pelo calcanhar e eu caí feito uma pata choca manca no chão de cimento do beco, de barriga. Senti uma dor me invadir imediatamente, e a vontade de vomitar não foi pouca. Mas eu nem tive tempo de ter vontade pra vomitar.

Dylan montou em cima de mim, e imobilizou meus braços com os joelhos. Ele colocou as mãos na barra da minha blusa, ameaçando tirá-la ou rasgá-la. Eu fechei os olhos com força e agitei as minhas pernas o máximo que eu pude, tentando fazer com que aquele monstro saísse de cima de mim, sem sucesso.

Não havia nada que eu pudesse fazer, apenas aguardar o meu pobre fim. Incrivelmente, a última coisa que eu pensei antes de ouvir um berro atrás de mim, foi no Perseu.

- Larga ela, seu animal! — a voz vociferou. Eu tentei associá-la a qualquer voz que eu conhecia, mas simplesmente não consegui.

A voz era feminina, disso eu sabia. E firme.

A dona da voz pulou em cima do Dylan, fazendo-o voar em direção ao beco, e consequentemente, saindo de cima de mim. Eu inspirei fundo, e só então percebi o quanto Dylan era um gordo obeso.

Me levantei com dificuldade. A dona da voz, que agora tinha cabelos castanhos soltos em seus ombros, estava lutando com Dylan.

E ela estava ganhando.

- Corra — ela me advertiu. — CORRA, ANNABETH, AGORA!

Como ela sabia meu nome?

Eu fiquei completamente sem saber o que fazer. Fui até onde estava a arma de Dylan e a chutei para dentro do bueiro. A dona da voz me mandou correr mais uma vez, e eu saí correndo em disparada até a boate.

Assim que eu entrei na boate, esbarrei na Silena, que já estava aos prantos, e atrás dela vinham Clarisse, Nico, Leo, Jason e… Percy?

- ANNABETH! – ela gritou, parando de chorar e me abraçando. – Onde é que você estava?

- Não foi nada – eu disse, ofegando.

- Não foi nada? Olhe o seu braço! – Clarisse apontou. – Isso… Você levou um tiro de raspão?

Eu realmente não tinha sentido nada até olhar para o meu braço. Havia um arranhão perto do meu pulso, que jorrava sangue.

- Não foi nada – eu repeti. – Eu caí.

- Aham, caiu – disse Percy. – O que aquele filho da puta fez com você?

Olhei confusa para Silena.

- Eu contei à eles sobre o tal Dylan.

- Ai, Silena, porque você fez isso?

- Foi ele o otário que te deu um tiro no pé quando você terminou com ele? – indagou Percy.

- Foi, mas não aconteceu nada — menti.

- Eu vou acabar com ele – disse Nico, e foi caminhando até a porta.

- Não, gente, para! Vocês vão se machucar, tá tudo bem comigo, ok? Não vai acontecer nada – eu disse, sem muita certeza. Dylan era obcecado, e do jeito que eu conheço ele, vai me perseguir até conseguir o que quer. E ele provavelmente já tinha acabado com aquela mulher – Anda, vamos voltar pra…

- Não, Annabeth! – disse Percy. – Você não vê que você podia ter morrido?

- Mas eu não morri, Percy!

Saí marchando até o banheiro, para estancar o sangue que saía do corte no meu braço. Aparentemente, Nico e Percy estavam meio “melhores amiguinhos” porque Percy nunca tinha realmente traído a Bianca. Tudo o que eu ouvi antes de entrar no banheiro foi o Nico dizer:

- Acho melhor o Percy falar com ela.

Bati a porta do banheiro com força e me debrucei na pia. Todas as cabines estavam vazias, e eu tinha certeza disso porque eu as averiguei. Passei água no corte, que parou de sangrar um pouco, mas começou a arder.

- Annabeth? – perguntou Percy, do outro lado da porta. – Você tá legal?

- Eu tô ótima! – gritei, sarcástica. A verdade é que, com o Dylan, o tiro de raspão, a mulher dos cabelos castanhos e tudo desabando sobre mim ao mesmo tempo, eu comecei a chorar. Merda, Annabeth, sua frouxa.

