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17 Capitulo 17
Notas iniciais
Emma sentiu os raios do sol cortando seu rosto e levantou devagar, cada movimento que fazia lembrava-se de Killian, e depois de um banho demorado ela desceu para comer alguma coisa.
– Bom dia, Emma.
– Olá, Ruby.
– Descansou? Está pronta para trabalhar?
– Nada acontece naquela delegacia, aposto que nem notariam que eu não fui.
– Eu não sei o que aconteceu nessa viagem, mas de uma coisa eu sei, não adianta se trancar no quarto achando que o problema vai sumir, porque mesmo que passe anos ele estará lá esperando que você encare.
– Eu sei, Ruby. Eu vou superar.
– Chocolate quente?
– Com canela, por favor, e um misto quente.
– É pra já.
Enquanto ela esperava seu café da manhã, sentiu uma pessoa aproximando-se e passou as mãos nos seus ombros.
– Bom dia, Emma Swan.
Emma virou-se quando reconheceu a voz.
– August?
– Surpresa em me ver?
– Achei que já tivesse ido.
– Meu pai não quer deixar Storybrooke.
– E por isso você não foi ainda? Está esperando Marco mudar de ideia?
– Ele não vai mudar, mas eu vou.
– Vai abandonar sua joalheria?
– Não, vou apenas transferir do Brasil para cá.
– E você não vai sentir falta do clima tropical, das belas mulheres e da animação de lá?
– Você já foi ao Brasil?
– Não, mas já li sobre ele e é realmente encantador.
– Eu preciso voltar lá e cuidar da documentação.
– Boa viagem!- Emma recebeu seu chocolate e o misto e deu as costas novamente a ele.
– Ruby o de sempre para viagem. — August sentou do lado de Emma no balcão e sorriu.
– O que foi?
– Você tem tempo para pensar se quer ir comigo ou não. — ele piscou para ela e pegou seu café.
Emma ficou observando ele sair do Granny's e olhou de volta para Ruby.
– Ele não vai voltar pelo Marco não é? — Emma perguntou já respondendo
– Não.
Emma terminou seu café e foi até a delegacia, assim que abriu a porta ela viu em cima da sua mesa um bilhete com a letra de Killian que ela tinha deixado lá no dia do casamento.
"Meus sentimentos Swan, você perdeu um amor
E eu perdi meu amigo, mas juntos podemos superar isso
Atenciosamente K.Jones"
Emma amassou o papel com raiva e jogou no lixo, ainda tomada pela ira do que ele tinha feito ela ligou para Regina.
– Emma, me ligando tão cedo algo importante?
– Chama as meninas pra sair hoje à noite.
– Em plena segunda feira?
– Eu estou precisando beber.
– Uau! Senti firmeza
– É sério Regina eu preciso esquecer esse fim de semana.
– Posso levar uma surpresa para você?
– Que surpresa?
– Uma companhia.
– Do jeito que eu estou eu não vou ser boa companhia para ninguém.
– Mas tenho certeza que ele vai te animar.
– Tudo bem, pode levar.
Ela não deu muita importância à surpresa da Regina, provavelmente seria um amigo de infância gato que ela levaria e não custava nada dar uns beijinhos.
Killian estava na reunião com outros comandantes, quando um lhe chamou atenção
– Comandante Jones.
Killian saiu dos seus devaneios e respondeu
– Sim.
– Ouvi dizer que você é o Capitão mais famoso dessas terras ou desses mares como preferir.
– Não, eu só sou um apaixonado pelo meu trabalho.
– Tão apaixonado que não tira férias a anos.
Killian baixou a cabeça e confirmou.
– Não tenho um porto seguro para me acolher nas férias, por isso eu decidi que o navio era minha casa.
– Não tem nenhuma moça prometida a casamento?
– Não, não tem moça nenhuma.
– Encontre uma logo Capitão, pois os anos passam, a beleza passa e a nossa juventude de repente vira uma doce lembrança.
– Eu já aceitei minha sina.
– É impossível ser feliz sozinho.
O Comandante saiu com um sorriso no rosto e acenou para Killian, ele sabia que estava certo e que um dia ele precisaria de um porto. Killian levou as mãos ao bolso e pegou a pulseira de Emma e apertou-a contra seu peito.
O dia foi tranquilo na delegacia, mas Emma esperou o fim de expediente para ligar para seus pais
– Mãe.
– Minha filha que saudades.
– Também sinto saudades de vocês, como está tudo por aí?
– Tranquilo, fui ao médico hoje pela manhã já estou com três meses.
– Ah mãe que lindo! Eu nem vou acompanha sua barriguinha crescendo.
– Eu espero acompanhar a sua barriga.
– Mãe! Esqueceu que eu estou solteira?
– E solteiras não namoram? Não... Como vocês chamam mesmo... Ficam.
– Eu não estou ficando com ninguém pode se tranquilizar.
– Emma já não basta estar morando longe de nós, você ainda ficou sem o noivo, precisa encontrar alguém te esquente os pés nas noites frias.
– Eu tenho amigos mãe, não estou só.
– Mas seus amigos não dormem com você.
– Mãe acho que chega desse assunto, manda lembranças para o papai.
– E você não vai me contar nada sobre a viagem?
– Foi... Boa. — Emma sentiu o peito apertar e encerrou a conversa.
– Só isso? Boa?
– Mãe eu combinei de jantar com as meninas e vou me atrasar.
– Tudo bem divirta-se.
– Obrigada.
– Eu te amo.
– Também te amo filha.
Emma desligou o telefone e correu para casa, não seria nada elegante chegar de jaqueta vermelha no granny's sabendo que as meninas estariam todas produzidas.
Regina já estava com as meninas em outro bar e ligou para Emma.
– Já estou chegando, Regina.
– Nos não estamos no Granny's.
– Estão aonde?
– Na Taverna do Lobo.
– Isso fica aqui em Storybrooke?
Regina gargalhou no telefone e deixou Emma mais curiosa ainda.
– É um clube peculiar que abriu recentemente bem próximo a floresta.
– E não é perigoso?
– Depende do que você entende por perigoso. — Regina riu mais uma vez.
– Okay, me esperem na entrada da taverna estou chegando.
Emma pegou a bolsa e deu uma última retocada no batom antes de pegar as chaves do carro e descer.
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