Bad Girls

42 I look at you


Notas iniciais
SENTIRAM MINHA FALTA GENTEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEE? Bom, eu senti a falta de vocês, então vamos todos nos abraçar ♥
Well, eu vou explicar o porquê da minha demora: EU ME MUDEEEEEEEEEEEEEEEEEEI e fiquei sem internet. Boladíssima. Pelo lado bom, eu escrevi MUITO, tipo, MUITO nessa fic. MUITO.
E AQUI VAI A MARATONA QUE EU PROMETI A VOCÊSSSS ♥ Eu prometi, certo? Bom, se não tiver prometido, agora eu prometi USHUSHDUSHDUSDH
Esse capítulo é dedicado à MarPercyHarry1D pela recomendação dela ♥333 gENTE, você foi ler 6 da matina? UIIIIIIIIIII eu to no décimo sonho.
ENJOY!

When my world is falling apart, when there's no light to break up the dark, that's when I, I look at you.

Abri a porta calmamente. Olhei para Percy e ele estava... Perfeito? Divino? Gostoso? O que eu uso para caracterizar uma criatura dessas? Ele estava... Nossa.

Percy usava uma blusa branca, uma gravata vermelha e um paletó preto fechado, além da calça e dos sapatos sociais. Seu cabelo estava arrumadamente desgrenhado, seus olhos verdes pareciam mais intensos e mais alegres do que o comum, e ele sorria aquele sorriso perfeito que só fez com que eu ficasse ainda mais caidinha por ele.

Mas pro Percy era bem o contrário. Ele estava quase babando.

- Oi – eu disse, sorrindo. Ele piscou os olhos e balançou a cabeça como se estivesse saindo de uma espécie de transe.

- Eu... Hm... Dãh.

Eu sorri e o dei um beijo na bochecha, deixando a marca do meu batom lá.

- Como eu estou? – perguntei, e ele riu.

- Você está linda – ele disse, e me rodou. – Não que você não seja linda, porque você é, mas é que hoje você está mais linda do que costuma ser, quer dizer...

Eu ri e passei as mãos pelo seu cabelo. Aparentemente o Cabeça de Alga estava tão nervoso quanto eu.

- Você também está nervoso.

- Eu não sei porque, me desculpa.

- Desculpar pelo que?

- Não sei. Podemos ir?

Eu ri junto com ele. Percy passou o braço pela minha cintura e eu pela sua. Descemos as escadas em silêncio até chegarmos na garagem, onde seu carro estava estacionado. O lençol preto ainda estava lá.

- Esse lençol ainda está aqui? – eu perguntei, e ele riu.

- Deixa ele aí. Me dá boas lembranças.

Eu sorri.

- Ok, vai me contar pra onde vamos?

- Não – ele disse, simplesmente. – Você vai ver quando chegarmos lá.

- Ah, qual é, Percy! Anda, me fala!

- Não. E não pense em fazer nada comigo enquanto eu estou dirigindo dessa vez.

Eu ri.

- Então você não vai me falar nada? O que mais vai fazer? Vai me vendar também?

- Vou.

- Percy!

- Eu quero que essa noite seja especial, Annabeth.

- Porque?

Ele deu de ombros.

- Nosso primeiro encontro.

O olhei desconfiada. Eu sabia que não era isso. Tinha alguma coisa cheirando mal ali, ou extremamente bem. Não sabia diferenciar os cheiros dos planos do meu namorado, mas alguma coisa ia acontecer.

Percy dirigiu cerca de meia hora, até chegarmos em algum lugar ainda desconhecido por mim. A iluminação estava gasta, e ele estacionou de um modo que eu não conseguia ver nada. Mas eu conseguia sentir o cheiro de maresia, se bem que, Percy tem um cheiro de maresia.

Ele se esticou até o banco de trás e tirou uma venda ali de trás.

- Coloque isso, ok?

- Percy...

- Ei, o que foi? Não confia em mim?

- Lógico que confio! Mas o que você está tramando?

- Fique calma – ele disse, sorrindo. – Eu não vou te sequestrar.

Percy me puxou pela nuca para me dar um beijo, então amarrou a venda nos meus olhos. Eu não conseguia ver absolutamente nada.

- Espera aí – o ouvi falar. Ouvi a porta do carro se abrir, e logo depois a porta do banco de carona se abriu, e eu senti a mão de Percy tocar na minha. – Vem comigo, com cuidado, ok?

