Backstage

9 Capítulo IX


Notas iniciais
Oi, gente! Eu tardo, mas não falho. Minha vida de adulta não tem me deixado muito tempo livre, mas nas minhas brechas de horas vagas sempre reservarei um tempinho para escrever. Uma ótima leitura a todos e obrigada pela paciência. Kisses❣

Com uma pistola automática em mãos, Bruce se enveredou pela rua coberta de neve e névoa da madrugada, esgueirando-se com agilidade atrás do rastro do homem que os observava. O vento gelado chicoteava contra o seu peito, mas a adrenalina do momento o impedia que fechasse a jaqueta e se protegesse da condição climática.

A visibilidade da rua era pouca, propícia para camuflar quem estava à espreita, lhe dando certa desvantagem já que sua caça tivera alguns segundos de vantagem para escapar ou mesmo se acobertar. As luxuosas mansões do condomínio estavam em perfeito silêncio, a vizinhança toda dormia e apenas o som do vento chacoalhando as poucas folhas que sobravam de algumas árvores podia ser ouvido.

Com o olhar atento e os ouvidos também, ele seguiu sua intuição, imaginando que o homem que os observava havia premeditado toda aquela ação. Inclusive, esperava uma perseguição de sua parte.

Os dedos estavam quentes, presos ao gatilho da arma, e os reflexos sempre prontos para instrui-los a disparar se fosse necessário, mas, como sempre, Bruce esperava não ter que usar poder de fogo. Das muitas provas que tivera que lidar para se tornar um policial, se acostumar com o fato de ter que trabalhar armado foi a pior delas.

Havia sido a bala de um revolver o motivo de não ter mais seu pai ao seu lado. Ele sabia que a responsabilidade era de quem acionou o gatilho, mas uma criança de oito anos, que viu o pai morrer em sua frente, teria seus tramas para lidar com o passar dos anos.

A primeira vez que pegou em uma arma quase fez com que Bruce desistisse da carreira na polícia. Era inevitável não lembrar do disparo, da bala perfurando o peito de seu pai e o sangue jorrando em seguida, enquanto sua mãe e ele não puderam fazer nada, além de chorar e pedir por socorro.

Tirar uma vida, por mais miserável que fosse, era algo pelo qual Bruce temia ser responsável. No treinamento para ser policial precisou entender que em determinados momentos isso seria inevitável, contudo, prometeu a si mesmo que seria seu último recurso.

Exímio atirador e dono de uma pontaria invejável, em oito anos de profissão, se orgulhava de nunca ter precisado dar um disparo letal, apenas feriu alguns meliantes o suficiente para detê-los e depois fazê-los pagar pelos seus crimes dentro da lei. Ele não era inocente e nem otimista o suficiente para acreditar que terminaria sua carreira sem passar pelo momento que teria que matar, mas todas as vezes que tinha uma arma em mãos, estava concentrado o suficiente para saber usa-la sem ter que optar pelo pior.

Ao chegar à saída do condomínio notou as câmeras de vigilância inutilizadas e praguejou. A sua frente a visão era completamente embaçada pela luminosidade dos postes em contrastes com a nevasca que se intensificava.

Convencido de que seu rastreamento fora um total insucesso, resolveu pelo menos fazer uma varredura no entorno, todavia o som abafado de um disparo de uma arma com silenciador assobiou em sua direção deixando tudo escuro em seguida.

(...)

Diana tinha plena certeza de que, se tossisse, expeliria seu coração pela boca, devido a sensação sufocante que sentia, parecendo que o órgão pulsava na sua garganta e não em seu peito. Ela tentou ter forças para ficar do lado de fora da casa, aguardando que Bruce voltasse, mas sentiu tanto medo por ele quanto por si própria, por isso não foi capaz de desobedecê-lo, entrando em seguida e contando o que acontecera à detetive Lance.

