Bad Girls
43 Father
Notas iniciais
Gente, que capítulo enorme, plmdds
Esse cap é dedicado à gihcampos, pela recomendação dela e AAAAAAAAAWN, SÉRIO QUE EU SOU AUTORA DE UMA DAS MELHORES FICS QUE VOCE JÁ LEU? AWNNNNNNNNNNNN
Enjoy!
Oh father, please father.
Algumas horas depois, Percy e eu estávamos voltando pra casa. Eram 02:00 a.m., e eu me perguntei se Ares estava preocupado ou bravo comigo. Haviam mil mensagens e chamadas perdidas no meu celular. De Ares, Zeus, Thalia, Malcolm, Silena e alguns números desconhecidos.
Percy dirigia o cadillac calmamente enquanto cantávamos Satisfaction, do Rolling Stone, que nem uns retardados.
Chegamos no Brooklyn perto de três da manhã. Ares me mataria se ainda estivesse acordado. Percy me deixou na porta do 500 mas ficou com medo do que Ares faria com ele se descobrisse que era ele quem havia me arrastado pro Rio Hudson até as três da manhã, então voltou para o 400. Eu respirei fundo e abri a porta.
Todas as luzes estavam acesas. A televisão estava ligada. Ares estava acordado.
- ANNABETH OLYMPUS CHASE – ele berrou, assim que eu abri a porta. – AONDE É QUE VOCÊ ESTAVA?
- E te interessa?
- QUANDO VOCÊ SOME DESDE MEIO DIA, NINGUÉM TE VÊ, E EU SOU O RESPONSÁVEL POR VOCÊ, SIM, INTERESSA.
- Eu matei aula, grande coisa.
- E QUE ROUPAS SÃO ESSAS?
- Ei, Ares, se acalme. Eu estava com o Percy, não ia acontecer nada de ruim comigo. O que tem pra comer?
- Ah, claro. O Jackson – ele disse, com desdém, e se debruçou na bancada. – Você poderia ter ligado, sabia, Annabeth? Ou atendido minhas ligações? Ou respondido as mensagens? Tem noção do quanto ficamos preocupados com você? Thalia e Silena começaram a achar que você tinha morrido. Zeus ameaçou envolver a polícia, e Afrodite até ligou para a sua mãe!
Eu o encarei de olhos arregalados.
- Ela ligou pra minha mãe? Pra falar o que? Minha mãe iria comemorar e agradecer a Deus e o mundo se eu morresse.
- Ela ligou pra você. Seu pai ligou pra você.
Agora sim, eu congelei.
- Quem, o estuprador?
- Não, Annabeth. Frederick. Ele está vindo pra cá.
- VINDO PRA CÁ? – eu ri. – Pra fazer o que? Ele nem é meu pai.
- Ele quer que você faça um teste de DNA.
- Ele não vai me obrigar a fazer porra nenhuma.
- Annabeth, ele quer jantar com você, e quer que você faça um teste de DNA. Foi ele que te criou.
- E daí? Foi ele que me abandonou também.
- Annie, tem noção do que poderia acontecer se você realmente fosse filha do Frederick? Você voltaria a falar com o seu pai, e talvez até com Atena.
- Eu não quero voltar a falar com Atena! E nem com o meu pai! Eu sendo filha dele ou não, ele me abandonou e ele tá pouco se fodendo pra mim! Eu odeio eles, quero que eles explodam!
- Não fale assim.
- FALO ASSIM, SIM, SE AQUELE FILHO DA PUTA VIER DE GRACINHA PRA CIMA DE MIM EU MANDO ELE TOMAR NO OLHO DO...
A campainha tocou. Eu bufei.
- Deve ser o seu namoradinho rebelde – Ares disse, revirando os olhos. – Você ainda não me respondeu pra onde foi.
- Porque não é da sua conta.
Fui andando até a porta e a abri. Era, sim, o Percy.
- Oi – eu disse.
- Tá tudo bem? Eu ouvi uma gritaria.
- Ah... Não, tá tudo bem.
Ele ergueu uma sobrancelha.
- Tudo bem mesmo?
Eu suspirei.
- Ares, o Percy vai dormir aqui, ok?
Ares fingiu estar vendo o jogo de futebol e nem ter prestado atenção. Fez um sinal com a mão como se dissesse “Tá, agora saiam, estão atrapalhando meu jogo”.
Puxei o Percy até o meu quarto, e fechei a porta. Ele estava sentado na cama.