Saí do carro ainda apoiando nele, e quase caí quando a merda do salto enroscou em alguma coisa. Ele riu e eu o acompanhei, mesmo sabendo que não foi tão engraçado assim. Ouvi as portas do carro sendo fechadas e provavelmente trancadas, então Percy segurou a minha mão de novo.

- O que está sentindo?

- Nervosismo – eu respondi, e ele riu. – Ficar de olhos fechados não é legal.

- Só mais um pouquinho.

Eu até pediria pra ele me carregar, mas, além de que iria ser muita folga da minha parte, eu não queria ter mais um vislumbre de quando nos casássemos de novo. O primeiro já me deixou suficientemente assustada.

Mas eu sabia o que aquele vislumbre queria dizer, e agora eu tinha mais certeza. Só que eu não vou contar pra ele.

Continuei andando, e senti o asfalto por baixo de mim se transformar em madeira. Sim, madeira. Ouvia um barulho de água, e o cheiro de água salgada estava ainda mais forte. Nova Iorque não tinha praias, e não havia se passado tanto tempo assim para chegarmos a praia mais próxima.

Percy parou de andar bruscamente, e me fez parar também.

- Pode tirar a venda – ele disse, e eu levei as mãos à parte de trás da minha cabeça, tirando a venda.

Ali, na minha frente, havia um barco. Um barco. E não era uma canoa, ou um veleiro. Era um iate. Um iate branco, com janelas em vidro e muito grande pra ser um iate. Era um iate da Poseidon Travels. Eu não sabia o que dizer.

- Você não gostou? Eu tentei reservar um horário no New York Cruise Dinner, mas só tinha pra daqui a duas semanas, e precisava ser hoje porque eu tenho um negócio pra te contar, mas Annabeth, porque você está muda? Ai meu Deus, você não gostou?

- Percy! – eu disse, e o abracei. – Eu não sei nem o que dizer, é lógico que eu gostei! Mas... O que você tem pra me contar?

Ele engoliu em seco.

- Vamos entrar, ok?

Subimos uma rampinha até o deck superior, passeando pelos arredores do barco enquanto Percy me mostrava a cidade e eu olhava pra ele encantada enquanto ele falava todas aquelas coisas.

- Alguém andou estudando – eu brinquei, o beijando.

Ele sorriu.

- Espero que esteja com fome – ele disse, e eu assenti.

- É lógico que estou. Só almocei e tomei aquele sorvete, lembra?

Ele me puxou pela cintura e eu apoiei a cabeça no seu ombro. Só então eu me toquei de que o iate já estava se movendo. Percy falou mais algumas coisas sobre as paisagens à vista enquanto eu sorria que nem uma débil mental, então descemos uma escadinha e entramos no iate.

O interior do iate era... Uau. Uau, uau, mil vezes uau e mais uma vez. O carpete era branco e impecavelmente limpo. Havia uma mesa no centro do cômodo, com uma toalha branca, duas cadeiras e um candelabro com velas. Aliás, o ambiente estava escuro, e tudo o que iluminava o cômodo eram velas. Também haviam pétalas de rosas espalhadas pelo chão e pela mesa. Haviam várias janelas, que davam uma visão de todo o Rio Hudson (de acordo com Percy) e os panoramas da cidade. No fundo, estava tocando uma música instrumental que eu ainda não havia distinguido, mas era calma e ambiente.

- Percy, pare de ser perfeito por dois segundos, ok? – eu disse, e ele sorriu.

- Eu só estou tentando ser o cara certo pra você.

- Eu disse pra parar de ser perfeito.

Percy riu e me beijou. Mas não foi um beijo quente, ou urgente. Foi um beijo calmo, delicado, eu diria apaixonado.

Ele se separou de mim e nos aproximamos da mesa de jantar. O Dr. Perfeição até puxou a cadeira para que eu me sentasse, e beijou a minha mão. Senhoras e senhores, Percy Jackson sabe ser um cavalheiro.

Mas eu ainda estava intrigada com o motivo de tudo aquilo. No carro, ele havia dito que era só pelo nosso primeiro encontro, mas ninguém faria tudo isso só por um primeiro encontro. E no porto, ele havia falado alguma coisa sobre ter que me contar “um negócio”, e mesmo eu fingindo não ter dado muita bola, fiquei imaginando o que ele teria que me contar.

Só que não tive muito tempo pra ficar grilada com isso, já que o garçom logo trouxe o couvert. Ok, era um jantar chique, meu Deus, o que eu fazia agora? Como se comia aquele troço?