Contudo, não estava sendo mais fácil ficar dentro de casa, segura, enquanto esperava o detetive voltar. Sentada sobre o braço do sofá, ela abraçava o corpo, sentindo-se como Coragem (o cão covarde do desenho animado), enquanto observava a detetive Lance de pé, à janela, com uma pistola em mãos, monitorando a movimentação da rua enquanto os dez minutos que Bruce estipulara não se esgotavam.

Dez minutos. Haviam se passado sete minutos e meio, mas para Diana a sensação era que o relógio em seu pulso devia estar com defeito, os ponteiros pareciam retroceder ao invés de avançarem. Ela estava angustiada, preocupada, temendo que alguém machucasse o detetive Wayne por sua culpa, sua maldita culpa que ela sequer sabia o motivo de pesar sobre seus ombros.

Para seu alívio, quando entrou em casa, atravessando os corredores feito um furacão, apenas Dinah estava na sala de estar, sentada no sofá, assistindo a um campeonato de tiro com arco na tv, murmurando para si mesma que o homem loiro prestes a atirar era maravilhoso. Donna já estava dormindo e isso era uma preocupação a menos para Diana. Mesmo sabendo que a irmã não era mais uma criança indefesa, como a caçula era tudo que sobrou de sua família sentia-se impelida de poupa-la desta situação, ela já estava apavorada o suficiente pelas duas.

Diana sentia a vulnerabilidade reivindicar espaço em sua estrutura emocional e observava a detetive Lance com um pouco de inveja daquele auto controle. A calma com a qual a detetive reagiu às suas palavras, lhe deixou espantada. E só agora, estava se dando conta que lidar com situações assim faziam parte da rotina dela e do detetive Wayne.

Ela ficou impressionada e ligeiramente aliviada em constatar como a loira confiava plenamente na prudência e precisão de seu parceiro. Tanto que sua única queixa foi o fato de Bruce não tê-la convidado para seguir o suspeito junto com ele. “Droga, Bruce sempre prefere se divertir sozinho.” Foram as palavras da detetive, antes de tentar lhe acalmar e se colocar de prontidão para o caso de sobrar um pouco de ‘diversão’ para ela.

Diana levantou-se umas três vezes nos primeiros cinco minutos de espera, para ir até a janela e ficar alguns segundos ao lado da detetive Lance, mas fitar a névoa da madrugada e a arma na mão de Dinah não lhe fazia ter bons pensamentos. E se não bastasse a tensão da espera, o semblante de Dinah ainda lhe trazia certa nostalgia e aquele não era um bom momento para lembrar o passado. Sendo assim, logo se sentava novamente e se recriminava em silêncio, contando os segundos passarem.

Se aquele homem do outro lado da rua fosse mesmo quem a ameaçava, sua presença naquela noite deveria significar um aviso, um sinal de que ele está chegando perto de cumprir tudo que lhe disse por telefone e bilhetes, ela refletia. Diana admitiu pra si mesma que não estava pronta para morrer, mas se esse psicopata tinha planos de fazer mal a alguém, que fizesse exclusivamente à ela, que não se aproximasse de sua irmã ou mesmo atingisse seu detetive.

O beijo. Ela lembrou-se do beijo de minutos atrás e pensou se quem os observava teve tempo de presenciar tudo. Se fosse algum tipo de psicopatia passional, seu perseguidor deveria estar louco agora e pensar nisso a fez temer ainda mais por Bruce.

Quando seu relógio cronometrou exatos dez minutos, ela saltou do braço do sofá, indo até a detetive e cobrando uma atitude dela com o olhar. Mas, ao contrário do que Diana esperava, a detetive guardou a arma de volta no coldre e se afastou da janela, sentando-se no sofá.

― O que pensa que está fazendo? – A voz de Diana soou ríspida, mas ela não se importou. ― Bruce está em perigo, ele é seu parceiro, pode se ferir por minha causa. – Ela disparou, indignada com a passividade da loira.

― Importa-se tanto assim com ele? – A detetive deu um sorriso e Diana teve um lampejo de timidez, antes de se enfurecer.

