Bad Girls

11 Come alive


Notas iniciais
OLÁ PESSOARRRRRRRRRRR, aqui estou eu, once again, postando mais um cap! Eu vou mudra o formato pelo ipod mas tá, whatever, quem estiver lendo nesse formato horrivel e fidido, mil desculpas
O capítulo hoje é dedicado pra thirlwall pela recomendacao linda e maravilhosa dela ♥ me abrace salkajdklasd
AAAAAAAAAH, E LEMBRANDO, ESSE É O PRIMEIRO (de muitos) CAPÍTULO PERCABETH DA FIC!!!!!! AAAAAAH!!!!!!!!
Enfim, aproveitem!

Baby come, take me now, hold me now, make me come alive.


Eu acordei na quarta-feira com os olhos inchados, e com a mesma roupa que eu havia dormido no dia anterior. Não acredito que a minha mãe me odiava porque ela tinha sido estuprada. Aquilo só me dava ainda mais vontade de chorar.

Na minha cabeça, ela me culpava pelo meu pai ter ido embora. Mas, não, ela via em mim rancor e um vislumbre do passado podre dela.

Eram 8:00 a.m., e eu não tinha a mínima vontade de ir para a escola. Queria ficar deitada naquela merda de cama o dia inteiro, faltar à escola, faltar ao trabalho, apoderecer por ali. Talvez ao trabalho eu não pudesse faltar, mas a minha vontade zero de ir para a escola me deixou dormir por mais alguns minutos.

Me levantei e encostei os ouvidos na porta do quarto do meu tio. Abri a porta e estava vazio. Ele provavelmente tinha ido para a tal loja com o Gavin, o que me deu ainda mais vontade de matar aula. Ah, quer saber, foda-se, um diazinho só.

Me arrastei até a cozinha, e vi um bilhete do meu tio na porta de entrada, com uma caligrafia quase que incompreensível:

"Annabeth, espero que já esteja melhor. Sinta-se a vontade se quiser faltar à escola hoje, eu te entendo. Espero que já esteja melhor, e hoje, quando for trabalhar, não se esqueça da arma. Está em cima do balcão. Só volto para casa depois das 7."

Amassei o bilhete e joguei ele em qualquer canto da casa. Me sentei de costas para a porta e deixei mais algumas lágrimas escorrerem pelo meu rosto. A minha vontade era de eu mesma pegar aquela porra daquela arma e me matar.

Fui até a cozinha, e preparei um cereal, trêmula. Comi uma colherada e já me senti enjoada. Joguei tudo aquilo pela janela e voltei ao meu quarto. Tomei um banho e coloquei meu roupão preto, que batia na metade das minhas coxas.

Fiz café e me sentei no sofá, ligando a televisão. Mudei para a Warner Channel, onde estava passando Friends, um dos meus seriados favoritos.

Tomei umas quatro xícaras de café, e ainda me sentia mole. Já eram 9:00 a.m., e Percy devia estar me xingando mentalmente por não ter dado carona à ele.

Bom, foi isso que eu achei.

Quando deram umas 9:10 a.m., alguém começou a esmurrar a minha porta feito louco. Sem a mínima vontade de me levantar, me arrastei até a porta.

– O QUE É QUE VOCÊ TEM NA CABEÇA? — Percy berrou, assim que eu abri a porta. — FICOU COM VONTADE DE MATAR AULA?

Não respondi nada. Estava muito cansada pra brigar com ele, e quase desabei no choro ali mesmo. Dei meia-volta e fui até o sofá.

– Qual é o seu problema, Annabeth? — ele perguntou, sério. — Resolveu não me dar carona de uma hora pra outra?

– Ah, é, Percy. Claro que sim. Esqueci que tudo aqui se resume a você, e que pra você só existe você, os outros que se fodam — eu respondi, chorando. — Me desculpe se a carona da madame não pôde levá-la hoje. Quer a chave do meu carro? — eu fui até a bancada, peguei minha chave e joguei com força no peito dele. — ENTÃO TOMA, IMBECIL, VAI PRA ESCOLA AGORA.

Percy massageou o lugar onde a chave tinha atingido, e àquela hora eu já estava aos prantos. Que ótimo, Annabeth, chorando bem na frente do menino detestável e rei da escola.

Ele jogou a mochila em algum canto da bancada e me encarou.

– Você tá chorando?

Tive vontade de socar aquele menino.

