Bad Girls

29 Californication


Notas iniciais
OI OIIII, tá, eu to postando muito rapido ? pq eu postei anteontem, ontem E HOJE, a culpa é de voces que mandam muitos reviews, mas nao parem eu amo voces ♥
Esse capítulo é dedicado à LehDeNetuno, pela sua recomendaçao que, CALABOK NAO TÁ UMA BOSTA TA ASODKALSDM
Enfim, enjoy ^^


Dream of silver screen quotations, and if you want these kind of dreams, it’s Californication.

O sol entrou pelas portas de vidro da varanda da suíte de Percy com força, quase me cegando. Maldita hora que eu fui escolher dormir mais perto da varanda.

Senti uma mão pesada na minha barriga. Percy ainda estava dormindo, claro. Olhei para o meu pulso, que estava roxo.

Me levantei da cama do Percy e vesti sua camiseta, que estava jogada no chão do quarto, entre muitas camisinhas usadas. A camareira teria um pouco de trabalho para limpar aquele quarto.

Fui até o banheiro e escovei os dentes, porque eu simplesmente não conseguia ficar sem escovar os dentes.

Fiquei um tempo procurando a minha calcinha, até que me lembrei que Percy a havia rasgado. Merda. Como eu vou voltar pro meu quarto?

Me deitei na cama de novo. Eu estava morrendo de frio, aquele ar-condicionado devia estar gelando desde ontem à tarde. Puxei o lençol e me encostei no Percy, que estava quente e sem camisa. Fora o fato de que ele também estava babando, mas acho que eu não posso ter nojo dele depois do que aconteceu ontem. Então ele acordou.

– Bom dia – ele disse, sorrindo.

– Você baba enquanto dorme – constatei, e ele riu.

– Hã... Você só vai me falar isso?

– Não. Como você consegue ficar tão quente nesse frio da porra?

– Não tá frio – ele respondeu, dando de ombros. Se aproximou para me beijar, mas eu me afastei.

– Eu não vou te beijar agora. Você deve estar com um bafo horrível.

– Annabeth! – ele me bronqueou, rindo.

– O que? É a verdade. Você vai no banheiro, escova os dentes, e aí sim, aí você pode me beijar.

Percy revirou os olhos. Ele se levantou da cama e foi até o banheiro. Alguns minutos depois, ele voltou, e eu fiquei secando seu abdômem.

– Pronto, agora posso te beijar?

– Agora você pode me beijar – eu disse, e ele me beijou. Então o celular dele tocou.

– Merda – ele disse, e se sentou na cama. – Alô? Não, não vi a Annabeth, Thalia. Talvez ela esteja na praia. O que? Ela comprou algemas pra usar comigo? – ele indagou, e olhou pra mim sorrindo. Eu quis matar a Thalia. – Bom, eu não vi ela. Ah, sim, a Lori. Lori, Laura, tanto faz. Não, Thalia, não... – e desligou o celular.

– O que foi?

– Eu odeio a Thalia. Ela sempre consegue sacar quando estamos mentindo?

– Não sou só eu! – respondi, concordando.

– Ela tá vindo pra cá.

– ELA TÁ VINDO PRA CÁ?

Percy assentiu. Eu vesti o meu short e saí correndo até o banheiro. Percy me beijou e eu fechei a porta quando alguém começou a bater na porta do quarto.

– Percy, abre essa porta! – Thalia gritou. – Eu sei que você sabe onde a Annabeth está!

Colei meu ouvido na porta do banheiro.

– Fala aí, Thalia – Percy disse, provavelmente abrindo a porta.

– Cadê a Annabeth?

– Eu não sei.

– Sabe, sim, Percy, eu sei que você sabe.

– Thalia, eu juro pra você, eu não sei onde a Annabeth está.

– Ah, não sabe? Percy, não minta pra mim. O que as algemas que ela comprou estão fazendo aqui? E esse bando de camisinha jogada no chão, ECA! E essa... Essa é a blusa que a Annabeth estava usando ontem!

