Notas iniciais
Eu posso enrolar, mas nunca abandonar... Esse é o meu lema :) Desculpem a demora, espero que gostem. Queria avisar que uma vaga foi reaberta porque uma leitora me pediu para guardá-la e não me enviou a ficha, eu ficaria muito grata se vocês pedisse alguém para me mandar uma ficha de criança - já que é só um personagem por pessoa.

P.O.V. Sugar Marie McCoy

As luzes da boate dificultara a minha visão, eu estava dançando, louca e provavelmente drogada. Tudo girava, exceto o copo de ice, por isso o bebi. Senti mão nas minhas costas, estava perto do tubo de ventilação, então o abraço foi bem vindo no meio do gelo seco.

Me virei e coloquei meus braços ao redor do pescoço de Dany, O sorriso dele ia de orelha a orelha. Ele estava muito feliz e era visível. Quando ele me beijou...

... Eu acordei com um imenso suspiro, estava nos braços de alguém, mas não tive tempo para processar muita coisa, me contorci e vomitei tudo o que tinha e tudo o que não tinha dentro de mim.

Assim que me recompus me afastei do estranho que me segurava e quando me virei no sentido oposto do garoto deparei-me com uma mulher um pouco mais alta que eu.

– Oi — dizia ela estendendo a mão, que estranhamente tinha um sol meio tribal tatuado — Você não está muito bem né?!

Eu reparei que fiquei tempo de mais fitando a tatuagem.

– Me desculpe — apertei a mão a mim oferecida. Olhei para o garoto que já estava de pé (e um pouco corado?) Ele aparentava ter a mesma idade que eu... Mas pera ai, qual era a minha idade? Quem eu era? O que estava fazendo ali e que lugar era ali? Olhei ao redor ainda ofegante. Minha cabeça doía muito, eu conseguia me lembrar daquela cena da festa, sabia que aquele era Dany e sabia que eu era Sugar, mas o que isso queria dizer.

O lugar a minha volta era lindo e ao mesmo tempo muito estranho, especialmente o céu. Voltei a fitar os olhos verdes do rapaz e depois os castanhos da garota... Eu já a tinha visto antes, mas onde?

– Que lugar é esse? — perguntei soltando a mão — Quem são vocês?

– Apelidamos esse lugar de "o olho" — ela apontou para o lago — e eu sou Elizabeth, este é Nick — ela fez um gesto na direção do rapaz que apenas assentiu, ainda corado — ele salvou você.

– Salvou de quê? — perguntei, eu estava irritada e nem sabia por que.

– Quando chegamos aqui te vimos boiando de cabeça pra baixo, eu entrei na água pra te socorre, mas quando chegamos em terra você não respirava e ele te reanimou — ela falava rápido, parecia animada, talvez porque acabara de ajudar a salvar alguém — a propósito, você é?

– Me chame de Sugar — disse — obrigado por me salvar, mas ainda não sei que lugar é esse e nem como vim parar aqui.

– Acho que ninguém que vem pra qui sabe — o tal de Nick se pronunciou — Eu estou aqui a um dia, ela está aqui a seis, não sabemos se tem mais gente do outro lado do lago, mas a íamos checar... Até que vimos você.

De repente eu me senti tonta, como se o ar não entrasse em meus pulmões. Caí sobre os joelhos e comecei a tossir, tossir muito, era como se tivesse algo que deveria sair de mim. Elizabeth se ajoelhou a meu lado e me deu um pouco de água em uma cabaça pequena furada na parte superior. Eu bebi tudo, a água era boa.

– Obrigado — agradeci, mal conseguia me sustentar em pé, a morena me ajudou a levantar e fiquei apoiada nela.

– É importante que você coma um pouco — o rapas havia desenrolado um montinho de folhas douradas e dentro havia o que parecia ser peixe desfiado, eu peguei um pouco e pus na boca. Tinha um gosto de ferro, mas eu estava faminta, antes que pudesse me dar conta eu já tinha devorado o montinho todo.

– Como vocês vieram parar aqui? — Perguntei.

– Acordamos no lago e nadamos até a margem sem memória alguma, apenas com nossos nomes na cabeça — respondeu Elizabeth, ela parecia uma Italiana, falando mais com os gestos do que com as palavras — você tem alguma lembrança? — perguntou a mim.

– Só uma cena vaga — por algum motivo a presença dela me reconfortou, eu sabia que eu conhecia ela de algum lugar, mas não sabia de onde.

– Acho melhor seguirmos para o norte e acamparmos na praia — disse Elizabeth — quando eu fui lá estava vazia e como não vi nenhuma fonte de água visível decidi ficar mais perto da cachoeira.

– Que cachoeira? E como você sabe que aquela direção é o norte? — Sugar olhou na direção em que o dedo da morena apontava. Tudo que havia lá era o mesmo que ao redor, um floresta de arvores douradas. E no céu só tinha uma lua gigante e vermelha, mesmo estando tudo claro.

