Até Parecem Idiotas

14 Eu e você. Nós?


Notas iniciais
Olá, flores!
Eu sei que demorei muito mas tenho a mais perfeita das desculpas: ESTAVA SEM INTERNET! - Então tenham compaixão dessa pobre alma e não briguem comigo =/
Esse capítulo esta "para pegar diabetes" mas era preciso um pouco mais de Beward, né kk Espero que gostem o/

Não sei quanto tempo ficamos abraçados debaixo da soleira da minha porta. Minha cabeça rodava com seu cheiro inebriante, e eu me sentia tão aquecida e protegida ali. Havia um calorzinho dentro de mim que me impedia de me mover um milímetro sequer. Era tão gostoso. Eu acabei de descobrir que tenho um lugar preferido no mundo, e ele é o abraço de Edward Cullen.

Não deixei a preocupação ou todas as malditas duvidas me invadirem. Toda vez que um pensamento de “QUE PORRA VOCÊ ACHA QUE ESTA FAZENDO” chegava, eu logo respira fundo para não ficar histérica, e funcionava: eu aspirava seu perfume e logo tudo voltava a se resumir a ele.

Na verdade só me dei conta que o dia estava passando quando escutei um barulho e pensei ser a viatura do meu pai; não era, mas aquilo me preocupou. Com toda certeza a ultima coisa que eu queria era ser encontrada por Charlie na porta de casa abraçada a um Cullen que não fosse Emmett. Ele faria perguntas que eu estava me esforçando para não encarar agora.

- Charlie já vai chegar. – Disse me sentindo deprimida por quebrar aquele momento perfeito.

O soltei do abraço com um muxoxo, mas, para meu deleite, ele segurou a minha mão.

- Vamos a minha casa. – ele parecia tão contrario quanto eu a acabar com nosso momento.

Assenti.

- Só preciso avisar ao Emmett...

- Não precisa não! – o tapado do meu amigo riu atrás de mim, me fazendo pular.

- Desde que horas você estava ai? – perguntei constrangida.

- O tempo todo. – sorriu divertido. – Cara, achei que vocês nunca mais iam se largar.

Revirei os olhos e antes que ele pudesse curtir com a minha cara e com a do irmão, puxei Edward para fora da minha casa e fechei a porta. Mas não antes de escutar a gargalhada do grandão. Idiota...

Novamente o ruivo abriu a porta do carro para mim. O observei dando a volta para vir para o lado do motorista. DEUS! Edward Cullen era tão lindo!... Era tudo tão absurdo... Não, sem pensar nisso agora, não agora, você prometeu Bella, não estrague o momento perfeito.

- Você esta com frio? – Perguntou já ligando o aquecedor do carro. Até ele falar, eu não tinha percebido que estava tremendo... E não achava que fosse de frio, mas ele não precisava saber disso.

- Obrigada. – Agradeci.

Ele sorriu torto – o que no presente era uma grande injustiça.

- Esta preocupada? – indagou de repente, me analisando.

- Como?

- Esta mordendo os lábios. Você faz isso quando algo esta te afligindo.

Levantei a sobrancelha esquerda em uma pergunta muda.

Ele riu caloroso. – A observo muito Bella. Como eu disse, sempre fui apaixonado por você.

-Oh – fiquei surpresa com a sua confissão. E comovida por ele repetir novamente que sempre foi apaixonado por mim... Acho que me sentiria eternamente assim sobre isso.

Um pequeno sorriso tímido cresceu nos meus lábios.

- Mas estou curioso; o que passa por essa cabecinha que a deixa preocupada?

Refleti por um momento.

Ainda não sentia que podia abrir meus pensamentos loucos, conturbados e confusos para ele. Então para não ser tentada por aquele poder de hipnose que ele parecia ter sobre mim, virei para frente para não ter que encarar seus traços perfeitamente desenhados.

- Muitas coisas. – disse apenas.

- Muitas coisas?

Dei de ombros fazendo pouco caso.

Havia uma tensão no carro dualizada: ao mesmo tempo em que me comprimia no banco de couro, me impulsava para tocar Edward.

Cruzei os braços sobre meu peito com o aperto necessário para não fazer nenhuma besteira.

- Você não confia em mim, não é? – indagou, e pude detectar um tom de tristeza na sua voz que me deu vontade de me chutar.

- Não é isso. – Apressei-me em negar.

- Não é? – devolveu descrente.

