Notas iniciais
Oi pessoal, tudo bem?
Aqui está mais um capítulo bonitinho e completinho pra vocês c: e sem erros ortográficos, espero kkk
Agora vocês vão saber como Lyanna conheceu Joe :3
Boa leitura! ♥

– Tudo bem agora? — Maggie pergunta dando um último nó na faixa enrolada em meu ferimento. Em apenas uma hora ela conseguiu (com a ajuda de uma senhora, Carol) me tirar da cela e me dar um banho, ou pelo menos metade de um, para tirar todo o sangue seco do meu corpo; me emprestou um short curto de malha enquanto meu jeans seca vergonhosamente lá fora e acabou de fazer mais um curativo em minha perna.

– Tudo sim, obrigada... — Respondo com um breve e tímido sorriso.

– Ótimo... — Ela retribui — Lyanna, não é mesmo?

– Sim.

– Certo — Ela diz e ajeita brevemente a calça — O meu é Maggie.

– Eu sei — Forço um sorriso mais uma vez — Hã... Em relação ao garoto...

– Não se preocupe com ele — Ela me interrompe. Odeio quem faz isso...– O apocalipse o afetou de tal forma que você não iria acreditar... — E franze as sobrancelhas.

– Entendo, mas... — Falo e gesticulo ao mesmo tempo. Mania feia... – Não estou preocupada com ele — Não estou nem aí pra ele – Só quero saber uma coisa: Por que ele me empurrou? Sei que vocês não me conhecem e eu muito menos os conheço, mas eu não entendo o porquê dele ter feito isso.

– Ele só está confuso — Maggie o defende.

– Confuso? — Repito e a encaro com ironia — Esse galo — Aponto para o lombo imenso e roxo na minha cabeça — Não vai sair amanhã, nem depois e nem depois. — Falo com a intenção de obter risos, mas logo percebo que ela está falando sério.

– Ele é só uma criança — Maggie intensifica.

– Uma criança confusa — Digo ironicamente e dou graças a Deus por ela não ter percebido.

– É! Uma criança que passou por momentos horríveis.

– Todos nós passamos — Digo rigidamente — Momentos horríveis é o que não faltam em minha vida. E tenho certeza que na sua também — Dou uma pausa e perco totalmente a paciência — Faz mais sentido você colocar a culpa na puberdade — Encaro-a por alguns segundos e dou um longo suspiro — Vocês são todos iguais. Pensam que são os melhores só porque têm um ótimo abrigo, comida e armas a vontade... Não sei porque não cai na real antes.

– O que?! Para com isso! — Maggie praticamente grita — Somos melhores porque temos uns aos outros. Você não pode dar palpites. Você chegou aqui ontem quase morrendo e nós recebemos você, cuidamos de você, demos comida, água, roupas e cuidados médicos.

– Nossa, estou percebendo a grande hostilidade de vocês — Digo com raiva enquanto rodeio os olhos pela cela. Quando termino volto a encará-la e dou um breve e sarcástico sorriso.

– Você não passa de uma ingrata... — Maggie diz com uma linha rígida nos lábios.

– Não, ingrata não. Eu agradeço por tudo que fizeram por mim, sério mesmo — Digo em um tom alto demais — Serei eternamente grata por esta gentileza, mas se...

– Então aja como tal. — Ela responde baixinho, constrangendo-me, e logo sai da cela, trancando-me outra vez. Ingrata? Era só o que me faltava. E ainda me interrompeu de novo... Calma, Lyanna... Calma!

Fico boquiaberta com o que acabou de acontecer e começo a pensar nas palavras que saíram da minha boca. Depois de um tempo dou dois tapas leves em meu rosto — Por que eu disse isso? — E logo coloco as duas mãos na cabeça. Agora vão me mandar embora, que ótimo.

Esse é o meu problema, eu nunca penso antes de falar. Quando percebo já é tarde demais. Droga..., penso enquanto deito no colchão. Logo esqueço o que aconteceu. Macio..., esboço um sorriso de canto de boca. Trocaram-no e agora me sinto bem mais confor... — a medida que a frase vai se formulando em minha cabeça percebo o erro que acabei de cometer — tável...

– Meu Deus... Sou mesmo uma ingrata — Digo para mim mesma enquanto coloco as duas mãos no rosto. Logo um sentimento horrível toma conta de mim e sinto uma vontade imensa de chorar. Viro-me para a parede e logo sinto as lágrimas descerem horizontalmente para o colchão. Isso não pode estar acontecendo...

