Bad Beat: The Price's Marry Me.
4 Capitulo 3
Notas iniciais
–Do contra — Ele falou meio sarcástico. Então esse era o nome do sujeito. Do contra. Serio? Serio mesmo? Quer dizer, entre tantos nomes no mundo, por que “Do contra”?. Isso lá é nome de gente.
– Fala ai mano. — Ele disse escorado na porta. — Fala ai, pessoal
– Do contra — Todos disseram, uníssono em um tom desgostoso e ele sorriu.
– Do contra — Agora foi a vez da Denise. Totalmente pegajosa e melancólica. — E então gato, o que te trás aqui nesse fim de mundo?
– Ora, o que acha que me trouxe aqui? O Mr. “Preciso de carona” é claro. — Ele disse em um tom um pouco arrogante. — Sabe fazer magica pra tudo, menos pra ganhar dinheiro pra comprar um carro.
– Olha mano, eu to juntando dinheiro pra faculdade, diferente de você, eu tenho juízo. — Nimbus disse ironicamente.
– Blé — Fazendo pouco caso — Eu não preciso disso, cara. — Eita menino chato.
– Aff, Mauricinho. — Disse em um sussurro, mas acho que ele escutou.
– Oi? — Ele se virou pra mim arqueando a sobrancelha
– Eu disse, Mauricinho. Sabe? Garotinho metido? — Fiz uma pausa — Metido a besta.
“Isso Mônica, chegue arranjando treta, sempre causa uma boa impressão”
– Engraçado… Mas ironicamente, você acertou. — Ele estendeu a mão — Maurício, prazer!
– Você esta zoando? — Olhei pra ele e logo olhei pro resto do pessoal — Ele esta zoando, não está? — Todos balançaram a cabeça negativamente. Olhei novamente pra ele, que tinha um sorriso malandro. Fechei a cara, dei as costas pra ele e me sentei novamente.
– Não liga gato, ela é nova aqui. Essa é Samanta. — Denise novamente chegou perto daquele garoto insuportável novamente, se apoiando no seu ombro. Ele olhou pra ela que estava usando ele como suporte. — Mas viu, diferente dela que é toda estressadinha, a Denise aqui é super diva, acho que você deveria dar o seu telefone pra ela. — Ela falou toda oferecida.
– “Gata”– Ele tirou sua mão do seu ombro. — Primeiro de tudo, não insiste comigo e nem vem com essas, que isso não cola. Não comigo. Segundo, eu sei muito bem quem é a estressadinha ai, eu lembro de você. E por sinal, adoro as estressadinhas. Ainda mais aquelas que me xingam. — Ele deu piscadinha pra mim. E eu logicamente fiz uma cara de quem não entendeu porra nenhuma.
– Do contra, chega de show vai. — Nimbus falou chegando perto do irmão — Vamos embora.
– Por que maninho? Não curte shows não? — Ele olhou para o irmão dele que já estava impaciente — E além do mais, eu acabei de chegar e você quer ir embora? Agora eu tenho que ficar… — Ele ainda pretendia continuar falando quando o irmão o catou pelo braço
– Vamos lá DC, eu vou me atrasar pra faculdade. — Ele disse super impaciente
– E dai? Qual a graça de ser pontual? — Esse garoto era um problemático.
– Cala a boca, e vai dirigir seu filho da… — Ele já estava perto da porta
– Nimbus — Lurdinha o reprendeu.
– Desculpa dona Lurdes. — Ele sorriu e deu grande empurrão no irmão que saiu xingando porta a fora. Depois que ouvimos o barulho da porta fechando e o carro sendo ligado. Eu olhei super confusa pra todos ali.
– Mas o que foi isso? — Eu perguntei ainda sentada.
– Como eu disse antes, estou cercada por idiotas. — Magali falou indo em direção a mesa em que eu estava
– Ai gata, esse irmão do Nimbus, é um bofe. Todas as garotas caem matando em cima dele, e ele é super top. É conhecido por praticamente todos.