MERRRRRRRRRRDA! Eu te odeio, Thalia! Não, eu me odeio! Porque não tiramos as algemas, a regata e limpamos o quarto antes que a Thalia chegasse?

– Ela passou aqui ontem e...

– Tirou a blusa e saiu correndo pelo hotel?

– Essa blusa é da Louise.

– Não era Laura?

– É, Laura, tanto faz.

Pobre Laura.

– Ugh, Percy, não seja ridículo. E as algemas?

– Você não me deixou acabar de falar. Ela passou aqui ontem e deixou as algemas, e depois foi embora. Simples.

De repente, a porta do banheiro se abriu e, novamente, eu quase caí de cara no chão.

– E essa aí, é a Laura? – indagou Thalia.

– É!

– Não, Percy, não é! – ela gritou, e o empurrou na cama, então voltou-se para mim. – Tem noção de como todo mundo ficou preocupado com você, Annabeth? Aquela menina lá quase deu um ataque de pânico quando não te achamos!

Eu ri.

– E você está rindo!

– Thalia, eu sei que você sempre soube que eu estava aqui.

– Sabia mesmo! Mas quando o Nico falou que o Percy estava com uma tal de Laura, eu fiquei preocupada. Aí ele errou o nome da mulher no telefone.

– É tudo culpa sua, seu burrão – eu disse, e Percy riu.

– Annabeth, pelo amor de Deus! Nunca mais nos assuste assim, ok? Leo quase chamou o Hedge pra te achar!

– Se acalma! – disse Percy. – Eu não ia matar a Annabeth. Não literalmente.

Eu sorri, mas Thalia pareceu ficar ainda mais nervosa.

– Vocês são nojentos! – ela berrou. – Vou falar pro pessoal que achei você. Vamos estar no restaurante quando os dois pombinhos forem pra lá.

Revirei os olhos e me joguei na cama. Thalia saiu do quarto.

– Sua melhor amiga é muito chata – ele disse.

– Foi você que errou o nome da Laura no telefone. Se ela existisse, estaria puta com você.

– Se a Luara...

– Laura!

– Se a Laura existisse, eu não erraria o nome dela – ele disse, e sorriu com malícia.

– Você é idiota – eu respondi, me levantando da cama. – Eu vou trocar de roupa. Te vejo no restaurante.

– Ei, ei, ei. Você vai levar a minha camisa?

– Vou. Pode ficar com a minha de recordação.

– Annabeth, assim você vai acabar com as minhas camisas.

– Percy, eu estou sem calcinha porque você rasgou a minha, então fica de boa.

Percy riu.

– Ok então, Srta. Ladra-De-Camisas. Nos vemos no restaurante.

Eu o beijei, mas assim que eu dei meia-volta, Percy me puxou pelo braço e me deu outro beijo.

– Ah não, não vai não — ele disse, colando a testa na minha. Eu sorri.

– Percy, vamos nos ver em dez minutos.

– Só que não é isso.

Franzi o cenho para ele. O que ele estava dizendo?

– É o que, então?

Percy bufou, derrotado.

– Nada, esquece. Nos vemos no restaurante.

Eu o puxei pela nuca e o beijei, enquanto ele apertava minhas coxas. Me despedi dele com um selinho, então saí do quarto. Assim que fechei a porta, eu suspirei. Parecia que um peso tinha saído dos meus ombros, e eu não conseguia parar de sorrir.

Desci até o 350 e coloquei meu bíquini azul celeste. Vesti um short Jeans branco e um chinelo qualquer, então desci até o restaurante.

– Olha lá a sumidinha – disse Nico, assim que eu me sentei.

– Onde é que você se meteu, hein? – perguntou Luke. – Deu a louca na Krystal quando não te achamos.

Eu ri e olhei para Percy, que estava sentado na minha frente.

– Eu passei a noite com um garoto.

– UUUUUUUUUUUUUUI, com que garota, Sra. Assanhada? – brincou Jason.