- O que aconteceu?
Peguei meu celular e mostrei as últimas chamadas.
- Está vendo essas dez chamadas? De dois números desconhecidos diferentes?
Percy assentiu.
- Um é da minha mãe, e o outro é do meu “pai”. Ele quer que eu faça um teste de DNA.
- Porque eles te ligaram? Aliás, porque esse bando de gente bizarra te ligou?
- Acharam que eu tinha sido sequestrada, ou sei lá. Eu matei aula e não dei sinal de vida depois disso, então – dei de ombros.
- Mas, Annabeth, seu “pai” querer que você faça um teste de DNA não é uma coisa boa?
- Não. Independente disso, Percy, eu não ligo se ele é meu pai, meu tio, meu primo ou o caralho a quatro. Ele me abandonou. E eu não quero saber dele. Não sou mais problema dele, e nem da minha mãe.
Percy pegou a minha mão.
- Annie, você não me engana. Você faz pose de durona, de tipo “ah foda-se vocês eu prefiro trepar com meu namorado lindo e maravilhosamente gostoso” – eu ri – mas no fundo, você quer uma família. Quer que os seus pais fiquem juntos, quer ter uma mãe que se preocupe com você. Eu vejo isso toda vez que você vai lá em casa, ou fala com a minha mãe. Você fica encantada, seus olhos chegam a brilhar.
- Não chegam, não.
- Chegam, sim. Não mente pra mim, Annie.
- Mas ele me abandonou, e eu odeio ele.
Percy me obrigou a sentar do seu lado, e passou os braços pelos meus ombros.
- É tudo uma questão de tempo, Annabeth. Você me odiava, e agora me ama.
- Você não me abandonou.
- Quer que eu vá com você?
Eu afundei minha cabeça ainda mais na curva de seu pescoço, e assenti. Percy e eu nos deitamos e ficamos ali, observando o teto por um bom tempo. Eu não sei em que parte da noite foi, mas eu adormeci.
Eu acordei com o sol quase furando minhas retinas atravessando as pálpebras. Por que eu sempre esqueço de fechar as merdas das cortinas?
Percy ainda estava do meu lado, roncando e babando. Ah, céus, por que ele era tão bonitinho quando dormia?
O fiquei encarando por um tempo, então me lembrei de que não tinha escovado os dentes na noite anterior, e fui apressadamente escovar meus dentes. Escovei duas vezes e voltei ao quarto, aliviada. Desliguei o ar-condicionado, que provavelmente Percy deve ter ligado, e me troquei. Quando eu havia acabado de vestir uma regata branca qualquer e um short de moletom, Percy falou:
- Merda, Annabeth, por que você é tão gostosa?
Eu me virei e sorri. Ele estava me encarando ainda deitado na cama, com uma cara de sono.
- Bom dia – falei, me deitando ao seu lado.
- Bom dia – ele respondeu, me beijando. E pela primeira vez, eu não exigi que ele escovasse os dentes antes de me beijar.
Comecei a brincar com seus cabelos enquanto ele beijava meu rosto e ria com isso.
- Vocês são um casalzinho tão lindo! – disse uma voz conhecida. Me virei e era Afrodite, que estava parada na porta do meu quarto. – Eu sabia que Percabeth ia acontecer, nunca duvidem de mim!
- E, novamente, Afrodite corta o clima – debochei, fazendo Percy rir.
- Awn, me desculpe, mas é que vocês juntos me lembra a minha época na faculdade, era tudo tão intenso, tão quente, tão sex...
- AFRODITE! – eu bronqueei.
- Ok, desculpem. Annabeth e Percy, acho melhor se arrumarem pra ir para a casa de Zeus hoje.
- Ah, não, o que vamos fazer lá? – indagou Percy.
- Frederick.
Percy e Afrodite me encararam. Eu revirei os olhos.
- Ok, vamos nos arrumar.
Afrodite sorriu e fechou a porta do quarto batendo palmas.
- Você tá legal? – ele perguntou, me abraçando.
- Porque ele tinha que vir hoje?
- Eu também quero saber. Só porque iríamos transar o dia inteiro, isso é injusto.
Eu ri.
- Iríamos transar o dia inteiro? Agora eu fiquei com mais raiva do meu pai.
Percy sorriu e me beijou.
- Agora eu vou descer e me arrumar.
- Não quero ir – eu disse, me jogando na cama.
- Anda, Annie, é o seu pai.
