Bad Girls
24 Paradise city
Notas iniciais
Esse capítulo é dedicado à Juliana, que se deu bem porque esse capítulo é a+ (na minha opinião) e a recomendação dela DEFINITIVAMENTE mereceu porque foi linda e maravilhosa assim como as outras ♥ seus lindos
Take me down to the paradise city, where the grass is green and the girls are pretty
Aeroporto John F Kennedy. 09:00 a.m. Segunda-feira, 18 de março.
Sim, o voo era às 10:00 a.m., o que significa que todos os alunos do terceiro e quarto ano da Goode que iriam para Cancun teriam que estar lá por volta das 09:00 a.m., o que significa que teríamos que acordar umas 06:00 a.m. para sair de casa às 07 e estar lá às 09. Não no meu caso, é claro, já que eu fui de carona com o Percy e chegamos lá em uma hora.
Despachamos as malas e entramos na área de embarque. Já que, felizmente, a Goode é uma escola de rico, ela tinha um jato, ou tinha reservado um jato, pra essa viagem. Aquilo era ótimo, já que você poderia ficar esperando o avião decolar dentro do jato, e não naquela área de embarque xexelenta com aquela gente apressada que não tomou café da manhã.
Obviamente, eu me sentei na janela, porque eu adoro me sentar na janela, e eu não sei onde Percy se sentou. Provavelmente perto do Nico e do Grover. Mas, por sorte, Thalia chegou logo depois e se sentou ao meu lado.
- Oi, Annie! – ela disse, animada. – Dá pra acreditar que estamos indo pra Cancun? Cancun, baby!
Eu ri.
- No Spring Break! – eu completei. – Bebidas, festas e putaria. Vai ser uma beleza.
- Ah, Annabeth, você não engana ninguém. Todo mundo sabe que você quer transar com o Percy.
- Que absurdo! – eu disse. – Não quero e não vou transar com ele. Talvez eu transe com um desconhecido – brinquei, rindo, e Thalia riu de volta.
- Você não tem jeito mesmo.
- Eu sei, eu sou a luz que ilumina a sua vida. Como você vivia sem mim? Não interessa. Ei, quantas horas de voo são daqui até Cancun?
- Umas três ou quatro horas.
- Eu provavelmente vou dormir.
- Você dorme em aviões?
- Você não?
- Eu não consigo!
- Bom, sim, eu durmo em aviões. Dormi da California até Nova Iorque, e são cinco horas de voo. Não tá fácil pra ninguém. Mas, ei, esse jato é da companhia do seu pai, né?
- É, ele vendeu um por um preço mais barato para a escola fazer viagens e coisas do tipo – ela disse. – Clarisse e Silena vem?
- Vem, mas ainda não chegaram. Jason veio?
- Veio, ele está lá atrás, junto com o Percy. Mas então, soube que você dormiu no Percy no dia daquele jogo.
Engoli em seco. Merda! Será que ela também sabia da guerra de geléia?
- O QUE? Como você soube?
- Percy contou pro Jason que contou pra mim. Uma semana e você não contou que dormiu na casa do seu futuro namorado!
- Thalia, não viaja – eu disse. – Só dormi lá porque a mãe dele insistiu e eu estava passando mal. Não rolou nada e se rolasse seria irc.
- MENTIRA! Tá na sua cara que você tá louquinha por uma noite de sexo com o capitão do time de futebol. Ah, Annie, você não me engana.
Era verdade. De alguma forma, eu nunca consegui enganar a Thalia. Ela tinha tipo um ímã pra mentiras ou sei lá, eu sempre acabava me entregando. Mas pelo menos ela não descobriu sobre a guerra de geléia.
- Thalia, eu não quero transar com ele, ok? E eu não gosto dele — menti.
- Gosta, sim! Silena me falou que vocês se pegaram no armário no bar do John!
Eu vou matar a Silena.
- Não rolou nada.
- Quando você ia me contar?
- Não aconteceu nada!
- Ai, Annabeth, você hein? Fica escondendo as coisas de mim.
- Podemos mudar de assunto, por favor? E você e o Luke?
- Estamos ótimos, Annabeth, e eu não quero falar sobre isso.
- E eu não quero falar sobre o Perseu!
