Aurores Academy
13 Capítulo 13 – Surpresas e segredos.
Notas iniciais
Capítulo 13 – Surpresas e segredos.
No dia seguinte eu havia tido um dia perfeito com Edward na escola, Draco Malfoy já havia sido esquecido. Estávamos todos na mesa de jantar quando meu tio chegou com uma expressão preocupada.
–Encontraram mais três corpos hoje. –ele contou. –A coisa esta ficando cada vez mais grave. Vocês precisam descobrir logo o que esta acontecendo.
–Pode deixar tio amanhã a gente vai sair todo mundo e tentar descobrir algo. –eu disse.
–Ah... Bella a gente já tinha prometido pra mãe do Rony que íamos passar esse fim de semana na Toca. –disse Hermione.
–E eu estou com saudades da Gina. –disse Harry.
–Tudo bem. –eu disse. –Eu tenho compromisso só depois do almoço mesmo. –meus tios me encaram, mas ambos não me disseram nada. –Eu posso voar pelo perímetro durante a manhã perfeitamente sozinha.
–Não é uma boa idéia. –disse Hermione. –A gente pode remarcar.
–Não. –eu disse. -Vocês podem ir e seu eu precisar de vocês eu dou um jeito de saberem ok! –falei, eu não estragaria o fim de semana dos meus amigos. –Tio Charlie vai estar aqui também, eu não vou fazer nada demais podem ficar despreocupados. –eu disse.
–Se você diz.. –disse Hermione.
–E mandem um beijo para os Weasley para mim também, digam que estou morrendo de saudades de todos eles e que assim que for possível, eu apareço por lá. –eu falei e meus amigos concordaram em passar o recado, mas mesmo assim os garotos insistiram para que eu fosse junto e Hermione os xingou dizendo que eu já tinha um compromisso marcado, pelo resto do jantar meu tio, Harry e Rony me olharam com desconfiança.
Fui me deitar mais cedo naquele dia, eu estava ansiosa para contar a Edward sobre mim e para poder saber mais sobre ele. Eu tinha um tipo de pressentimento estranho sobre o dia seguinte e toda vez que eu pensava nisso eu sentia um calafrio, mas isso deveria ser somente coisa das borboletas que agora tinham residência fixa em meu estômago.
De manhã eu ouvi Hermione se movimentar pelo quarto, mas decidi que poderia dormir mais um pouquinho. Devia ser umas nove da manhã quando acordei, meus amigos há essa hora já devia estar n’A Toca, e eu me sentia ansiosa pelo dia de hoje.
–Bom dia. –eu disse descendo as escadas.
–Olá querida. –disse minha tia atrás de sua xícara de café quente. –Como passou a noite?
–Bem. –eu disse. –E onde está o tio Charlie? –perguntei vendo que ele não estava ali.
–Foi pescar com o pessoal da delegacia. –disse ela me olhando de um jeito esquisito. –E quais são seus planos para o dia de hoje? –perguntou ela como quem não quer nada.
–Agora de manhã eu vou percorrer o perímetro pela floresta. –falei calmamente me servindo de suco. –Mas de tarde eu tenho um encontro. –eu disse corando.
–E com que é? –perguntou minha tia, eu podia ver que ela estava se contento para não começar a surtar.
–Edward Cullen. –eu disse e ela arregalou os olhos.
–Filho do doutor Cullen? –ela perguntou com uma ameaça de sorrisinho malicioso no rosto.
–Ele mesmo. –eu falei constrangida.
–Ele é um rapaz muito bonito. –disse ela em tom casual.
–Tudo bem tia, pode surtar! –eu falei e então fiquei meia hora ouvindo sobre as aventuras da minha tia e meu tio em Hogwarts e blábláblá...
