Bad Girls
23 Like P. Diddy
Notas iniciais
Bom, eu tenho duas notícias, uma má e uma boa. Não vou ocupar espaço das notas iniciais já que eu ocupo muito sempre todos os capítulos, pois é, então falo nas notas finais.
Esse capítulo é dedicado à redlipstick, pela recomendação merchandising dela que eu AMEI, e a boca na foto de perfil dela que me seduz demais.
Aproveitem!
Wake up in the morning feeling like P. Diddy
Eu acordei eram 01:00 p.m. Agradeci por ter chegado viva em casa, já que eu não me lembrava de ter pegado as chaves, e eu estava desmaiada depois que saímos do bar do John.
Então abri os olhos direito. Aquele não era o meu quarto. E nem o de Ares.
Primeiro, a cama era o dobro do tamanho da minha. O quarto era muito maior e muito mais bagunçado também. As paredes eram azuis e os móveis eram de madeira com detalhes em azul escuro. O quarto tinha um cheiro agradável de água salgada, o que me tranquilizou um pouco.
Eu estava usando a minha calcinha que Percy havia furtado na noite anterior, e uma… Camiseta? De quem era aquela camiseta? Era preta e tinha o cheiro do Percy.
Não.
Não, eu não transei com o Percy.
Olhei para o lado. Não tinha ninguém na cama, mas havia uma cômoda com algumas fotos e recados. “Você é um babacão – Charles Beckendorf.” “Ei, cara, eu te adoro mas já tá na hora de você se declarar pra Annabeth, hein? A não ser que seja gay, é claro – Grover Underwood.”.
Aquele era definitivamente o quarto do Percy. Mexi no cabelo e cocei a cabeça, tentando lembrar do que acontecera na noite de ontem. Eu tinha desmaiado no quarto. Talvez Percy só tenha me trazido para cá.
Mas isso não explicaria as roupas.
Me joguei na cama de Percy, quase que urrando de negação. Eu não podia ter feito sexo com o Percy e não me lembrar disso. Meu celular estava na mesa de cabeceira, assim como o de Percy. Fucei nas mesagens dele, mas não achei nada que pudesse explicar o que eu estava fazendo ali.
Arrumei meu cabelo e me levantei da cama. Eu não estava tonta, o que significou que eu não havia passado mal ou bebido tanto como naquela festa. E eu também não estava dolorida.
Abri a porta do quarto e coloquei a cabeça para fora. Não parecia ter ninguém em casa, e eu realmente não sabia como me orientar no apartamento do Percy, já que eu nunca estivera ali. Era bem parecido com o de Ares, mas era bem maior.
Segui pelo corredor que deu para a sala e para a cozinha. Percy estava sentado no sofá, vendo algum programa de televisão sobre alguma coisa indecifrável. Eu queria fazer uma “surpresa”, mas acabei tropeçando no nada e caí de cara no chão, fazendo um barulho meio estrondoso. Percy se levantou do sofá.
– A bela adormecida acordou – ele disse, rindo, e me ajudou a levantar.
– Percy, o que eu estou fazendo aqui?
– Bem, você desmaiou no carro e eu não sabia o que fazer, então te carreguei até aqui, e minha mãe disse que seria melhor se você passasse a noite aqui.
Ai, amém.
– Então, nós não…?
– O que? Não! Annabeth, eu não transaria com você bêbada e incosciente.
Eu ri. Ele se sentou no sofá e eu me sentei ao lado dele.
– Tá se sentindo bem?
Eu assenti.
– Porque eu sempre passo mal nessas festas e você sempre fica inteiro?
– Porque eu sou homem, e você é mulher.
– Eu não vou discutir com você hoje.
– Não discuta.
– Mas, Percy, nós… Dormimos na mesma cama?
Ele riu.
– A minha mãe não iria deixar que eu dormisse com você. Não, você dormiu no meu quarto e eu dormi no sofá.
– Ah, eu te expulsei do quarto?
– Bem, um pouco. De madrugada eu fui pra lá mesmo. E você devia me agradecer, estava congelando.
– E você fez o difícil trabalho de me abraçar, eu imagino.
– E vesti essa camisa em você também.
– O que eu estava vestindo antes?
– Nada.
– NADA?
Ele riu.
– Estava de lingerie, e estava congelando.
– Ah. Ok. Então, obrigada por me esquentar, Percy. E eu vou ficar com essa camisa.
– Ei, você acha que pode se apropriar das minhas camisetas de uma hora pra outra?
– Acho – eu disse. – Onde está a sua mãe?
– Foi trabalhar.
– Ela deve me odiar.
– Não odeia. Ela não odeia ninguém, mesmo que essa pessoa seja tão insuportável como você. E na verdade, ela gosta pra caralho de você, vive te elogiando e perguntando porque…
– Porque…?
– Porque a gente não namora.
– Ah.