Eu não precisei falar sobre o Percy, já que Silena e Clarisse se sentaram logo na nossa frente. Elas estavam brigando por alguma coisa.
- Ei, porque vocês estão brigando, suas mal-amadas?
- A Silena tá saindo com o Beckendorf! E NÃO ME CONTOU! – ela surtou.
- Você não pode dar lição de moral! – estrilou Silena. – Você tá saindo com o Chris!
- ESPERA, O QUE????????? – indagou Thalia. – Silena e Charles? Clarisse e Chris?
- E eu solteira! – gritei, e todos os presentes no jato olharam pra mim, o que foi meio tenso.
- É isso mesmo – disse Clarisse. – A Silena tá saindo com o Charles e não falou pra ninguém.
- Ela falou pra mim – intervim, mas logo depois percebi que não foi uma boa ideia.
- VOCÊ FALOU PRA ANNABETH E NÃO FALOU PRA GENTE? – indagou Thalia.
- Eu precisava falar com alguém! – ela disse. – A Clarisse não contou pra ninguém messssssssssmo! Nem pra mim, nem pra Annie e nem pra Thalia!
- E a Thalia tá namorando o Luke! – disse Clarisse, e Thalia arregalou os olhos.
- Não tô, não!
- TÁ, SIM! – dissemos, em coro. Ah, adoro brigas de garotas pela manhã.
- Eu não sou a mais culpada aqui, ok? – disse Thalia. – A Annabeth dormiu na casa do Percy no dia do jogo e não falou PRA NINGUÉM!
Tive vontade de socar a cara da Thalia com tanta força que a mandaria pra fora do avião.
- THALIA! – surtei, fazendo um movimento meio sem sentido com as mãos.
- Você dormiu com o Percy? – indagou Silena.
- Não! Eu não dormi com o Percy, eca! Eu dormi na casa do Percy, é diferente. Mas a Clarisse dormiu com o Chris!
- ANNABETH! – ela gritou, e Silena olhou para ela com os olhos arregalados.
- VOCÊ DORMIU COM ELE E NÃO FALOU PRA GENTE? SÓ PRA ANNABETH?
- Não! Nem pra Annabeth eu falei! E eu não fiz sexo com ele!
- Que puritana — eu disse, rindo.
- Como você ficou sabendo? – perguntou Thalia.
- O Chris contou pro Percy e o Percy me contou.
- UUUUUUUUUUUUUUUUUUUI, O PERCY! – elas provocaram, e tive vontade de enterrar na almofada, já que o jato inteiro prestava atenção na nossa discussão.
- Acho melhor a gente calar a boca – sugeriu Silena. – Já que tá todo mundo olhando pra gente.
- Ótima ideia – eu disse, me jogando no banco.
Clarisse colocou os fones de ouvido e começou a ouvir música antes mesmo que o avião decolasse. Silena sacou da bolsa um livro de umas trezentas páginas e começou a ler. Thalia estava zapeando os canais naquela mini televisão que vem embutida nas poltronas, e eu estava no tédio total.
- Quando vamos decolar? – perguntei.
- 10:00 p.m. – disse Thalia. – Daqui a uns vinte minutos.
- É muito tempo – reclamei, e ela bufou.
- Olha! Achei um filme legal.
Estava passando Rock Star, com Jennifer Aniston e Mark alguma coisa. Aquele filme parecia legal, principalmente porque tinha rock e essas coisas que eu adoro. Eu e Thalia começamos a ver o tal filminho, até que no meio do nada a televisão desligou.
- Caros passageiros, peço que desliguem seus celulares e aparelhos eletrônicos para a decolagem. Apertem os cintos de segurança. O tempo está nublado aqui em Nova Iorque e ensolarado em Cancun, talvez com algumas turbulências. Aproveitem o voo! – a aeromoça anunciou. Apertei o meu cinto e me preparei para a decolagem, que é a parte que eu mais adoro do voo.
Depois que o avião já estava planando no ar, a televisão ligou novamente. Voltamos a ver o filminho, mas é claro, eu dormi.
- Annabeth, acorda – disse Thalia. – O filme já acabou. Você não pode me deixar sozinha por mais uma hora e meia de voo!
- Ai, Thalia, não enche – eu disse. – Aviões me dão sono.