– É mesmo? Mas ele não me mostrou nada de interessante, a não ser que é um grande idiota. — Falei irritada
– Obrigada, alguém que me entende — Magali falou
– Ai ele tem tudo de interessante. É o cara mais lindo, bad-boy, e sexy. Ele chama a atenção de todas. Ai ai… — Ela dizia suspirante
– Ahh e to vendo, que inclusive a sua né? — Olhei para ela com um olhar reprovador — Alias, to vendo que não se importa de falar mal de mim na minha frente.
– Ai é aquela coisa né gatz? Vale tudo no jogo do amor. E também é aquela outra coisa, falem bem ou fale mal, mas falem de mim. — Ela disse
“Eu prefiro que não falem.”
– Olha, o Nimbus pode ser um garoto desastrado, mas comparando com o irmão dele, ele é incrível. — Carlito falou — Ele vive se metendo em encrencas e ainda sim, mesmo na pior, ele faz essas graças dele.
– Que graças? — Perguntei
– Ele meio, que vive na contradição! Entende? — Magali disse
– Não. — Balancei a cabeça negativamente
– É algo meio assim, se todos dizem sim, ele vai dizer não. — Ela tentou explicar
– Hm… Psicologia reversa? — Falei um pouco confusa
– Quase isso, ele leva mais como um estilo de vida, uma filosofia. — Lurdinha falou se levantando — Mas esqueça isso agora, que já esta na hora de ir embora. E eu não aguento mais ficar aqui e preciso de um banho. — Ela falou atordoada, enquanto Carlito atravessava a cozinha pra sair pela porta dos funcionários.
– É, vamos embora logo. — Magali disse
– Esperem ai, que eu ainda vou desligar as luzes. — Carlito gritou dos fundos.
– Então eu e as meninas vamos indo na frente tudo bem mãe? — Ela falou enquanto já abria a porta pra sair
– Ok, toma a chave de casa. — Lurdes entregou as chaves — E amanha você vem trabalhar aqui, certo Samanta? — Ela perguntou sorrindo pra mim
– Com certeza, Dona Lurdes — Sorri gentilmente
– Tudo bem então. — Ela falou. — Até amanha então. Tchau meninas.
– Tchau mãe! — Maga disse
– Tchau! — Denise e eu falamos juntas e assim saímos.
– Onde você mora Denise? — Perguntei
– Perto da minha casa. Um pouco mais a frente — Magali falou
– Nossa gata, eu juro que ouvi meu nome na pergunta da Sammy, mas acho que devo ter me confundido. — Ela falou
– Sensibilidade? Não, essa palavra não existe no seu dicionario né Denise? — Ela falou
– Vocês duas são engraçadas. — Eu ria das duas. — Quer dizer, essas discussões são constantes?
– Sim. — As duas falaram
– Se acostuma viu fofa… — Denise disse
– Acho que irei me acostumar com isso. Com certeza! — Eu ri.
Continuamos caminhando. Conversando, rindo, e fazendo brincadeiras idiotas. E não demorou muito pra chegar em casa. Eu e a Magali nos despedimos da Denise, que seguiu seu caminho. Maga também se despediu de mim, e entrou na casa que ficava de frente a minha. Eu estava feliz, por ter encontrado pessoas que poderia estar comigo e me ajudar nesse tempo, apesar de me sentir uma farsa perto delas, escondendo até meu verdadeiro nome e meu passado, suspirei fundo e assim que entrei dei de cara com Mary, que me abraçou.
– Garota, você esta louca? — Ela me esmagava e apertava — Nós três ficamos super preocupados com você, vimos um pacote no quintal e não achamos você no seu quarto, pensamos que o carteiro tinha feito algo com você — Ela parou e olhou pra mim "Mas qual problema eles tinham com o carteiro?" e logo em seguida gritou — Homens, podem parar de procurar, ela chegou. Ela ta bem, ta vivinha!
– Meu Deus, amém! Você esta bem. — Alexandre e Robert vieram correndo como dois macacos e pularam em cima de mim.