– NÃO, NÃO. EU TÔ LAVANDO MEU ROSTO, TÁ VENDO NÃO?

– O que que te deu?

– Não te interessa — respondi. — Já te dei a chave da bosta do meu carro, tá esperando o que pra sair da minha casa?

– Esperando você explicar porque tá chorando. Eu não sei quanto a você, Annabeth, mas por mais desagradável e enfezadinha que a pessoa seja, eu não largo alguém chorando que nem uma bebê sozinha.

Olhei para ele furiosa, ele recuou. Passei as mãos pelo rosto.

– Eu não tô chorando. Não tem ninguém chorando aqui.

– Ah, claro. Você chorou a noite inteira, Chase, não me engane. Teve uma briga com o seu tio, saiu marchando e chorou a noite inteira.

– Esqueci que você fica ouvindo a minha vida pelo teto do seu apartamento.

– Ei! A sua vida não me interessa em nada, mas os seus berros foram escutados até do primeiro piso.

– É, sabe, não é todo dia que você descobre que a sua mãe te odeia só porque você foi o resultado de um estupro! — eu vomitei as palavras, sem nem ter consciência do que eu estava falando. Só fui me tocar do que eu tinha dito depois, quando eu estava chorando ainda mais, e Percy me olhava completamente chocado.

– Você... Sua mãe... Hã?

AQUELE MENINO PODIA SER MAIS LERDO?

– Não é nada, esquece. Pode sair da minha casa?

– Não. Agora você vai me contar.

– Eu nem te conheço, Percy. Acha que eu iria contar isso pra alguém com quem eu briguei ontem?

– Não me interessa, Annabeth. Eu quero saber o que aconteceu.

Como eu não tinha mais forças pra discutir com ninguém, contei à ele o que tinha acontecido:

– A minha mãe me odeia desde os cinco anos. Ela sempre tentava se manter longe de mim, e eu simplesmente não sabia porque, eu só queria uma mãe, sabe? Aí com cinco anos, o meu pai abandonou a gente, eu e o meu irmão, que se alistou no exército, enquanto eu tive que ficar em casa, ainda mais rejeitada pela minha própria mãe. Eu só queria chamar a atenção dela de algum jeito, eu achei que ela fosse muito ocupada, não que ela me odiasse — eu comecei. Já estava com lágrimas rolando pelo meu rosto, e Percy fez o ato mais improvável que ele poderia fazer: as enxugou com o seu dedo. — E aí ontem o meu tio falou que eu tinha que arranjar um emprego, e eu arranjei né. Aí quando eu cheguei e contei pra ele os horários, ele ficou muito possesso, disse que era tarde e que era perigoso, e disse pra eu andar armada quando voltasse do trabalho, e eu fiquei tipo por que você quer que eu ande armada?, aí ele me falou que, quando a minha mãe era mais nova, ela morava aqui com ele e voltou tarde da noite uma vez, e foi estuprada. E aí, tan-dan, eu nasci, e ela mentiu pro namorado dela dizendo que eu era filho dele. Aí o meu pai de verdade, o filho da puta que estuprou ela, disse que ela tinha que tomar conta do meu meio-irmão, Malcolm, ou ele mataria ela. Alguma coisa assim. Quando eu tinha cinco anos, meu pai descobriu a verdade e abandonou a gente. Pronto, satisfeito? eu disse, e as lágrimas rolavam com mais força ainda. Pode sair da minha casa agora?

Percy me olhou de cima a baixo, e fez uma coisa ainda mais improvável: ele me abraçou. E me abraçou com força, eu nem conseguia me debater de tanto que ele estava me esmagando. E eu o abracei de volta, me deixei levar. Mesmo Percy sendo completamente insuportável, o abraço dele foi a coisa mais aconchegante que eu já havia sentido. Eu nunca, nunca tinha sido abraçada dessa maneira.

– Escuta, eu sei que você não deve ter sido a melhor filha do mundo — ele disse, rindo um pouco, ainda me abraçando. — Mas se a sua mãe te odeia e ainda guarda rancor por causa disso, sinto muito dizer que ela é uma otária.

Eu assenti, rindo um pouco também.

– Você está me sufocando, Percyto — eu disse, me debatendo. Percy me largou.

– Eu não sabia o que fazer — ele disse, e deu de ombros.

– Você não é tão ruim assim.

– E você é uma pessoa de verdade, com sentimentos e tudo mais.