- Você é um saco, Annabeth!
- Chata, ok, o que você quer fazer?
- Sei lá, só não me deixe ficar sozinha!
Thalia zapeou mais os canais da televisão enquanto me explicava como o filme tinha acabado, mas eu não estava prestando muita atenção. Eu tinha certeza que ouvia meu nome vindo de trás do avião.
Em pouco tempo, Thalia achou mais um filme, A Última Música. Não era o filme que eu via, é claro, já que aquele filme era muito água com açúcar pra mim. Thalia estava vidrada na televisão, e já que eu não podia dormir e ainda não tinham servido a comida, eu tive que fazer alguma outra coisa pra me distrair.
- Vou no banheiro – falei. Thalia assentiu. Tirei o cinto de segurança e passei lentamente na frente da televisão, enquanto ela me empurrava para voltar a ver aquele filme bostinha.
Passei pelos corredores e parei na frente do banheiro, que estava trancado. Esmurrei a porta algumas vezes, mas tive que ficar esperando a lady que estava lá dentro acabar de fazer as necessidades.
Então a porta abriu. Amém! E então me puxaram pra dentro do banheiro. Não Amém. Não Amém!
Na mesma hora reconheci os lábios do Percy colados nos meus. Ah, merda, Perseu, você está piorando tudo.
Entrelacei minhas mãos em sua nuca, enquanto suas mãos pesadas apertavam o meu quadril. Parei de beijá-lo por um segundo.
- O que estamos fazendo? – indaguei.
- Eu não sei – ele respondeu. Ficamos em silêncio nos encarando, mas voltamos a nos beijar logo depois.
Então, a filha da puta da aeromoça anunciou que estávamos entrando em uma turbulência.
- Merda, porque sempre que estamos nos beijando alguma coisa acontece? – perguntou, abrindo a porta do banheiro. Eu ri. Saí correndo pelos corredores até o banco ao lado de Thalia, e apertei o cinto. Olhei para trás. Percy já estava sentado, e me encarava.
- O que foi que aconteceu? – perguntou Thalia.
- Oi?
- Porque saiu em disparada do banheiro?
- Porque ia começar a turbulência, dã-ã.
- E porque o Percy estava com você?
- Ele não estava comigo.
- Estava, sim. Saíram do banheiro na mesma hora.
- Você está tendo alucinações.
- Annabeth… Você sabe que não mente pra mim.
Revirei os olhos e fiquei encarando a paisagem pela janela, tentando não olhar para Thalia. A turbulência foi de, no máximo, uns cinco minutos, e quando eu olhei para o lado, Thalia ainda me encarava.
- AI, THALIA!
- Annie, me conta o que aconteceu! Não seja chata.
Revirei os olhos e peguei meu iPhone. Abri o bloco de notas e escrevi o que vinha acontecendo entre eu e Percy desde a festa de Silena, omitindo a guerra de geléia, é claro. Espero que Thalia se contente só com o resto.
- Aproveite – eu disse, entregando meu celular à ela. Thalia leu e releu as palavras que eu havia escrito no meu bloco de notas e me olhou chocada e sorrindo.
- NÃO! ANNABETH, SUA SAFADINHA!
- O que foi? – eu perguntei, rindo.
- Um strip-tease? Safada.
- Thalia, por favor, menos.
Thalia continuou conversando comigo até que finalmente chegamos à Cancun. Quando a aeromoça avisou que iríamos pousar, todas as pessoas presentes no jato explodiram em palmas, inclusive eu, que não aguentava mais ficar sentada nessa poltrona sem poder dormir.
O aeroporto de Cancun era meio estranho. As pessoas não pareciam estar com pressa ou querendo tomar café da manhã, além de que elas são muchachas, e eu adoro muchachos.
Fomos até aquela esteira em que se retira as malas despachadas, com Dioniso, Quíron, Pã e o treinador Hedge nos acompanhando. Eles não podiam nem mandar uma professora, tinham que mandar homens. O “meu” grupo era guiado pelo treinador Hedge, e lá estavam todas as líderes de torcida e o time de futebol, mais alguns seres do quarto ano que eu não conhecia.
- Muito bem, cupcakes! Peguem suas malas e então sigam até aquela cafeteria lá com nome estranho! Star… Alguma coisa.