- Talvez, talvez seja o meu pai.
- Pare de ser teimosa.
Eu bufei e joguei um travesseiro nele.
- Ok, Annie, não me atraia. Quer que eu te leve?
- O que você acha?
Percy sorriu e me deu um beijo demorado. Eu o puxei pela nuca, na esperança de que pudéssemos prolongar o beijo. Percy acabou caindo na cama sobre mim, com as mãos apertando os meus seios e sua boca revezando entre beijar os meus lábios ou o meu pescoço. Aparentemente, meu pescoço era muito convidativo para o Cabeça de Alga, e eu não ligava de aparecer com uns roxos de vez em quando.
Ele me olhou com luxúria, mas não se atreveu a tirar nenhuma peça de roupa minha sem antes trancar a porta. Aí sim, ele tirou as peças de roupa que eu usava calmamente e beijou cada centímetro do meu corpo. Eu não sei se era porque agora eu sabia que ele me amava ou se realmente estava sendo diferente dessa vez.
Inverti as posições, dessa vez ficando por cima. Comecei a beijar o seu pescoço enquanto suas mãos apertavam meus seios e minhas coxas com força, me fazendo gemer. Ele tirou o sutiã que eu usava e brincou com os mamilos, me jogou na cama e começou a chupá-los.
Eu tirei sua camiseta e arranhei suas costas enquanto ele fazia isso. Antes que eu tirasse sua calça, alguém esmurrou a porta.
- ANNABETH, JÁ ESTÁ PRONTA?
Percy gemeu em desaprovação.
- É tortura parar agora – ele disse, e eu sorri.
- JÁ VOU! – respondi, e saí debaixo dele. Olhei para suas calças e havia um volume bem notável ali. Mordi o lábio inferior.
- Para de olhar, para de olhar ou eu vou explodir – ele disse, e eu ri.
- Vem cá – eu disse, e ele se sentou na minha cama. Abri as calças e deixei que o seu membro saltasse pra fora da cueca, então comecei a masturbá-lo enquanto o beijava. Coitadinho do meu namorado, não podia deixá-lo daquele jeito.
Quando ele chegou ao seu ápice, o que não demorou muito, fechei o zíper da calça e ele me beijou de novo. Então, contra a minha vontade, ele desceu as escadas de incêndio até o 400 e fui me arrumar.
Vesti uma regata preta, uma jaqueta vermelha curta e uma calça Jeans. Calcei um All Star preto, prendi meu cabelo em um rabo de cavalo e coloquei meus óculos escuros, já que estava sol.
- Bom dia – resmunguei, para Ares e Afrodite.
- Bom dia, fada apaixonada! – ela disse, sorrindo. – Eu ouvi seus berros do Hudson ontem.
- VOCÊ O QUE?
Não. Não, como aquilo era possível?
- Sim, senhora. Eu estava jantando com Silena e Piper em um restaurante na beira do rio, e ouvi algo como “Percy Jackson me ama” seguido por um “Annabeth Chase me ama”.
Escondi meu rosto nas mãos.
- Uau – debochou o meu tio. – Sua relação com a sereinha está realmente séria, hein?
Revirei os olhos e fiz uma careta. Depois que tomei um copo de suco, escovei meus dentes mais uma vez e desci até o 400. Percy estava vestindo uma camisa branca e uma calça Jeans qualquer, nada demais. Ele também usava um óculos que o dava um ar de bad-boy.
- Oi – eu disse.
- Oi – ele respondeu, e saiu do apartamento. Me beijou e então descemos as escadas abraçados.
Assim que chegamos na garagem, eu abri a porta do cadillac e entrei, então Percy saiu da vaga e começou a dirigir até o Olimpo. Para minha infelicidade eterna, não estava tocando nenhuma música boa na rádio, então tivemos que ouvir... Selena Gomez.
A música era Hit The Lights, e na verdade eu só deixei naquela rádio porque eu achei que fosse a música da Metallica, e não da Selena. Eu não tenho nada contra a Selena Gomez ou esse bando de cantorzinho pop teen que surge até do ralo, é só que não é o tipo de música que eu ouço. Mas enfim, até que a música era legalzinha, e o refrão ficou grudado na minha cabeça. No segundo refrão eu já estava berrando “hit the lights, let the music move you, lose yourself tonight” igual a uma guria retardada.
Percy observava a música e ria, e até chegou a cantar um ou dois “hit the lights” ’s, mas ele claramente não estava tão empolgado quanto eu.