Dei um soco no braço dele, rindo.

– Acho que você devia ir pra escola — eu falei. — Sua namorada não ia gostar de saber que você está aqui.

Ele balançou a cabeça.

– Nem me lembre dela. Acho que foi um erro ter trocado a Rachel pela Calypso. Aquela garota está me sufocando. Quer dizer, no começou foi bom, mas agora eu quero empurrá-la do abismo.

– Eu posso fazer isso pra você, com prazer respondi, e ele riu.

– Você podia derramar mais café nela.

– Sabe, Percy, não sei porque você ainda está com ela se reclama tanto. Porque não termina logo de uma vez? Na California, quando eu enjoava dos caras com quem eu ficava, eu sumia do mapa.

Ele riu.

– Porque eu tenho tipo uma reputação pra manter, tá ligada? Preciso tá namorando alguém.

– Não, você não precisa — eu respondi. — O Nico, o Leo, o Jason e o Luke também estão no time de futebol e estão pouco se lixando pra isso.

– Eu sei, mas eu sou o capitão. É diferente.

– Não vejo merda de diferença nenhuma. Tá, você é o cara que arma os esquemas, nooooooooooooooossa, que reputação.

Ele riu.

– Você não entende.

– É, quer saber, eu não entendo mesmo. Não sei porque você ainda está preso em um relacionamento sendo que ele não te agrada mais, Percy. Se quiser voltar pra Rachel, porque não volta pra ela?

– Eu não quero voltar pra Rachel. Eu não quero namorar ninguém, Annabeth. É sempre assim, de um namoro pro outro. Sabe há quanto tempo eu não fico solteiro? Há uns dois anos.

– UAU, sabe há quanto tempo eu não namoro? Há uns dois anos — respondi. — E quero ficar solteira por um bom tempo. Sabe o que o meu último namorado fez quando eu terminei com ele? Ele me deu um tiro no pé. Sabe o quanto isso foi traumatizante?

Percy riu.

– Um tiro no pé? Nossa, bela escolha de namorado, Annabeth.

– Eu sei. Mas enfim, não sei se eu era muito nova ou se eu achei que todo namorado ia me dar um tiro se eu terminasse com ele, não namoro há muito tempo.

– Você só tem que escolher o cara certo.

– É, tem razão. E você tem que aprender a não ser frouxo e terminar logo com a namoradinha.

Percy riu.

– Terminar como? Cara a cara? Ela vai armar um escândalo.

– Me dá o seu celular.

– O que? Porque?

– Pra eu mandar uma mensagem terminando com ela, ué.

Percy me jogou seu iPhone preto, com uma capa da coca cola. A foto da imagem era uma dele, sem camisa. Ok, ele era gostoso. Gostosinho. Mordi o lábio inferior de leve, e ele ficou vermelho quando me viu fazer isso.

– Qual é o nome dela?

– É a primeira das mensagens.

Fui na lista de mensagens e estava lá: Calypso. As últimas mensagens eram letras maiúsculas, o que indicava que eles estavam brigando.

– Ok, você vai ser delicado ou...

– Só termine essa bosta logo.

"Calypso, precisamos conversar."

Cinco minutos depois, Calypso respondeu.

"Diga, amorxinhuuuuuuuuuuuuu."

– Amorxinhu? Mas que porra é essa?

– Agora você sabe o que eu sofro — ele disse.

"Não dá mais."

"Não dá mais o que, amorxinhu?"

"Nós dois, não tá dando certo, não dá mais pra mim."

"Não, percyinho, você não pode terminar comigo."

"Lógico que posso, estamos em um país livre."

"Não."

"Não o que?"

"Você não vai terminar comigo."

"Desculpa Calypso, eu já terminei. Não quero mais nada com você, ficaria agradecido se você me esquecesse."

Depois disso, entreguei o celular para Percy, que ficou chocado com a facilidade em que eu terminei seu namoro com Calypso.

Quer comer alguma coisa? — perguntei. — Ainda tem a pizza que eu ganhei.

– Que você "ganhou" — ele disse, fazendo as aspas com as mãos.

Revirei os olhos.

– Vai querer ou não?

– Claro.

– Quer que esquente?

– Não, gosto de comer pizza fria.

– Não sei se isso foi na ironia.

– Não, eu realmente gosto de comer pizza fria — ele disse. — Melhor do que a quente.

