Notas iniciais
Ok, eu amei escrever esse capitulo. Assim como o primeiro, ele é bem louco. Alias, tem muita gente louca nessa fic, mas é o que torna tudo mais engraçadinho, na minha opinião. É um capitulo bem "piloto" mesmo, bem... "apresentação" pra que vocês conheçam um pouco mais de cada personagem. E podem perceber, apesar de alguns detalhes, tais como: Nacionalidade dos personagens e etc. Eles ainda continuam com os mesmo hábitos e mesma personalidade, e ainda sim, tento ligar alguns detalhes pra tornar a historia mais comum. O começo dele, fala um pouco sobre o passado da Mônica, mas não o suficiente. Então vamos esperar, logo vocês vão entender. Enquanto isso vão lendo e comentando, COM TODA A SINCERIDADE o que estão achando dos capítulos. Enfim, obrigado por quem comentou, fico muito feliz :3 Ps. qualquer erro de português, ortografia, Me avisem que eu vou arrumar

“- Não se preocupe meu amor, siga em frente, tudo sairá bem. — Ele me disse

– Como você tem certeza? — Eu arqueei a sobrancelha e ele sorriu. Veio por trás de mim e sussurrou no meu ouvido

– Meu amor, até parece que você nunca fez isso antes. É só mais um… — Ele apertou meus ombros, sem me machucar.

– É só uma criança! — Eu falei ainda com a arma apontada em direção ao garoto.

– E daí? De repente, você sente pena? — Ele disse ainda mais baixo em meu ouvido — Ele ainda nem vai sofrer tanto, meu amor. Basta atirar.

– Eu…

– Atira! — Elevou um pouco o tom de voz, e a criança começou a respirar rapidamente. Seus olhos eram de medo, angustia, ele suava fio e seus lábios sangravam, mas o pano que amarrava sua boca, me impedia de ver o machucado. Ainda indecisa. Era uma criança. Não tinha culpa. Apenas 10 anos. — ATIRA! — Ele gritou….”



Eu acordei com o barulho do relógio que estava em meu criado mudo. Eram 17:30 agora. Droga. Que sonho perturbador. Eu precisava esfriar a cabeça. Levantei da cama, desci as escadas e passei pela sala. Os três estavam sentados no sofá assistindo um filme, ou melhor estavam dormindo e a TV estava ligada falando sozinha. Sorri porque eles eram um casal super bobo. E eu estava adorando a recepção.

Abri a porta e me sentei no gramado do lado de fora. O céu estava lindo, estava uma mistura de laranja com azul. Fechei os olhos por alguns instantes e respirei fundo, contei até 10 mentalmente. Na tentativa de me acalmar. Meu Deus, eu tinha que esquecer isso.

Seria difícil, mas eu estava disposta a deixar isso pra trás. Na minha cabeça, se passava mil e uma coisas diferentes. Problemas, Problemas e mais problemas. Eu só queria realmente deletar o meu passado. Uma voz feminina me acordou dos meus pensamentos.

– Olá menina. — A garota me disse, se aproximando — Er, tudo bem? Você esta na casa deles? — Ela apontou pra casa do Alexandre.

– Sim. — Balancei a cabeça.

– Eles estão? — Ela perguntou

– Estão, mas estão em um sono profundo no sofá. — Sorri e ela sorriu de volta.

– Tudo bem, então diga pra eles que a Magali mandou entregar, esse pacote pra eles.

– Ahh tudo bem. — Eu peguei o pacote e observei curiosa, então resolvi perguntar perguntei — O que é isso?

– Nem eu sei. — Ela riu — Eles tem costume de usar o endereço da minha casa pra que façam as entregas. — Ela riu

– E por que? — Eu ri mais ainda

– Eles dizem que é porque não confiam nos carteiros. Coisa da cabeça de doido. Mas eu não discuto muito, então, eu sempre pego as cartas e pacotes deles. — Sem se importar muito ela falou. Olhou pra casa com um sorriso e voltou olhar pra mim — Mas você pelo visto não é daqui! Percebi pelo seu sotaque. De onde você é?

– Não, eu acabei de vim do Brasil! — Eu falei e ela sentou do meu lado.

