Notas iniciais
OI CARAAAAAAAAS, demorei? Bom, não preciso nem perguntar né UASHKMDALKSDJ as 10 asks no meu ask.fm respondem por si só KKKKKKKKKKKKKK
Eu poderia escrever um texto dizendo porque eu demorei, mas resumindo, eu to em semana de prova e minha mãe é chata. O resto foi preguiça UYSHUDSH
Esse capítulo é horrível, broxante, e eu devo postar outro ainda essa semana pra compensar, porque vamos combinar que não é nada do que a Anabeth Chase merece pela recomendação dela. A propósito, esse cap é pra você ♥ Sinta seu desejo realizado pela fada madrinha aqui aslkdmaldks

I hate the teachers and the principal, don't wanna be taught to be no fool.

Já haviam se passado três semanas desde que eu havia recebido alta do hospital. Ares já estava em casa, mas era Malcolm quem passava quase o dia inteiro comigo. Ele havia me ajudado em Biologia, porque já estávamos na época das provas e eu simplesmente não entendia Biologia.

Por outro lado, eu era ótima em qualquer coisa que envolvesse cálculos, estimativas e essa babaquice toda. E eu também ia bem nos trabalhos de Literatura do Quíron, mas estava preocupada com o resultado da prova sobre O Menino do Pijama Listrado, mesmo tendo lido esse livro mil vezes em suas aulas.

E eu ainda não estava liberada pra dançar. Não que isso me incomodasse, mas eu simplesmente não aguentava preparar as coreografias e não poder dançar. Na semana passada, tivemos um jogo contra uma escola de New Jersey, e é horrível só participar da parte da tietagem.

E também já haviam se passado três semanas desde que eu havia começado meu namoro com o Percy. Não que eu estivesse contando, mas era meio difícil esquecer quando todo mundo me lembrava disso a cada cinco segundos.

Nosso namoro ia bem, aliás. Ele geralmente me dava carona para a escola, não sei se ainda estava apreensivo por causa das minhas costelas ou se não queria que eu chegasse na escola sozinha. Não fazia mal por mim, já que ele sempre massageava uma das minhas coxas e me deixava usar a jaqueta do time dele, que meio que tinha seu cheiro de água salgada impregnado, e aquilo me trazia paz.

Nós também brigávamos bastante, mas não sei se já tivemos alguma briga séria. Era sempre por motivos bobos mas ficávamos dias sem nos falar. Geralmente era ele que corria atrás de mim, mas eu não via problema nisso também.

Além de que, recentemente, ele descobriu uma escada de incêndio que liga as pequenas varandas dos nossos quartos, e aparece lá de surpresa. Na primeira vez que ele fez isso, achei que fosse algum estuprador e saí correndo até a sala, quase caindo de cara no chão e fraturando mais uma costela. Voltei ao meu quarto com um bastão de baseball até perceber que era só ele fazendo mais uma gracinha.

E ele também tinha descoberto meu pavor a filmes de terror, então vive me zoando por causa disso. Ele não perde uma oportunidade, até enquanto estávamos fazendo sexo ele fingia que havia ouvido passos no corredor.

Era sexta-feira, dia do exame de História Americana. Eu não me preocupei muito, já que as provas de Pã eram fáceis, e com a quantidade de testes que ele passava na semana, ficava difícil esquecer a matéria dele.

Acordei no mesmo horário de sempre e fui pegar aquela bostinha de uniforme. Sim, o diretor boboca daquela escola me obrigou a usar o uniforme nos dias dos testes ou eu não entraria na escola. Eu o modifiquei, é claro, mas acho que isso não deixou Percy ou Dioniso muito felizes.

Ok, Percy deve ter ficado, mas não gostava muito da ideia de que todo mundo me via daquele jeito. É, quem diria que Percy Jackson vulgo rei da escola é um cara ciumento?

Enfim, coloquei o uniforme, tomei café da manhã e fui no banheiro escovar os dentes, aproveitando pra ajeitar o meu cabelo, já que Percy quase me obrigou a deixá-lo cacheado. Então desci até o 400 e bati na porta do Percy.

- Bom-dia, Sabidinha – ele disse, me beijando.

- Mau humor de manhã, mau humor de manhã – o avisei, e ele riu.