– É a vez da Lyanna agora! — Lúcia dizia entre risos, totalmente chapada, enquanto rolava a garrafa para mim. O cheiro de álcool e cigarro está insuportável aqui dentro. Já passava das 23hrs e eu ainda estava com esses idiotas que chamo de amigos. E ainda tinha gente desconhecido na roda, gente que eu nunca tinha visto na vida. Com certeza amigos do Kurt. Olho para o lado e arqueio as sobrancelhas para Bianca.

– Não vou entrar nessa, já disse — Respondo-a, recebendo a insistência de todos logo em seguida, até mesmo dos que não conhecia. Pelo visto todos sabiam o meu nome, mas eu não sabia o nome de ninguém. Dou mais uma tragada no meu cigarro e a encaro — Não, já disse que não. Está ficando tarde — Olho para o relógio — E não estou afim de ser assaltada outra vez no caminho pra casa — O pessoal ri. Já faz dois meses que me mudei. Estava cansada de sofrer à procura da minha mãe.

– Por favor, Ly — Kurt insistia — Todos aqui querendo dar um beijo na sua boca e você dando uma de difícil. — Todos riem outra vez, inclusive eu, com a loucura que ele acabou de falar. Tão lindo e tão canalha.

– Você é um idiota — Digo, ainda rindo.

– Ele não está mentindo — Um dos amigos de Kurt diz enquanto olha maliciosamente para mim. Foi o momento certo para o pessoal nos olhar com malícia e gargalhar. Coloco as duas mãos no rosto e rio mais uma vez. Logo em seguida paro para encara-lo. "Quem é essa perfeição?", penso totalmente encantada ao estuda-lo cautelosamente. "Que olhos perfeitos...". Seguramos o olhar até o maior idiota de todos nos interromper.

– Senti um clima — Kurt provoca enquanto pega a garrafa. Olho mais uma vez para o amigo dele e mais uma vez ele sorri para mim. Rio com aquilo e sinto minhas bochechas corarem. "Não basta passar vergonha, tem que passar vergonha com um cara maravilhosamente lindo".

– Você vai girar a garrafa ou não? — Lúcia me pergunta enquanto recebe alguma cantada do cara que está do seu lado. Ela ri com a mordida que recebe na orelha e de longe noto seus pelos eriçados.

– Ela vai! — Kurt diz, colocando a garrafa no meio da mesa.

– Você primeiro então — Digo, mudando minha posição no sofá — Afasta um pouco, Bia — Peço a Bianca, já que estava me sentindo um pouco desconfortável na posição que estava antes.

– Então você vai? — Kurt levanta os braços como se tivesse ganhado na loteria — Obrigado, meu Deus! — E olha para cima. Logo todos fazem a mesma coisa.

– Vou. E não é legal mencionar Deus numa hora dessas — Repreendo-o enquanto dou mais uma tragada. Uma longa e maravilhosa tragada.

– Também não é legal fumar, mas isso não está te impedindo — Ele diz, fazendo todos rirem. Rio também e me engasgo com a fumaça, fazendo-me rir ainda mais. Tusso várias vezes até sentir que minha garganta está normal de novo.

– Você está bem? — O amigo perfeito dele me pergunta. Olho para ele ainda sorrindo por causa do engasgo inesperado e afirmo com a cabeça.

– Gira logo, essa merda — Um outro amigo de Kurt grita.

– Já é — Kurt segura a garrafa e logo em seguida a gira. Todos ansiosos para saber quem vai beija-lo agora e as regras não mencionaram nada sobre menino beijar menino.

A garrafa já está parando e Kurt está com as duas mãos na cabeça. Rio com a cena e calculo quem provavelmente será o sortudo. Gargalho altíssimo segundos antes da garrafa parar. Logo em seguida é a vez dos outros.

– Vai ter que beijar agora — Escuto Lúcia falar entre risos.

É certeza. A garrafa aponta para Logan.

– Ok! — Kurt diz enquanto se levanta — Ok! Regras são regras — Olha brevemente para Logan como se estivesse tendo náuseas — E diferente de certas pessoas... — Desvia o olhar com ironia para mim — Eu sei jogar direito — Então todos riem.

– Idiota! — Digo alto e entre risos enquanto trago mais uma vez.

Logan está com uma cara pior que a de Kurt, mas nem por isso para de rir. Logo ele se levanta também e os dois ficam frente a frente, os dois com cara de que vão vomitar.