– Serio? Que demais. Então, você fala espanhol? — Ela perguntou e eu ri

– Não, falo português! — Eu falei

– Português? Ah, eu jurava que era espanhol que os Brasileiros falavam. — Ela disse pensativa. Depois olhou pra mim novamente — Qual seu nome?

– Me chamo… Samanta. Mas me chame de Sammy! — Eu disse

– Prazer. Eu sou a Magali. — Ela me estendeu a mão

– Você disse. Posso chama-la de Maga?

– Pode sim. Muitos me chamam assim. — Ela sorriu — Então, veio passar as ferias aqui?

– Não, vim morar mesmo! Quer dizer, por 3 meses.

– Poxa. Mas é pouco tempo… — Ela me disse

– Eu sei disso, mas é, eu vou arranjar uma forma de ficar por mais tempo.

– Espero que consiga, assim vamos nos tornar grandes amigas. Eu moro nessa casa — Ela apontou pra casa amarela na nossa frente.

– Claro, preciso de um amigo, gente pra ensinar as coisas e conversar.

– Pode contar comigo aqui! — Ela fez uma pausa — Alias, eu estou num momento de urgência, queria saber, você precisa de um emprego?

– Eu acho que seria ótimo. Para me virar enquanto estou por aqui. — Ela sorriu gentil

– Eu trabalho em um restaurante/lanchonete a 10 minutos daqui. E lá estão precisando de alguém pra trabalhar! Se quiser, o emprego é seu! Consigo fácil pra você, lá somos uma família. Literalmente. Minha mãe, uma mulher super incrível é cozinheira junto com o Nimbus que é um magico besta. Meu pai cuida do caixa e outros detalhes, ele é um velho legal. E tem eu e a Denise, que serve as mesmas. Ela é uma louca de pedra que ama fofocas e babados. Mas estamos precisando de mais um ajudante, nós não estamos dando conta, o lugar anda movimentado.

– Vocês servem mesas e essas coisas? — Perguntei

– Sim, servimos mesas, limpamos mesas. Coisas de garçonetes. Se quiser o emprego pode falar. — Ela me disse

– É claro, eu preciso muito de dinheiro. — Falei como se fosse mais pra mim, do que pra ela.

– Ótimo! Vem, vamos lá! — Ela levantou animada. E me estendeu a mão.

– Oi? — Falei meio confusa

– Vamos lá no restaurante, vou apresentar você para todo mundo. É rápido daqui até lá!

– An, mas assim do nada? Sem currículo? nada? — Exclamei um pouco surpresa

– É, eu to te levando lá, falo que é uma nova amiga e já era. Você sabe servir mesas e anotar pedidos, não sabe?

– Sim!

– Então pronto, esta ótimo!

– Ah, ok então! — Eu me levantei. Eu pensei “As pessoas aqui, são meio loucas, elas são diferentes. Depois dizem que eles são frios e mal educados. Eles estão me provando o ao contrario. E apesar de arriscado, aceitar o emprego de uma louca desconhecida na rua, q que eu tinha a temer? Eu sabia me defender muito bem. O máximo que poderia acontecer comigo depois, é acabar presa em uma sala de tortura. Então, por que não arriscar?”

Em mais ou menos 10 minutos, chegamos em um restaurante. Chamado “Happy Lemon”. Era um nome engraçado, mas me fez lembrar o bairro do limoeiro. Entramos no restaurante, era um lugar agradável. Cada parede tinha uma cor diferente, cores claras e com frases de grandes nomes da literatura espalhadas pela parede.

– Pai! — A Magali gritou e logo um homem de cabelos castanho claro surgiu do outro lado do balcão, ele estava com o rosto sujo de farinha. — Mas o que aconteceu aqui? — Ela perguntou com os olhos arregalados

– Nimbus aconteceu minha filha. — Ele disse limpando o rosto com a manga da camisa. Logo uma mulher e um garoto que aparentava ter mais ou menos minha idade, abriram uma portinha (que eu suponho ser aquela que dividia a cozinha do balcão.) e saíram de lá tossindo, totalmente cobertos por farinha.