– Um garoto aí – eu disse, sorrindo.

– Qual é, fala o nome do garoto pra gente – disse Leo.

– Pe... — Percy chutou a minha canela por baixo da mesa. Merda, eu quase havia falado o nome dele. — ...ter. Peter Alguma Coisa. Sabe, aquele grego que eu beijei?

Percy revirou os olhos, como se falar do grego fosse algum assunto pessoal ou coisa do tipo. Eu me julguei como idiota, já que Peter não era nome de pessoas gregas, mas ninguém na mesa pareceu notar.

– Annabeth Alguma coisa. É, um ótimo sobrenome – disse Grover, e toda a mesa riu.

– Vão se foder, vão – eu disse, pedindo meu suco de laranja.

Depois que tomamos o café da manhã fomos pra praia.

– EU ADORO PRAIA, UHUUUUUUL! – gritou Clarisse, se jogando na areia.

– Praia é tudo de bom, cara – eu disse, e a acompanhei, mas não me joguei na areia.

– Isso é culpa sua, Annabeth! – disse Thalia, rindo. – Todo mundo ama praia por sua causa.

Californication, baby! – eu disse, levando os braços acima de cabeça e chacoalhando os ombros.

– Ei, Percy, porque não vamos pra sua casa em Montauk nas férias de junho? – perguntou Chris, mudando de assunto.

– Ui, Percyto tem uma casa em Montauk – eu brinquei, rindo.

– É uma boa ideia! – disse Charles. – A casa tem umas cinquenta suítes.

– Não sei se vai dar pra levar todo mundo pra Montauk. São umas 12 pessoas.

– Mas você pode fazer em parzinhos, entende? – disse Jason, fazendo-o rir. – Por exemplo, Thalia e Luke, Chris e Clarisse, Silena e Charles, Você e Annabeth.

– Não me coloquem em um mesmo quarto com o Percy – eu disse, tirando o short Jeans.

– Ah tá, Annabeth, como se vocês não se amassem – disse Jake, e eu chutei areia nele.

– Você nem vai participar da viagem, seu bocó, fica de boa – eu mandei, e ele riu.

– Não é uma má ideia – disse Grover. – Ainda sobram suítes, os caras vão ter que dividir... Tem quantas suítes mesmo, Percy?

– Não sei, umas 8, eu acho. Mas, ei, a sala é espaçosa, se vocês quiserem dormir lá.

– Só se você dormir lá – disse Silena.

Depois de discutirmos mais um pouco sobre Montauk, finalmente entramos na água. O DJ começou tocando músicas da Shakira, claro, mas depois de um tempo tocou músicas eletrônicas normais. A diferença é que agora estava todo mundo lá, não só eu, Silena, Clarisse, Thalia e Haley. Nico, Leo, Percy, Jake, Will, Chris, Charles, Luke, Jason e Grover também estavam, e Thalia e Silena não quiseram subir no palco para o concurso de camisas molhadas.

– Vocês são uó! – eu gritei. – Uó! Clarisse, você vem?

Clarisse olhou para o Chris, que estava com uma cara de ódio, mas não transpareceu.

– Aham – ela respondeu, e eu sorri.

– Aonde vocês vão? – indagou Luke.

– Lá em cima, no palco, Lukito – eu disse. – A sua namoradinha foi ontem, hoje ela não quer ir.

– A Thalia foi no concurso de camisetas molhadas?

– Foi. E não adianta fazer essa carinha de raiva como se você tivesse sido traído, porque eu sei que você ficou com outra garota.

Luke ficou vermelho na mesma hora.

– Como você...?

– Gente, é o Spring Break! – eu disse. – A Thalia também ficou com outros garotos. Com dois! – completei. – Mas vocês se gostam. Só pegam outras pessoas aqui porque só tem deus grego mesmo.

Todo mundo riu, e Thalia até concordou em subir no palco para o concurso. Silena ainda estava agarrada em Charles, que alegava não ter ficado com nenhuma outra menina, mas Chris disse o contrário.

