Até que o Apocalipse nos Separe
13 Entusiasmo até demais
Notas iniciais
MAS PELO MENOS ESTOU POSTANDO, E TWD VOLTOU, NÃO FOI? ♥
Espero que gostem do capítulo.
Tipo, espero que gostem meeeeeesmo, porque EU gostei.
Ah, além disso, o capítulo é meio curtinho. Perdão por isso.
Tentarei expandir minhas palavras no próximo, já que ele é bem mais... excitante, kkk.
Irão entender.
Enfim, boa leitura!
E perdão mais uma vez se encontrarem algum erro ortográfico.
♥
Depois de um longo minuto finalmente afasto nossos lábios, praticamente sem ar. Daryl suspira e é inevitável não sorrir. Ele sela nossos lábios mais uma vez e logo em seguida aproxima sua boca à minha orelha esquerda, fazendo-me ter estranhas sensações equivocadas — Eu poderia ficar aqui por horas e horas, e horas... — Ele sussurra em tom malicioso. Como não ser feliz com um homem desses, Deus?
Dou um breve beijo em seu maxilar e depois o afasto — Não pense que está perdoado, OK? — Ironizo enquanto lhe dou as costas.
Ele ri e logo se aproxima, abraçando-me por trás — Isso nem passou pela minha cabeça — O ar quente que sai de sua boca faz meus pelos eriçarem e logo sinto-me obrigada a selar nossos lábios outra vez.
Leu meus pensamentos, penso enquanto Daryl começa com sucessivos beijos em meu pescoço, seguindo-os à minha boca logo que viro o rosto. Então beijo-o calorosamente, ainda de costas, enquanto levanto meu braço para acariciar sua nuca. Sua mão direita está em meu quadril e a esquerda pondera minha barriga, deslizando pra cá e pra lá seus dedinhos bobos. Nossos corpos estão colados.
E então, por um breve momento, um brevíssimo e inesperado momento, sua mão esquerda adentra minha camiseta e toca um dos meus seios. Tenho um susto. Afasto-me rapidamente e coloco uma das mãos no peito, sentindo as batidas histéricas do meu coração.
- Desculpa! — Daryl diz drasticamente, com um verdadeiro susto e arrependimento na voz. Respiro fundo e tento recapitular o que acabou de acontecer — Desculpa, sério, eu... — Ele gagueja.
- Tudo bem — Digo enquanto coloco as mãos nos quadris, tentando parecer menos desequilibrada. Qual o meu problema?
- Lyanna, meu Deus... — Ele continua, extremamente nervoso. Logo percebo que ele não faz algo assim há tanto tempo quanto eu.
Aproximo-me e logo enrosco meus braços nos seus — Tudo bem — Então deito a cabeça em seu ombro. Ele retribui o abraço e noto que de longe conseguiria sentir as fortes batidas em seu peito, tão perceptíveis quanto as minhas — Eu só não estava... esperando por isso.
Ele suspira — Desculpa...
- Já é a terceira vez que digo que está tudo bem — Repreendo-o e logo sinto seu breve sorriso. Seus braços apertam-me com mais força.
- Foi involuntário. Não sei o que queria... — Ele tenta se desculpar mais uma vez.
- Eu sei — Ironizo com ênfase, fazendo-o gargalhar brevemente. Não aguento e começo a rir também. Passamos mais uns minutos abraçados e só então percebo que já escureceu.
Daryl também percebe — Acho melhor entrarmos — Ele diz, afastando-se de mim, mas não o bastante para soltar minha cintura.
- Você acha? — Ironizo mais uma vez, afastando-o por completo e começando a caminhar logo em seguida.
- Você está muito engraçada hoje, Srta. Stark — Daryl retribui a ironia enquanto acelera o passo para me acompanhar. Rio com suas palavras e então sinto um prazeroso calafrio quando ele pega em minha mão e entrelaça nossos dedos.
Então caminhamos juntos, agarradinhos. Juro que percebi que Daryl começou a retardar os passos de propósito, só para demorarmos a chegar.