Depois de ouvir Hit The Lights, mais músicas da Selena Gomez e até uma do Justin com a Nicki Minaj, finalmente chegamos no Olimpo. O porteiro nos deixou entrar todo sorridente, e Percy dirigiu até a última casa do condomínio, a casa de Zeus.
Eu engoli em seco. Havia um Bentley Fosco parado em uma das vagas, e eu não sabia de quem era aquele carro. Não estava lá da última vez que eu havia vindo.
Percy segurou a minha mão.
- Você vai ficar bem, é só um pai.
Saltamos do carro. Ok, respira, Annabeth. Tudo estava ocorrendo muito bem, até que chegamos na porta de entrada. Estacionado na primeira vaga da casa, estava um Lexus LF-A dourado. Eu congelei.
- O que houve? – ele indagou.
- Esse carro é da Carolline – eu disse. Minha boca estava seca.
- Carolline? A mulher que mora com a sua mãe?
Eu assenti.
- Você acha que a sua mãe...?
- Não. Não, não pode ser – eu disse, e já senti meus olhos ficarem marejados. Olhar pra minha mãe depois que descobri que ela me odiava por me julgar resultado de um estupro era a última coisa que eu queria fazer na minha vida.
Percy me beijou.
- Eu estou aqui, ok?
Esperei alguns minutos até que eu me acalmasse, então tocamos a campainha da casa.
- Annabeth Chase – disse Zeus, sorrindo. – Sabe o susto que nos deu ontem à noite?
Eu sorri, ou tentei sorrir.
- Eu não devia ter sumido – falei, dando de ombros.
- É, não devia mesmo. E você, garoto – ele apontou para o Percy. – Temos muito o que conversar.
- Hã... Eu não...
- Shiu. Entrem.
Eu e Percy entramos na mansão de Zeus, e o seguimos até a varanda. Lá eu cumprimentei os meus parentes, até chegar em quatro pessoas diferentes. Havia um homem alto, de olhos castanhos e cabelos loiros, uma mulher baixinha e provavelmente de descendência oriental, e dois gêmeos irritantes que estavam se batendo, com a aparência exatamente igual ao do homem. Eu fingi que não os vi e fui falar com Carolline.
- Annabeth! Menina, como você está diferente! Eu devia ter vindo te visitar antes, olha quanto tio gostoso você tem! Aquele Apolo, uau, ele é quente.
Antes que eu risse ou falasse qualquer coisa à Carolline, Zeus me puxou.
- Annabeth, como você sumiu ontem e não dava sinal de vida – ele começou. – Nós ligamos para sua mãe e seu pai. Sua mãe estava muito ocupada com o trabalho – pra variar, pensei – e não pôde vir, infelizmente. Mas seu pai veio.
- Hm – eu disse.
- Mais respeito – disse Ares.
- Desculpe, oi.
- Annabeth... – Frederick disse, se aproximando de mim e abrindo os braços para um abraço, que eu rejeitei. – Como você cresceu.
- Claro que cresci. Você me abandonou quando eu tinha cinco anos, esperou que eu ainda fosse a mesma?
Todo mundo ali ficou em silêncio, até que Carolline resolveu se manifestar.
- Então, gente, está calor, não? Porque não pulamos todos na piscina?
- Eu não fiz aquilo porque quis, Annabeth – Frederick disse, e novamente os olhares se voltaram para nós.
- Ah, não? Alguém te obrigou, então? Algum ser desumano apontou uma porra de uma arma pra sua cabeça e te obrigou a me abandonar? Foi isso? Nossa, então me desculpe, eu que fui a irracional.
- Vamos conversar em particular, filha – ele pediu, e pegou o meu pulso.
- Não sou sua filha. Não sou nada sua. E não me toque a não ser que queira levar um soco.
A mulher oriental, eu acho que devia ser esposa do Frederick, ergueu uma sobrancelha.
- Querido, deixe-a quieta – ela disse. – Ela está irritada, tem que processar as ideias.
Não tenho que processar nada, sua filha da puta, pensei, mas me controlei. Frederick assentiu.
- Amanhã, eu e você vamos almoçar. Passo no apartamento de Ares ao meio-dia. Vamos... Conversar.