– NIMBUS. Eu já te disse… Sem magia na cozinha! — A mulher disse irritada enquanto limpava o rosto.

– Ai meu Deus, dona Lurdinha. É que eu estava sem fazer nada, eu resolvi testar meus novos truques. — Ele disse meio sem graça

– Olha só isso, ai meu Deus. — Ela dizia atormentada com o tanto de farinha — Eu limpo e limpo, mas não limpo. Essa farinha não sei.

– É por causa do mel que acabou caindo também. — Ele falou muito mais sem graça que antes

– Vocês gastaram mel e farinha???? — Magali quase gritou — Que desperdício. Sabe quantos bolinhos de mel dava pra ter sido feitos?? — Ela parece que realmente ficou brava pela farinha e o mel.

– Nimbus… Vai pegar um balde meu filho. — Dessa vez foi a vez do homem falar. — E querida, vai limpar essa farinha do rosto, do cabelo… Melhor, tome um banho.

– Tudo bem, Carlito. — Ele saiu cabisbaixo.

– Eu vou é enfiar a minha cabeça debaixo de um tanque e só vou tomar banho quando voltar pra casa. — Ela disse e saiu andando.

– Deus, eu vivo no meio de loucos. — Magali falou e riu. — Espero que saiba conviver com isso. — Ela falou se virando pra mim.

– Eu to morando na casa com um casal totalmente inovador. — Eu falei rindo.

– Quem é a moça, filha? — O homem, que se não me engano, se chamava Carlito.

– É uma amiga, ela se mudou pra casa da frente, junto com os Turners. Ela esta precisando de um emprego, e como estamos precisando de mais uma pessoa, eu pensei “por que não ela?”.

– Você não trouxe um gato com você, trouxe? — Ele falou meio desconfiado.

– An… Não! — Falei meia confusa

– Ótimo. Então tudo bem. Está contratada. — Ele falou e sorriu. — Qual é o seu nome, e sua idade?

– Sammy, 21. Pera… É só isso? Sem perguntas? Sem nada?

– Eu te fiz perguntas. 3 por sinal. Está de bom tamanho.

Era certeza, eu estava no meio de muita gente louca.

– Quanto eu ganho, trabalhando aqui? — Eu perguntei

– Um salario anual (salario minimo)… 13. 000 dólares.

– Isso é um salario minimo? — Eu disse sorridente

– Er… Sim. — Magali falou — Ainda é pouco.

– Pouco? — Eu falei. Ai se o “salário minimo” do Brasil fosse de 13 mil dólares.

– No Brasil esse não é o salario anual? — Ela perguntou

– Não queira nem comparar o Brasil com isso.

– Ora, uma Brasileira. — O Carlito disse sorridente — Eu e sua mãe já fomos muito pra lá, quando eramos jovens, antes mesmo de namorar nós fomos ao bairro do Limoeiro, um amigo nosso morava la, e foi lá, que nós demos o nosso primeiro beijo e começamos a namorar. Por isso o restaurante se chama “Happy Lemon” — Ele falou. E eu não poderia estar mais encantada.

– Ai meu Deus, isso é serio? Anw, que historia linda. E sem contar que eu vim de lá, do bairro do limoeiro. Dá pra acreditar? — Eu falei levando minhas mãos ao rosto.

– Serio? — Ele abriu um largo sorrio — Sabia que eu tinha gostado de você. Agora eu tenho mais do que certeza que você esta contratada.

– Pai, você não tinha me contado essa historia. — Magali falou se sentando em uma cadeira perto ao balcão, apoiando seu rosto na mão. — Que coisa mais fofa, você e a mamãe.

– Pois é, minha filha — Dessa vez foi a vez da dona Lurdinha falar. Ela saiu de uma porta que dizia “Apenas para funcionários”, com o cabelo pingando. — Essa é um historia muito linda. Alguém me dá uma toalha?

– Mãe do céu, você realmente enfiou a cabeça dentro do tanque — Maga incrédula foi correndo pegar algo pra sua mãe se secar. — Toma, pega esse pano que eu achei. — Ela lhe entregou o pano, e a mulher tentou tirar o excesso de água que molhava o chão.