- Starbucks! – gritou Silena.
- Isso mesmo! Logo ali na frente. Quando chegarmos lá, vamos para o Hotel.
O grupo comemorou, e então fomos até a esteira. A minha mala foi uma das primeiras a ser jogada na esteira, e logo que eu a peguei, tive que ajudar Silena com as cinquenta mil malas que ela havia trazido.
- Pra que tanta mala assim, Silena? – reclamei, tirando da esteira a terceira e última mala.
- Annabeth, são duas semanas em Cancun! Você só trouxe uma mala?
- Eu sou organizada! E mais, vou comprar roupas aqui.
- Eu também vou, por isso trouxe uma mala vazia dentro de uma dessas.
- SILENA! – bronqueei.
- Ai, Annabeth! Chata, chata, chata!
Esperamos Thalia e Clarisse pegarem suas malas, então fomos até o Starbucks, onde o treinador contava para Piper e Katie como ele lutou com dois elefantes com raiva. Me sentei em um dos bancos exausta por ter que carregar as malas de Silena (sim, Silena não carregou nenhuma das três malas, eu, Thalia e Clarisse que carregamos) e bebi uma água. Era engraçado falar com os muchachos.
Quando o resto do grupo chegou, Hedge nos levou para fora do aeroporto. Haviam três ou quatro carros parados ali. Hedge nos guiou até o maior.
- Quem chega primeiro leva o melhor! – ele gritou, correndo de um jeito engraçado até o primeiro e maior dos carros.
Colocamos nossas malas no porta-malas e entramos no carro. Ele era enorme por dentro, de couro e veludo e com um espaço para os alunos.
- Cuál es el destino, señor? – perguntou o motorista do carro, que era um muchachito.
- Hã? Cupcakes, alguém entendeu o que ele disse?
Silena bufou.
- Hotel Oasis Cancun, complacer.
O motorista assentiu e começou a dirigir.
- Ui, Silenita – eu disse, rindo. – Tá boa no espanhol, hein? Vai pegar muitos muchachitos – eu provoquei, sabendo que Charles estava ouvindo e que ele não sabia que eu sabia sobre os dois.
Silena me olhou com raiva, e Thalia e Clarisse entraram na brincadeira.
- Muchachitos, muchachitos! – disse Clarisse.
- Muitos muchachitos para Silenita! – disse Thalia.
Eu ri com aquela rima esdrúxula. Estávamos cientes de que o carro inteiro estava ouvindo e nem assim paramos de falar sobre muchachitos.
- Ei, eu não vou ser a única. Clarisse, Thalia, Annabeth – ela disse, dando ênfase no meu nome. – Muchachitos para vocês também?
Eu consegui ver a cara zangada do Chris, e comecei a rir.
- Eu não quero muchachitos – disse Clarisse.
- Quer, sim! – insistiu Silena. – Muitos muchachitos para Clarissita.
- Clarissita? – indaguei, rindo mais ainda.
- Ei, Annabeth – disse Thalia. – Você não fica de fora. Muchachitos para Annabeth?
- Muchachitos para Annabeth! – concordaram Silena e Clarisse.
No rádio, começou a tocar Hips Don’t Lie, da Shakira.
- Ok, muchachitos para mim! – respondi, e Percy me olhou como se fosse me dar um soco. Eu ri. – Ei, esse carro tem teto solar?
- Disculpe, señor, este coche tiene un techo solar? – perguntou Silena ao motorista.
(N/A, gente eu não sei espanhol então deve tá tudo errado porque eu peguei no tradutor mesmo KKKKKKKKKK)
- Sí, señorita – ele respondeu, e abriu o teto solar.
- Agora vamos ver quem quer muchachitos – eu disse, e olhei para Thalia, Clarisse e Silena.
Elas não sabiam muito bem o que eu ia fazer, e pra ser honesta, nem eu sabia muito bem o que estava fazendo.
Subi no banco e coloquei meu corpo da cintura para cima pra fora do carro pelo teto solar, e comecei a gritar.