Eu tentei imitar o Percy, que comia descontraidamente enquanto conversávamos sobre coisas banais. Conversamos sobre pilhas de controle remoto, o preço da pipoca do cinema, Justin Bieber, bonés de aba reta, skates, Bob Esponja, Fergie, os números alheios de telefone, placas dos carros, ventiladores e gelo. Ríamos de tudo isso, e até parávamos para nos perguntar porque estávamos falando sobre aquilo.

Quando o couvert acabou, o garçom levou os pratos e trouxe mais um. Dessa vez era uma salada, uma salada tão bonitinha que até deu dó de comer e desfazer toda aquela beleza culinária. Enquanto comíamos e destruíamos a saladinha, conversamos sobre fones de ouvido, Crepúsculo, Lakers e Knicks, twitter, carne de galinha, casinhas de pássaros, cabos USB, ondas do mar, surf, caixas de papelão, filmes pornô e muito mais. A salada acabou e o garçom trouxe uma garrafa de champagne. Era um Amour de Deutz Blanc 1999. Ele abriu a garrafa e despejou o conteúdo nas duas taças, então se retirou por alguns momentos.

- Um brinde? – perguntei, e Percy assentiu, sorrindo.

- À nós?

- À nós.

Nós brindamos e bebemos um pouco do champagne. O garçom trouxe o prato principal, que era filet mignon ao molho de alguma coisa com mostarda. Conversamos sobre mais coisas nada a ver e depois veio a sobremesa, que era um mousse de chocolate azul.

Depois que o mousse acabou, o garçom veio tirar a mesa. Ao fundo, Celine Dion começou a tocar. Pra ser mais exata, My Heart Will Go On, a mesma música que tocou na festa de Silena, naquela plataforma xexelenta, quando ficamos pela primeira vez.

Eu encarei o Percy com um sorriso tão boboca no rosto que eu parecia até uma criança.

- Me concede essa dança, Sabidinha?

- Mas é claro, Cabeça de Alga.

Ele se levantou e pegou a minha mão. Assim que eu me levantei, ele me rodou e me puxou pela cintura. Apoiei minha cabeça no seu ombro enquanto ele dava delicados beijos no meu cabelo.

Ficamos assim a música inteira. No final, paramos de dançar e começamos a nos beijar lentamente, seguindo o ritmo da Celine Dion. Até que eu, bobona, cortei o clima.

- Percy... O que você queria me falar?

Percy se separou de mim e me encarou. Ele parecia meio apavorado, ou sei lá.

- Vamos lá fora?

Eu dei de ombros. Saímos de dentro do iate e estávamos no deck em questão de segundos. Estava ventando muito, e eu comecei a passar as mãos pelos meus braços para me aquecer. Percy se debruçou na mureta e encarou a água, então ele me encarou.

- Oh meu Deus, você está com frio?

- Não, seu bocó, eu estou tremendo porque estou com calor – resmunguei. Ok, eu fui muito grossa.

- Me desculpe, eu sou um idiota – ele disse, e tirou o paletó dele e o vestiu em mim.

- Não, eu... Deixa pra lá.

Percy assentiu e voltou a encarar a água. Ele estava quieto, e eu meio que me senti culpada. Ah, que droga.

- Percy, não foi sério, eu só... Você não é bocó.

Ele sorriu.

- Eu tenho tentado te dizer uma coisa, mas... Toda vez que eu vou falar, parece que eu me perco.

- Ei – eu disse, colocando as mãos nos seus ombros. – Você pode me contar qualquer coisa, Cabeça de Alga.

- Você vai me odiar. Eu sei que não era isso que você queria.

Agora eu estava ficando com medo.

- O que aconteceu?

Ele suspirou.

- Ok, você sabe que... Você sabe que eu gosto muito de você, certo? Só que... De um tempo... Parece que não... Que não é isso.

- Você não gosta mais de mim?

- Não! Quer dizer, sim! Quer dizer... Não, eu gosto de você, não é isso.

- Percy, você está me assustando – eu disse, e ele se virou pra mim.

- Se lembra do dia em que transamos no carro? Quando eu estava te carregando pro banheiro?

Eu assenti.

- Então, eu tive... Uma visão? É, uma visão e... Ah, cara, eu nunca senti isso por ninguém, eu nunca... Nunca tinha me sentido assim antes, entende? Eu nunca esperei que fosse acontecer nada entre a gente, quer dizer, eu queria te pegar na festa da Silena mas achei que fosse só isso, entende? Mas não era isso, eu descobri... Sei lá, eu descobri uma coisa em você que eu... Eu não sei, eu não sei o que é, eu já fico automaticamente feliz quando você está perto de mim, Annabeth, eu não sei o que você faz comigo.