Percy deu de ombros e ficou quieto, voltando a prestar atenção na televisão. Me deu pena dele. Eu sei que ele gosta de mim, e pra ser sincera, eu posso negar, mas eu… Eu gosto dele também. Só que eu não conseguia, eu simplesmente não consigo namorar as pessoas. Talvez aquela merda do Dylan tenha me traumatizado psicologicamente.
O climão tenso se prolongou mais um pouco, enquanto eu pensava se realmente seria uma coisa tão ruim se a gente namorasse. Talvez mais pra frente, mas… Não agora. Eu não consigo.
– Percy, eu estou com fome – eu disse. – E esse programa é um saco. O que tem pra comer?
Percy riu. Ele seguiu até a cozinha e eu fui logo atrás dele, saltitando alegre porque iria comer alguma coisa. Comida é a única coisa que me alegra nessas situações de acordei-na-casa-do-menino-que-eu-gosto-e-não-lembro-de-nada.
A geladeira do Percy, ao contrário da minha, era lotada. Por isso deve ser legal morar com a mãe.
Quer dizer, com uma mãe normal que não te odeie porque você foi resultado de um estupro.
Eu e Percy comemos pão com geléia de amora, e em um pequeno momento de liberdade eu melequei meu dedo na geléia e passei no nariz do Percy.
– Porque você fez isso? – ele perguntou, rindo.
– Não sei, deu vontade – respondi, rindo de volta.
– Ah, Annabeth, você vai começar uma guerra.
– De geléia de amora?
Percy mergulhou uns três dedos dentro do pote e passou os três na minha bochecha. Lógico que as mãos do Percy, ao contrário das minhas, são muito maiores e mais pesadas e quase me fizeram cair da cadeira.
– Um dedo contra três e eu é que começo uma guerra, Percy?
Percy riu e me deu a língua. Peguei uma colher e espalhei geléia na minha mão, logo pra passar a mão no peitoral definido dele, sujando-o de geléia.
– Annabeth, Annabeth… – ele disse, e já pegou o pote. Saí correndo pelo apartamento, com ele no meu encalço, e entrei no banheiro. Pena que não consegui trancar a porta, já que ele era mais rápido que eu.
– Agora você está ferrada — ele disse, rindo, e eu mordi o lábio inferior. Percy praticamente jogou todo o conteúdo do pote nas duas mãos e as enfiou por baixo da camiseta que eu usava, me fazendo soltar um gemido quando suas mãos quentes e melecadas entraram em contato com a minha pele fria.
Eu senti suas mãos tateando as minhas costas e procurando o fecho do sutiã. Puxei a nuca de Percy e o beijei, sentindo ele escorregar as mãos pra minha bunda e a apertar. Meu corpo todo estremeceu.
Guerra de geléia, guerra de geléia. Era pra isso ser uma merda de guerra de geléia.
Tirei a camiseta preta que eu usava, e Percy sorriu. Eu sei que aquilo estava errado, mas qual é, ele era irresistível.
Percy me pegou nos braços e correu com rapidez até o seu quarto, me jogando na cama. Se ajoelhou sobre mim e começou a beijar o meu pescoço. Eu arqueei as minhas costas, e ele soltou um gemido quando tirou o meu sutiã.
Percy começou a apertá-los com força, e brincava com os mamilos enquanto eu me contorcia embaixo dele, com as pernas abertas por instinto. Fez uma trilha de beijos até o meu umbigo, e sorriu quando viu a minha calcinha.
– Alguém está excitada — ele provocou, me fazendo rir. Percy moveu minha calcinha para o lado e penetrou dois dedos em mim com força, me fazendo gemer alto. Agarrei uma almofada que estava à vista e a mordi com força, para não lhe dar a satisfação de me ver gemendo.
Meu corpo inteiro enrijeceu. Eu não tinha àquela sensação de prazer há muito tempo, e olha que nem havíamos transado ainda.
Eu senti espasmos de prazer percorrerem o meu corpo, o que significa que eu ia gozar. Não, não, não. Merda. Há quanto tempo eu não gozava tão rápido?
E então o telefone tocou. Percy soltou um gemido de desaprovação e tirou os dedos de dentro de mim. Armei uma tromba na mesma hora. Era o Ares.
– Ah, merda – eu disse. – É o meu tio. Ele deve estar chegando.
– Então sobe – Percy disse, emburrado. Eu vesti sua camiseta preta e ele me devolveu a minha saia de líder de torcida e a blusa. Dei um beijo em sua bochecha, o que me fez inexplicavelmente ficar vermelha, e subi correndo até o 500.
Abri a porta com a chave reserva que deixamos embaixo do tapete, e fui tomar um banho. Eu definitivamente tinha que processar as coisas que aconteceram ontem, e principalmente as coisas que aconteceram hoje.
E eu ainda tinha que arrumar as malas pra Cancun. Merda.
Notas finais
E quanto às notícias, eu FINALMENTE criei vergonha na cara e comecei a escrever a minha história original, YAY. A má notícia é que isso consume muito do meu tempo, e eu posso ficar atolada pra postar ):
Mas enfim, vamos torcer pra que não osdjalksdaksdj 20 reviews pro próximo, ok? Beijos!
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