Tudo bem se eu chorasse, porque eu havia acabado de arriscar a minha vida pra salvar a minha vida, o que é meio confuso, mas tudo bem. E eu tinha visto um cadáver. Mas eu acabei soluçando e chorando mais alto, o que provavelmente Percy deve ter ouvido.

- Eu vou entrar.

- NÃO! – eu disse. – Não entra aqui.

- Porque não?

- Porque… Porque esse é o banheiro feminino, ora, e se você entrar aqui vai parecer uma bichona.

- Eu vou entrar, Annabeth – ele disse, e escancarou a porta do banheiro. Eu usei as mãos para esconder o meu rosto. Percy já havia me visto chorando uma vez, e eu não vou arriscar ele ver uma segunda vez.

- Annabeth… – ele disse, e eu me virei de costas pra ele. – Você pode chorar, não tem problema.

- Eu não quero chorar na sua frente – eu disse, e peguei um papel pra enxugar o meu rosto.

- Você já chorou.

- Percy, o que você tá fazendo aqui?

- Como assim?

- Eu… Quer dizer, você e eu, nós somos… Amigos, certo? Não temos nada.

Eu não sei se podia chamar a cena do armário, ou da boate, ou da plataforma de nada, mas era o meu jeito de interpretar as coisas, e aparentemente, o do Percy também.

- Eu sei que não, Annabeth.

- Então porque você tá aqui?

- Porque eu quis. E porque eu não largo pessoas chorando sozinhas.

- Mas eu não tava chorando lá fora. E a Silena ou a Clarisse podiam ter entrado aqui.

- Ok, quer que eu saia?

- Não! – eu falei. Eu ainda estava de costas pra ele, mas logo me senti envolvida por seus braços, e sua respiração firme no meu pescoço.

- O que aquele filho da puta fez com você?

- Ele não fez nada. Ele ia fazer — eu hesitei — mas não fez. Pode ficar tranquilo.

Senti Percy sorrindo.

- Você brigou com ele, não foi?

Eu pensei no que responder ao Percy. Eu não podia simplesmente falar que uma figura morena havia adentrado o beco e espancado o Dylan enquanto eu corria. A não ser que eu quisesse uma sessão de perguntas extras.

- Não podia ficar sentada esperando o príncipe encantado chegar — eu respondi, dando de ombros. Agora sou a Annabeth-Frouxa-Mentirosa.

Percy riu.

- E agora você está todo amiguinho dos meus amigos, né?

- Não dos seus amigos. Só do Nico. E do Luke também.

- Mas o Luke não tá aqui.

- Annabeth, quem você acha que falou para ele chamar a Thalia pra sair, três vezes?

- Você fez isso?

- É.

- Quem é você e o que você fez com o Percy Insuportável Jackson?

Percy sorriu.

- Não sei. Eu nunca traí a Bianca com a Rachel, acho que o Nico só me odiava por causa disso.

- Você sabe que a irmã dele quase morreu depois que viu você e a Rachel, certo?

- Ele me contou. Mas a culpa não foi minha.

Eu e Percy continuamos ali, abraçados, e eu parei de chorar. O corte não ardia mais, e já havia parado de sangrar.

Foi então que alguém entrou no banheiro. Eu e Percy nos separamos, e era Calypso.

- Ah, ótimo – murmurei.

- Percy, o que tá fazendo no banheiro feminino? – ela indagou.

- O masculino tava cheio – ele respondeu, dando de ombros. – Já vou saindo.

Percy saiu pela porta, e me deixou sozinha no banheiro com Calypso.

- Você e o Percy…?

- Escuta, Calypso, eu não tô a fim de brigas hoje, ok?

Saí marchando do banheiro, mas Calypso ainda falou alguma coisa antes que eu saísse:

- Ah, Annabeth, tem um loiro te procurando… Dylan alguma coisa. Ele não tá muito feliz, e tá com um olho roxo, parece que se envolveu numa briga…

Eu quase gelei quando ouvi aquela frase. Saí do banheiro olhando para os lados. Percy estava no final do corredor, e eu fui correndo até ele. Acho que ele ficou meio surpreso quando eu o abracei.

