Até Parecem Idiotas
15 Consequências.
Notas iniciais
ESPERO QUE GOSTEM, mas por favor, não deixem de comentar... Preciso muito saber a opinião de vocês!
- Bella? – Charlie bateu na porta do meu quarto. Dei um pulo em meio a minha paranoia mental. Como não respondi ele a abriu e colocou a cabeça para dentro. – Você esta atrasada para a escola... — Meu pobre pai me olhou assustado. – Filha? Você esta bem?
Eu balancei a cabeça e me escondi debaixo da coberta. MALDIÇÃO! DEIXEM-ME TER UM ATAQUE DE PÂNICO EM PAZ!
Agora que a adrenalina tinha passado eu me dava conta de como aquilo era loucura! Absurdo! Incompreensível. Não, pior: INIMAGINÁVEL!
Oh, DROGA, DROGA, DROGA! Ontem ao menos foi real? Eu tipo, beijei o Cullen idiota mesmo? E todas aquelas coisas... Tânia deveria estar querendo meu couro!
Escutei os passos do meu pai vindo até minha cama e depois seu peso afundando o colchão.
Ele puxou a coberta para baixo destampando meu rosto.
- O que aconteceu, filha?
Eu pensei por alguns segundos em algo plausível para responde-lo – Eu acho...Acho que tive, tive um sonho. -Meu velho levantou as sobrancelhas indagando. – Em que eu... Bom, nós... Eu e Edward Cullen...
Charlie me cortou, sorrindo — Não foi um sonho, Bell’s.
Eu gemi sem saber se aquilo era bom ou ruim. – Achei que não fosse mesmo. – Mas não podia ignorar a felicidade petulante que brotava no meu peito.
- Filha, eu quero falar algo com você – Encarei meu pai; seu tom de voz tinha mudado e ele estava compenetrado. – Não seja tola; você gosta desse rapaz... E não adianta negar, eu sei. Não permita ser uma covarde porque pode deixar passar algo que te fará sentir culpada para o resto da vida, e acredite no seu velho pai; você não terá uma segunda chance para mudar tudo. Aproveite agora!
Franzi o cenho. Quando foi que o chefe de policia virou um filosofo?
E sem me dar direito de resposta levantou da cama e foi em direção à porta, só se virando para me dizer:
- Arrume-se, tem alguém lá em baixo esperando por você e acho que não vai querer que ele te veja assim.
- Pai, o Emmett sempre me vê assim. – bufei. — Pede para ele subir, por favor.
Charlie sorriu misterioso. – Não é o Emmett.
Arregalei os olhos. E no próximo minuto eu estava de pé, correndo pelo quarto tentando não me atrasar ou rolar pelo chão.
INFERNO! Onde esta minha calça???
Encontrei a jogada debaixo da cama. Peguei de qualquer jeito e corri achar meus, ainda perdido, tênis enquanto tentava vestir a outra perna do jeans. Os tênis estavam em um canto cheio de roupa suja que eu tinha que lavar essa semana. Fui tentar calçar um pé no mesmo momento que tentava vestir uma blusa e me arrependi: cai de cabeça no chão. Com a blusa ainda enrolada no meio do meu peito corri para o banheiro fazer minha higiene.
Quando me achei o minimamente apresentável, respirei fundo algumas milhares de vezes, mentalizei diversas vezes que não deveria desmaiar e segui em direção as escadas.
Minha respiração ficou presa.
Por mais que todas as dúvidas, idiotices e histerias passassem pela minha cabeça, não sobrou um minúsculo resquício disso quando eu o vi. A única coisa que eu pude pensar foi: Obrigada!
Ele estava lá, ao pé da escada, sorrindo para mim como se me olhar fosse um privilegio, uma grande felicidade. Imaginei que sua beleza deixaria qualquer deus da Grécia com inveja. Minha mão coçou para toca-lo e uma urgência começou a se apoderar de mim.
Desci a escada, rápido por culpa da minha vontade de senti-lo, e ter a certeza absoluta de que não era um sonho. Mas é claro que no ultimo degrau eu tinha que tropeçar.