― Da mesma forma que me importaria se fosse você lá fora agora.

Dinah assentiu, mas estava longe de concordar. A loira era uma mulher atenta e experiente, não precisou ter visto o beijo trocado entre seu parceiro e Diana para perceber que havia algo mais que preocupação no tom de voz e no olhar da morena. Contudo, ela não se envolveria nessa relação paralela que Bruce vinha estabelecendo com a vítima. Ela era contra misturar trabalho com outro tipo de envolvimento além do profissional, mas não seria a legisladora de uma questão entre um homem e uma mulher adultos.

― Se você não se importa, vou ligar para o 911*. – Diana deu as costas para a detetive, que apenas meneou a cabeça.

― Não há necessidade. – Dinah terminou de falar e no instante em que Diana levou a mão ao telefone, bateram à porta.

A morena atravessou o foyer com agilidade, e só quando apoiou a mão sobre a maçaneta e pensou em girar a chave foi que caiu em si de perguntar quem era. Ela engoliu em seco só de pensar por uma fração de segundos que não fosse Bruce.

― Abra a porta, sou eu, Bruce. – A voz grave do detetive ecoou na segunda batida e Diana respirou aliviada.

Quando abriu a porta e viu a figura despenteada e ofegante do detetive, ela teve vontade de saltar sobre ele e abraça-lo com força, para se certificar de que ele estava inteiro. Todavia, sua demonstração de alívio não foi mais que um suspiro e um sorriso discreto, enquanto abria caminho para o detetive entrar.

Bruce retirou o casaco pesado e umedecido pela neve e seguiu para sala com Diana caminhando ao seu lado. Ele podia ver a curiosidade gritando nas feições dela, mas por puro hábito manteve a postura padrão de detetive, mantendo o silêncio até estarem acomodados no confortável sofá, junto à detetive Lance.

Como Bruce já esperava, quando se pôs no rastro do suspeito, sua ação não havia sido nenhum pouco produtiva. Para sua sorte, o disparo que ouvira foi apenas contra a lâmpada de um dos postes à entrada do condomínio, um ardil do suspeito para distrai-lo enquanto fugia. Certamente não se tratava de um louco amador por ter se exposto daquela forma, Bruce podia garantir.

Bruce era um excelente rastreador, rápido, atento e silencioso, mas tudo que conseguiu em sua perseguição foi ouvir o motor de uma caminhonete soando fora do condomínio ao seguir o rastro do suspeito. Os segundos que o suspeito tivera de vantagem, somados às condições climáticas, foram suficientes para que ele escapasse esta madrugada.

Apenas para cumprir o protocolo de ação rotineira nessas situações, caminhou pelo entorno de um quarteirão próximo ao condomínio, circundou a casa de Diana e praguejou incontáveis vezes por estar um passo atrás, quando sempre esteve acostumado a estar dois passos a frente em qualquer investigação.

― E então? – Diana não camuflou sua impaciência, preferindo ficar de pé ao encarar o detetive.

― Ele é esperto e ágil. Sabe o que está fazendo. – A frustração era clara no tom de voz do detetive. ― Teve o cuidado de inutilizar as câmeras de segurança do condomínio antes de entrar. Não veio com intenção de ferir ninguém, mas de aterrorizar, de deixar claro que está por perto.

― Conseguiu ver o rosto dele? Chegar perto? – Dinah perguntou apenas para confirmar o que havia percebido no olhar do parceiro ao vê-lo entrar na sala.

Bruce fez que não com a cabeça e Diana foi forçada a sentar-se, sentindo os joelhos fraquejarem.

― O maldito sabe onde eu moro. – Diana enterrou o rosto entre as mãos, sentindo a aflição corroê-la. — Logo vai se cansar de mandar recados.

― É hora de colaborar de verdade conosco, Diana. – Dinah sentou-se ao lado dela, se portando mais como uma amiga do que uma profissional. ― Seu perseguidor não é um amador. Se você não assumir realmente sua posição como vítima, vai facilitar as coisas para ele.