- O que aconteceu?

- A Calypso falou que o Dylan…

- Ok, ele não vai fazer nada com você. Anda, vamos beber alguma coisa.

Percy me abraçou pela cintura e eu o abracei de volta. O abraço do Percy era muito acolhedor, e passava uma sensação de proteção muito grande. Eu me sentia como se nada pudesse acontecer comigo quando ele me abraçava, o que me deixava meio tensa.

Fomos até o bar, Percy ainda me abraçando, e ele pediu umas caipirinhas de morango com leite condensado. E não com vodca, com cachaça mesmo.

Depois que eu tomei umas três caipirinhas, eu já estava completamente relaxada. Guiei Percy até a pista de dança, e começou a tocar umas músicas eletrônicas daquelas que não tem letra e tem uns onze minutos de duração. Me acabei de dançar, e quando fui checar o relógio, já eram 04:00 a.m.

- Muito bem, pessoal! – disse o DJ. – E agora, pra fechar a festa, nós vamos mandar uma playlist lenta. Peguem os seus pares e se ajeitem.

Percy me puxou pela cintura.

- Você vem comigo – ele disse no meu ouvido, e eu sorri.

- Ah, não me diga?

O DJ começou a tocar Just Tonight, do The Pretty Reckless, o que meio que se encaixava na situação. Eu deitei a cabeça no ombro do Percy e cantei baixinho, enquanto ele ainda apertava a minha cintura, como se ninguém jamais fosse me tirar dali.

- And if I, I’m throught, it’s all because of you – eu cantei. – Just tonight.

- Just tonight – Percy repetiu, e beijou a minha testa.

Quando a música acabou, mais algumas lentas tocaram. Silena veio me procurar já eram umas 05:00 a.m.

- Annabeth, sua quenga! Anda logo, prometi à minha mãe que chegaríamos antes das seis! E você não pode dirigir!

Eu me virei para Percy, que me puxou pela nuca e me beijou.

- A noite já acabou – eu disse.

- Eu sei… Hã, nos vemos amanhã?

Eu assenti e saí correndo atrás de Silena. Eu quase tropeçava no meu salto, e quando cheguei no carro eu o tirei. Silena ligou o carro e começou a dirigir, e assim que o carro se moveu, eu comecei a passar mal. Coloquei a cabeça pra fora do carro e vomitei. Vomitei, vomitei e vomitei.

Notas finais
Primeiro, me desculpem. Eu sei que eu decepcionei MUITA gente com esse capítulo lixo. É só que, se eu colocasse o Percy pra salvar a Annie, ia ficar muito óbvio, e muito previsível. Metade dos reviews que eu recebi foram de pessoas perguntando se era o Percy quem a salvaria, então eu resolvi dar uma incrementada, porque estava meio seco rçrç
Segundo, eu só vou revelar a identidade da mulher de cabelos castanhos no último capítulo. Sim, eu sou má MUAHAHAHA nada impede de vocês tentarem adivinhar, mas eu não vou responder com um "sim" ou "não", e sim com "talvez", "será" ou etc rçrçrç #bixamá
Terceiro, eu vou responder algumas perguntas aqui. Sim, eu já brinquei de Sete Minutos no Céu, e é muito bom, mas eu não fiquei nessa ousadia toda porque né saksdkajkd e sim, o Percy e a Annabeth VÃO dormir juntos. Muitas vezes. E isso vai demorar um pouquinho pra acontecer. E eu não vou dar spoiler HAAAAAAAAAA mas eu provavelmente vou falar que o meu capítulo favorito (o próximo é da primeira vez dos dois) está chegando e blá blá.
O mínimo de spoiler que eu vou dar é esse, e reflitam MUITO sobre essa frase: O que acontece em Cancun, fica em Cancun.
Enfim, 20 reviews pra continuar, ok? Beijos!