Bad Girls
16 Goin' In
Notas iniciais
I’m goin’ in
Quando deram 02:30 p.m., Thalia e Luke foram embora, assim como Percy e Rachel. Aquilo me deixou aliviada, eles ficaram lá o dia inteiro falando sobre nada e me vendo trabalhar. Desnecessário.
Silena e Clarisse tinham ido na casa de Clarisse pegar as roupas dela, e iriam me esperar na portaria do meu prédio. Eu fiquei me perguntando quem o Percy queria pegar hoje à noite, e eu me repreendia em pensamento. Isso não era da minha conta, não me importava. Eu só torcia para que não fosse eu.
Fiquei pensando nas músicas que iria tocar. Silena tinha um bom gosto musical, mesmo ouvindo Justin Bieber e Selena Gomez às vezes, ela gostava de algumas músicas de rock. Mas isso não interessa, porque as músicas teriam que ser eletrônicas, para podermos dançar. Fiquei me perguntando se ela conhecia aquelas músicas brasileiras, que são meio obscenas (N/A, é o nosso funk muito odiado rçrç), mas que eu adoro e que são ótimas pra dançar.
As 03:00 p.m., deixei meu avental na sala dos funcionários e peguei o carro. Dirigi como sempre até o meu prédio, e o carro de Silena estava estacionado na esquina. Tive certeza que era o carro dela quando o vi, e me deu vontade de vomitar.
Não que ele fosse feio, era uma BMW Z4 Roadster, só que… Era rosa. Rosa choque, rosa cheguei, eu quase me ceguei com aquele rosa do carro. Estragou completamente o carro com aquela cor, o que a Silena tinha na cabeça? Pintasse de branco, não de rosa choque.
Quase cegamente, estacionei o carro na minha vaga e saltei. Silena e Clarisse estavam na portaria do prédio, mexendo em seus celulares.
- Silena – chamei. – Aquela BMW rosa é sua?
Silena sorriu e assentiu.
- É! Não é linda? Eu ganhei semana passada!
- Porque pintar o carro daquela cor?
- Ai, Annabeth! Deixa de ser chata! Anda, vamos subir, pegar suas roupas e ir logo pra minha casa.
- Blá blá blá – eu disse, subindo as escadas. Silena e Clarisse me acompanharam até o 500, e quando eu abri a porta, Ares e Afrodite estavam se atacando no meio da sala.
- MÃE? – berrou Silena.
Afrodite olhou para ela e se afastou de Ares no mesmo instante.
- Silena, querida…
- O que você tá fazendo com o tio Ares?
- Eu… Silena, eu…
- Não acredito que você tá traindo o papai!
- Não, Silena, você não entende…
- Não entendo mesmo!
- Acho melhor deixar elas a sós – eu disse para Clarisse. – Anda, Clarisse, vamos pro meu quarto.
- É, eu também vou indo… – disse Ares, mas Silena o interrompeu.
- Nananinanão! Você fica.
Eu e Clarisse saímos disfarçadamente para o meu quarto, enquanto escutávamos os berros de Silena e Afrodite.
- Com que roupa você vai? – Clarisse perguntou.
- Não sei. Você vai com qual?
- Uma blusa com a bandeira da Inglaterra, e uma legging de couro – ela respondeu.
- Hm… – eu disse, avaliando as minhas roupas. – Ah, já sei!
Separei uma meia-calça arrastão, que cobria minha perna inteira. Um short jeans bem escuro com alguns spikes nos bolsos, uma blusa preta justa e lisa, e uma jaqueta de couro.
- O que você vai no pé? – perguntei.
- Um tênis, lógico, já sou suficientemente alta. Você deveria ir de salto.
- Ai, odeio andar de salto cara, machuca o meu pé.
- Você é mulher, Annabeth – disse Silena, adentrando o meu quarto emburradíssima. – Aprenda a lidar com a dor.
- Ei, dona enfezada – eu disse. – Vamos monopolizar essa raivinha, ok?
