Até que o Apocalipse nos Separe
12 Auge da felicidade
Notas iniciais
Primeiro e principal, NÃO TENHO TEMPO (vou apresentar uma peça no final desse mês e tenho me dedicado inteiramente aos ensaios); segundo, falta de criatividade :c;terceiro, só três leitores comentaram o capítulo passado; e quarto, tive mais de 10 provas semana passada e terei mais 10 semana que vem.
Pois é, a artilharia tá pesada g.g Mas ainda assim encontrei tempo para escrever o capítulo :/
Espero que gostem.
ESSE CAPÍTULO É MUITO FOFO *0*
Boa leitura!
Já faz uma semana que convivo com meu novo grupo e não falo com Daryl desde o nosso... desentendimento. Ele também não procurou conversar comigo. Acho que compreende todo esse surto de trágicas novidades em minha cabeça. Só nos aproximamos nas refeições, mas nem para isso sinto-me animada. Escondo-me para comer, angustio-me ao ouvir sua voz e acima de tudo, entristeço-me, só em saber que ele está sentindo o mesmo.
- Alô, Terra chamando Lyanna! — Vejo as mãos de Carl passando em frente ao meu rosto. Pisco apressadamente ao lembrar que estava conversando com ele.
- Oi... Desculpa — Digo enquanto passo as mãos nos olhos. Estamos esperando Rick, Michonne e Daryl voltarem com comida. O estoque está acabando e passaremos fome em algumas semanas se continuarem a voltar de mãos vazias.
- Você está bem? — Carl pergunta — Estávamos falando sobre os zumbis e do nada você começou a olhar para o chão com a boca aberta como se fosse uma doida.
Rio enquanto passo a mão na testa. É incrível como me aproximei desse cão em forma de gente nesses últimos dias. Aliás, como me aproximei de todos. Acertei-me com Maggie, com Rick e com todo o restante que me odiou inicialmente. Procurei interagir com todos eles enquanto não perdia meu tempo pensando em Daryl. Mas com Carl... Esse foi o principal. Posso chamá-lo de melhor amigo, praticamente. Seu surto psicológico com certeza foi uma porta para nossa amizade.
- Estava pensando — O sol já está começando a se pôr e de imediato acho a cena extraordinariamente linda. Deito-me no gramado e coloco as duas mãos na nuca. Carl faz o mesmo.
- Pensando em que?
- Se te contasse teria que te matar — Respondo-o e logo escuto uma risada mínima e abafada.
- Não se eu te matasse primeiro.
Rio mais uma vez — Pouco provável — E finalmente escuto um carro se aproximar. Sento-me rapidamente e logo vejo Beth correr para o portão da cerca, abrindo-o logo em seguida. Então eles entram e tiram um cervo enorme do porta-malas e isso, imediatamente, me provoca um imenso alívio. Imagina que tenso seria ter dezenas de pessoas com fome, só com mato e carne humana ao dispor.
Olho para o lado e já não vejo mais Carl. O garoto já está na metade do caminho, indo em direção ao pai. Até penso em ir também, mas a presença de certa pessoa com certeza iria acabar com minha sensação de alívio.
Deito-me outra vez, volto a encarar o sol que está prestes a adormecer, suspiro e sorrio ao ver que tudo está indo bem, que minha vida finalmente está se encaixando e que nunca mais terei tão imensa sorte. Fecho os olhos e finalmente, depois de dias, consigo esquecer meus problemas, mesmo que seja por míseros segundos. Uma brisa forte faz minha franja dançar sobre meu rosto e de imediato sinto cócegas. Tudo está perfeito, mais que perfeito, nada mais falta. Até que escuto a risada exagerada de Carol, que com certeza foi proposital, e toda a minha vida inteira de problemas vem à tona. Que ótimo... Fui feliz por meio minuto.
Abro os olhos e discretamente olho para o lado. Vejo Carol toda feliz, dando pulinhos chatos e forçados de alegria, enquanto tenta sucessivas vezes abraçar Daryl. Ele continua sério, como assim pareceu toda a semana, e apenas a ignora, afastando-a sempre que ela aparenta passar dos limites.