Dei meia volta sem responder nada e entrei na casa. Ouvi uns murmúrios vindo da varanda, mas nem me preocupei em descobrir sobre o que eram. Fui marchando emburrada até o porão. Thalia, Silena, Nico, Jason, Piper e Bianca estavam lá, sentados em um dos sofás, conversando animados. Estava tocando alguma música do Green Day, e eu imediatamente deduzi que Thalia devia ter obrigado todo mundo a ouvir aquilo, já que Green Day era sua banda favorita.
- Os pombinhos chegaram! – disse Thalia, assim que eu me sentei ao seu lado.
- Estava demorando – resmungou Nico.
- Alguém está mal-humorado – eu brinquei, passando o dedo na ponta do nariz dele. Nico riu.
- Eu só não entendi porque tivemos que ser chamados aqui hoje.
- Nem eu! – disse Silena. – Eu estava com Clarisse resolvendo os detalhes da festa. Ah, vocês estão convidados, viu? Menos a Piper e o Jason.
- O que? Por que? – protestou Piper.
- Porque vocês só tem 15 anos! São mais novinhos!
- Eu estou na mesma turma de vocês em Geografia – disse Jason.
- Porque você faz Geografia Avançada – respondeu Thalia. – A Silena está certa, você e a Piper não podem ir.
- Por que não? – eu entrei na briga familiar. – Gente, eles não são mais inocentes, sabem se virar sozinhos. Deixem os pobres coitados irem!
- É, a Annabeth tá certa! – disse Jason. – Nós devemos ir.
- Não, ela não está certa – disse Thalia. – E vocês não vão. Ponto. Não discutam.
Eu revirei os olhos.
- Vocês são muito ignorantes – eu disse, e fui mudar de música. Escolhi Always, do Bon Jovi. Eu adorava aquela música. Pena que não pude apreciá-la por muito tempo, já que o meu “pai” apareceu no porão.
- Alerta de coroa! – disse Nico, rindo. – Desculpa aê, senhor, mas... Hã, esse espaço é reservado pra jovens.
- Não vou roubar muito do tempo de vocês, jovens, ou do espaço – ele disse, dando um sorriso de lado. Eu bufei. – Só quero falar com a Annabeth em particular.
- Ah, ok – disse Silena. – Vai falar com ele, Annie.
- Não.
- Não? – indagou ela. – Por que não?
- Porque não.
- Ele é seu pai.
- Não é, não.
Frederick pigarreou.
- Vai logo, Annabeth! – disse Nico. – Ele vai ficar aqui até você ir.
- Então vai ficar aqui pra sempre, porque eu não vou.
- Percy, faça sua namorada se mexer.
Olhei significamente para Percy, e ele deu de ombros.
- Não sou dono dela.
- Mas vocês disseram que se amavam ontem – Silena entrou na conversa. Todos olharam espantados para nós.
- Vocês o que? – indagou Thalia, com um sorriso malicioso no rosto.
Me levantei dali e fui falar com o meu pai. Percy ia ter que aguentar essa sozinho, meu namorado que me desculpe.
Frederick abriu um sorriso altamente falso e subiu as escadas na minha frente. Chegamos ao primeiro andar, e ele se sentou em um dos sofás da sala.
- Sente-se.
- Não. Pode só me falar o que quer?
- Annabeth, por favor, eu estou tentando ser amigável. Eu sei que o que eu fiz não foi certo, mas pode tentar me ouvir?
- Agora você reconhece que o que fez foi errado? Por que não reconheceu há onze anos atrás? Sabe o quanto é difícil crescer sem um pai? O quanto foi difícil crescer com uma mãe me odiando porque eu podia ter sido resultado de um estúpido...
- Sua mãe não foi estuprada.
Olhei para ele chocada e arregalei os olhos.
- O... Que?
- Talvez agora queira se sentar.
Eu suspirei e o olhei, derrotada. Me joguei no sofá ao seu lado e apoiei minha cabeça nas mãos.
- Agora me explica essa bosta. Como assim, a minha mãe não foi estuprada? Então porque ela me odeia?
- Annabeth, eu e sua mãe só transamos depois do casamento. E ela nunca aparentou ter sido estuprada, até porque eu mesmo tirei a virgindade dela. Eu lembro do sangue nos lençóis... – e ele sorriu. – Ou eu achei que havia tirado. Sua mãe era encantadora naquela época, Annabeth.
- Então por que quer que eu faça um teste de DNA?