Silena bufou.
- Não acredito que a minha mãe tá traindo o meu pai! Isso é ridículo. Porque ela não se divorcia logo?
- Podemos falar de outra coisa? – perguntou Clarisse. – Essas coisas acontecem, Si.
- É, tem razão. Muito bem, Annabeth, com que roupa você vai?
Mostrei as roupas jogadas na cama para Silena.
- Ai, Annabeth, você me frustra às vezes! – ela disse. – Não acha que está muito rock n’ roll?
- Não, está ótimo – eu disse. – É o meu estilo, Silena. Só não sei o que usar no pé.
- Usa um salto, pelo menos! Se você colocar um tênis ou um coturno, eu juro que te mato!
- Tá bom, Silena, tá bom! – eu fechei o armário e abri a gaveta onde estavam meus sapatos de salto. – Só não vou colocar um salto rosa, se é isso que você quer.
- Chata – ela disse, e se jogou na cama. Peguei uma ankle boot preta com uns spikes dourados subindo pelo salto.
- Ok, o que acha?
- EU AMEI ESSE SAPATO! – ela disse. – Você vai ter que me emprestar.
- Te empresto hoje a noite se me deixar ir de tênis!
- Nem vem, Annabeth, você vai de salto e ponto! Ok, acabe de arrumar suas coisas logo.
Coloquei as roupas em uma mochila, com uma roupa extra e outra para ir no almoço em família de amanhã. Então saímos do meu apartamento e seguimos até o carro rosa de Silena. Joguei minha mochila no banco de trás, junto com a de Clarisse, e sentei no banco de carona. Silena colocou um CD do Justin Bieber para tocar, o que me deu um certo nojinho, então ela mudou para a rádio.
- Silena, me deixa dirigir, pelo amor de Deus! – eu disse. – Você está indo a 20km/h!
- Não, não e não! Não precisa correr, Annabeth, e eu não estou a 20, estou a 60. Já estamos chegando, se controle!
- Não! Isso demora muito. Eu vou dirigir até a boate, ok? Ok.
- Nem pensar! Você vai acabar batendo com o carro!
- Vou nada, não bati com o meu ainda.
Silena me mostrou a língua, e continuou cantando Beauty And a Beat, que estava tocando na rádio. Desliguei o aparelho e ela me olhou furiosa.
- Porque fez isso?
- Na boa, Si – disse Clarisse. – Se as músicas da festa forem que nem as que você ouve geralmente, eu tô fora.
- Ai, não seja boba! – Silena respondeu. – Vocês acham que eu sou idiota de ficar fazendo uma playlist de cinco horas? Vai ter DJ, né, gente. Nem sugestões eu dei, só disse que teria que ter músicas dance em todos os idiomas!
- Sério, Silena? – indaguei. – Em todos os idiomas? Vou chegar e vai começar a tocar uns muchachitos lá, tô fora.
Depois de uns quinze minutos, chegamos no tal condomínio Olimpo. Haviam 15 casas, dispostas em forma de U. O porteiro viu Silena e abriu um sorriso babão, então deixou que entrássemos.
- Qual dessas é a sua casa, Silena? – perguntei. Silena apontou para uma casa mais adiante, lilás com portas e janelas brancas.
- É essa aí.
Era um sobrado, com um jardim verdinho e algumas flores, talvez até mais verde que os outros jardins. Havia um chafariz, e um golden retriever que tentava pegar a água. A casa era lilás bem claro, as janelas e portas brancas e douradas. Entre a rua e a casa, havia um caminho de pedras.
Silena estacionou o carro, e então descemos. O golden retriever veio correndo em nossa direção e pulou em Silena, que quase caiu no chão.
- Argh, seu cachorro maldito! Sua mãe é uma cadela! – ela berrou, quando o cachorro saiu de cima dela.
- Para de brigar com o pobre coitado – eu disse.