Respirei fundo, antes de olha-lo. E lá estava eu, hipnotizada pelos olhos verdes dele, coagida a contar qualquer coisa. – Talvez seja. – sussurrei.

Ele sorriu, mesmo sem nenhum humor. – Bella, não se torture. Eu entendo que não confie em mim... É minha culpa, e se eu fico chateado é comigo mesmo, não com você. Nunca com você. Como eu poderia ficar?

Um calor aconchegante crescia dentro de mim sempre que ele falava ou dava a entender sobre seus sentimentos.

- Mas eu não quero que fique chateado. – murmurei.

- Não se preocupe. – Ele novamente voltou a sorrir.

Sua mão procurou a minha, mas eu ainda estava de braços cruzados, e quando ele não a achou, deslizou os dedos sobre minha perna e apertou minha coxa.

Eu fiquei séria. Não esperava aquele toque intimo dele e fiquei surpresa, e em parte precisei me esforçar mais ainda para não agarra-lo. – Mas Edward entendeu errado minha expressão, e com um pedido de desculpas retirou a mão.

Eu queria explicar, mas achei que se abrisse a boca a única coisa que conseguiria era envergonhar a mim mesma.

Logo ele estacionava no pátio da mansão Cullen, e sem muita coragem eu desci do carro. Era estranho entrar aqui sem que o motivo fosse Emmett.

- Vamos? – Edward me chamou. Nós dois estávamos constrangidos. Afirmei e segui ao seu lado pelo jardim em direção a casa.

- Não se preocupe. Você é de casa. – riu um pouco tentando aliviar o clima.

Eu sorri para ele sentindo meu estomago revirar.

Era engraçado: eu era mesmo de casa, mas isso quando se tratava da casa do Emmett. Da casa do Edward eu era uma estranha, mesmo que eles morassem sob o mesmo teto.

Ele abriu a porta e para meu desespero chamou pelos pais. O que ele tinha contra passar despercebido? Ok, seria falta de educação... Pelo menos nesse caso seria. Eu estava acostumada a Emm não me anunciar e sim me empurrar para seu quarto ou para a cozinha.

Carlisle respondeu da sala e segui atrás de Edward até lá.

- Edward, que bom que chegou, filho. Você saiu daqui tão estanho que estávamos preocupados... – Esme que começou a falar assim que pôs os olhos na sua prole, parou confusa quando me viu encolhida atrás do ruivo.

- Bella?

- Oi, tia Esme. – cumprimentei tímida. – Tio Carlisle, Alice. – Saudei os outros dois também, que diferente da matriarca, olhavam curiosos desde que entrei pela sala.

- Boa noite, Bell’s. – Carlisle desejou com o cenho franzido, em parte porque a filha tinha um sorriso enorme no rosto olhando para nós dois.

- Oh, querida. Desculpe-me, não te vi. Esse garotão aqui me deixou apreensiva. Você devia ter visto o jeito que ele saiu daqui, parecia que estava indo salvar a própria vida...

- Mãe. – Edward gemeu, constrangido.

- Que foi? – ela perguntou inocente, fazendo o filho revirar os olhos. – Tudo bem, mas depois vou querer saber onde você estava, Edward Cullen.

E então se virou para mim.

- Emmett ainda não chegou, querida. Achei que estava com você... Mas sente-se aqui e assista com a gente enquanto ele não chega.

- Emm esta lá em casa... – Comecei para não deixa-la preocupada com o outro filho também. Com certeza ficaria imaginando onde ele poderia estar. Mas Edward me interrompeu antes que eu pudesse explicar.

- Ela veio comigo, mãe.

Carlisle e Esme escancararam a boca, sem nenhuma preocupação de esconder a surpresa.

- Você trouxe a Bella para esperar o Emmett, é isso? – Carlisle perguntou, tentando entender.

Edward balançou a cabeça impaciente. – Não, ela veio como MINHA convidada. – frisou a palavra para não deixar duvidas.

Os dois se olharam e voltaram a nos olhar.

- Eu AMEI suas pantufas! – Alice gritou, chamando atenção para ela.

Eu gelei. MALDIÇÃO!

Todos olharam para meus pés intrigados com as pantufas espantosas de joaninhas.

- Ganhei do Emm. – disse envergonhada e achei que aquilo explicaria tudo.