– Sim, ué. Eu não ia pra casa tomar um banho, sendo que eu teria que voltar aqui.

– Mas o que você ta falando Lurdinha, já deu o nosso horário. A gente vai fechar já. — Carlito disse

– Eu não iria sair com a cara branca daquele jeito na rua, meu amor. — Ela falou.

– Carlito, eu peguei um balde com água e limpei toda a cozinha. E minha cara também. Me desculpa pela bagunça.

– Que isso Nimbus, já to acostumado com isso. — Ele falou dando dois tapinhas no ombro do garoto. Pelo menos está fazendo uma boa faculdade. — Ele falou irônico. E todos rimos.

– Engraçado viu Carlito, estou rindo muito. — Ele disse com a cara meio emburrada

– Ai Nimbus, você é um magico patético. — Magali falou com desdem pra ele.

– Para de ofender eu e a minha magica.

– Ai fofolete, você precisa se ligar mais nas tendencias. Magica é tão old. — Uma garota com duas marias chiquinhas, apareceu naquele ambiente, pela mesma porta de funcionários.

– Denise, eu gosto de magica. Oxe, larga do meu pé. — O menino disse irritado

– Onde você esta indo minha filha? — Maga perguntou

– Ué, já são quase 18:00 minha flor, eu quero ir embora, cair na minha cama de puro luxo e dormir.

– É. eu até liguei pro meu mano vim me buscar aqui, eu preciso passar em casa e tomar um banho, antes de ir pra faculdade.

– Ai para tudo, seu irmão ta vindo pra cá gato? Ai gente, acho que meu cansaço tomou chá de sumiço. Resolvi que quero ficar mais um pouco. — Todos riram.

– Denise, para de ser atirada. — Magali falou

– Desculpa gatz, eu to solteira e livre. E o irmão dele é um bofe. Sabe o que eu sempre digo né? — Ela falou e em um coro, todos falaram

– “Se joga”

– Ai que orgulho. — Ela fez drama, fingido que ia chorar. Eu ainda não tinha nada, e estava com uma expressão de quem estava se divertindo com tudo aquilo. Eu estava adorando tudo, essa era a grande verdade. Denise me olhou com um grande sorriso — Mas e você gata? Como é seu nome?

– Eu sou a Sammy. E eu to adorando todos vocês.

– Que bom, porque amanha você já começa a trabalhar. — Lurdinha falou

– Obrigada Dona Lurdinha. — Eu falei — Estou ansiosa. Vocês todos são demais.

– Emocionada com o discurso. — Denise falou sorrindo

– Então você é mais uma de nós agora. Seja bem vinda a família. — Nimbus falou

– Obrigada. — Olhei pra ele. — Eu acho, que tudo o que esta acontecendo comigo agora, é a melhor coisa que poderia acontecer comigo na vida. — Eu falei super sorridente quando ouvi o sininho da porta fazendo barulho

– Olha, eu sinto em te contrariar. — Uma voz masculina invadiu o ambiente. E era uma voz um pouco familiar. — Mas a melhor coisa que vai acontecer na sua vida, vai ser uma noite comigo aqui. — Eu olhei para trás e vi o mesmo garoto de algumas horas atrás. Aquele da sobrancelha super grossa mas, bem desenhada

– Do contra. — Nimbus falou meio sarcástico. Então esse era o nome do sujeito.

Notas finais
Tem certas coisas que só rolam em fic mesmo, tipo o que rolou nesse caps, mas tudo bem. Estamos em uma fic mesmo, então. =D Ok, o que acharam? O que acharam do pesadelo da Mô? E dessa familia louca? E o que vocês acham que vem por ai? Digam nos comentários. Ps1: Salario Anual, é o mesmo que Salario minimo nos states e lá é mais ou menos 15.000, mas como é uma noticia meio "desatualizada" eu não tenho certeza de quanto é ainda hoje, por isso fui no chute e coloquei 13.000 Ps2: Uma coisa que eu esqueci de comentar no capitulo um, é sobre o apelido da Mônica. É em homenagem a serie de TV supernatural, que eu ADORO. E bom o SAM é o nome do personagem. Só isso. Agora, digam o que acharam. U.U Obrigada por terem lido.