- Pobre coitado nada! Ele é uma praga, isso sim. A Piper devia ter saído com ele, filha da égua. PIPER!
Entramos na casa de Silena, que era impecavelmente arrumada. As paredes interiores eram brancas e o chão era de madeira. Silena ainda estava gritando o nome da irmã. Subimos a escada e ela começou a esmurrar uma das portas, até que Piper apareceu.
- Que foi, praga? – ela perguntou. – Oi, Annie, oi Clarisse.
- Oi, Piper – eu e Clarisse dissemos em uníssono.
- Porque você não levou a merda do Joe pra passear? Aquele cavalo pulou em cima de mim!
- Blá blá blá, eu estava indo agora, ok? Não fique tão estressadinha, mana.
Silena revirou os olhos e deu meia volta, se dirigindo à porta paralela ao quarto da irmã mais nova.
Bem, o quarto de Silena era a cara dela. As paredes eram brancas, mas quase tudo era rosa. A cama de casal tinha dosséis em rosa claro, um tapete felpudo rosa, vários murais com fotos colados no teto, com uma moldura rosa, uma escrivaninha branca com um computador rosa, tudo rosa.
- Você gosta de rosa, hein – comentei. Clarisse riu, mas Silena me olhou sarcástica.
- Ok, gente, são 4:30 p.m., o que querem fazer? Ainda temos umas duas, ou três horas.
- Eu não sei vocês, mas eu estou morrendo de fome – falei.
- É, eu também – concordou Clarisse. – O que tem pra comer aí?
- Não sei, vamos ver.
Descemos até a cozinha, e Silena abriu a geladeira, que estava quase vazia, mas não tão vazia quanto a minha geladeira no apartamento de Ares.
- Merda, Piper deve ter comido tudo com aquela boca grande – ela disse, batendo o pé. – Agora não temos o que comer!
Clarisse foi até a geladeira ajudar Silena, e eu fui até a janela. Do outro lado da rua, em uma casa azul clara, estava um cara… Conhecido. Ele era loiro e tinha olhos cinzas. Ele estava conversando com um outro menino que estava de costas, e usava uma camisa do exército.
Era o Malcolm.
- Silena – eu disse. – O nome do vizinho é Malcolm?
- É – Silena concordou. – Eu acho que é, não conheço ele muito bem. Vamos ter que ir no mercado.
- Posso ir falar com ele? É o meu irmão, e eu não vejo ele há dez anos.
- Você tem certeza que é ele?
- Não sei, vou ligar.
Peguei meu iPhone e disquei o número de Malcolm. No mesmo instante do toque da primeira chamada, o celular dele começou a tocar do outro lado da rua. Ele atendeu.
- Annie?
- MALCOLM!
- Ei, o que foi?
- Eu estou te vendo.
- Hã?
- Você tá vestindo uma blusa do exército e uma calça jeans, certo? E tá falando com um outro cara.
- Ah, é, o Percy, mas… Onde é que tá você?
- Eca, o Percy? Porque você conversaria com o Percy? Ele é mala!
- Você conhece ele? Annabeth, cadê você?
- Um minuto, Malcolm.
Desliguei o celular e o deixei na bancada. Eu estava quase chorando, não podia acreditar que aquele era o meu irmão, e eu não o via há dez anos. Saí correndo até a sala, com Clarisse e Silena me seguindo, e então abri a porta. Malcolm ainda olhava para os lados igual a um retardado, então ele me viu.
Fez um sinal para que eu me aproximasse, e ele sorria feito um bobo, assim como eu. Saí correndo em disparada, e me joguei no meu irmão, que caiu de costas na grama.
- ANNABETH! – ele berrou. – CARACA, VOCÊ TÁ ENORME!
- CLARO, SE PASSARAM DEZ ANOS, SEU BOBOCA!
Eu ainda fiquei sufocando Malcolm por mais alguns segundos, enquanto Silena, Clarisse e o Percy encaravam aquela cena. Me levantei e o ajudei a se levantar.