- EEEEEEEEI, POVO DE CANCUN QUE ESTIVER AQUI PELO SPRING BREAK! – eu gritei, e o motorista foi mais devagar. Algumas pessoas, principalmente homens, que estavam na rua olharam para mim. – SE VOCÊS SÃO MUCHACHITOS QUE QUEREM FICAR COM QUATRO LINDAS GAROTAS, INCLUSIVE EU – acrescentei, para meter mais raiva no Percy. – VÃO ATÉ O HOTEL OASIS CANCUN!
As pessoas na rua começaram a aplaudir e gritar algo que parecia “EU! EU!” mas em espanhol, claro. E então algum filho da puta me puxou para dentro do carro.
- AI, THALIA! – eu gritei, rindo. Thalia, Clarisse e Silena também riam, mas o resto do pessoal não parecia muito contente.
E quando eu digo resto do pessoal, quero dizer o Charles, Chris, Luke e… o Percy.
- Você é louca! – gritou Thalia.
- Ei, os muchachitos querem! Viu, eles tão aplaudindo! – eu apontei para a janela. – Sinal vermelho! Vamos falar com os muchachitos. Essa janela não abre?
Clarisse se esticou e abriu a janela.
- Ei, muchachos, venham aqui!
Logo em seguida uns vinte garotos bronzeados e LINDOS apareceram na janela do carro. Tinha um que era loiro, com olhos castanhos e um bronzeado impecável.
- Vocês estão aqui no spring break, certo?
Os vinte bronzeados lindos comemoraram.
- Então vocês querem ficar com meninas, certo?
E eles comemoraram de novo.
- Então eu sei de três meninas maravilhosas e solteiras que estão aqui no carro comigo, e tem eu também, claro.
Os garotos comemoraram de novo, e Silena estava vermelha.
- Quem quer ficar com a Silena? – berrei, levando a cabeça de Silena até a janela. Uns cinco muchachos comemoraram, o que deu ainda mais raiva no Charles.
- NINGUÉM VAI FICAR COM ELA, PORRA – ele surtou, e puxou Silena para seu colo, onde deu um beijo intenso nela.
- Ok, a Silena está fora – eu disse, e os cinco lamentaram. – Quem quer ficar com a Clarisse?
Mais meninos comemoraram, e Chris não se meteu dessa vez. Um muchachito bronzeado passou o telefone para Clarisse.
- E a Thalia, é claro, o Luke não se incomoda, né? – eu o provoquei, rindo. Ele riu de volta.
- É claro que me incomodo, sua bostinha – ele disse, e puxou Thalia.
- Ok, então tem a Clarisse… E eu, é claro.
Agora sim, eu tive certeza de que Percy iria explodir. Os vinte meninos comemoraram, e o loiro que eu mencionei disse alguma coisa em grego.
- Temos um grego aqui – eu disse, para Clarisse, que riu. – Um DEUS GREGO, literalmente.
O menino grego sorriu, e acho que ele falava inglês.
- Então, grego, você veio curtir o Spring Break, né?
O grego assentiu.
- Você claramente já deve ter ficado com muitas meninas, porque sendo um deus assim que você é, né…
O grego riu.
- Fala alguma coisa, grego idiota – eu disse, arrancando risadas da Thalia.
- Eu… Ficar… Você – ele disse, tentando formular as frases. Agora sim, Percy iria explodir.
E sim, eu só estava fazendo aquilo pra provocá-lo, eu acho.
- Ele quer ficar com você! – disse Clarisse, entrando no meu joguinho. Ela deve ter sacado que eu queria provocar o Percy. – Você quer ficar com ela, né, greguinho?
O grego assentiu.
- Ok, grego, você é muito sortudo – eu disse. Abri a janela mais um pouco, coloquei meu corpo pra fora e puxei o grego pela nuca. O beijo dele era bom, e finalmente posso tirar “beijar um grego” da minha lista.
Pena que, justo quando o grego resolveu me tocar, o carro acelerou e eu fui puxada para dentro, rindo que nem uma condenada.
- ANNABETH, AGORA EU TENHO CERTEZA QUE VOCÊ É MALUCA! – Clarisse gritou, rindo. Na verdade, quase todo mundo ria, menos o Percy e o Nico.
- Eu estou no paraíso! – falei. – Tem meninos bonitos, gregos, muchachos e gente assanhada! – e ri. – A-D-O-R-O!