Edward me segurou antes que eu fosse ao chão. E fiquei dividida entre o suspiro contido por sentir seu corpo envolto do meu e a vergonha de ser desastrada na sua frente. Eu sabia que ele não gostava disso em mim.
O olhei receosa, mas para minha surpresa ele gargalhou – Bom dia, Bella. — e me apertou em seus braços para poder me dar um selinho que eu não estava esperando.
Aqueles lábios... Aqueles sabor...
É Isabella, você não esta sonhando garota! Então siga o conselho do seu pai recém Aristotelizado e se joga!
- O que você esta pensando? – perguntou, me afastando um pouco para me olhar.
- Nada. – nunca confessaria meus planos pervertidos de como eu me jogaria naquele corpo de quaterback...
- Bella, porque esta ofegando? – ele gargalhou novamente e eu fiquei rubra na hora.
Ótimo!
- Eu estava pensando... O que esta fazendo aqui? – Não quis parecer rude, mas estava tão curiosa.
Por minha sorte ele sorriu sem parecer ofendido. – Achei que ia querer uma carona. – Deu de ombros.
Deu de ombros? Aquilo podia não ser nada para ele, mas eu estava hiperventilando!
Tentei me manter calma e passar o mesmo ar de “tanto faz”.
- Legal. – sussurrei para a minha voz não me entregar.
Ele continuava sorrindo.
- Estamos um pouco atrasados, o que acha de irmos? – olhou para o relógio.
- Legal. – repeti.
Ele arqueou a sobrancelha. – Devia comer algo antes.
- Não estou com fome. – E não estava mesmo. Duvidava que conseguisse engolir qualquer coisa agora. – Podemos ir.
- Tem certeza? Seria melhor que comece algo...
E depois de tanta insistência, eu estava dentro do seu carro mordiscando uma barra de cereal.
- Meu pai foi legal com você? – sim, aquilo estava me remoendo.
Ele olhou para mim e piscou. – Seu pai é mais legal do que imaginei. É claro que eu já estava preparado para isso; Emmett sempre fala de vocês lá em casa.
- O que ele fala? – Perguntei com urgência. Tipo, É O EMMETT!
- Nada que precise se preocupar. – riu. – na verdade, meu irmão será o padrinho... – E parou, como se tivesse falado demais.
- O que foi? – indaguei.
-Nada... – negou sério. E então uma musica conhecida começou a tocar, e me distraiu.
- Lembra-se? – perguntou me olhando. — Love Dream. Você disse que gostava aquele dia.
- Eu gosto. – sorri.
Ele pareceu remoer algo até ter coragem de falar.
- Posso perguntar uma coisa? – disse temeroso.
- É claro. – o reconfortei.
- Não precisa responder se não quiser, ok. – balancei a cabeça concordando e o esperei continuar. – Quando você escutou essa música aquele dia, quando eu perguntei se tocava piano...
- Você percebeu? – indaguei surpresa.
- Sim. – murmurou.
Olhei para a janela, antes de me voltar para ele novamente.
- É a única lembrança boa que tenho da minha mãe.
Ele tirou uma mão do volante e a colocou sobre a minha me reconfortando. Senti-me encorajada para continuar a lhe contar. – Ela, Renée, sabe tocar piano, e as únicas vezes em que não estava “fora de si” era quando se sentava para tocar... Eu nunca chegava perto o suficiente para ela me ver – sorri com tristeza. – Se não ela pararia e ficaria furiosa comigo. Eu não me importava dela ficar furiosa, mas aquelas músicas eram as únicas vezes em que eu não pensava nela como um monstro. Eu nunca queria que parasse.
Engoli a bile que se formava. O rosto de Edward estava retorcido, como se a minha dor fosse a dele. Forcei um sorriso tentando tirar aquela expressão de um rosto tão bonito, mas não deu certo.
- Eu me sinto tão idiota. – se ofendeu.
- Por quê? – franzi o cenho, confusa.