Bem, a Silena também ficou com outro garoto mesmo.

Subimos no palco e blá blá blá. O DJ me colocou na frente, como sempre, mas eu estava sozinha na frente dessa vez. Tipo, literalmente sozinha. Nem Calypso estava lá, parecia que estava todo mundo uns dois passos atrás de mim.

– E, vamos parabenizar essa loira gostosa que é a que mais participa do concurso! – ele disse ao microfone, e os homens aplaudiram. Tentei achar Percy, mas não o encontrei. – Qual é o seu nome, doçura?

Doçura?

– Annabeth Chase – respondi, quando ele estendeu o microfone para mim.

– Annabeth Chase, até quando você vai participar do concurso, doçura?

– Quer que eu saia?

– Não foi isso que eu quis dizer!

– Vou participar do concurso quantas vezes eu quiser, doçura – eu respondi. Que DJ chato. Velho babão.

Acho que ele ficou meio puto quando eu falei aquilo, porque se calou na mesma hora e foi colocar a música.

Depois do concurso, eu fui até a areia me bronzear um pouco. Eu acho que acabei dormindo no sol, porque quando eu acordei já estava escurecendo, e Clarisse estava chutando areia na minha cara.

– Acorda logo, Annabeth! – ela disse. – Temos que nos arrumar pro Luau!

– Ah, é – eu disse, meio sonolenta. Me levantei e saímos correndo até o hotel.

Cheguei no 350 e Thalia já estava pronta. Ela vestia uma saia que imitava a saia de uma havaiana, e uma blusa branca justa.

– Ai, Thalia! – eu disse. – Porque você não vai com um biquíni?

– Annabeth, vai tomar banho, vai!

Revirei os olhos e tomei um banho rápido. Lavei meu cabelo e o deixei secar naturalmente, o que o fez ficar um pouco cacheado. Até que ele estava bonitinho daquele jeito, mas ainda o prefiro liso.

Revirei a minha mala e achei um biquíni colorido, variando as cores entre amarelo, vermelho, laranja, azul, verde e branco. Bem colorido mesmo. Então peguei uma saia branca larga e curta, daquelas estilo Shakira, que a cada movimento que você faz ela repete. Eu pensei em ir descalça, mas Thalia quase me enforcou quando eu disse isso, e fui obrigada a calçar um chinelo qualquer.

Silena estava usando um vestido laranja largo e tomara-que-caia, com um cintinho na cintura. Clarisse estava com biquíni preto e um short Jeans.

– Ai, Annabeth! Eu AMEI o seu biquíni! – ela disse. – Eu tenho uma presilha de flor que vai combinar perfeitamente!

– Silena, não inventa moda...

– Anda, a Clarisse está usando! – ela exclamou, e mostrou a flor que estava na cabeça da Clarisse. Parecia uma flor de verdade.

– Vamos pro luau logo? – indagou Thalia. – Essa franga já nos atrasou o bastante.

– Só vou quando a Annabeth quiser colocar a flor no cabelo!

– Coloca logo essa porra, então – eu resmunguei. Silena foi ao dormitório e em dois segundos trouxe uma flor e prendeu no meu cabelo. Eu devia estar ridícula.

Descemos até o saguão e atravessamos a rua até a praia. O luau nem estava tão cheio, pra falar a verdade. Talvez a maioria dos “spring breakers” prefira ir em baladas a ir em luau’s na frente de um hotel.

Preguiça é foda.

O ambiente estava lindo, perfeito. Haviam garçons com saias de palha e dançarinas de hula-hula. Estava tudo colorido, tinham pranchas de surf atravessadas na areia, tochas iluminando o ambiente e uma mesa gigante com comida e bebida. Haviam também flores, abacaxis e cocos na decoração. Assim que você entrava para dentro do luau, um dos garçons te entregava um colar havaiano. Que tudo, meu Deus.

