Notas iniciais
GENTE, PELO AMOR DE DEUS EU TO XORANO
Depois de finalmente CONSEGUIR convencer o meu pai a me deixar usar o computador dele, eu estou aqui postando. Pra variar, meu computador resolveu que ele ia parar de funcionar. E EU IA POSTAR NA TERÇA. Mas aí ele deve ter pensado: "Ah queridinha vamos ver se vc vai postar ou não, MUAHAHAHAHAHA"
Então eu acho que já vou postar uns capítulos logo né porque sei lá. Na verdade eu só tenho mais dois capítulos prontos, hmmmmm, sera que o meu pai me deixa usar o computador pra escrever?
Esse capítulo é pra Bincky, lindamaravilhoza pela recomendação dela.

Take me down like I’m a domino.


– VAMOS À PROVIDENCE, CUPCAKES! – o treinador Hedge gritou, sendo seguido de aplausos e vários gritos do time de futebol.

Já era sexta-feira. Tínhamos acabado de fazer a última prova da semana de provas finais, e tínhamos acabado de sobreviver ao último dia de aula, seguido da comemoração, todo mundo jogando toda a papelada dos cadernos pra cima e colocando toda a bosta que aprendeu durante o ano a perder, blá blá blá.

De manhã, antes de irmos fazer a prova, tivemos que levar nossas “malas” para o ônibus da escola. Eu tive prova de Cálculo e Geometria hoje, as duas estavam fáceis, então eu fui a primeira a chegar no ônibus, e tive que esperar quase três horas até que todo mundo chegasse.

Enfim, finalmente o ônibus estava lotado. Iriam demorar umas quatro horas até Providence, o que significa quatro horas com um ônibus lotado de adolescentes agora em férias de verão passeando pela estrada. O que não podia significar coisa boa.

– Muito bem, cupcakes, eu sei que todos tiveram uma semana difícil, com todas as provas e os treinos no parque – o treinador revirou os olhos. – Acho ridículo o ginásio ser fechado durante a semana, quer dizer, eles não se importam com os esportes daquela escola? Enfim, eu sei que todos estão muito cansados e também muito animados com as férias de verão – o ônibus inteiro comemorou. – Mas antes, vou dar uns avisos.

– O que você acha que ele vai falar? – Percy sussurrou, no meu ouvido. Eu estava sentada em seu colo e abraçada ao seu pescoço, com Luke jogando algum joguinho de celular do nosso lado.

E segurando uma baita de uma vela.

– Provavelmente pra vocês usarem camisinha – Luke disse, rindo. – Não tem vergonha, não?

Eu fiz uma careta pra ele, que revirou os olhos e sorriu.

– Alguma coisa sobre ficarmos dentro do hotel e descansarmos – respondi, suspirando. – Afinal, vamos chegar em Providence que horas? Tipo umas 10:00 p.m.?

– Ainda são duas da tarde – Percy disse, olhando para mim. – Vamos chegar lá umas seis.

– Então eu não sei.

– Ainda voto pelo negócio da camisinha – Luke continuou, sem nem desgrudar os olhos do celular. – Aposto vinte centavos.

– Aposto uma bala que ele fala alguma coisa sobre as táticas do time e a coreografia – eu apostei, me agarrando mais ao pescoço de Percy, que também entrou na aposta.

– Aposto dez centavos e metade de um chiclete que ele vai falar sobre o pessoal da outra escola.

– Como nós somos pobres – Luke comentou, dando uma risada melancólica.

– Enfim – o treinador continuou. – É melhor que ninguém saia do hotel, pelo menos não hoje. As minhas meninas precisam descansar, e os meus rapazes também precisam de muito, muito descanso. E eu quero dizer descanso de verdade, não aquele tipo de descanso que vocês acham que eu estou me referindo.

– Não entendi – Percy falou.

Eu ri.

– Afinal, o posto de saúde não distribui mais proteção, e não quero ninguém saindo grávida do hotel.

– Vocês me devem uma bala, metade de um chiclete e dez centavos – Luke contou, mostrando a palma da mão.

– Continuando – o treinador pigarreou. – Eu quero uma reunião do time e das líderes na sala de reuniões, às 9:00 p.m. Precisamos discutir as táticas básicas e a coreografia que vamos fazer, ninguém quer sair machucado. Não faltem, precisamos mesmo conversar sobre isso.