- Não acredito que você tá morando aqui! Disse que tava morando com o vovô!
- E tô, esse condomínio é dele, sua anta. Não me deixou terminar a frase.
- Você me chamou de vaca.
- Você é mesmo, uma vaquinha chata.
Dei um soquinho no braço do meu irmão, mas logo depois o abracei de novo.
- Eu tava morrendo de saudades! – eu disse. Ele me pegou no colo e me rodou.
- Caraca, você tem o mesmo peso que tinha quando tinha cinco anos, Annabeth, tá precisando engordar.
- Vai à merda – eu respondi.
- Ela é sua irmã? – perguntou Percy, acho que ele ainda não tinha sacado.
- Não, não, Percy. Sou vó dele.
- Annabeth, não seja grossa. É, Percy, ela é minha irmãzinha – e me deu um cascudo.
Percy e Clarisse riram.
- Mas então, eu soube que vocês já se conhecem – Malcolm disse, me soltando.
- Estudamos juntos na Goode, infelizmente – eu disse.
- Annabeth, se você for grossa mais uma vez eu vou te bater.
- Ui, que meda! – eu disse. – Tenta me bater que você leva uma surra, pode perguntar ao seu amiguinho.
- Sério, ela te bateu? – perguntou Malcolm, e ele riu quando Percy assentiu. – Uau, Percy, tá precisando de umas aulas de luta.
Entramos na casa de Malcolm, que até era organizadinha, e ficamos vendo um filme. Então, umas 08:00 p.m. voltamos à casa de Silena e começamos a me arrumar. Eu tomei banho primeiro e lavei meu cabelo, então Silena me emprestou o secador. Clarisse foi logo depois, e pediu para que eu secasse o cabelo dela. Silena colocou bobes no cabelo e ficou com cachos.
Logo depois, tivemos que ajudá-la a escolher uma roupa para ir na festa, o que demorou mais ou menos uma hora. Ela escolheu uma blusa de cetim rosa choque, que nem a cor do carro, uma saia rosa com paitês e um scarpin preto. Começamos a nos vestir, então nos maquiamos. Passei um rímel preto, delineador e lápis, e um batom vermelho. Silena cismou que eu tinha que passar uma sombra, então tacou sombra branca no meu olho, o que deu um brilhinho. Clarisse passou um batom mais pastel, com uma sombra azul e um delineador puxado à la Amy Winehouse. Silena passou um batom rosa, pra variar, uma sombra preta porque eu insisti, e jogou umas purpurinas tensas na cara, que fez seu rosto ficar brilhando. Ela encheu o braço de pulseiras, e me emprestou um colar dourado, que eu usei contra a minha vontade. Já eram 10:30 p.m. quando ficamos prontas.
- Pronto! – disse Silena, quando acabou de prender seu cabelo em um rabo de cavalo alto e perfeito. – Se sairmos agora, vamos chegar lá por volta das 11:30 p.m.
- Não comigo dirigindo – afirmei, e saí correndo até o carro, para chegar ao banco de motorista primeiro. Silena até tentou me expulsar de lá, mas acabou se contentando e foi no banco de carona.
Eu dirigi como sempre pelas ruas de Manhattan, fazendo Silena quase vomitar algumas vezes. Chegamos na boate em meia hora, e ela já estava abarrotadae com uma fila gigante para entrar.
- Silena, como vamos entrar nessa bosta? – perguntou Clarisse.
- Estamos na lista, não precisamos pegar essa fila – respondeu Silena. – Entregue o carro para o manobrista.
Parei o carro em frente à um homem de paletó vermelho, e ele foi estacionar o carro. Fomos até a entrada da boate e dissemos nossos nomes, e o leão de chácara nos deixou entrar.
- Que cara mau encarado – disse Silena. – Eu pedi para contratarem pessoas bonitinhas.
- Silena, leões de chácara tem que ser mau encarados – eu respondi.