Estava tocando reggae nas caixas de som, e a mesa estava cheia de frutas e comidas leves, além de sucos, coquetéis preparados na hora pelo bartender, água e cerveja. YAY!

Um cara vestido com uma saia de palha que eu nunca tinha visto antes era quem estava tocando. Ele tocava violão, enquanto outro tocava bongô e tinha um que tocava ukelele. Pelo menos não eram músicas da Shakira.

– A GOSTOSA CHEGOU! – gritou Will, arrancando risadas dos meninos. Eu sorri.

– Pra iluminar a vida de vocês! – eu respondi. – Anda, vamos dançar, não fiquem aí com cara de cu o luau inteiro!

Consegui arrastar todo mundo pra “pista de dança” feita de areia, onde todo mundo ficou dançando. Eu não tinha falado com Percy ainda, o que me deixou meio frustrada, mas não ia ser eu a falar com ele depois da noite de ontem.

Depois que o reggae acabou e umas músicas mais relax começaram a tocar, fui até a mesa das comidas. Como eu gosto de fruta, aquilo não foi muito problema pra mim. Peguei um coquetel que o bartender me serviu, e comecei a beber enquanto via o movimento na pista de dança.

Então um ser veio falar comigo.

– Oi – ele disse, sorrindo. Tinha cabelos ruivos, sim ruivos, e olhos castanhos. Era branco que nem uma parede.

– Oi – eu respondi. – Você não é dos Estados Unidos, certo?

– Não, sou do Canadá.

– Hm...

– Mas, então, você dança bem, né?

– Ah, valeu.

O ruivo ficou em silêncio por um segundo, então eu me toquei que ele provavelmente queria ficar comigo. E eu queria fazer o Percy falar comigo, então...

– Ei, quer dançar? – perguntei.

– Claro!

O puxei até o meio da pista de dança e comecei a dançar uma música mexicana qualquer, rebolando bastante, o que fazia minha saia quase dançar por conta própria. Algumas músicas depois, o ruivinho chato do Canadá anunciou que ia para uma balada qualquer.

– Você devia vir comigo! É uma daquelas em que se dança de biquíni.

Não aceito caronas de estranhos, respondi em pensamento.

– Ah, eu vou ficar por aqui. Meus amigos estão aqui, sabe.

– Então tá bom, nos vemos por aí.

O ruivo foi se afastando, e eu não acredito na perda de tempo que foi dançar com ele.

– Ei, ruivo sem nome! – eu gritei, e ele olhou para trás. Fui caminhando até ele e o puxei pelo rosto para lhe dar um beijo. Ô menino ruim de beijo, viu? – Nos vemos por aí.

O ruivo deu um sorriso enorme e me puxou para outro beijo, e eu quase o empurrei para longe, mas não fiz isso. Ele quase sugava a minha cabeça inteira, que beijo de desentupidor.

Ele deu meia volta e foi caminhando até a rua, como se estivesse nas nuvens. Ruivo chato!

Quando me virei para ir até a pista de dança de novo, Percy estava atrás de mim.

– Ai, Perseu! Você me assustou. Avise as pessoas quando você for surgir atrás delas no meio do nada.

Percy deu uma risada forçada.

– Que ceninha foi essa com aquele cara ruivo?

– Não sei do que você está falando – respondi, mas acabei sorrindo de leve por causa dos ciúmes dele. Merda, Annabeth.

– Ah, talvez de você agarrando o cara sem iniciativa. Você sabia que eu estava vendo?

– Como eu ia saber? Eu não te vi a noite inteira!

Percy suspirou. É, eu não acredito que estávamos tendo uma briguinha "você-dormiu-comigo-e-não-me-ligou-mais".

– Só vamos dançar, ok? – ele disse, me puxando pelo braço para a pista de dança.

– Eu não quero dançar com você! – gritei, tentando me soltar, mas Percy era muito mais forte que eu. – Me larga!

Ele me pegou no colo e me rodou duas vezes, me fazendo rir contra a vontade. Então me colocou no chão.