- Escuta, minha mãe quer saber se você tá a fim de jantar aí hoje à noite.

- Ah, claro.

- Ela vem perguntando isso há semanas.

- Porque nunca me chamou?

- Você vai descobrir hoje à noite.

Ele passou o braço pela minha cintura e descemos até a garagem, onde seu cadillac estava estacionado. Entrei no banco de carona e abri meu livro de História Americana, tentando fazer com que Percy prestasse atenção, mas ele não gostava muito de estudar.

Chegamos na escola em uns quinze ou vinte minutos, porque Percy não dirigia tão apressadamente, mas até que era mais rápido do que a tartaruga da Silena no volante. Ele estacionou o carro na vaguinha de sempre, e não me surpreendi quando vi Calypso saltando do carro logo ao lado. Aquela menina está me irritando além da conta.

Sim, eu disse que no Spring Break ela estava ficando legalzinha, mas acho que foi só uma fase ou o efeito de Cancun nela, não sei. Aquela guria tá mais insuportável do que antes, e não perde uma oportunidade de esfregar na cara de todo mundo que está namorando com o Luke. O Luke não parece muito feliz com essa situação toda, mas enfim. E as seguidoras gravetinhos dela também não perdem uma chance de infernizar a minha vida. A Rachel fica dando em cima do Percy a cada cinco segundos, ironicamente quando ele está comigo, e aquela Drew sebosa anda perseguindo o Leo. Não que eu realmente me importasse com qualquer coisa que o Leo faça da vida dele, mas ela só dá em cima dele quando eu estou presente.

Enfim, eu saltei do carro e aquela ruiva sebosa já veio dar em cima do Percy.

- OOOOOOOOOOOOOOOOOOI, Percyinho – a ruiva disse, piscando os olhos desnecessariamente e abrindo um sorriso do tamanho de um elefante.

- Ahn, oi, Rachel – ele disse, saindo do carro e vindo até o meu encontro, com a Rachel em seu encalço.

- Não vai me dar um beijinho?

- Não – eu respondi pelo Percy, que sorriu e me beijou.

- Ain, arrumem um quarto – ela disse, mau-humorada. – Mas então, Percy, você tá a fim de um cinema hoje depois da aula? A Calypso e o Luke vão também.

- Porque você não tenta arranjar um namorado que seja solteiro, hein, ruiva sebosa? – eu me intrometi, já completamente furiosa com aquele pesadelo ruivo.

- Percy, por favor, controle a sua namoradinha. Ninguém é obrigado a ficar assistindo macacos com raiva fora do zoológico.

- E ninguém é obrigado a ter que conversar com o demônio da tasmânia e seus seguidores, mas infelizmente é o que o povo dessa escola passa por todo santo dia. Vou ligar pro gorveno gravetinha, sua mãe tem licença pra te criar?

- Eu é que devia fazer essa pergunta pra você.

- Nossa... Nossa! Nossa, Rachel, sério mesmo, nossa. Como você magoou os meus sentimentos, nossa, que originalidade você tem pra rebater em uma discussão, hein? Tá precisando de umas aulinhas sobre como se defender em uma briga e sobre como dar em cima do namorado dos outros é errado. Porque não dá em cima do Lukito? Não foi a Calypso que “roubou” o Percy de você uma vez?

- Ok, Annabeth, já chega – Percy disse, me arrastando pelo braço até a entrada da Goode. Não ouvi o que a Rachel murmurou meio com cara de quem está prestes a chorar.

Na verdade, eu simplesmente não consegui entender muito bem porque o Percy estava me arrastando para dentro da escola quando fui eu que presenciei uma ruiva blé dando em cima dele.

- Me solta, Percy! – eu comecei a berrar quando adentramos a escola. – ME SOLTA! – gritei ainda mais alto, mas Percy simplesmente apertava as mãos com mais força ao redor do meu pulso.

Já estávamos quase no meu armário, e Percy ainda estava me arrastando. Eu me sentei no chão, fazendo a maior cena possível, para que ele me largasse. O que ele tinha na cabeça? Merda?

Apesar de que, no momento, não era um cérebro que ocupava a minha cabeça.

- Levanta daí, Annabeth – ele disse, rígido.

- Me solta então – respondi, e ele me puxou para que eu me levantasse e largou o meu pulso. – Qual é o seu problema?