Eu sorri. Fui abraçá-lo, mas ele me afastou.

- Não, não me abraça, eu tenho que te dizer isso, eu não posso deixar pra lá.

- Percy, agora você está me assustando de verdade.

- Eu não... Ah, merda, porque isso é tão difícil? Eu estou tentando ser romântico aqui, que droga.

- Cabeça de Alga, você não precisa falar se não quiser.

- Mas eu quero, eu quero Annabeth, mas... E se você não quiser?

- Se eu não quiser que você fale? Eu quero que você fale.

- Não, não é isso, e se você não me corresponder?

- Corresponder? Corresponder no que?

Eu estava tão, tão nervosa com o que ele ia falar, que eu nem pensei no óbvio pra aquilo tudo.

- Eu te amo, Annabeth.

Ok. Ok. Ok. Respira, Annabeth, respira. Então é isso. Percy me amava. E eu amava ele. É, eu amava ele, era isso que eu senti por ele quando ele me carregou pro banheiro. Ah, Deus, como eu posso amar uma pessoa? Eu nem sei namorar direito! Lá vou saber amar? Minha visão ficou turva. Meu namorado me amava. Por que eu estava quieta? Por que eu não havia dito que o amava também? Assim eu vou matar o Jackson.

Eu ergui as sobrancelhas. NOSSA ANNABETH, QUE LEGAL, O CARA DIZ QUE TE AMA E VOCÊ ERGUE AS SOBRANCELHAS!

Percy fez uma cara de tristeza e se jogou em uma das poltronas que havia ali.

- Viu? Eu disse, eu disse que você não ia corresponder. Eu sou um pateta. Quem é que começa a amar alguém com um mês de namoro? Agora você vai querer terminar. Vou perder a melhor coisa que já aconteceu comigo.

- Percy... – eu comecei, mas ele me interrompeu.

- Não, nem começa. Anda, eu vou te levar pra casa e aí você pode me esquecer e...

- PERCY! – eu gritei, e ele olhou pra mim.

Eu me aproximei e sentei no seu colo, segurando seu queixo, o forçando a olhar pra mim.

- Você tem a mínima noção do que eu sinto por você? Você sabe o quanto vem sido difícil lidar com isso porque eu simplesmente tive medo de que você não sentisse a mesma coisa? Percy, não fala merda. Eu te amo, ok?

O Percy ficou me encarando por alguns segundos. Mas não foi por muito tempo que esse silêncio perdurou, já que logo ele abriu o maior sorriso que eu já vi na vida e pulou em cima de mim, me jogando no chão. Eu gemi de dor e ele se afastou, assustado.

- Ah meu Deus, me desculpa, eu te machuquei? É que eu tô animado, já deu pra perceber que eu tô animado, certo? Cara, eu não acredito. Eu não acredito.

- O que foi? – indaguei, rindo.

- Você me ama. Cara, você me ama. A minha namorada me ama. A Annabeth Chase me ama. A ANNABETH CHASE ME AMA! – a última parte ele gritou, abrindo os braços, feito uma criança. Aquilo só me fez rir ainda mais.

- Percy! – eu disse, rindo.

- Não, não me cale, todo mundo tem que saber que você me ama.

Ele se levantou e foi pra mureta.

- A ANNABETH CHASE ME AMA! – ele gritou, muito alto, quase estourando meus tímpanos. Eu nem sabia que o Percy podia gritar assim. Eu ri e decidi fazer o mesmo. Me levantei do chão e parei ao seu lado.

- O PERCY JACKSON ME AMA! – gritei, o mais alto possível. Ele sorriu.

- Você podia gritar meu nome assim na cama de vez em quando.

Eu sorri.

- Eu vou gritar.

- A ANNABETH CHASE VAI GRITAR O MEU NOME NA CAMA! – ele berrou, mais alto ainda. – E ELA ME AMA!

Eu gargalhava. Como o Percy podia ser tão maduro em um momento e então virar uma criacinha tão gostosa? Eu o abracei.

- O PERCY JACKSON ME AMA! – gritei, por último.

Ele me virou para ele e me beijou. Um beijo longo, demorado, terno e romântico, do jeito que eu nunca havia beijado ninguém antes.

Então, ouvimos um relâmpago. O “capitão” ou sei lá qual o nome, veio nos avisar para que entrássemos, já que iria chover.

Percy me puxou pela cintura, mas eu neguei.

- Anda, Annie, você vai acabar se molhando – ele disse.

- Talvez eu queira ficar molhada – eu respondi, e só depois fui perceber o segundo sentido da minha frase.

