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18 Capitulo 18
Notas iniciais
Regina gargalhou no telefone e deixou Emma mais curiosa ainda.
– É um clube peculiar que abriu recentemente bem próximo a floresta.
– E não é perigoso?
– Depende do que você entende por perigoso. — Regina riu mais uma vez.
– Okay. Me esperem na entrada da taverna estou chegando.
Emma pegou a bolsa e deu uma última retocada no batom antes de pegar as chaves do carro e descer. Era de certo que Regina não estava bem intencionada quando escolheu esse lugar, mas Emma não se incomodou muito com o nome do ambiente o que lhe assustava era a surpresa que a sua amiga estava preparando.
O lugar era realmente sombrio, não tinha ganhado esse nome a toa, mas ela avistou o grupo de meninas assim que estacionou o carro.
– Olá. — Emma falou descendo do carro.
– Vem logo que ele já não aguenta mais te esperar. — Regina puxou o braço da amiga e as outras seguiram abafando os risinhos.
Assim que entraram no bar ela, viu August acenando com o copo de uísque na mão e virou-se para Regina.
– Ficou louca? August?
– O que é que tem? Só uns beijinhos pra distrair não vão te fazer mal.
– Eu não quero ficar com o August.
– Tudo bem, não precisa ficar basta sentarem juntos e conversar.
Emma revirou os olhos e sentiu Ruby lhe empurrando ao encontro dele.
– Boa noite, Swan. — August falou sorrindo e pegando a mão dela para beijar.
– Boa noite.
– Fiquei muito feliz quando soube que queria me ver. — Ele falou aproximando-se e Emma deu um olhar de repreensão para as amigas que observavam
– É eu pedi a Regina que reunisse meus amigos.
– Amigos? Não acho que nós podemos ser algo mais. — August acariciou os cabelos dela e Emma se afastou.
– O que você acha de irmos para a mesa das meninas?
– É impressão minha ou você está fugindo de mim?
– Não tem motivos para fugir de você.
– Então, que tal se nós saíssemos alguns minutos lá pra fora e aproveitamos para olhar a lua?
– Eu sei bem que lua você quer olhar, August. E honestamente eu não estou no clima, me desculpe.
– Ei princesa, eu não vou te obrigar a nada não esqueceu que antes de apaixonado por você eu sou seu amigo?
– Não, não esqueci.
– Achei que você estaria usando a pulseira que eu lhe dei.
Emma lembrou-se imediatamente que a última vez que tinha usado a pulseira estava no Navio e provavelmente ela tinha se perdido por lá.
– Eu perdi a pulseira na última viagem, sinto muito. — Ela baixou a cabeça e ele passou a mão pelo ombro dela trazendo para um abraço.
– Não precisa se preocupar, quer me contar sobre a viagem?
– É um assunto delicado, acho que você não vai querer ouvir.
– Quer sair daqui? E Você me conta em um lugar mais sossegado?
– Não precisa é sério, eu estou bem.
– É aquele capitão não é? Ele te fez algum mal?
– Não, ele não me fez mal nenhum, é só que eu acabei criando expectativas que me magoaram.
– E você se apaixonou por ele?
– Acho que sim, sinto muito eu estar falando sobre isso com você, mas eu ainda vejo no fundo dos seus olhos o meu amigo, o amigo que eu sempre confiei.
– E vai poder confiar sempre Emma.
Emma abraçou August e sentiu o perfume dele invadir sua mente e a junção desse aroma com algumas doses de uísque, fizeram seus lábios involuntariamente procurar os dele e foi prontamente atendida o beijo, era calmo e se tratava mais de um beijo de gratidão do que de paixão, e depois de alguns segundos eles se separaram e August sorriu.
– Sabe quanto tempo eu esperei por esse beijo?
– August, vamos devagar eu ainda estou confusa.
– Swan, do fundo do meu coração, tudo o que eu mais quero é te ver feliz.
– Obrigada!
– E sua felicidade não está ao meu lado.
Emma olhou surpresa para o amigo e deixou que ele continuasse a falar.
– Eu vou te ajudar a encontrar o Capitão Jones.
– Você está falando sério?
– Claro, esse cara deve ser um maluco de te dispensar, vamos saber de uma vez se vocês tem alguma chance ou não.
– E como pretende fazer isso?
– Daremos um jeito.
Emma não podia ter outra reação pulou no pescoço dele e abraçou com ainda mais vontade e falou baixinho no ouvido dele.
– Muito obrigada.
As meninas que assistiam tudo da mesa ao fundo do bar expressaram sua alegria com gritinhos e aplausos enquanto Emma e August sorriam em cumplicidade.
Killian estava em sua cabine ainda olhando para a pulseira quando Smee entrou.
– Com licença, Capitão.
– Entre.
– O Senhor não sai mais da cabine, está doente?
– Não. Estou ótimo.
– Então posso confirmar nossa viagem a Storybrooke?
– Aonde? — Killian saltou da cama e gritou.
– Storybrooke.
– E quando eu marquei essa viagem?
– Semana passada.
– Desmarque.
– Mas, Capitão o porto está nos esperando com a melhor carga de Rum.
Killian suspirou e falou sério com Smee.
– Ninguém, absolutamente ninguém deve saber dessa viagem.
– Sim, Senhor.
Smee saiu para providenciar as coisas e Killian deitou novamente na cama apertando a pulseira contra seu peito.
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