- Sério? Ele vai ter que me dar uma igual também! Eu adorei! – ela falava rápido. – Agora acho que vocês dois disseram que iam para o quarto do Ed conversar, não é? Ah, não disseram? E DAI? Vão logo!

Edward começou a rir da loucura da irmã e mais do que rápido me puxou em direção as escadas enquanto eu ainda tentava entender o que ela tinha dito. Já Esme e Carlisle não conseguiam dizer nada ainda, mas escutei um “O QUÊ?” alto deles para a caçula quando já estávamos na porta do quarto.

- Pode entrar. – Edward falou mais alto tentando abafar a voz dos pais.

Eu obedeci. Ele foi até a cama e se sentou, ficou olhando para mim deslocada no meio quarto sem saber o que fazer.

Revirando os olhos ele levantou de novo, veio na minha direção e me puxou para sentar com ele na cama. Mas mesmo assim eu estava sem muita reação.

- Você esta tão tensa. – me analisou. – Me dá a sua mão. – A pegou do meu colo.

Suspirei quando senti seus dedos massageando a palma da minha mão, tentando me deixar relaxar. Ou simplesmente sorri porque a verdade é que eu vibrava sempre que ele me tocava.

Passaram alguns minutos até que um de nós falasse algo, e fiquei feliz por ter sido ele. – Acho que você vai demorar um pouco para se acostumar com a ideia. – sorriu para mim.

- Um pouco. – concordei também sorrindo.

- Mas acha que podemos ao menos conversar? – perguntou divertido.

- Conversar é bom. – ri.

Ele piscou, e eu precisei controlar um suspiro apaixonado. Patética, eu sei!

Comecei antes que ele o fizesse. – Você disse que sabe coisas sobre mim. Então é justo que eu saiba sobre você.

- É justo, mas eu não concordo. – negou. – Tenho certeza que há muitas coisas que eu ainda não sei sobre você e que me deixam curioso.

- Não há muito para saber sobre mim. – repliquei. – Minha vida não é nenhuma aventura, sou completamente entediante – brinquei.

Ele balançou a cabeça e com a outra mão segurou o meu rosto.

- Bella, mesmo que você possa não acreditar, sua vida é a parte mais interessante da minha vida. Não existe a possibilidade de você ser entediante para mim porque tudo sobre você me interessa.

Eu engoli seco. Tinha a sensação de ter perdido a voz.

Era possível que ele fosse tão apaixonado como dizia ser? Era possível que sonhos se tornassem real para uma simples garota como eu?

Parecendo adivinhar minha linha de pensamento, Edward resolveu provar que sim, era possível.

Ele se aproximou lentamente mirando os meus lábios, gesto que eu imitei. Segurei a respiração quando nossos lábios se tocaram, para soltar em um longo suspiro quando senti sua língua. Foi diferente do outro beijo, aquele foi afoito, quase desesperado, esse foi doce, calmo, e terno. Diferente, mas tão extraordinário quanto.

Separamo-nos com três selinhos e um beijo delicado na testa que ele me deu. Sorri radiante. Estava com medo de não caber tanta felicidade em mim. Eu me sentia tão... No paraíso. E ficava mais ainda quando via seu sorriso que parecia mostrar que ele estava igual a mim.

Segurou minha mão entre a sua.

Ficamos algum tempo parados, apenas nos olhando. Eu tentava decorar cada pequeno traço já decorado do seu rosto, mas agora com a sensação do toque. Com a liberdade de poder senti-lo e a alegria dele aprovar cada gesto meu.

- E agora? – ele perguntou, e mesmo que fosse abrangente eu entendi o que ele quis dizer.

- Não sei. – e não sabia mesmo. Estava até agora me forçando a não pensar nisso, como iria saber?

- Mas eu sei. – disse firme. – Por mais que eu queira recuperar todo o tempo estupidamente perdido, acho que você não esta pronta para isso. Você é uma garota de princípios, Bella, e eu amo isso em você, e sei que não vai confiar em mim de uma hora para a outra. Já é muito que me aceite e eu me sinto um puto de um sortudo por isso. – acariciou meu rosto. – Então não me importo de seguir seu tempo. Não me importo nem um pouco. Eu sei que preciso, e vou, ganhar sua confiança.

Eu fiquei abobalhada com suas palavras e quando vi já estava em seus braços de novo.

Uma batidinha na porta nos fez separar. Com o rosto vermelho e a respiração irregular, Edward, parecendo frustrado, esperou um pouco antes de falar “entre”.