- Por quê? – ele repetiu desdenhoso. – Enquanto você lutava com todas as suas dores ainda tinha que aguentar um filha da puta filhinho de papai te atormentado.
Arqueei uma sobrancelha. – Por acaso esse seria você ou todos os outros?
Edward bufou enraivecido. – Eu estava falando de mim, mas pode colocar os outros nessa conta também. – Ele me olhou aflito. – Será que um dia serei digno o suficiente para você me perdoar?
Fiquei séria. – Ei. – virei a palma apertando sua mão que ainda estava na minha. – Eu não preciso perdoar você – ele abriu a boca para protestar, então continuei antes que pudesse. — Vamos deixar o passado no lugar dele, certo?
Mesmo relutante ele concordou.
E logo estávamos no estacionamento da Forks High School.
Pelo nosso atraso não havia muitos alunos ali fora, mas todos – realmente todos – se viraram para nos ver, com a boca formando um perfeito O. A tão parada escola tinha tido noticias para fofocarem pela semana, eu só detestava que eu estivesse no meio disso. Um garoto chegou a tropeçar enquanto caminhava e encarava a nós dois.
Eu abaixei a cabeça envergonhada, ao contrario de Edward que levantou o queixo em desafio e ainda por cima segurou a minha mão.
- Só pode ser brincadeira! – escutei a voz esganiçada de Jessica Stanley, e fiquei vermelha imaginando que a escola toda logo saberia.
Continue caminhando Bella, lembre-se de quem esta do seu lado e só continue...
- BELLA, EDWARD?!
Inferno!
Emmett vinha correndo, as covinhas marcando os dois lados da bochecha pelo sorriso grande que dava.
Quando estava perto o suficiente se jogou em cima de mim e do irmão.
- Droga Emm, será que não dá para chamar menos atenção! – sibilei, olhando os alunos que pareciam já se amontoar.
- Mas eu estou feliz. – Ele fez biquinho.
Revirei os olhos.
- Por mim, você pode gritar mais ainda. – Edward riu.
Emmett deu um soquinho no ombro dele. – Esse é meu irmão. Você devia ser mais como ele, Bell’s.
Acabei rindo da idiotice dos dois.
A nossa volta o cochicho já começava a se tornar incomodo.
Cutuquei o ombro do meu amigo – Vamos?
Ele olhou para mim – Precisamos mesmo ir, o treinador esta nos chamando. – se dirigiu para o irmão. – o jogo esta se aproximando. – o nervosismo na sua voz era evidente.
- Ok. – Edward concordou.
Então ignorando todos os olhares curiosos dos outros alunos, em roubou um sorriso que me deixou rubra. Se afastou sorrindo enquanto o irmão gritava:
- AH O AMOR É LINDO. – Colocou as mãos no coração e suspirou.
Eu gemi, e sai andando rápido em direção ao prédio da minha primeira aula.
...
“O gostoso do Edward Cullen com a sonsa Swan? Impossível!”
“Ok, só pode ser macumba daquela coisinha.”
“O que ela tem? Primeiro Emmett e agora o gostosão?”
“Não é justo, ele é tanto para ela.”
Bella teve que aguentar aquilo durante todos os três primeiros períodos. Nunca desejou tanto estar em outro lugar...
POV TÂNIA
- NÃO PODE SER!
-Eu estou falando, Tânia. Foi o que eu vi...
- Você esta louca, Jéssica, louca. Completamente louca. Isso é impossível. – aquele era o fim. Só podia ser.
Edward não podia fazer aquilo comigo, não com aquela coisinha idiota da Swan.
QUE NOJO DESSA MENINA! Aquela vadiazinha imbecil com cara de santa...
Ah, mas ela vai pagar.
Notas finais
Sabe, estou em uma fase que parece que a inspiração foi dar um passeio e esqueceu o caminho de volta =//
Bom, mas agora preciso agradecer pelos comentários do capítulo anterior.. VOCÊS SÃO DEMAIS, OBRIGADA MENINAS *-*
Beeeeijos!
Fale com o autor