– Gente, calma! Eu to super bem — Falei tentando respirar e sair dali — Não… Consigo… Respirar… — Eu já estava sufocada
– Ai desculpa florzinha! — Mary soltou de mim e fazendo os outros se soltarem também — O que aconteceu? Pra onde você foi? Pensamos que logo no primeiro dia com você aqui a gente já tinha te perdido. — Eu ri com tudo aquilo
– Não gente. Eu só sai um pouco pra tomar um ar, enquanto vocês dormiam e conheci a Magali a vizinha da frente, que por sinal mandou entregar o pacote que vocês acharam no quintal, eu acho que não cumpri muito bem a minha missão de entregar o pacote — Eu ri
– Realmente não. Por que o pacote estava no chão? — Alexandre disse curioso
– Foram os aliens que te capturaram? — Robert perguntou
– Logico que não Robert — Mary lhe deu um tapa na cabeça — Que mané Aliens?
– Com certeza não foram Aliens, Robert. — Eu ri, mais ainda depois da expressão de decepcionado dele. — O que aconteceu é que, quando Maga veio pedir que eu entregasse o pacote pra vocês, começamos a conversar, ela me disse sobre o restaurante dos pais e me ofereceu um bico de garçonete. E então, eu fui até lá. E consegui um trabalho. Não é bom?
– Serio? Sammy, isso é incrível! — Alexandre falou
– Querida, que bom. Já fez amizades e conseguiu até um emprego. Isso é ótimo! — Mary falou juntando suas mãos. Toda feliz.
– Hey Sammy-Sammy… Podemos comprar um hamster com o seu primeiro salario? — Robert perguntou todo feliz
– Robert! — Mary e Alexandre gritou e ele cobriu a cabeça com as mãos, como se fosse uma defesa. Eu ri da cena.
Conviver com esses 3, com a família louca da casa da frente, mais a Denise e o Nimbus, iria ser uma das experiências mais loucas da minha vida. Sim, mais louco do que tudo que já fiz antes. E eu estava mais do que preparada pra isso, na verdade eu estava ansiosa.
UM MÊS E MEIO DEPOIS
– Um misto quente, pra mesa 7 saindo! — Nimbus gritou colocando o prato no balcão
– Opa… Já é! — Eu disse pegando a bandeja e levando até lá. — Bom apetite! — Disse pro grandalhão com um grande sorriso.
– Obrigado mocinha, toma gorjeta! — Ele falou me entregando duas notas de 2 dolares.
– Muito obrigada! — Sorri mais ainda e sai dali.
Hoje o restaurante estava super movimentado, todas as mesas estavam ocupas, além do balcão. Eu adorava trabalhar ali, um monte de pessoas e sempre conhecendo mais e mais os nortes americanos. Tudo bem, eu dava duro. Mas valia a pena, era um lugar gostoso de frequentar: As minhas amigas estavam ali, meu amigo estava ali, e tinha Lurdinha e Carlito que eram como pais pra mim, eramos como uma família e eu me dava bem com eles, e era perto da minha casa. E a minha casa também era a melhor. Morar com aqueles 3 era super incrível, eles eram como amigos/irmãos/pais pra mim, e eu me divertia com eles, porque eles eram assim, divertidos. E até agora, minha vida estava mais do que perfeita. Não tinha do que reclamar.
– Ganhou gorjeta foi? — Maga perguntou enquanto trazia uma bandeja cheia de pratos até o balcão.
– Pois é. Adoro essas gorjetas. — Falei enquanto parei por um segundo
– Quem não adora? — Ela riu — Mas guarda viu… Hoje é quinta. Obviamente amanha vamos sair, eu não vou ficar presa dentro de casa numa sexta. — Ela falou
– Pode deixar. Reservando meu dinheiro. — Falei guardando no bolso do avental — Mas vamos dar um role no shops hoje? Não quero ficar em casa.
– Não sei, eu vou numa boa. Será que a De e o Nimbus vão querer ir?
– O Nimbus não sei, ele tem faculdade, mas a De com certeza topa.
– Pode crer, bom nós resolvemos isso depois que acabar isso. Por enquanto vai trabalhar, e sorria bastante pra ganhar mais gorjeta. — Ela falou esboçando um sorriso super forçado no rosto, e eu ri, porque o sorriso parecia mais uma careta.
– Ok, eu vou fazer isso. Mas você, toma cuidado que com esse sorriso ai, você vai assustar os clientes! — Eu falei e em seguida levei um tapa na nuca
– 3 X-burguer, saindo pra mesa 2. E uma porção de fritas pra mesa 12 — Nimbus disse. Assim eu e Magali voltamos ao trabalho.
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