Faltando não mais que dois minutos para chegarmos ao nosso destino um pensamento veio em minha cabeça — Hey... — Chamo a atenção de Daryl enquanto paro a caminhada — O pessoal já sabe sobre... sabe... sobre nós? — Tento formular a pergunta de uma forma menos constrangedora.
Daryl arqueia as sobrancelhas, apertando minha mão com mais força — Sinceramente, eu não sei — Ele pára para pensar uns segundos — Mas não me surpreenderia se desconfiassem de algo — E me puxa para voltarmos a caminhar.
Paro novamente — Por quê? — Pergunto, confusa.
Ele ri breve e timidamente e parece pensar se deve ou não me dizer — Essa semana só tive olhos pra você. Rick me pegou 3 vezes te olhando profundamente. Fora o restante do grupo. — Esclarece e logo sinto uma vontade imensa de agarrá-lo ali mesmo; jogá-lo contra a parede e finalizar tudo com uma noitada de amor. Mas ao invés disso solto uma gargalhada, deixando-o mais desconfortável ainda. Quando menos percebo ele está me encarando com uma expressão impaciente, o que me deixou com mais vontade ainda de rir.
Ok, ele ainda não sabe que rio em momentos de timidez.
Logo aperto de leve suas bochechas para vê-lo esboçando um sorriso e consegui. Ele não se conteve e riu também — Por que riu, porra? Estava começando uma declaração — Ele diz num tom irônico, fazendo-me rir ainda mais. Então aos poucos os risos foram sumindo e dando lugar para suspiros tranquilizadores. Desviei o olhar para os meus pés.
- As vezes... — Começo — Quando não sei o que dizer, rio... Geralmente... — Espero ele falar algo, mas logo somos tomados pelo silêncio — Pois é... — Me perco nas palavras e já estava pronta para receber um seção de gargalhadas do Daryl. Mas ao contrário do que eu estava pensando, ele simplesmente pega em meu queixo e ergue o meu rosto, dando-me um delicado beijo logo em seguida.
Foi como se milhares de borboletas estivessem querendo fugir do meu estômago. Agora eu tinha certeza de que um sentimento assim nunca tinha vindo à tona em minha vida.
Empurrei-o delicadamente para o canto da parede, fazendo-o apertar ainda mais minha cintura. Logo o beijo delicado cedeu passagem para a selvageria, e então, para minha surpresa (e com certeza para dele), me peguei desabotoando o único botão de sua calça. Ele parou de me beijar por uns instantes e apenas continuou com a testa colada na minha. Estava escuro, mas tinha certeza de que ele estava procurando os meus olhos. Sua respiração estava ofegante, assim como a minha, e eu tinha certeza de que estávamos pensando na mesma coisa: sexo.
Esperei alguma reação de sua parte, mas ele permaneceu imóvel, como se esperasse outra iniciativa. Não pude me mover. O fato de eu já ter feito aquilo era demais. Então fiquei dividida. Vai ou não vai? Vai ou não vai?, repeti várias vezes em minha cabeça, odiando minha indecisão. Beijei-o mais uma vez, talvez na tentativa disso influenciar minha decisão, mas não influenciou. Mas felizmente minha atitude pareceu encorajá-lo e fui surpreendida com um sussurro bem próximo ao meu ouvido.
- Aqui é arriscado... — Imediatamente uma pontada de decepção e uma energia excitante subiu em meu corpo e mais uma vez o beijei, sendo dispostamente retribuída — Mas... — Ele continuou — Se ainda quiser até lá... — Percebi que se referia aos dormitórios — Estarei te esperando no meu quarto — Seu sussurro causou arrepios em minha pele e logo abotoei o botão de sua calça, beijando-o mais uma vez logo em seguida.
Afastai-me, voltando ao local iluminado de antes e então o puxei vagarosamente, sendo beijada mais uma vez assim que nossos corpos se colaram. Não podia acreditar no que estava acontecendo. Ou melhor, no que vai acontecer.
Notas finais
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