Suspiro mais uma vez e volto a encarar o sol, fechando os olhos logo em seguida. Então franzo as sobrancelhas e sinto uma leve pontada no peito. Maldita hora que virei o rosto.
É inacreditável como ainda não fui acertar minhas contas com Carol. A semana inteira ela se jogou várias vezes em cima de Daryl e todas elas foram na minha frente. Não só eu, como todo o restante do grupo achou estranho suas "cantadas" vulgarmente explícitas, que antes não passavam de indiretas modestas. Até mesmo o cara tão assediado pediu para ela parar, mas foi como se tivesse entrado pelo ouvido esquerdo e saído pelo direito. Isso é uma idiotice. Tudo que eu mais queria agora era que ela parasse com isso, que parasse de ser tão idiota e baixa a ponto de fazer tal coisa em pleno apocalipse. Que eu o quero é verdade, mas se for para ser assim prefiro não ter ninguém.
Finalmente as risadas toscas de Carol param e então sinto-me aliviada. Alguns minutos depois sinto alguém se aproximar e logo penso que é Carl voltando com alguma coisa sanguinária para contar. Ele vem silenciosamente, fica em pé ao meu lado e então sinto seus olhos colados em mim. Sorrio.
- O que foi? — Pergunto sorridente.
- Preciso conversar com você — Abro os olhos e sento-me rapidamente. Daryl?! — Lyanna... — Ele começa e então estende o braço para me ajudar a levantar. Receio um pouco, mas logo lhe dou a mão, levantando-me logo em seguida. Meu coração está mais acelerado do que o normal e definitivamente não sei o que fazer, não sei o que dizer. Ele me encara com certa timidez e noto que está tentando encontrar as palavras certas — Eu... eu passei o dia inteiro querendo falar com você — Suspira — Na verdade, quero falar contigo desde... você sabe... — E desvia o olhar para o gramado, voltando a me encarar alguns segundos depois. Não amolece agora, Lyanna — A questão é que... — Ele passa brevemente as mãos pelos cabelos, totalmente nervoso. Não mais do que, mas com certeza está nervoso — A cada dia eu... me apaixono mais por você e está começando a ficar inevitável não te olhar — Ai, meu Deus. O que estou sentindo é indescritível. Começo a sorrir discretamente enquanto ele desenrola o que tem para falar — Eu sei que o que aconteceu foi totalmente errado, peço perdão por aquilo, mas... já deixei claro que não era o que eu queria... Que a única pessoa que eu queria beijar era você.
- Você me magoou... — Digo, chateando-me com a última coisa que disse.
- Você também me magoou... — Ele responde meio decepcionado — Mas estou tentando esquecer isso, porque estou totalmente apaixonado por você, porque... porque só tenho olhos pra você, porque não quero ninguém mais no mundo, Lyanna. — Involuntariamente um sorriso se forma em meu rosto e isso foi o necessário para ele entender tudo que está passando em minha cabeça.
Logo ele sorri também da maneira mais meiga e apaixonante possível, e pega minha mão esquerda, deixando-me totalmente vulnerável aos seus encantos. Ele me puxa pelo braço, mas dessa vez não recuo. Abraço-o fortemente enquanto transbordo de felicidade, feliz por ter um problema a menos, e mais feliz ainda por conseguir o que queria. Por nós dois conseguirmos.
Meus braços enroscaram seu pescoço e os seus minha cintura, deixando-nos totalmente colados. Meu coração está mais acelerado do que nunca e chego a conclusão de que não me sentia feliz assim há tempos. Então, depois de um longo minuto, ele finalmente me solta e me encara, e vagarosamente passa a mão sobre meu rosto. Sinto que está tão feliz quanto eu. E para nos deixar mais felizes ainda, para satisfazer a vontade que tenho há dias, ele me beija. De início não passou de um simples e longo selinho, mas logo dei passagem para sua língua e mais uma vez enrosquei meus braços em seu pescoço. Suas mãos dessa vez estão em meu quadril. Logo me dou conta de que nunca me senti tão feliz em minha vida, como estou me sentindo agora beijando um cara que conheci há pouco mais de uma semana em pleno fim do mundo.
Notas finais
Não me decepcionem, comentem ♥ :c
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