– Por favor, cara, não vomita na minha boca — Logan implora com ar de riso, fazendo-me rir intensamente.

Dou uma última e longa tragada — Isso vai ser divertido — Digo ironicamente enquanto coloco o resto do cigarro no cinzeiro.

Então quando menos esperamos os dois se aproximam e encostam os lábios, dando espaço para suas línguas logo em seguida. Escuto repetitivos "uou" juntos com risadas e isso me faz franzir as sobrancelhas.

Aproveito o momento para dar uma olhada na perfeição que me cantou há alguns minutos e tenho uma enorme surpresa ao vê-lo já olhando para mim. Rapidamente desvio o olhar e sinto um imenso rubor nas bochechas. Volto a rir da maneira mais desajeitada possível para disfarçar minha vergonha e então Logan e Kurt se afastam.

– Pensei que não iam acabar mais — Alguém diz, fazendo-me rir de verdade.

– Sem brincadeirinhas. O que aconteceu agora morre aqui, estão ouvindo? — Kurt aponta para alguém que com certeza eu não sei quem é — Agora... — Vira-se para mim — É sua vez, coisa linda!

– Isso aí, Ly — Lúcia grita. "Que retardada", penso enquanto centralizo a garrafa à mesa. Giro-a e logo percebo a tensão de todos. Todos ansiosos, principalmente os homens. Não entendo essa idiotice de querer me beijar.

Meus olhos estão colados na garrafa. Meu nervosismo aumenta a medida que ela vai parando... Até que ela finalmente pára e começo a escutar sucessivos gritinhos bestas, principalmente da voz enjoada da Lúcia. Olho para onde ela está apontando e passo brevemente as mãos no rosto — Fala sério — Digo entre risos totalmente nervosa ao ver que a garrafa está apontando para a perfeição que estava me encarando. Meu Deus...

– Falei que tinha rolado um clima — Kurt começa fazendo todos confirmarem — É o destino! Agora beijem!

Dou um sorriso de constrangimento — Eu não posso beija-lo.

– Por quê? — Todos, inclusive o cara perfeito que estava me olhando, dizem ao mesmo tempo.

Rio mais uma vez — Eu nem o conheço.

– Não seja por isso — O cara se levanta e vem em minha direção com aquele corpo totalmente... sexy, fazendo o pessoal voltar com os gritinhos bestas e pior: fazendo meu coração acelerar — Bianca, por favor — Ele pede para ela se levantar.

– Ela é toda sua — Bianca fala e a encaro com um ar de riso enquanto ela se levanta. Ele se senta ao meu lado, fazendo-me derreter por dentro, e estende a mão — Joe — Ele sorri — Joe Lincoln.

Sorrio de volta — Lincoln? Tipo Abraham Lincoln? — Pergunto, fazendo ele e o resto do grupo lerdo-idiota-chapado rirem.

– É... Tipo isso — Ele responde com aquele sorriso maravilhoso e pego em sua mão, que pelo visto é enorme — Pode me chamar de Lyanna.

– Lyanna... — Ele sussurra enquanto coloca uma mecha de cabelo atrás da minha orelha.

– Qual é... Vocês vão ficar aí no romancezinho ou vão beijar logo? — Kurt diz, fazendo-me rir outra vez. Nunca ri tanto em minha vida.

Levanto o rosto e sorrio maliciosamente para Joe. Ao contrário disso ele está sorrindo meigamente para mim e isso me faz se sentir uma boba. Logo ele se aproxima, sem eu perceber, e sela nossos lábios, fazendo meu coração se destroçar. Dou passagem para sua língua e quando menos percebo estou beijando-o rigorosamente. Suas mãos estão bem próximas do meu quadril e consigo ouvir Kurt e o restante dos bêbados gritando, mas ignoro. Nada me tiraria daqui agora. Então simplesmente envolvi meus braços em seu pescoço e continuei com o melhor beijo da minha vida, na melhor noite de todas...

Acordo sorrindo... Passo brevemente as mãos em meus olhos e vejo que o dia ainda não amanheceu. Penso em meu sonho e volto a sorrir. Então novamente choro, lembrando-me de cada detalhe daquela noite, de cada beijo que dei em Joe... Passo dois dos meus dedos em minha boca. Ah, como eu o queria aqui..., penso enquanto choro intensamente, ele saberia o que fazer...

Notas finais
O que acharam? COMENTEM ♥
Vocês também leitores fantasmas :c também são importantes, deixem suas opiniões sobre o capítulo :c ♥