― E o que querem que eu diga? Que eu faça? – Ela alterou a voz, mas não permitiu que a histeria a dominasse. ― Não me lembro de ter feito mal a ninguém para ter este psicopata na minha cola.

― Precisamos seguir a linha óbvia: passionalidade. – Bruce sugeriu. ― Precisa nos contar sobre os homens com quem se envolveu recentemente, mesmo os que não tiveram muita importância.

Diana deu um riso cínico ao olhar para Bruce. Ele era o homem com quem se envolvera recentemente.

― Alguém que rejeitou, algum fã insistente, um colega de trabalho mais atrevido. – Dinah completou, sabendo que ela repetiria a história de que não se envolvia seriamente com ninguém fazia tempo.

― Rejeito muitos homens, mas nenhum costuma insistir. Os fãs até hoje sempre foram muito respeitosos e quanto aos colegas de trabalho... – Diana riu, desdenhando. ― Clark é casado. John namora Shayera, que por sinal é minha amiga. J’onn é como se fosse um pai pra mim. Os demais não tenho tanta intimidade.

― O senhor Kent é casado, mas a esposa já teve muito ciúmes de você, especialmente porque você se tornou a estrela da emissora, enquanto o sonho de Lois Lane sempre foi emplacar um programa solo, porém o máximo que consegue é cobrir férias de outros apresentadores ou âncoras de telejornais. O público a acha antipática e te exalta pelo carisma. ― Dinah pontuou sobre o que leu em revistas e descobriu em conversas informais nos bastidores da emissora. ― Não sabemos se o psicopata está agindo a mando de uma terceira pessoa.

― E você se esqueceu de citar Wally West. – Bruce revelou sua suspeita e Diana entreabriu os lábios, espantada.

― Wally é um garoto, estuda na mesma universidade que a minha irmã. – Ela o repreendeu, considerando a hipótese absurda.

― Um garoto perdidamente apaixonado por você, Prince. – Bruce afirmou e a detetive Lance assentiu com a cabeça, deixando Diana perplexa.

― Vocês devem estar brincando.– Diana pressionou as têmporas. Estava cansada, com medo, confusa e com a cabeça estourando. ― Suspeitar de Lois e de Wally é absurdo. Nem quero ouvir o que vocês podem dizer do meu diretor e do meu motorista.

Os detetives trocaram um olhar que indicava que teriam muito trabalho pela frente para que Diana começasse a enxergar a situação com a magnitude necessária, mas ambos estavam cansados para insistirem em argumentações agora.

― Tudo bem, Diana. Você precisa descansar. Não é uma boa hora para continuarmos com essa conversa. – Dinah levantou-se e se despediu de Diana, sendo seguida por Bruce que imitou o seu gesto.

Diana os acompanhou até a porta, sentindo um frio no estômago ao se dar conta que ficaria sozinha logo que eles partissem. A irmã estava dormindo e alheia aos acontecimentos, ela sabia que dificilmente pregaria os olhos, mesmo se tomasse um calmante.

― Acha que ele pode voltar? – Diana questionou o detetive, não fazendo questão de esconder o medo em seu olhar.

― É pouco provável. – Bruce avaliou, não descartando o impossível.

Diana engoliu a seco, abraçou o próprio corpo e se deteve na soleira da porta, ao imaginar uma gama de situações terríveis. Suas reações involuntárias não passaram despercebidas por Bruce. Ele tentou se despedir, mas a fragilidade no olhar de Diana o submeteu.

― Vá para casa, Lance. Eu ficarei por aqui esta noite. – Ele deu dois passos para trás, entrando de novo na casa.

A loira o fitou, incrédula, e Diana ainda mais. Ambas perderam a fala e a detetive apenas o questionou com o olhar, para confirmar se ele tinha certeza do que estava fazendo. Bruce assentiu com a cabeça, na ausência de uma negativa vinda da boca de Diana ou algum sinal de resistência.