A boate já estava bombando. Uma música desconhecida, mas muito empolgante, estava tocando a um volume muito alto, e haviam centenas de pessoas dançando na pista de dança. A luz era branca, e havia um globo espelhado emitindo luzes coloridas pela pista, além de toda aquela fumacinha legal saindo do chão. Em algo parecido com um camarote, havia um DJ. Haviam quatro plataformas, onde algumas meninas estavam dançando para todo mundo ver. E havia o bar.
- Eu não sei vocês – eu disse. – Mas eu vou beber.
- Eu também! – concordou Clarisse. – E você, Si?
- Nem pensar! Não quero chegar bêbada, e alguém vai ter que levar vocês pra casa.
- É, tem razão – eu disse. – Seja santinha, não beba.
- A gente bebe por você!
Eu e Clarisse descemos as escadas e fomos até o bar. Eu ainda não tinha visto ninguém que eu conhecesse, até que o bartender veio nos atender.
- O que vão querer?
- DYLAN? – indaguei. – O QUE VOCÊ TÁ FAZENDO AQUI?
- Annie! – ele disse. – Uau, quem diria, hein? Eu fui liberado, e agora tô trabalhando aqui.
- Só pode estar de brincadeira. Você está me perseguindo, certo?
- Annabeth, não viaja. Vão querer o que?
- Vodca e energético – eu disse. – E você, Clarisse?
- O mesmo, e com gelo.
Dylan assentiu e foi preparar os drinques.
- Quem é ele?
- Um ex-namorado.
- Ele é gatinho…
- Não, não é. Ele me deu um tiro no pé quando eu terminei com ele, e foi preso. Tava na condicional há dois meses atrás.
- E como você sabe?
Eu dei de ombros.
- Me disseram.
Dylan voltou com os copos, e ele piscou pra mim. Revirei os olhos.
- Vamos sair daqui, por favor? – pedi. Clarisse assentiu, e fomos nos afastando do bar até o meio da pista de dança. Estava tocando Your Body, da Christina Aguilera, e eu adoro essa música. Me acabei de tanto dançar na próxima meia hora, pegando milhares de copos de vodca que os garçons serviam, até que Silena me chamou.
- Eu tô ficando louca – disse Clarisse, ou melhor, gritou Clarisse, já que a música estava extremamente alta.
- Nem me fale! – gritei de volta. Continuei dançando junto com ela, e ainda não tinha ninguém que eu conhecesse. Fiquei lembrando a cara de Dylan quando me viu. Ridículo. O que aquele merda estava fazendo aqui?
Só faltava estudar na Goode também.
AFASTA ESSE PENSAMENTO, ANNABETH.
Continuei dançando com Clarisse, e peguei mais um copinho de vodca. Quando a música acabou, eu e Clarisse nos sentamos em uma mesa, onde Silena, Nico, Leo e Jason também estavam sentados.
- OI PESSOASSSSSSSSSSS – eu disse, rindo. Clarisse ria também.
- Ih, a outra já bebeu – disse Nico.
- Shiu, eu estou completamente sóbria – e solucei. – O que vocês estão fazendo?
- Conversando, como pessoas civilizadas – disse Silena.
- Ai, seus – e solucei. – chatos. Não sabem – solucei. – aproveitar.
- É! Vocês tinham que ver a Annabeth dançando! – Clarisse disse, rindo. – Todo munto tava olhando!
- Eu sei, eu vi – disse Silena.
- Ai, Silena – e solucei. – Não fica brava.
- Se sentem, antes que vocês caiam no chão – disse Leo.
Clarisse se sentou sem nenhuma dificuldade, já eu tropecei no meu próprio pé e caí de bunda na cadeira, rindo que nem uma retardada.
- Vocês são muito chatos – soluço. – Porque não bebem?
Antes que Silena respondesse, um muchacho com um chapéu espanhol que eu esqueci o nome se aproximou.
- Tequila?
