Bad
8 Luke
Notas iniciais
Encarei novamente a televisão, na qual uma repórter séria dava friamente as informações de um suicídio ocorrido em uma das casas suburbanas da cidade, de acordo com ela, o fato havia acontecido em menos de uma hora, na qual um dos vizinhos ficara alarmado quando ouvira o som de uma arma, e ligara para os políciais que chegaram tempo depois. Um pequeno sorriso projetou-se em meu rosto quando a foto do garoto loiro surgiu nas imagens da tela. Agora era só aguardar para poder dar os próximos passos.
O telefone tocou do outro lado da sala onde eu estava, tirando-me de minha pequena satisfação. Peguei o aparelho depois de alguns toques instistentes.
- O que foi? — perguntei, vendo pelo identificador que se tratava Mark.
- Ele sabe, senhor — o homem disse do outro lado da linha, sua voz saindo extremamente nervosa.
- O quê? — perguntei, ficando apreensivo no mesmo momento.
- Ele sabe que o senhor não está morto — Mark completou, suspirando ansioso.
- Como ele soube disso? — perguntei, revisando mentalmente meu plano atrás de pontas soltas.
- N-Não sei! Ele disse que sabe quando as pessoas estão mentindo, e por isso soube que aquele bandido não é... você — ele respondeu.
- E como essa informação não chegou a mim? — perguntei, nervoso pela falta de atenção de meus funcionários.
- N-Não sei, senhor — Mark respondeu, aparentemente mais apreensivo — Meu cargo na empresa não me dá acesso à essas informações.
Suspirei alto, frustrado pelo fracasso por uma simples falta de informações. Aquilo não poderia ocorrer novamente, mas eu tinha que ir em frente e desenvolver alguma outra armadilha. Pelo menos agora as coisas estão um pouco divertidas, uma voz sussurrou em minha mente, e não pude discordar.
- Ok, só terei que fazer algo quanto a essa pequena falha — disse a Mark.
- O que faremos agora, senhor? — o homem perguntou, evidentemente alíviado.
- Não sei, mas te manterei informado se precisar de você novamente.
Depois disso desliguei o telefone e voltei para o sofá que me esperava na frente da televisão, desliguei o aparelho assim que sentei, não me precisava de mais lembretes de meu plano fracassado.
Fiquei olhando para a tela escura, pensando em meus próximos passos enquanto meu reflexo distorcido encarava-me de volta. Dorian estava se mostrando um alvo um pouco mais interessante do que parecera, e eu não perderia a chance de jogar com aquele pequeno rato sangrento.
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