– Você é um imbecil – eu disse, e tive vontade de dar um chute na canela dele.

– Eu sei. Mas você também não correu atrás de mim. E ainda ficou com o ruivo.

– Pra chamar sua atenção.

– Ok, então eu vou ficar com uma dessas garçonetes pra chamar sua atenção.

– E eu te dou um soco na cara.

Percy riu.

– Só me desculpa, tá? – pediu ele.

– Percy, eu... – a minha garganta estava seca. – O que tá acontecendo? Nós somos só amigos. Não era pra isso acontecer. Só devíamos ter ficado na festa da Silena.

Percy assentiu e envolveu meu rosto nas mãos.

– Eu sei. Mas eu não sei o que você faz comigo.

– Eu também não sei o que você faz comigo – eu respondi, e já estávamos próximos demais um do outro. – Mas... O que aconteceu com o “só amigos”?

– Eu não quero ser só seu amigo, Annabeth – ele respondeu, e me beijou. O beijo não foi intenso, ou bruto, ou urgente. Foi relaxado e calmo, com uma certa paixão.

– Eu também não – eu disse, quando ele afundou a cabeça no meu pescoço.

– EI, VOCÊS! – gritou Thalia. – POMBINHOS!

– Eu vou matar a Thalia – eu disse.

– Eu te ajudo.

– VENHAM PRA ÁGUA! – ela gritou de novo. Já estava todo mundo na água, e éramos um dos únicos na areia, o que significa que todo mundo havia visto aquela cena.

– Filhos da puta – ele disse. – Vamos fingir que não ouvimos.

Antes que pudéssemos nos beijar ou fazer qualquer outra coisa, Clarisse me pegou no colo repentinamente e foi caminhando em direção a água.

– Já não era sem tempo! – ela gritou, rindo. – Os pombinhos precisam se refrescar!

Percy estava logo ao meu lado, sendo carregado por Chris, Charles e Grover, enquanto Clarisse contava com a ajuda do Nico e do Leo pra me levar até a água.

– Eu odeio vocês! – gritei, me debatendo. Mas achei que isso não devia ser uma boa ideia, já que eu poderia cair na areia, e Clarisse era razoavelmente alta.

Eles entraram na água e, com um grande viva, nos despejaram na água. Eu e Percy caímos lado a lado, e eu o abracei.

– Dá um caldo nesses dois! – gritou Leo, e Nico se aproximou para nos dar um caldo.

Assim que Nico empurrou a minha cabeça, me forçando a mergulhar, Percy me puxou pelo pescoço para mais perto dele.

E aquele foi o melhor beijo subaquático de todos os tempos.

Eu não sei por quanto tempo ficamos debaixo d'água. Percy tinha bastante fôlego, e o tempo parecia simplesmente não passar.

– Você tem uma alga na cabeça! – eu disse rindo, assim que eu e Percy emergimos.

– Ah, merda de alga – ele disse, tentando tirar a alga da cabeça, mas ela não saia de lá por nada.

– Acho que ela gostou da sua cabeça – eu respondi. – Fica quieto, Cabeça de Alga!

Clarisse riu com o apelido, e eu consegui tirar o pedaço grudento de alga da cabeça do Percy. Alguns minutos depois, quando o povo já estava cansado de segurar vela e de nos verem aos beijos na água, acabamos cantando Californication (a um pedido de Thalia, claro), todos juntos, molhados e abraçados.

Notas finais
ta, esse capitulo ta bonitinho, ta nhonhonho mas tá broxante pq tipo sei la aodkalsdalsdkj mas eu gosto dele anyway, e eu acho a Annabeth muito idiota mas tá
AHHHHHHHHH, mais uma coisa, por que voces gostam dessa fic ? tipo ah sei la, ela é meio zuadona sakdjalskd porque eu me divirto TANTO escrevendo ela que nem acredito que saia legal, mas tá enfim sadkjalsd
You know you love me. Xoxo, Gossip Girl.