– Concordamos em alguma coisa — eu disse. Coloquei a caixa de pizza na bancada e comecei a comer uma fatia.

– Sabe, Annabeth, porque você não vira líder de torcida? — ele perguntou. Eu franzi o cenho.

– Eca! Porque eu faria isso? Não tô a fim de seguir a gravetinho, nem aguentá-la por uma hora a mais.

– Você tem o físico certo — ele disse. — E mais, Calypso está quase sendo expulsa da equipe. O treinador diz que ela está conduzindo a equipe para o lado errado.

– E você acha que eu vou conduzir para o lado certo? Percy, você me conhece há pouco tempo, mas já percebeu que eu não sou muito certinha, né? Ou você também é lerdo a esse ponto?

Ele riu.

– Não esse tipo de certa, Annabeth. Calypso falta nos treinos e vai ver o treino do time.

– Percy, nunca te passou pela cabeça que ela faz isso por você? Agora que o namoro de vocês acabou, ela não vai mais se focar no seu treino. E mais, eu arranjei um trabalho, não posso ficar até tarde na escola.

– Não é até tarde, é até as 5:00 p.m.

– Porque quer tanto que eu vire líder de torcida, Percy? E-c-a.

– Você tem um físico bom, já disse.

Eu sorri.

– Defina físico bom.

Percy mexeu no cabelo.

– Um físico bom, Annabeth, tem pernas bonitas, não é magricela nem nada parecido.

Mordi mais um pedaço da pizza.

– Sinto muito te desapontar, Percy. Mas, caso a Calypso realmente saia da torcida, talvez eu entre pra equipe. Talvez.

Quando me levantei da cadeira, percebi que eu estava só de roupão e que Percy me encarava sem piscar. Não vou negar que eu gostei de vê-lo me encarando, mas não o daria esse luxo por tanto tempo. Meu afeto por ele não aumentou, ele continua sendo o mesmo insuportável de sempre. Se ele vier falar comigo no facebook, vou bloqueá-lo do mesmo jeito.

Fui até o meu quarto, coloquei um short jeans qualquer e uma blusa de manga comprida, já que estava meio frio. Vi as horas, e já eram 10:40 p.m.

Peguei meu computador e o levei até a sala. Percy se sentou ao meu lado.

– Porque ainda não voltou pra sua casa? — eu perguntei.

– Porque a minha mãe está lá, e ela acha que eu estou na escola.

– Querido, você nunca matou aula, não?

– Lógico que já, Annabeth. Acha que eu sou tonto?

– Sinceramente? Acho. Você poderia estar em qualquer lugar mas está na casa da vizinha que você odeia.

– Eu não odeio você, só digamos que, se você estivesse pegando fogo e eu estivesse com um balde de água, eu regaria as plantas. E nem tem plantas aqui.

Eu sorri.

– Sentimento mútuo. Espera, você não está aqui para encher um balde de água e me fazer pegar fogo, está?

Percy riu.

– Não, só estou matando aula e não quero circular por Manhattan sozinho.

– Você me dá preguiça, Perseu — eu respondi, e fui até o quarto me trocar. Coloquei uma saia de couro, um all-star de cano alto preto e uma blusa branca justa.

– Onde você vai?

– Dã-ã, matar aula com você, pra você parar de se sentir largado na vida. Anda logo.

Saímos pela porta do apartamento, e descemos os cinco lances de escada. Ele entrou no carro, no banco de carona, e eu me sentei ao banco do motorista.

– Coloca o cinto — eu ordenei.

– Não. — ele respondeu, simplesmente. Olhei pra ele com uma sobrancelha erguida.

– Tem certeza?

– Annabeth, pra que eu colocaria o cinto de segurança? Não tem perigo.

– Ok, então não vomite. E se você for parar lá atrás, a culpa não é minha.

Percy me olhou confuso. Acelerei o carro, e enquanto eu dirigia na velocidade máxima até a Times Square, sem freiar em nenhuma curva, Percy ficou cambaleando de um lado para o outro, me xingando de alguns nomes sem nexo.

Parei em uma vaga qualquer por perto da avenida, e então fomos até a M&M. Passamos a manhã inteira comendo doces, roubando alguns, fazendo bagunça, jogando doces um no outro, até que fomos expulsos da loja. Pagamos o que tínhamos comprado e fomos até o Hard Rock Café. Comemos lá, e passeamos pelo museu que tinha dentro do restaurante. Tiramos um monte de fotos com o meu celular, o que foi meio estranho, mas estávamos rindo muito como dois palhaços. Depois, passamos no Planet Hollywood e na Toys R Us, com direito a gargalhadas, e mais fotos. Parecíamos aqueles turistas idiotas, mas eu não estava ligando.