Eu olhava de um lado para o outro me certificando de que não havia nenhum trouxa por perto. Afinal de contas, as pessoas estranhariam ver a sobrinha do chefe Swan saindo de casa com uma vassoura em mãos e indo em direção a floresta, o que eles pensariam? Que eu ia dar uma varridinha nas folhas da floresta? Ia ser bem engraçado ver a cara deles! Assim que me aprofundei um pouco mais na floresta montei em minha vassoura, eu sabia que a partir de agora ninguém poderia me ver, minha vassoura tinha um dispositivo anti-trouxas. Nenhum trouxa poderia me ver montada em minha vassoura e eu estava despreocupada. E além desse feitiço, tinha amortecedor, proteção anti-queda, só faltava airbags, mas pelo que eu sabia a nova Nimbus estava em faze de testes, e pelo que Harry havia comentado, a vassoura ia possuir airbags.
A floresta era basicamente toda verde. E havia musgos, muitos deles, em numero bem maior do que o professor de biologia havia nos apresentado, agora eu sabia de onde ele arrumou tanto musgo assim! Onde você olhava tinha musgos. Era quase um padrão Mato- Árvore- Musgo, Mato- Árvore –Musgo...
Eu não conseguiria grande coisa hoje, o que quer que seja que esteja acontecendo aqui, não deixava pistas, nem um rastro para seguir, pelo menos nenhum rastro visível a mim. Mas mesmo assim eu insisti, havia aquela vozinha irritante em minha mente me dizendo para sempre seguir adiante. Resolvi ir até o rio onde os corpos haviam sido encontrados pela primeira vez. Eu já conhecia aquela aérea e sabia que havia um pequeno atalho que eu poderia pegar através de uma pequena clareira. Foi quando ouvi um rugido assustador e freei a vassoura assustada.
Parei para ouvir melhor. Haviam vários rugidos ferozes vindos do leste. Havia também som de luta e um rosnado que não era animal, era muito mais cruel e terrível do que o som que qualquer animal poderia fazer. Esse rosnado deixaria um dragão com a cauda entre as pernas.
Meu coração bombeava adrenalina diretamente em minhas veias. Parecia que estava num daqueles filmes onde tudo acontece em câmera lenta, mas nada era em câmera lenta aqui. Resolvi agir, eu sentia que eu estava prestes a descobrir o que de tão misterioso acontecia em Forks. Inclinei-me em minha vassoura e segui o som de luta e os rugidos ferozes.
Havia um campo aberto ali perto e eu me aproximava cada vez mais, pois era de lá que os sons vinham. Assim que cheguei na margem do campo o que vi a seguir me deixou com o coração na boca.
Havia um urso, um cervo e um leão da montanha, todos os três lutavam com três pessoas. E essas três pessoas eram muito conhecidas por mim. Emmett, Jasper e... Edward.
Eu não sei bem o que aconteceu, talvez eu estivesse chocada demais para prestar atenção em algo. Só sei que eu bati com a vassoura em uma árvore e cai, minha varinha caindo a alguns metros de mim. O estrondo foi alto, mas não o suficiente para distrai-los, eu via Edward lutando com o leão, ele parecia se divertir. Emmett e Jasper estavam com as bocas cravadas no pescoço dos animais.
Muito lentamente eu me arrastei em direção a minha varinha quando uma sucessão de coisas aconteceu. O vento soprou forte em meus cabelos, fazendo com que eles tampassem minha visam por alguns poucos segundos e grudassem em minha boca, e os Cullen pareceram acordar de algum tipo transe.
Os animais com que eles lutavam caíram no chão. Jasper farejou o ar e rosnou alto e Emmett correu em sua direção em uma velocidade inumana e segurou seus braços por trás, a boca de Jasper estava completamente suja de sangue e seus dentes estavam arreganhados para mim. Edward me encarava tão chocado que nem percebeu que o seu leão havia se levantado e corria em minha direção. Eu não pensei, apenas agi por puro instinto.
–ESTUPEFAÇA! –eu apontei a minha varinha para o leão que caiu desacordado no chão, logo após o jato vermelho que saiu de minha varinha atingi-lo em seu peito.