Eu e Clarisse nos entreolhamos.
- TEQUILA! – gritamos, juntas. O muchacho colocou tequila em dois copos, e nos entregou. Leo, Silena e Nico nos encaravam em desaprovação.
- Eu também quero! – gritou Jason. Ele se sentou ao meu lado, e o muchacho serviu outro copo de tequila.
- 1, 2, 3! – o muchacho gritou, e bebemos o líquido. Enquanto ele ainda estava na nossa boca, mais dois muchachos surgiram e começaram a balançar a nossa cabeça.
- Tequila, tequila, tequila, tequila! – gritavam, todos juntos. Quando pararam de nos balançar, engolimos a tequila. Me senti tonta na mesma hora, mas uma sensação de êxtase também invadiu o meu corpo.
- Mais! Mais! Mais! Mais! – eu gritei, mas os muchachos já tinham ido embora. – Ei, onde eles vão? – e solucei. – Quero mais tequila! Nossa, que filhos da puta!
- Annabeth, Annabeth, chega de beber cara – disse Leo. – Você vai morrer assim!
- Que morrer o que – eu disse. – Porque é que vocês não tão bebendo? O Jason já começou!
- Porque temos que dirigir, anta! – disse Nico. – Jason volta de carona comigo!
- É, e vocês comigo! – disse Silena.
- E você, Valdez? – perguntei.
- Eu vim sozinho.
- Ai, como vocês são chatossssssssss! Anda, Clarisse e Jason, vamos beber mais.
Arrastei Jason e Clarisse até o meio da pista de dança, quase me espatifando de cara no chão. Silena me chamou.
- Annie, quantos copos você tomou?
- Não sei! – eu disse. – 5, 15, que diferença faz?
- Annabeth!
Ignorei Silena e continuei a dançar e pegar copos de vodca que os garçons serviam. Clarisse e Jason me acompanhavam, então eu esbarrei em alguém.
- Ai, olha por onde anda! – eu gritei, e era Dylan. – Ah, o que você quer?
- É uma festa! Eu quero você!
- Vai ficar querendo, vai ficar querendo – eu disse, que nem uma criança, e dei a língua. Dylan agarrou o meu pulso.
- É melhor você vir comigo.
- Quem te soltou, hein? Aposto que você dormiu com ele! – eu gritei, e pisei no seu pé. Ele me soltou e eu saí correndo para longe, perdendo Dylan, Jason e Clarisse de vista. Não liguei.
Estava tocando Hotel Room Service, do Pitbull, e eu não ia deixar de dançar só porque eu estava sozinha. Outro garçom passou, agora com copos de redbull, e eu peguei um. Na mesma hora fiquei elétrica e comecei a dançar ainda mais.
Avistei Dylan se aproximando de mim, e saí correndo de novo. Esbarrei em algum menino que eu não sabia quem era. Era alto, tinha cabelos pretos e olhos verdes, e me olhava sarcasticamente.
- Ah, claro, tinha que ser.
Eu quase perguntei quem era ele, mas Dylan estava ainda mais perto.
- Eu não sei quem é você, só me beija, tá?
Agarrei a nuca do garoto e o beijei. Ele correspondeu o beijo e pediu passagem com a língua, que eu concedi. Suas mãos estavam na minha cintura e escorregando para o meu quadril, e o beijo dele era uma delícia. Dylan já devia ter passado, então eu me desgrudei do menino ainda sem saber quem ele era.
- Valeu, te devo uma!
Eu saí correndo sem nem me explicar pro moreno, e quase tropecei no nada, mas Silena me segurou.
- Meu Deus, Annabeth! – ela disse. – Porque você está correndo?
- Não é nada – eu disse.
- Ok… Vem, achamos uma salinha separada, vamos brincar de alguma coisa.
- Brincar?
- É! Tipo de Verdade ou Consequência, Strip-Pôquer, Jogo da Garrafa…
- Ok, tô dentro.
Fale com o autor