Depois, fomos na Hersheys, e o resultado foi mais ou menos igual à loja de M&Ms. Compramos, comemos, fizemos guerra de chocolate e fomos expulsos. Eu consegui tirar uma foto do Percy todo sujo de chocolate. Então, fomos ao Museu de Cera, entrando escondido e sem pagar. Nos perdemos lá dentro, tiramos fotos bobíssimas que nunca seriam postadas, e então voltamos para o Brooklyn.

– É assim que se mata aula — eu falei, quando deixei ele na porta do apartamento.

Percy riu.

Obrigado pelo dia, Annabeth. Ah, e, hã... Me desculpe pelo tapa ontem.

– De nada, Percyto. Ha, você mais bateu do que apanhou mesmo, mas saiba que as coisas entre nós não mudaram, ok? Você ainda é o mesmo insuportável de sempre.

– E você ainda é a mesma vaca chata — ele rebateu, então me deu um beijo na bochecha. Eu senti meus pelos se eriçarem, o que foi muito estranho.

Hã, tchau — eu disse, e subi o outro lance de escada. Abri a porta do apartamento, bebi um meio litro de água, troquei de roupa e estava quase saindo do apartamento quando alguma coisa começou a tocar. E não era o meu celular.

Ah, merda, Percyto esqueceu o celular aqui.

Revirei os olhos. O número piscando na tela insistiu em ligar mais duas vezes. O nome era casa, então provavelmente ele que estava ligando. Desliguei o celular e o escondi no meu armário, então saí correndo até o carro, dirigindo o mais rápido possível até chegar no Starbucks. Ainda eram 5:55 p.m., e eu suspirei de alívio. Fui até a sala dos funcionários e encontrei com Ethan.

– Ah, olá, Annabeth. Chegou bem na hora, não? — ele disse. — Pode começar a atender as mesas.

Eu assenti e me virei de volta até o café. Ser garçonete não era difícil, e até que os clientes eram bem gentis. Já deviam ser umas 9:00 p.m., e até lá eu estava indo bem, sem errar nenhum pedido ou coisa parecida. Quando deram umas dez horas, eu já estava com sono, mas não podia sair do trabalho, ainda faltavam quatro horas. Não devia ter concordado em trabalhar até as duas da manhã.

E eu havia esquecido a merda da arma na bancada. Ares vai me matar.

Depois das onze, começaram a entrar uns clientes bêbados que não falavam nada com nada, e uns até perguntaram quanto eu cobrava por uma noite com eles. Eu sorria, enquanto a minha vontade era de meter a mão na fuça daqueles filhos da puta e perguntar se eu tinha cara de quem perderia tempo dormindo com velhos alcoólatras.

Eram 01:30 a.m. quando fechamos a cafeteria. Fiquei mais um tempo para arrumar e limpar as mesas, então Ethan dividiu as gorjetas e entregou o salário. Consegui 115 pratas em uma noite.

Quando saí da cafeteria, parado lá com uma moto preta e desenhos em forma de bolas de fogo, estava o meu tio Ares.

– O que você está fazendo aqui? — perguntei.

– Não é óbvio? Você esqueceu a arma em casa, Annabeth. Não podia chegar na cafeteria e te entregar a arma no meio do balcão. Você vai voltar para casa na moto, comigo.

– E o carro?

– Gavin já o levou de volta ao apartamento. Anda, suba.

Meu tio jogou o capacete para mim, e então eu subi na garupa da moto. A adrenalina era ainda mais do que quando eu dirigia o meu carro, e era muito mais rápido. Chegamos no apartamento em menos de cinco minutos, e eu demoro uns dez com o carro.

Cheguei no apartamento após subir os exaustivos cinco lances de escada, e fui até o meu banheiro. Tomei um loooooooooongo banho, lavei o meu cabelo e o sequei, coloquei um pijama, então fui dormir, exausta.

Notas finais
E aííí, o que acharam? SAKJASLKD 20 reviews e eu continuo, ok? Ah, e eu PROMETO responder com decência o resto dos reviews, é que eu tive que entrar com pressa, mas ok jdkskdjs bjao e até