Eu estava sentada no chão, ainda com a varinha levantada. Os três me encaravam chocados com o que haviam acabado de ver. Edward pareceu acordar do choque e ergueu as mãos em sua frente.
–Bella. –ele falou com uma voz calculada.
–Edward. –eu disse seu nome com uma voz bem fraquinha.
–Leve Jasper. –disse Edward para Emmett que prontamente o obedeceu, Jasper não rosnava mais para mim, mas mesmo assim tentou se desviar dos braços de Emmett e de uma de suas mãos que tampavam seu nariz e boca. E eles se foram.
–Eu posso explicar. –dissemos Edward e eu juntos ao mesmo tempo.
Levantei-me de onde estava e fui até a minha vassoura erguendo-a do chão e verificando se havia algum arranhão em seu verniz, ela estava intacta, a apoiei contra árvore próxima a mim e encarei Edward que me olhava abismado.
–Eu não queria que você descobrisse assim. –eu disse com cautela.
–Nem eu. –ele disse e ficou me encarando por um longo tempo.
–O que foi? –perguntei.
–Você não vai sair correndo? –ele perguntou.
–Na verdade eu estou esperando que você faça isso. –seu olhar deslizou para a varinha que eu ainda tinha em mãos e então a guardei no cós da minha calça.
–O que você é? –ele perguntou se aproximando alguns passos de mim.
–Uma bruxa. –eu falei baixinho, mas ele pareceu ter ouvido. –E você é um vampiro. –eu disse e ele acentiu.
E então como um estalo algo se ascendeu em minha mente. Era tudo coincidência de mais. Edward e sua família eram vampiros, mortes inexplicáveis estavam acontecendo na cidade... Não, não podia ser.
–São vocês que estão matando todas aquelas pessoas? –perguntei com a voz carregada de tristeza, pois se fossem eles eu e meus amigos não teríamos escolha. Só havia algo a ser feito.
–O que? –disse ele assustado. –Não Bella, nós não somos assim! –ele disse.
–Então o que é? –eu perguntei mal acreditando no que ele disse.
–São os da nossa espécie, estamos tentando controlar a situação, mas esta fugindo de nosso controle. –disse ele, agora mais próximo de mim.
–Temos muito que conversar. –eu disse.
–Sim, temos. –ele concordou. –Você quer sair daqui e ir para um outro lugar? –disse ele apontando para os animais caídos no chão, atrás dele.
–Sim.
–Vem comigo. –disse ele tomando a dianteira para uma caminhada.
–Nós vamos andar? –perguntei e ele afirmou. –Eu posso ir muito mais rápido em minha vassoura e...
–Eu posso correr bem rápido. –disse ele. –Se você puder me seguir, claro. –era impressão minha ou ele foi um pouco presunçoso em suas palavras? Eu nunca, e quando digo nunca é nunca mesmo, recuso um desafio.
–Você vai ver que posso te acompanhar. –eu falei montando em minha vassoura e ele deu uma risadinha rouca.
Edward corria, muito, muito rápido, mas eu o acompanhava sem problema algum. Minha vassoura também era rápida. Logo Edward diminuiu o ritmo de sua corrida para o de uma caminhada e desci da vassoura acompanhando-o a alguns centímetros de distância. Eu queria ir até ele e pegar em sua mão, mas eu queria lhe dar espaço e a opção de me evitar.
–Chegamos. –ele disse apontando para uma clareira, ela era linda, colorida e cheia de vida. Parecia que havia magia naquele lugar, e eu conheço o suficiente sobre magia para poder afirmar que aquele local era mágico.
Edward sentou em estilo indiano no meio da clareira e deixei minha vassoura a poucos metros de mim e fui até ele sentando em sua frente.
–Então... Você é uma... Er... Bruxa? –ele perguntou.
–Sim.
–E como é isso? –ele perguntou.
–Longa história. –eu disse.
–Eu tenho tempo. –ele deu um sorrisinho de lado e eu suspirei pesado.
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