– Você está me devendo vinte centavos – eu apontei para Luke. – E você está me devendo dez e metade de um chiclete – apontei para Percy.

– E antes do ônibus partir, também, nessa reunião, vou falar sobre o pessoal da outra escola. Aquelas garotas são elásticas, mas elas não se comparam a vocês, cupcakes – as meninas comemoraram. – E sobre os garotos... O plano de time é sempre o mesmo, mas discutiremos isso com mais calma. Aproveitem a viagem, cupcakes, e façam o que fizer, não me acordem.

– Você me deve uma bala – Percy me beijou. – e você, me deve vinte centavos.

– Ok, todo mundo deve algo para todo mundo – eu disse. – Cada um fica com o próprio prêmio.

– Merda, eu queria a bala – Percy disse, emburrado.

– E eu não tenho vinte centavos, eu estava blefando.

Nesse exato momento, Thalia parou em frente ao banco e me encarou. Ela estava esquisita, mas eu não tenho a habilidade que ela tem de desvendar as pessoas e descobrir quando elas mentem.

– O que houve, Thals? – eu perguntei, franzindo o cenho.

Ela respirou fundo. Luke nem ergueu os olhos para falar com ela.

– Eu preciso falar com você, Annie – ela disse, mordendo o lábio inferior.

– Eu já volto – eu disse ao Percy, e ergui uma sobrancelha ao Luke, que deu de ombros.

Desde que eu havia descoberto que a Calypso estava chantageando o Luke para fazê-lo namorar com ela, eu tentava fazer com que Luke voltasse com a Thalia. Não que eu não gostasse do Nico, muito pelo contrário, mas na boa, esses dois poderiam ter vivido algo muito legal se não fosse por culpa daquela graveta idiota e metida à besta. Eu também confrontei ele sobre a chantagem e todas essas coisas, e ele desabou no choro na minha frente. Deus, aquilo me desmoronou, eu nunca vi ninguém tão mal assim antes.

Então eu também tentava fazê-lo falar sobre a chantagem para a Thalia. Mas, é claro, ele não me escutava.

– O que aconteceu? – eu perguntei à Thalia, assim que caminhávamos pelo corredor do ônibus em direção ao banheiro.

– Entra – ela disse, abrindo a porta, e eu entrei no banheiro.

Aquele banheirinho era bem maior do que parecia por fora, porque havia uma espécia de complô feminino ali. Silena e Clarisse estavam em pé, encostadas na parede e encarando algo na pia que eu não consegui ver o que era.

– O que está acontecendo, cara? – eu indaguei novamente. Thalia se sentou no vaso e começou a chorar. Silena se sentou ao lado dela e a abraçou.

– Não fica assim, Thals – ela disse, encostando a cabeça no ombro de Thalia. – Vai ficar tudo bem, vocês vão dar um jeito.

– E se ele não quiser? Ele não vai querer, Si. Meu pai vai me matar.

– Alguém pode me dizer o que está acontecendo? – eu surtei. – Eu não tô entendendo nada, cara. Por que você tá chorando? Quem não vai querer e o que esse quem não vai querer? Por que o seu pai vai te matar?

Thalia apontou para a pia, ainda com as mãos no rosto, tentando esconder o choro. Clarisse se afastou e eu olhei.

Cinco testes de gravidez. Cinco. Todos positivo.

– Por favor, me diz que vocês estão fazendo teatro e que roubaram isso de uma mulher grávida – eu disse, mas todas fizeram que não com a cabeça.

– Eu estou grávida, Annabeth – Thalia disse, chorando ainda mais.

Eu achei que o meu coração estivesse prestes a saltar para fora pela minha boca e sair dançando Macarena pelo ônibus. Como assim, a Thalia estava grávida? Deus, parecia que eu era o pai do bebê. Mas... Ela não podia estar grávida. Ela é a Thalia, ela não pode estar grávida. Quer dizer, ela é a Thalia!

A Thalia!

– É do Luke? – eu perguntei, e ela assentiu.

– Eu não transei com mais ninguém – ela declarou, chorando ainda mais. – Só pode ser dele.

Eu e Silena nos entreolhamos. Clarisse também nos encarou. Silena se levantou do vaso e enxugou o rosto. Eu me sentei ao lado de Thalia.

– Vai ficar tudo bem – eu tentei a acalmar. – Thalia, o Luke não é um canalha. Ele vai te ajudar.