Alice, sorridente, colocou a cabeça dentro do quarto.

- Bella, seu pai esta aqui. – Alice anunciou.

- Charlie? – Preocupada eu levantei e fui atrás dela, com Edward atrás de nós.

- Não se desespere – a caçula dos Cullen riu. – Ele veio trazer o Emm.

- Hey, Bell’s. – Emmett sorriu malicioso assim que me viu. Eu fingi não perceber seu tom.

- Filha, vim trazer o Emm. – Ele se explicou. Eu levantei a sobrancelha. Claro, trazer o Emm. HUMPF! Eu tinha certeza que meu amigo devia ter contado algo e Charlie quis vir ver com os próprios olhos.

- Como eu fui embora da escola com você, e estava sem carro, o velho aqui me trouxe em casa. – O grandão tentou se defender, ele sabia que eu sabia. Cerrei os olhos para ele, que desviou de mim com medo e se voltou para Alice – A proposito, preciso de carona amanhã cedo.

- Senhor Swan. – Edward até então parado atrás de mim estendeu a mão para meu pai que aceitou o analisando.

Temi que o chefe pudesse soltar algum comentário constrangedor, então fiz a coisa mais sábia possível. – Acho melhor irmos.

- Tão cedo? – Esme fez um muxoxo. – Acho que devíamos comemorar!

- Comemorar? – Perguntei sem entender.

Carlisle lançou um olhar repreendedor para ela que ficou vermelha. – Comemorar? Comemorar o que né? – riu esganiçada. — Besteira minha, querida – E então se aproximou de mim e tomou minhas mãos entre as suas. Seus olhos brilhavam enquanto falava comigo. – Você sabe que é sempre bem vinda nessa casa não é, Bella? Então venha sempre que quiser. Você é da família, meu anjo.

Eu assenti mesmo confusa. – Obrigada, tia Esme...

- Ótimo, mãe. – Emm se intrometeu. – Você já conseguiu assustar a Bella.

- Então vamos? – Charlie chamou.

- Boa noite. – acenei de longe para Edward, constrangida para me aproximar porque parecia que todos os presentes olhavam para nós dois.

Ele sorriu, mas foi mais corajoso que eu e encurtou o espaço para um selinho, que por mais singelo que fosse me fez ir ao céu... E me deixou vermelha como um pimentão, principalmente por meu pai estar ali.

A despedida pareceu ser mais calorosa hoje, e demorou um pouco até que pudéssemos estar na viatura.

- Quer conversar sobre isso? – Meu velho pai perguntou quando virou a esquina da rua dos Cullen.

- Não. – Eu ri, tentando esconder meu constrangimento.

- Certeza? Porque eu não sei muito como lidar com a situação, é verdade, mas posso tentar...

- Pai? – O chamei. Ele se virou para mim, fui até ele e dei um inesperado beijo na sua bochecha. Ele ficou vermelho e pigarreou, mas por fim sorriu.

- Alguém esta feliz hoje. – comentou fingindo estar concentrado na direção.

Eu ri.

- Muito feliz.

Encostei a cabeça no vidro.

Eu tenho duas opções: Achar que é tudo armação e perder a chance de viver um sonho imaginável ou aceitar que coisas boas podem acontecer até para mim e ser feliz. Qual vou escolher? Uma dica: Não sou idiota.

Notas finais
E então, gostaram?
Espero do fundo do meu coração que sim *-*
A internet voltou a vida agora e então eu corri postar, não deu tempo nem de respirar direito - ou mandar para a Dé ver se ficou bom kk
AGORA AGRADECIMENTOS: mais de 200 comentários? ME SINTO AMADA *-----*
Ai a linda da VIC JOY já tinha feito essa lindeza de perfeição de amor eterno e pirulante de capa - OBRIGADA VIC LINDA - e entro e ainda tem uma recomendação DIVINA dela? AMEI 2X ESSA PESSOA! kk OBRIGADA GATA!
Ah e ainda teve mais um recomendação da LAURA MOREIRA GALVÃO, uma diva absoluta que pelo que vi chegou agora e comentou em todos os capítulos - tem como não amar? MUITO OBRIGADA, FLOR!!! - prometo que vou responder todos os seus comentários kk
Ah, e mais um obrigada para vocês, suas lindezas absolutas que eu amo muito e que me fazem feliz a cada capítulo *-*
Beeeijos!