- Ok então, vamos nos molhar.

Percy me tomou nos braços e me beijou. Ele era tão... Perfeito. Tão hipnotizante que eu podia ficar o beijando pra sempre. Então começou a chover. Eu senti meu vestido começar a grudar no meu corpo, e tirei o paletó de Percy. Meus cabelos já estavam encharcados, meu vestido colava no meu corpo e meu sapato quase me fazia escorregar pelo deck.

Percy me abaixou, ainda me beijando, fazendo aquela cena meio cinematográfica em que o cara toma a menina nos braços e beija ela quase que a jogando no chão, sabe? Ele fazia carinho na minha nuca com uma das mãos, enquanto a outra me segurava na cintura, impedindo que eu caísse no chão.

A chuva apertou, e o capitão ordenou que entrássemos ou Poseidon ficaria muito bravo com ele. Percy resmungou algumas coisas, mas entramos de volta no iate. Lá estava bem quente em comparação ao tempo chuvoso e frio do deck.

Percy levantou um dos bancos do sofá e tirou roupas secas de lá. Haviam duas camisetas dele, uma bermuda e... Um short Jeans meu.

- Como você pegou esse short? – indaguei, quando ele me jogou uma camiseta preta e o short pra mim.

- Você esqueceu lá em casa da última vez que dormiu lá.

Percy tirou a gravata, a camisa e a calça social, colocando sua bermuda e uma das camisetas.

- Não vai trocar de roupa? – ele perguntou.

- Onde fica o banheiro?

- Annabeth, faça-me o favor.

- Percy, vai que alguém chega aqui e eu estou me trocando?

- E daí?

- Amor, eu não estou usando sutiã.

Percy olhou pra mim repentinamente e deu um sorriso malicioso.

- Provocativa.

- Ei, ei, não pensa besteira. Só não tenho nenhum sutiã tomara que caia, ué.

Ele riu.

- O banheiro é logo ali atrás – ele disse, e apontou para uma porta perto de onde eu estava. – Não demore.

- Ok. E, a propósito... – coloquei as roupas no sofá, tirei a calcinha que eu usava e joguei-a no colo do Percy. – É azul. Divirta-se.

Percy mordeu o lábio inferior e olhou pra mim com malícia.

- Ah, Annabeth, Annabeth...

Fiz um sinal com o dedo para que ele se aproximasse e dei meia volta, andando até o banheiro. Ele abriu a porta logo depois.

- Porque você é assim, hein? – ele indagou, beijando o meu pescoço.

- Eu? Você não precisava ter vindo, má influência.

- Você joga sua calcinha no meu colo e me chama pro banheiro. Acha que eu vou ficar parado?

- Acho – eu falei, e ele sorriu. Puxei seu queixo de encontro com o meu, e nos beijamos. Ficamos ali, nos beijando, e ninguém tentou nada mais. Eu não sei porque.

Foi uma sensação diferente. Eu não queria fazer aquilo em um banheiro. Não agora. Não depois de ele dizer que me amava. E acho que ele estava sentindo a mesma coisa, porque saiu do banheiro um pouco depois, dizendo para que eu me trocasse.

Eu coloquei a camiseta dele e o short Jeans, então saí e me sentei ao seu lado em um dos sofás. Ele pousou uma das mãos na minha coxa e a apertou.

- Dá pra acreditar que nós tivemos a oportunidade de transar e não transamos? – ele brincou, rindo.

- Eu não queria transar com você no banheiro. Não depois de você me dizer... Aquilo.

Ele assentiu.

- Ainda não processou a informação?

Eu neguei com a cabeça e ri.

- É novidade alguém dizer que me ama. Nem a minha mãe me dizia isso.

Ele me beijou.

- Bom, a Calypso já disse que me ama, mas duvido que seja verdade. E, bem, teve a Bianca, mas ela só me “amou” porque eu tirei a virgindade dela.

- Podemos parar de falar das suas ex?

- Tá com ciúme, é?

Revirei os olhos.

- Cala a boca.

Percy sorriu e me abraçou.

- E mesmo assim eu te amo, Sabidinha.

Notas finais
E AÍ, O QUE ACHARAM? FINALMENTE O PRIMEIRO ENCONTRO, AWN QUE BUNITOS, VAMOS FESTEJAR E NOS VEMOS NO PRÓXIMO CAPÍTULO, QUE EU VOU POSTAR AGORA, FUCK THE LOGIC. YAYYYYYYYY
You know you love me. Xoxo, Gossip Girl