- Quer saber, eu não posso nem falar com você agora – ele disse, simplesmente, e saiu marchando para longe de mim.

- Ah, é, e por que? O que foi que eu fiz agora? – rebati, andando atrás dele.

- Eu já disse que não quero papo com você! – ele gritou, andando ainda mais rápido.

Eu bufei.

- EU TE ODEIO! – gritei, e dei meia-volta até o meu armário. Àquela altura, todos os presentes já deviam estar nos olhando como se estivessem numa espécie de show, mas eu não liguei. Andei furiosa até o meu armário e comecei a separar as coisas para a prova de História Americana e a aula de Geografia.

Assim que eu fechei a porta do meu armário, Luke apareceu do meu lado.

- Ai, merda, Castellan! – eu disse, levando as mãos ao peito. – Quer me matar do coração?

- Menos, Annabeth.

Revirei os olhos.

- Fala logo o que quer, tenho aula de Geografia e não posso me atrasar.

- Annabeth, só quero falar sobre a Rachel dando em cima do Percy e todo o escândalo de vocês.

- Lukito, eu não preciso do seu palpite no meu relacionamento com o Percy. Você sabe que eu te adoro, mas você é de longe a pior pessoa pra me aconselhar sobre isso. Você trocou a Thalia pela Calypso. A Thalia! Pela Calypso! E quer vir dar pitaco no meu namoro com o Perseu? Estamos muito bem, obrigada. Só se ocupe em manter as amiguinhas da sua namorada fora do meu caminho, ou a coisa vai ficar feia pro lado delas, e você sabe do que eu estou falando.

Saí marchando até a sala de Geografia, apesar de não ter me concentrado um minuto sequer na aula de Pã, e sim ficar pensando no Percy e naquele surto que ele teve e no surto ainda pior que eu tive. Ah, merda, acho que não vou mais jantar na casa dele hoje.

A prova foi super foda. Foda porque as questões estavam mil vezes mais difíceis e mais elaboradas do que as provas normais para uma pessoa com capacidade de inteligência mediana, e foda porque eu quase não prestava atenção em nenhuma das questões. Não estava esperando mais do que um C naquela prova, já que tudo o que preenchia meus pensamentos era o Perseu dizendo que não queria papo comigo sem nenhum motivo aparente.

Justo quando eu consigo namorar alguém aquela vaca sebosa se intromete. Isso não vai ficar assim.

Saí bufando da sala de Geografia, direto para o banheiro feminino. Tranquei a porta para me certificar de que nenhum ser intrometido iria entrar e encarei meu reflexo no espelho do banheiro. Eu estava vermelha, controlando a vontade óbvia de chorar. Como é possível eu me sentir tão envolvida com uma pessoa só com quatro meses de convivência e três semanas de namoro?

Olhei para o teto, impedindo que as lágrimas escorressem pelo meu rosto e controlei meu choro. Eu ainda tinha vinte minutos até o almoço, vinte minutos para parecer o mais controlada possível e não chorar na frente do Percy.

Saí do banheiro ainda meio chateada e fui até o refeitório. Então, só para alegrar o meu humor, Rachel estava sentada ao lado de Percy, falando algumas bobagens. Calypso estava na frente dele com Luke ao seu lado, Chris e Grover também estavam lá.

Na mesa ao lado, estavam Silena, Thalia, Clarisse, Charles, Nico e Leo. Quase não acreditei no que eu estava vendo.

Sentei entre Thalia e Silena emburradíssima.

- Tá tudo bem entre você e o Percy? – perguntou Leo.

- Tudo ótimo – respondi, revirando os olhos. – Ele está em uma mesa diferente sendo engolido pela Rachel porque estamos super bem, Leo.

- Ei, não desconte seus problemas em mim – ele reclamou, rindo, mas eu continuei séria.

- Ah tá, não vou esquecer disso.

Continuei comendo em silêncio e emburrada, enquanto todo mundo na mesa conversava.

As outras três aulas foram demoradas e entediantes. Nem a aula de Costura foi tão legal como costuma ser. Eu ensaiei um pouco com as líderes de torcida e pedi carona para o Leo, já que o Percy provavelmente não iria me dar carona.