Diana queria ter forças para dispensá-lo, mas na realidade ela não estava cabendo em si de gratidão pelo gesto de Bruce. Sentindo que poderia abraça-lo em agradecimento, concentrou-se em despedir-se da detetive Lance enquanto ele voltava para a sala de estar.

Enquanto se dirigia para a sala, Bruce se perguntou por um instante se ele tinha noção do risco que estava correndo, mas antes que pudesse concluir que não, os olhos azuis e a feição grata de Diana já estavam em seu campo de visão, o fazendo esquecer sobre o que deveria pensar.

― Eu vou preparar o quarto de hóspedes. Não demoro. – Ela se dirigiu a ele, um tanto sem jeito, mas ele a tomou pela mão antes que ela pudesse se afastar.

― Não precisa preparar outro quarto. – Diana se esqueceu de respirar ao ouvir as palavras de Bruce e ele sorriu quando se deu conta da confusão no olhar dela. ― Não vou precisar de um quarto, Prince. Não hoje. – Ele deu-lhe um olhar sugestivo e ela corou as bochechas. ― Se puder me ceder seu escritório, vou ficar acordado e trabalhar um pouco.

Diana não soube dizer se ficara feliz ou frustrada com a explicação do detetive, mas a indecisão fez com que se recriminasse mentalmente pela possibilidade de ter sentido frustração.

― O escritório é a segunda porta à direita no corredor. Deixarei um cobertor no sofá, caso se canse e queira dormir. – Ela puxou a mão e deu as costas para o detetive, antes que fraquejasse e lhe desse um beijo e a necessidade de um quarto.

Ao subir as escadas, ela o viu encaminhar-se para o escritório e olha-la mais uma vez.

― Bruce. – Ela não costumava ter dificuldade para agradecer, mas tudo que envolvia seu detetive era um tanto complexo para ela. ― Obrigada por ficar. – Ela deu um riso fraco e disparou escada acima, antes que ele concluísse o esboço do meio sorriso que a tirava do sério e do eixo.

(...)

Já era quase dia quando chegou em casa, o bairro suburbano ainda era silencioso e lhe deixava satisfeito não ter olheiros para testemunhar sua chegada. A neve derretida grudara na sola de seus sapatos e a sala da casa ficou com um enorme rastro de suas pegadas quando entrou.

A adrenalina ainda percorria suas veias, o medo e o prazer que o perigo lhe proporcionou fazia com que um sorriso doentio se mantivesse em seu rosto.

Brincar de gato e rato com o detetive foi uma experiência agradável, gostava de imaginar que o deixou frustrado, assim como presumia que deixara a princesa da comunicação ainda mais apavorada.

Diana havia seduzido o detetive, havia conquistado mais uma vítima e isso só confirmava o que sabia a respeito dela. Uma mulher perigosa, que usava as pessoas a seu bel prazer para então deixa-las infelizes um dia.

Quando entrou no banheiro e ligou o chuveiro quente, aproveitou para relaxar e para pensar em seu próximo passo. Havia feito uma promessa, iria se vingar e faria tudo por amor, amor a única pessoa que julgou importante em sua vida e a quem Diana fez tanto mal.

Se não fosse Diana ter cruzado o caminho deles, se não fosse ela ter sido ardilosa, ter mentido e iludido, eles agora estariam felizes, morando em Londres ou na Itália, tinham tantos planos e Diana estragou tudo.

Não iria parar, iria continuar mandando seus presentes, ligando, cercando-a e fazendo os detetives de bobos. Queria ver Diana definhar de terror, queria ouvi-la pedindo para morrer, queria mata-la devagar e com isso ter sua vingança.

Ao sair do banho, fechou as cortinas da casa, trancou-se no quarto e caiu na cama, pegando um celular que roubara na última noite apenas para desejar bom dia à sua caça. Seu jogo de terror estava apenas começando.

Notas finais
Continua! *911 é o Número usado nos Estados Unidos para contato em caso de qualquer tipo de emergência.