Os presentes riram mais um pouco, e então eu me “comportei” até chegarmos no hotel. Na verdade, eu estava cantando empolgada Hips Don’t Lie, junto com Silena e Thalia.
Acho que Charles estava meio puto comigo por tentar vender sua namorada para um daqueles muchachitos, porque ele ficou do lado do Percy e do Nico, sério e com cara de bosta até chegarmos no hotel.
O hotel era maravilhoso. Tudo era maravilhoso. Era de frente pra praia, uma praia magnífica e cristalina, com um palco na água e algumas pessoas dançando. Eu estava chocada, nunca achei que aquele hotel fosse realmente tão maravilhosamente perfeito.
Hedge nos guiou até dentro do hotel, e dessa vez Charles carregou as malas de Silena, o que foi um alívio. Eram 1:00 p.m., e eu tinha me esquecido do fusorário. Em Nova Iorque seriam 2:00 p.m.
Hedge fez o check-in de quem teria quartos juntos, e por sorte, eu caí com Thalia. Silena e Clarisse estavam no quarto ao lado. Percy, Charles, Nico e Leo fizeram check-in separado, já que iriam ter quartos sozinhos.
Hmmmm, por que será?
Subi com Thalia até o nosso quarto, o 350, que era absolutamente maravilhoso. As paredes eram vermelhas e tinham uma aparência lamacenta. A mobília era toda em madeira escura e parecia ter sido tudo esculpido à mão. Haviam duas camas queen size, e eu logo me apropriei da que era mais próxima à varanda.
A suíte também era maravilhosa. Na banheira caberiam umas três de mim com facilidade. E a varanda dava para a praia.
- THALIA, OLHA ISSO! – eu disse, apontando para a praia. Tinha um palco suspenso na água, um DJ tocando uma música desconhecida mas muito animada, e várias mulheres dançando no palco, fazendo aquele concurso de camiseta molhada.
Eu sempre quis fazer isso.
Na água, haviam vários barcos onde também tinham pessoas dançando, assim como na areia. Sem contar a quantidade de pessoas sozinhas ou em cima de bóias.
- Isso é o sonho! – eu disse. Thalia era bem mais relax e tinha namorado, duvido que me acompanhe.
- Annabeth, você é louca! Aposto que vai entrar naquele concurso! – ela disse, rindo.
- Vou mesmo!
Thalia riu mais ainda. Tirei algumas roupas e coloquei na cômoda, e ela fez o mesmo.
- Eu vou buscar alguma coisa para comer – ela disse. – Aqui tem aqueles carrinhos de guloseimas, que tudo!
Eu ri.
- Traz um doce pra mim.
- Ok! – ela disse, e saiu pela porta. Peguei o meu celular.
Era fato, eu adorava Thalia, Clarisse e Silena. Mas elas tinham namorados, e eu não poderia levá-las para o mal caminho. Liguei para Haley.
- Alô? – ela atendeu.
- HALEY? É A ANNABETH, SUA ANTA!
Haley deu um gritinho e anunciou “É A ANNABETH, É A ANNABETH!”.
- ANNIE, OI! – ela disse. – Você tá no viva-voz!
Krystal falou comigo, assim como Will e Jake.
- Ai gente, pelo amor de Deus, onde vocês estão?
- Você não vai acreditar! – Krystal disse. – A nossa escola fez algo de útil! Estamos em Cancun!
- CALA A BOCA! – eu berrei. – NO HOTEL OASIS?
- É! – Jake disse.
- NÃO, VOCÊS ESTÃO DE BRINCADEIRA! EU ESTOU NO HOTEL OASIS CANCUN!
Haley e Krystal deram mais alguns gritinhos.
- Em que quarto, em que quarto? – perguntou Jake.
- 350, eu acho. Vocês estão em qual?
- Eu estou no 400, junto com o Jake.
- Nós estamos no 354! – gritou Krystal.
- Estão no quarto agora?
- Não, no saguão! De frente pra entrada da piscina!
- Ok, fiquem aí! Eu tô descendo.
Notas finais
Enfim, reviews, bla bla, quem lê a fic já sabe de toda essa putaria e é, nos vemos no próximo capítulo, que eu ESPERO postar rápido! Beijos.
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