- Talvez... Talvez ela estivesse me traindo. Malcolm é filho dela. De algum namorado da faculdade. Foi por isso que eu saí de casa. Quando Malcolm apareceu, dizendo que era filho dela... Tudo pareceu ter sentido. E se ela realmente estivesse me traindo? E se você não fosse minha filha? Talvez isso explicasse as saídas dela com retorno só às três da manhã que estavam ficando cada vez mais constantes antes dela engravidar de você. A primeira coisa que eu me fiz quando deixei aquela mansão foi me arrepender de ter te deixado. Eu podia ter te pegado e levado comigo, mas... Eu estava tão possesso, tão furioso por cogitar você ser filho se outro que...
- Por que ela me odeia? – o interrompi. – Se eu não sou resultado de um estupro, por que ela me odeia?
- Voltamos ao seu ponto de partida. Porque ela achou que a culpa fosse sua quando eu fui embora. Mas eu sei que ela te ama, Annie.
- Não me chama de Annie. Ela não me ama bosta nenhuma – eu disse, me levantando. – E você também não. Você é um covarde. Eu não quero mais falar com você, nunca mais.
- Eu sou seu pai!
- Você não sabe se é ou não, sabe? E nunca vai saber, porque eu não vou fazer essa merda de teste de DNA. Você que faça se quiser. E vê se me esquece.
Dei meia volta e desci até o porão. Meus olhos já estavam marejados, e pra piorar a situação, quando eu cheguei ao porão, todos que estavam tagarelando feito um patetas pararam de falar na mesma hora e olharam pra mim.
- Ah, desculpem – eu disse. – Interrompi o assunto? Ok, podem continuar, não vou atrapalhar vocês.
Oi, meu nome é Annabeth e tenho 5 anos de idade.
Enfim, subi as escadas e fui até a cozinha emburrada. Bebi um copo d’água e me sentei no balcão com as mãos escondendo o rosto. Ótimo, meu pai não era um estuprador, mas minha mãe me odiava sem motivos. E meus amigos estavam falando de mim pelas costas. E o meu namorado também. Sua vida está ótima, Annabeth.
Saí da cozinha e dei de cara com o Percy.
- O que o seu pai falou pra você?
- Nada que te interesse. Não prefere ir lá ficar falando com os seus amiguinhos sobre mim?
Percy revirou os olhos.
- Ah, sério que vai dar esse chilique agora?
- Ok. Vou me reunir com os seus amiguinhos e falar animadamente com eles sobre você, e quando você chegar de uma conversa com o seu pai que você não fala há dez anos, todo mundo vai calar a boca.
Ele bagunçou os cabelos e suspirou.
- Não foi por mal, e não estávamos falando de você.
- Estavam, sim.
- Tá, estávamos, mas era uma coisa boa.
- Então me fala.
- Não posso.
- Por que não?
- Porque é meio que uma surpresa. Eu acho que vai ser bom pra você dar uma descontraída.
Franzi o cenho.
- Do que é que você está falando?
- É uma surpresa, Annabeth.
- Não gosto de surpresas.
- Acostume-se à ideia.
Descemos de volta até o porão, mas eu realmente não estava me sentindo bem depois daquela conversa com o meu “pai”. Não podia pedir para o Percy me levar pra casa, só que eu realmente estava mal. Pedi licença para os meus amigos/primos e subi até a varanda. Falei para Hera que eu estava me sentindo mal e que precisava descansar, e ela me acompanhou até o segundo andar da mansão, e me deixou em um quarto qualquer. As paredes eram rosadas, havia uma cama de casal com dossel, um tapete felpudo, uma televisão e uma cômoda.
Fiquei imaginando de quem poderia ter sido aquele quarto. Tirei meus sapatos e soltei o cabelo, me deitando calmamente na cama. Era macia e convidativa, como se dissesse “durma em mim” ou “faça sexo em mim”.
Liguei a televisão e coloquei em um canal qualquer. Não sei em que parte do dia, mas eu acabei adormecendo.
Sei disso porque, quando eu acordei, estava escuro, o ar-condicionado ligado, na televisão estava passando um filme que só ia passar depois de três seriados, e eu acordei no colo de alguém. E esse mesmo alguém estava fazendo cafuné nos meus cabelos. E que cafuné gostoso, eu poderia ficar dormindo ali a tarde inteira.
Me virei e fiquei cara a cara com o Percy, lógico. Ele sorriu.
Notas finais
Tá, enfim KKKKKKKK Esse capítulo foi dramático o suficiente, eu acho, então o próximo foi feito pros tarados se descontraírem. YAY!
You know you love me. Xoxo, Gossip Girl.
Fale com o autor