– Não, não vai! Ele não vai querer um filho, Annie, ele tem 17 anos e está namorando outra garota. E ele terminou comigo.

Eu suspirei. Desculpa, Luke, estava na hora da verdade.

– Eu sei porque o Luke terminou com você – eu sussurrei no ouvido de Thalia.

Ela me encarou, como se fosse me dar um choque com aqueles olhos azuis se eu não abrisse a boca e falasse. Eu fiz que não com a cabeça. Ninguém podia saber disso.

– Si, Clarisse, vocês podem me deixar sozinha com a Annie por uns cinco minutos? – Thalia pediu, fungando. – Eu preciso falar com ela.

Clarisse e Silena se entreolharam.

– Claro – Silena disse, abraçando Thalia. – Se você precisar de qualquer coisa...

– Nos chame – Clarisse completou, também abraçando Thalia. As duas saíram do banheiro.

– Ok, comece a falar – Thalia disse, se levantando do vaso e me encarando, de braços cruzados. – Por que ele terminou comigo?

– O Luke te ama, Thalia – eu comecei, suspirando. – A Calypso está o chantageando com algum segredo muito forte, ou segredo de família, eu não sei. Ela está fazendo com que ele tenha que namorar com ela, ou ele se fode.

Ela franziu o cenho e ficou quieta.

– O Percy me disse que, depois do lance dele com a Rachel, a Calypso fez a mesma coisa com ele. Ela o chantageou, e ele teve que namorar com ela para não se foder. E agora ela está fazendo a mesma coisa com o Luke. É por isso que ele terminou com você, é por isso que ele detesta estar namorando com ela, e é por isso que toda vez que perguntávamos porque ele não chutava ela, ele lançava um “é complicado”. Quando eu confrontei ele sobre isso, eu juro, ele desabou no choro. Eu fiquei sem reação.

Thalia me encarou. Ela havia parado de chorar, e agora estava com um olhar de raiva.

– A mãe dele.

– O que?

– O Luke me contou sobre a mãe dele – ela hesitou. – É isso que Calypso está usando contra ele.

– O que tem a mãe do Luke?

– Eu não posso falar, eu prometi que não ia contar a ninguém. Me desculpa, Annie.

– Tudo bem – eu disse, a abraçando. – Pelo menos agora você sabe a verdade. Ele não terminou o namoro de vocês por livre e espontânea vontade.

Ela assentiu, trêmula.

– Eu preciso falar com ele.

– Eu concordo. Fica aí, eu chamo ele – eu disse. Ela assentiu e eu saí do banheiro. Dei de cara com Silena e Clarisse.

– E aí, o que aconteceu? – elas perguntaram gritando, devido a bagunça que estava o ônibus.

– Vai ficar tudo bem – eu respondi, sorrindo, e nós três nos abraçamos, mesmo sabendo que o problema não era nosso e que a gente nem devia estar se abraçando.

Enfim, caminhei até onde Luke estava sentado, ainda jogando algo no celular dele.

– Luke – eu o chamei, me sentando do seu lado, já que Percy não estava mais lá. – Luke?

Tirei o celular da mão dele e ele olhou para mim.

– Ei, eu estava jogando!

– Foda-se – respondi. – Cadê o Percy?

– Ele saiu com o Grover. Pode me devolver o celular?

– Não. A Thalia quer falar com você.

Os olhos dele brilharam. Ai, que bonitinho.

– Ela quer? – ele perguntou, sorrindo.

– Quer. E é urgente, então vá logo. Ela tá esperando no banheiro, no final do corredor.

Ele se levantou, mas hesitou.

– Espera... O que ela quer falar comigo?

– Você vai ver.

– Annie, por favor, me diga que você não...

– Sim, eu contei. Já estava na hora, e você vai saber porque.

Ele franziu o cenho, provavelmente se perguntando que porra devia estar acontecendo. Eu me levantei e o abracei.

– Só parabéns – eu disse, já com lágrimas nos olhos. – Agora vai, gostosão, vai reatar o seu namoro.

Ele sorriu e assentiu, me dando outro abraço e depois indo até o banheiro. Me senti uma Cupida total.

É bom eu ser a madrinha dessa criança.

Notas finais
É ISSO AÍ, PROVIDENCE VAI PEGAR FOGO QUERIDINHOS AISDJKADADIN
Vou postar o próximo.
You know you love me. Xoxo, Gossip Girl.