Bom, eu estava errada. Mesmo tendo brigado com ele mais cedo, quando saí do treino e fui até o estacionamento procurando o carro de Leo, Percy estava parado junto ao seu cadillac, com uma jaqueta de couro que Deus sabe como havia surgido e um óculos de sol meio desnecessário já que estava escurecendo. Ele fez um sinal com a cabeça indicando que eu entrasse no carro.

- Parece que o rei do mundo não está totalmente zangado com você – Leo disse, e eu sorri.

- Aparentemente – eu respondi, dando de ombros. – Valeu pela carona que você quase me deu.

- Estou disponível a quase caronas sempre.

Eu ri e dei um abraço no Leo, então andei lentamente até o cadillac do Percy. Abri a porta do banco de carona e me sentei sem dizer nenhuma palavra, olhando fixo para as minhas mãos. Percy olhava para mim a cada dez segundos, mas desviava o olhar quando eu olhava para ele.

Até que, a umas duas quadras do prédio, Percy virou em uma rua desconhecida e continuou dirigindo. Obviamente, eu armei um barraco.

- Aonde você está me levando? Isso é sequestro, sabia?

- Precisamos conversar a sós.

Bufei.

- Não tenho nada pra falar com você. Foi você que deu aquele chilique excêntrico e desnecessário no meio da escola.

- Ah, eu? Foi você que disse que me odiava.

- Você que começou, e sem motivo nenhum.

- Sem motivo nenhum? Você disse que a Calypso me roubou da Rachel ou sei lá.

- E foi o que aconteceu, não foi? Idiota.

- Ninguém me roubou de ninguém, Annabeth.

- Tá bom, Percy, pare de agir como se você fosse o macho da história.

- Eu sou o macho da história!

- Eu sou mais macho do que você, seu babaca! Meu pulso ainda está doendo. “Não quero papo com você agora”. E que história foi aquela de sentar na mesa do lado da Rachel?

- Achei que você fosse se sentar do meu lado.

- Ah, claro. Com todos os meus amigos na mesa ao lado e a Rachel te comendo com os olhos eu ia me sentar com você. Qual é, Percy, isso foi ridículo.

- Mais ridículo do que você gritar pra escola inteira que me odiava e se arrastar no chão? Difícil.

Revirei os olhos e olhei para a janela. Havia começado a chover. Percy pegou minhas bochechas e me obrigou a olhar para ele.

- Anda, Annabeth, você sabe que dessa vez você que vacilou.

- Não vacilei porra nenhuma! – fiz pirraça, armando uma tromba. – Você que me arrastou!

- Deixa de ser tão orgulhosa, você sabe que está errada – ele disse, voltando a ligar o carro e dando ré.

- Só me leva pra casa, Sr. Elizabeth Dare.

Percy me olhou furioso, com cara de quem fosse me dar um soco, e eu voltei a olhar as gotas grossas de chuva batendo na janela do carro. Chegamos ao prédio em pouco tempo, e, mesmo brigado comigo, ele me deixou na porta do 500.

- Te vejo lá em casa às 8:00 p.m.

- Hã? – indaguei, ainda meio fora de mim mesma.

- Pro jantar com a minha mãe, ué. Você não achou que ia se livrar tão fácil, achou?

Mesmo estando furiosa com ele, dei um sorriso de leve e me despedi. Entrei no apartamento e estava quase desabando no choro. Me enconstei na porta de entrada e deixei que meu corpo escorregasse até que eu estivesse sentada, em uma cena à la filmes dramáticos.

Ok, Annabeth, pare. Foi só uma briga que você causou, não precisa ficar chorando que nem uma retardada na porta do apartamento. Não estamos em 1920.

Me levantei do chão e fui chutando a bolsa até o quarto, limpando as lágrimas que escorriam pelo meu rosto. Muito desnecessário chorar por causa disso. Eis que, quando eu ergo os olhos, é claro que o Percy estava em pé na minha varanda batendo na porta de vidro.

Notas finais
E entaooooooo? Gostaram? Querem outro? Querem que eu poste mais rápido? A A A A A A A A A A A e me desejem sorte na prova de Inglês porque vocês são maravilhosos e eu sou ingrata por ter vocês porque vocês s2 eu, eu amo voces, EU AMO VOCES AHHHH
You know you love me. Xoxo, Gossip Girl.