– Pelo lado que começa a escurecer e o que começa a clarear, no que seria o por do sol, aqui é um céu em degradê — explicou.

– Vamos explicar tudo a você, ou melhor, ela vai explicar tudo a você — disse Nick — mas acho melhor irmos, você não está em condições muito favoráveis.

Eu realmente não estava bem. Tudo em mim doía e principalmente a região da caixa torácica, minha respiração estava desregular e meus batimento cardíacos pareciam mais rápidos do que o normal, acho que é pelo fato de terem parado por um momento. O que eu poderia fazer além de ficar pendurada no ombro de Elizabeth?

Eu não gostava da situação, mas deixei que ela me carregasse até a suposta praia.

Ao decorrer do caminho percebi que Elizabeth era hiperativa, ela mexia os dedos o tempo todo, sempre falava sobre algo e parecia ter energia infinita. Era difícil ficar entediada com todas aquelas novidades, então eu fiquei com raiva de está ali e tentava abafar o riso. Não sabia a razão, mas ficar com raiva me dava vontade de rir, isso não melhorava a situação.

Nick era bem mais quieto do que Elizabeth, ele apenas observava e assentia, sorria de vez enquanto. Tinha cabelos castanhos escuros e bagunçados, olhos tão verdes quanto o lago, na verdade o lago parecia um de seus olhos. Ele era alto, mais do que eu e Elizabeth, era tipo... uns 10 cm mais alto do que ambas, ele tinha uma cicatriz no lábio inferior e reparando agora, na nuca também. E era bonito, mas por alguma razão eu me sentia desconfortável perto dele, acho que era pelo fato de que seria um provável amigo.

Eu me sentia mais confortável perto de Elizabeth pelo simples motivo deu ter certeza de que a conhecia, não sabia donde, mas eu tinha certeza de que ela não me era estranha, mesmo assim, a ideia de fazer novos amigos me deixava nervosa. Ficar nervosa me deixava com raiva e isso me dava vontade de rir, o que me fazia ficar com mais raiva ainda.

Minhas pernas estavam muito doloridas, Elizabeth estava andando por ela e por mim e ainda ficava feliz. Como se não se importasse de carregar peso, como se a presença de outro ser humano valê-se a pena o esforço.

Aos poucos as arvores foram se abrindo e o mar brilhava a nossa frente era lindo, da cor dos olhos de Nick, mas a maré era mais clara. Acho que a luz da manhã (que vinha de algum astro invisível) tinha influencia nisso.

Assim que chegamos Nick me deu mais água, nos sentamos — graças a Deus — e olhei ao redor.

– Esse lugar consegue ser tão bonito e tão estranho ao mesmo tempo — Nick disse. Era verdade. Tudo era completamente estranho e eu tinha a impressão de que isso tudo deveria ser apenas um sonho maluco.

– Sugar — chamou Elizabeth, ela estava remexendo a areia ao seu redor — você gosta de rosa?

– Acho que sim, por que? — Perguntei estranhando a pergunta.

– Porque seu cabelo é rosa -disse ela indicando o meu cabelo com o queixo, peguei uma das mechas da frente do meu cabelo, já que ele batia na metade do meu pescoço e atrás era menor ainda (acho que o nome é chanél). Meu cabelo realmente era rosa, eu achei até bonito, gostei.

– É, acho que gosto mesmo é de ter o cabelo rosa — disse.

– Ficou bonito — ela disse dando um sorriso gentil e voltando a brincar com a areia. Essa mulher era estranha, ela tinha um semblante sério e provocante, mas era dócil como uma criança.

– O que é aquilo? — Nick se levantou para examinar melhor algo que avistara no lado leste. Como eu estava de costa para o objeto que chamara a atenção do rapas me virei e de longe eu vi uma garota ruiva, ela parecia estar pescando (nos dois sentidos da palavra) estava na parte rasa do mar, a água ia até suas canelas.

Elizabeth deu um pulo e correu em direção a garota — que pareceu nem notar a aproximação barulhenta — eu e Nick nos encaramos depois voltamos o olhar para Elizabeth.

A morena coreu pela água e quando a menina percebeu a presença dela já era tarde de mais, Elizabeth pulou na menina e a abraçou como se a mesma fosse um ursinho, o que a ruiva fez? Soltou um grito.

Notas finais
Pessoal, no capítulo passado eu cometi um erro, mas já consertei, não precisam voltar para ver o que foi... Eu só fiz uma confusãozinha com a marca da personagem e achei que vocês deveriam saber, pois no capítulo seguinte a marca já vai estar correta e poderia ficar estranho. O que acharam do capítulo? E da Sugar? Ela ri quando fica com raiva, eu rio quando me falam algo triste e vocês?